<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390</id><updated>2011-11-29T03:40:59.563-08:00</updated><title type='text'>:: O fascinante universo da História ::</title><subtitle type='html'>Um portal que fala sobre povos, impérios e reis do mundo antigo e medieval e muito mais...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>77</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-3341857008657486192</id><published>2011-06-05T15:41:00.001-07:00</published><updated>2011-06-05T16:51:21.135-07:00</updated><title type='text'>Piratas: o terror nos mares</title><content type='html'>&lt;em&gt;Brutamontes sanguinários ou nobres elegantes? Bandidos violentos ou homens que lutavam por sua liberdade? Bêbados inconseqüentes ou estrategistas brilhantes? Quem eram e como viviam os homens que dominaram os mares nos séculos de ouro da navegação européia?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8XM7ZOuG2Q0/TewGpSa8kSI/AAAAAAAAGT0/gPKC-dBqn0Y/s1600/ataque%2Bpirata.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 195px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8XM7ZOuG2Q0/TewGpSa8kSI/AAAAAAAAGT0/gPKC-dBqn0Y/s400/ataque%2Bpirata.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5614870141813428514" /6&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bêbado, o velho capitão acordou de repente. Os pêlos compridos da barba se agarravam às três argolas de ouro que lhe ornamentavam a orelha. Exalava um cheiro horrível, resultado do esvaziamento de algumas garrafas de rum na noite anterior. Passou pelo convés e viu o prisioneiro esticado no mastro. Quase morto. Havia uma faca pregada à perna do homem e o capitão se irritou. “Quem foi o imbecil que abandonou sua arma?”, gritou. Ninguém respondeu. O capitão foi até o coitado e retirou-lhe a faca. Viu, pela cor das fitas amarradas no cabo, que ela pertencia ao rapaz novato. “Idiota!”, gritou novamente. E, chamando o mestre quarteleiro, avisou: “Vamos parar na próxima ilha. Prepare uma pistola com uma só bala”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O personagem dessa história pode ter sido qualquer um dos milhares de piratas que infestaram os mares durante os séculos 16, 17 e 18, a época de ouro da navegação européia. Ao tentar imaginá-lo, é provável que você o veja de tamanco holandês, calças largas marroquinas, turbante inglês e o peito nu ressaltando as várias correntes de ouro, moda das colônias americanas. A imagem que fazemos dos piratas é uma mistura de nacionalidades. Mas foram os piratas ingleses que eternizaram seus nomes e se tornaram famosos até os dias de hoje. Afinal, a maior parte dos registros que temos da vida desses homens se deve aos relatos dos julgamentos ocorridos na Inglaterra no século 18. “As histórias viravam livros, a internet daquele tempo. Só no ano em que foi publicado, 1724, Uma História Geral de Roubos e Crimes de Piratas Famosos vendeu 1 milhão de cópias”, diz o jornalista Eduardo San Martin, tradutor da obra no Brasil e pesquisador do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro, assinado por um certo capitão Charles Johnson, tem autor desconhecido e, como quase toda obra da época, mistura episódios reais com detalhes imaginários. Ainda assim, ele influencia quase tudo o que foi escrito sobre o assunto. “Isso faz com que seja difícil definir o que é real e o que é ficção. A maior parte do que sabemos da vida dos piratas é o que se conta”, afirma San Martin. E o que se conta é o seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século 16, o mundo foi dividido ao meio pelo Tratado de Tordesilhas. “Portugal e Espanha se tornaram os donos da Terra, literalmente”, diz a historiadora Sheila Maria Doula, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, autora da tese Piratas: Discursos e Silêncios. Mas o mar não tinha dono e, para pilhar as riquezas portuguesas e espanholas, os reis da França, Inglaterra e Holanda armavam poderosos navios e colocavam-nos nas mãos de capitães experientes. Eles recebiam uma Carta de Corso autorizando os ataques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nos últimos anos, os corsários são tão numerosos e assíduos que chega a parecer que esses são os portos de seus próprios países”, escreveu Diego de Ybarra, governador da ilha espanhola de Santo Domingo, em 1595. Ele tinha razão em reclamar. Em nenhum outro lugar a presença dos piratas reais foi tão efetiva quanto no Caribe. “Locais como a Jamaica se tornaram dependentes dos corsários, tanto para o comércio quanto para sua segurança”, diz Edward Lucie-Smith em Outcasts of the Sea (“Banidos do Mar”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas conquistas eram de causar inveja a qualquer marinha oficial. Em 1671, 37 navios liderados pelo capitão galês Henry Morgan tomaram e destruíram a antiga cidade do Panamá, considerada o local mais rico do Novo Mundo, com 30 mil habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tamanho poder acumulado, os piratas passaram a ser uma força naval tão importante que para atacar a cidade espanhola de Cartagena, em 1697, o capitão francês Baron du Pointis pediu ajuda a Jean Ducasse, um famoso corsário que vivia no Caribe. O assalto foi um sucesso e Du Pointis voltou para a França com 7 milhões de francos em ouro, prata e esmeraldas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem toda riqueza confiscada acabava na mão dos financiadores das expedições. Uma vez no mar, os corsários começaram a não ver sentido em arriscar suas vidas para financiar os luxos de reis e rainhas. Assim, passaram a atacar qualquer navio cuja carga lhes parecesse rentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1713, o Tratado de Utrecht colocou fim às guerras entre as potências européias e a história da pirataria tomou novo rumo. “O século 18 é a época dos piratas bandoleiros. Como a Europa não estava mais em guerra, acaba a pirataria oficial”, diz San Martin. Acostumados à vida no mar e às fortunas fáceis e sem emprego no continente, os marinheiros – antes corsários – continuam roubando e se convertem, definitivamente, em piratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o apoio bélico real, a vida dos piratas dessa fase é bem menos glamourosa do que imaginamos. A estratégia de combate dos piratas não era nada genial. Tratava-se de enganar o navio inimigo hasteando uma bandeira falsa ou fingindo estar à deriva. Quando o barco desavisado se aproximava, os homens pulavam para lá e partiam para o combate corpo a corpo. A possibilidade de ser morto ou acabar mutilado pelas espadas alheias era grande. O navio inimigo era tomado e muitas vezes somado à frota pirata. Um capitão de sucesso poderia ter até 15 barcos sob seu comando. Apesar do risco, esses momentos eram saudados aos berros pelos bandidos. Eles adoravam lutar. Até porque, entre uma ação e outra, a vida a bordo era um tédio. Depois do butim dividido em partes iguais (a máxima pirata dizia que, para riscos iguais, recompensas iguais), o que restava era a expectativa de chegar ao porto mais próximo para gastar sua parte. “Eles jogavam dados, bebiam e acabavam brigando entre si”, escreveu Eduardo San Martin, no livro Terra à Vista – Histórias de Náufragos na Era do Descobrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de suprimentos também fazia a vida no mar bastante difícil. Segundo o relato atribuído ao ex-pirata Charles Johnson, “cada homem tinha direito a apenas uma boca cheia de água por dia. Muitos acabavam bebendo a própria urina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, quando chegavam em terra firme, as tripulações faziam a festa: esbanjavam o dinheiro que ganhavam nos mares com bebidas, jogos e mulheres. Algumas ilhas do Caribe e das Índias Ocidentais se transformaram em redutos quase exclusivos de piratas. Bares, estalagens, prostíbulos, casas de ofícios (que consertavam relógios, bússolas ou armas) e uma série de estabelecimentos eram atraídos para lá. No entanto, as paradas costumavam durar pouco, apenas o tempo de se abastecer de água fresca, fazer pequenos consertos, comprar alguma pólvora, madeira e alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse estilo de vida errante e violento permitiu que os navios piratas continuassem nos mares apesar de todo o esforço das nações européias para acabar com eles. É verdade que a pirataria começou a declinar a partir da segunda metade do século 18 – o historiador Marcus Rediker estima que, dos aproximadamente 5 mil homens que viviam da vida criminosa em alto-mar nos séculos 16 e 17, restaram apenas 300 deles a partir de 1726. Mas foi só em 1856 que a Declaração de Paris estabeleceu regras definitivas para as relações marítimas, colocando um fim oficial na atividade corsária e transformando em crime qualquer roubo ou saque em alto-mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brasil, terra de piratas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os primeiros tempos da colonização, a costa brasileira foi infestada por piratas: aventureiros que vinham saquear as cidades em busca de pau-brasil, pimenta, algodão, raízes e escravos indígenas. Mas foram dois corsários – marinheiros patrocinados pela Coroa de seus países – que fizeram história por aqui: o inglês Thomas Cavendish e o francês René Duguay-Trouin. Cavendish chegou a Santos com três navios e despejou na praia bandos de homens armados e com um objetivo: destruir tudo e matar a todos que encontrassem pelo caminho. O ataque tão ofensivo não seria necessário se Cavendish soubesse que, no Brasil, o calendário da reforma gregoriana já havia sido adotado. Por aqui, era noite de Natal e quase toda a população se encontrava na igreja, rezando. Para os ingleses, ainda era dia 15 de dezembro. O descompasso nas datas facilitou a ação dos invasores. Thomas Cavendish ficou por aqui durante dois meses, roubando, saqueando e destruindo tudo o que via pela frente, de Santos a São Vicente. No dia 12 de setembro de 1711, foi a vez do Rio de Janeiro. Dezoito navios da esquadra de René Duguay foram encobertos por uma neblina espessa e fizeram uma entrada triunfal no porto da cidade. Duguay não precisou tomar medidas agressivas. Moradores e autoridades preferiram colaborar com as exigências do capitão a perder suas vidas. Duguay permaneceu no Rio de Janeiro por 61 dias, até que o resgate – em ouro, açúcar e gado – fosse pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aventuras e piratas que ficaram na história&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Edward Teach, o Barbanegra&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imensa porção de pêlos que ocupava a face do inglês Edward Teach não é o único motivo pelo qual ele ficou conhecido como Barbanegra. A fama se espalhou porque, durante os assaltos a navios inimigos, Teach acendia fósforos e pavios na ponta dos cabelos. Seu rosto, iluminado pelas chamas, aparecia como uma imagem demoníaca que ficava para sempre cravada na memória dos inimigos. Barbanegra espalhou o terror pelos mares no início do século I8. Atirava em homens de sua própria tripulação apenas “para que se lembrassem dele”. Sabia que um pirata não é reconhecido apenas pelos seus feitos, mas também pela crueldade que emprega neles. Astuto, tratava de ficar amigo não de marinheiros ou piratas, mas das autoridades dos lugares por onde passava. Dava-lhes presentes ou comissões pelos produtos saqueados, envolvendo-os num sedutor esquema de corrupção. Foi assim, por exemplo, que o governador da Carolina do Norte, Charles Eden, lhe presenteou com um navio quando Teach estava prestes a perder a autorização para navegar. Eden ainda deu-lhe provisões e o casou com uma garota de 16 anos – sua 14a esposa. Enviado em busca de Teach, o tenente da marinha britânica Robert Maynard alcançou-o em alto-mar em 1718. No combate, acertou Barbanegra com um tiro no peito. Ordenou que a cabeça do famoso pirata fosse cortada e colocada na ponta da proa do navio, para servir como exemplo aos navios que encontrasse no trajeto de volta à Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Capitao Kidd&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudéssemos escolher um só homem para representar todos os piratas, esse seria William Kidd. Os relatos da vida do ex-comandante da Marinha inglesa que se tornou pirata em alto-mar, que podia ser cruel ou gentil, bárbaro ou nobre, justo ou traiçoeiro, deram origem à maior parte dos mitos sobre a pirataria. Kidd saiu ao mar em 1696, autorizado a atacar navios franceses e embarcações piratas. Esses, no entanto, conhecedores da fama de Kidd, se retiraram das rotas do capitão. Durante semanas, a frota navegou sem encontrar um só alvo. Em compensação, cruzavam navios de nações aliadas que vinham das Índias carregados de riquezas. Cansado do tédio de buscar em vão, interessado nas cargas que via passar e com medo de voltar à Inglaterra de mãos abanando (e ficar tachado como capitão de má sorte), William Kidd decidiu se converter à pirataria. Não teve problemas em saquear navios e encher seus porões com ouro, prata, bebidas e pólvora. Bem educado, usava a bandeira francesa para se aproximar dos navios de nações amigas e ser convidado a subir à embarcação. Fingindo-se de amigos, os homens de sua tripulação iam ao convés e, quando o anfitrião menos esperava, sacavam pistolas tomando todos como reféns. Excelente estrategista, conseguia escapar de batalhas que duravam até seis horas, mesmo quando o navio inimigo era mais equipado. Capturado em 1699 e julgado em 1701, Kidd foi enforcado e seu corpo ficou pendurado no porto de Londres durante meses, até ser completamente devorado pelos pássaros. As histórias que contavam dele levavam a uma conclusão: o capitão Kidd tinha que ser o homem mais rico de toda a Inglaterra. No entanto, nenhum dinheiro foi encontrado em suas embarcações e os ingleses passaram a acreditar que toda a fortuna devia estar enterrada nas ilhas do Caribe. Nascia aí a lenda dos tesouros escondidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mulheres apaixonadas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar era um lugar para homens. Nem Mary Read nem Anne Bonn duvidavam disso. Elas sabiam que revelar seu verdadeiro sexo, além de perigoso, seria inaceitável para os outros marinheiros. Assim, viviam disfarçadas de homem e, por serem exímias combatentes, não levantavam suspeitas. Anne Bonn entrou para a pirataria porque se apaixonou por um pirata, Johnny Rackham. Já Mary chegou a servir ao exército e só decidiu virar pirata porque se apaixonou por um pintor que tinha sido integrado à força num navio. Acabou grávida dele. Anne também estava grávida quando foi capturada e, por isso, as duas tiveram a execução adiada. Mary acabou morrendo na prisão e o destino de Anne é ainda hoje desconhecido. O que se sabe é que ela não chegou a ser enforcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Piratas famosos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Bartholomew Roberts&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Era um honesto marinheiro inglês que se converteu à pirataria quando seu navio foi capturado. Ficou famoso por seu contrato de direitos e deveres, que deveria ser assinado por todos os homens da tripulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Edward Low&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Cresceu como trombadinha no porto de Westminster, na Inglaterra. Mais tarde, trocou as ruas pelos mares do novo mundo. Ficou conhecido pela maneira sanguinária e pelas torturas que impunha a prisioneiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Francis Drake&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;O corsário inglês foi o autor de um dos maiores atos de pirataria de todos os tempos: em 1575, cruzou o estreito de Magalhães assaltando todos os portos até o Panamá. Foi condecorado como Sir Francis Drake.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Henry Morgan&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Durante o século 17, atacou cidades espanholas, onde torturava prisioneiros e membros do clero. Tornou-se governador da Jamaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Richard Hawkins&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;A ambição de Richard, filho do também pirata John Hawkins, era dar a volta ao mundo numa expedição que incluísse pirataria e saques. Em 1603, após dez anos no mar, tornou-se oficial da Marinha inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;JeanFrancois du Clerc&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;O corsário francês que em 1710 atacou Santos e fracassou na tentativa de tomar o Rio de Janeiro, foi assassinado pelas autoridades no Brasil e enterrado na igreja da Candelária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Rock o brasileiro&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;O pirata holandês ganhou o apelido por ter vivido no Brasil, durante a ocupação holandesa. Violento, chegou a assar vivas uma dezena de pessoas só por não saberem lhe dizer onde roubar porcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Henry Avery&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Virou rei depois de se casar com a filha do soberano mongol, capturada por seu bando num navio indiano. Patrocinava navios piratas que deviam lhe pagar parte da carga roubada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arte de roubar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O século 18 foi a época de ouro da pirataria. Mas os ataques piratas são muito mais antigos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;1400 a.C.&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;O mar Mediterrâneo já era palco de ataques a navios fenícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;500 a.C.&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Os gregos se juntam aos bárbaros que moravam ao longo da costa para saquear navios e cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Século 2&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Na Ásia, com o fim da dinastia Han, a pirataria se intensifica. Só no século 15 a dinastia Ming consegue controlá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Século 9&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Navios mouros ocupam a costa da Espanha e África, saqueando portos e navios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Século 13&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Como o renascimento do comércio, a pirataria se intensifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Século 16&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Os navios espanhóis, carregados de riquezas do Novo Mundo, tornam-se alvo de corsários – marinheiros contratados por outras potências européias. O comércio entre Europa e Ásia também estimula a pirataria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Século 17&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Os piratas bárbaros do Mediterrâneo começam a declinar. Ilhas pouco povoadas, como Port Royal, na Jamaica, Madagascar, na costa leste da África, e New Providence, nas Bahamas, viram um paraíso para piratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Século 18&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;O governo inglês decide perdoar os piratas, mas suas atividades não diminuem. Afinal, aqueles homens acostumados às guerras não encontram trabalho no continente e acabam voltando ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Século 19&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;No começo do século, com as guerras de Napoleão, a pirataria vive uma nova época de ouro. Mas, a partir da segunda metade do século, as perseguições a piratas se intensificam e a atividade começa a declinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-3341857008657486192?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/3341857008657486192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=3341857008657486192' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/3341857008657486192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/3341857008657486192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2011/06/piratas-o-terror-nos-mares.html' title='&lt;strong&gt;Piratas: o terror nos mares&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8XM7ZOuG2Q0/TewGpSa8kSI/AAAAAAAAGT0/gPKC-dBqn0Y/s72-c/ataque%2Bpirata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-1175808883104138412</id><published>2011-05-29T08:59:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T09:14:28.691-07:00</updated><title type='text'>Piratas com fome</title><content type='html'>&lt;em&gt;Corsários que faziam escala no Brasil em busca de comida adoravam as receitas locais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-46pU9QLdhdQ/TeJwx-JLPCI/AAAAAAAAGTo/4RIieaO8MwI/s1600/navio-pirata.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 296px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-46pU9QLdhdQ/TeJwx-JLPCI/AAAAAAAAGTo/4RIieaO8MwI/s400/navio-pirata.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612172089454443554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles saíam de casa, do velho continente europeu, rumo aos desconhecidos mares do sul, com um apetite voraz por aventura e seus navios abarrotados de comida e água, que teoricamente deveriam durar até a próxima parada. Mas as coisas nem sempre transcorriam como o esperado. Tempestades, calmarias, incêndios e encontros nada amistosos com inimigos destruíam parte do estoque. O calor infernal dos trópicos se encarregava de fazer apodrecer o resto, o que provocava uma horripilante proliferação de vermes e doenças. Os corsários e piratas ingleses chegavam ao Brasil quase sempre famintos, depauperados, doentes e desesperados por água fresca e comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes o objetivo das frotas não era o Brasil, e sim destinos mais distantes no Oceano Pacífico: as costas da América espanhola com suas ricas embarcações abarrotadas de ouro e prata; e as rotas do oriente, onde também havia galeões carregados de tesouros. O Brasil era uma espécie de escala, quase obrigatória, antes da difícil e perigosa travessia do Estreito de Magalhães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarefa de achar um bom porto para ancorar e abastecer os navios com água e mantimentos não era das mais fáceis. Alguns felizardos encontravam belos rios de água potável e eram bem recebidos por índios ou colonos amistosos, que lhes forneciam frutas, raízes comestíveis e animais. Outros eram rapidamente expulsos da terra por tribos de canibais, precisando ir de ilha em ilha em busca de alimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se tornou mais difícil depois de 1580. Naquele ano, Portugal foi anexado à coroa espanhola, e Felipe II, rei da Espanha, que estava em guerra com a Inglaterra, passou a ser também soberano do Brasil. A situação piorou ainda mais em 1588 quando a junta governativa composta por Antônio Barreiros, Cristóvão de Barros e Antônio Coelho de Aguiar criou medidas para defender o país contra o ataque de corsários, proibindo navios estrangeiros de freqüentarem as costas brasileiras, com exceção daqueles que apresentassem uma Provisão Real (documento fornecido pela coroa portuguesa). Suas ordens eram muito claras: estava proibido comercializar com qualquer embarcação inglesa em território brasileiro. Mas nem todos os ingleses estavam a par dessas ordens e, quase sempre, movidos pelo desespero da fome e da doença, tentavam a sorte em nossos portos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ainda contavam com homens em condições de lutar, alguns navegadores atacavam e saqueavam vilas no litoral brasileiro, onde se fartavam com frutas nativas, peixes, carnes, e com derivados da mandioca, como a farinha e os beijus (massa feita de farinha de tapioca). Os alimentos eram disputados avidamente, como aconteceu com a tripulação do corsário Thomas Cavendish (1560-1592), em 1592, que pretendia, pela segunda vez, dar a volta ao mundo. Na Ilha Grande, no Rio de Janeiro, os homens de Cavendish, desesperados de fome, saquearam as casas da região, angariando batatas, bananas, raízes, além de porcos e galinhas. “Naquele lugar, não consegui comida nem dinheiro, de modo que, levado pela pura fome, me meti na floresta para tentar caçar alguma coisa. Enquanto seguíamos, topamos com sete ou oito homens de nosso grupo que se aglomeravam ao redor de um porco que haviam matado e brigavam para ver quem ficaria com a melhor parte. Chegamos bem no momento em que começavam a se socar, e assim roubamos um pedaço da caça e corremos para dentro da floresta” conta um dos membros da expedição, Anthony Knivet, em seu livro de memórias. Já os músicos de Cavendish tiveram mais sorte: caçaram oito gambás, que comeram assados, acompanhados de raízes da terra, provavelmente carás e aipins. Uma deliciosa refeição brasileira. Quando abandonaram a Ilha Grande, os então bem alimentados e restabelecidos ingleses incendiaram todas as casas e retomaram seu rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parada seguinte foi no Porto de Santos. Na noite de Natal, os ingleses atacaram e se apossaram do povoado. Em Santos, os ingleses se fartaram de comida. “Na vila havia um bom estoque de alimentos, doces cristalizados, açúcar e farinha de mandioca, com a qual fizemos ótimo pão, e trezentas cabeças de gado, que nos alimentaram todo o tempo em que lá estivemos”, conta Anthony Knivet. Confortavelmente instalados no mosteiro dos jesuítas e com alimentos em abundância, os piratas ficaram por dois meses, o que provocou o fracasso da viagem, pois acabaram perdendo a temporada correta para fazer a travessia do Estreito de Magalhães. No estreito, enfrentando frio extremo e fortes tempestades, quase toda a tripulação sucumbiu, e o explorador foi forçado a voltar para a Inglaterra. Sem a farinha de mandioca, os pães, os doces e as carnes de Santos talvez a história de Cavendish tivesse tido um desfecho diferente. O conhecido bon vivant talvez tenha sido derrotado pela barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pirata cortesão Richard Hawkins (1562-1622) teve mais sorte. Homem extremamente educado e gentil, ele pensava, acima de tudo, no bem-estar e na saúde de seus homens, ao contrário de Cavendish, que abandonava os doentes em praias desertas e desabitadas. Em 1593, com o objetivo de chegar à China e ao Japão, via Estreito de Magalhães, precisou fazer uma escala em Santos. Sua tripulação estava doente, enfraquecida pelo escorbuto, e incapaz de empreender qualquer tipo de ataque. Hawkins decidiu, então, negociar pacificamente com a população local. Escreveu uma elegante carta, propondo trocas comerciais, e pediu que um capitão a entregasse. O emissário inglês foi muito bem recebido pelos oficiais de Santos e pela população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguiu que a frota recebesse 300 laranjas e limões – fundamentais para combater o escorbuto (causado pela falta de vitamina C no organismo). “Quando os mantimentos subiram a bordo de nossos navios, uma grande alegria tomou posse da tripulação, e muitos recuperaram a saúde apenas ao avistar as laranjas e limões. Trata-se de um maravilhoso segredo do poder e sabedoria de Deus, que escondeu tão grandes e desconhecidas virtudes nessas frutas, para serem tão certo remédio para essa enfermidade”, relata Hawkins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades de Santos enviaram a carta ao governador da capitania, Lopo de Souza, mas a resposta não foi a esperada. O governador se disse pesaroso por não poder atender a tão justo pedido. Afirmou que recebera ordem do rei para não negociar com os ingleses, e estabeleceu um prazo de três dias para Hawkins abandonar o porto. Salientou, ainda, que estava sendo generoso em consideração aos modos aristocráticos do capitão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, os ingleses seguiram em direção ao sul, onde encontraram algumas ilhas (talvez o Arquipélago de Alcatraz, a 45 quilômetros do Porto de São Sebastião, também em São Paulo). Toda a tripulação desembarcou, incluindo três médicos, para completar o restabelecimento da saúde da tripulação. Ao escrever sobre essas ilhas, Hawkins, um excelente observador da natureza, tornou-se o primeiro cronista a descrever a brasileiríssima pitanga: “uma espécie de cereja, de cor vermelha, com um caroço, não totalmente redonda, mas em gomos, e com um sabor extremamente agradável”.  Maravilhou-se também com a exótica aparência de outra fruta: “de gosto muito prazeroso, com a forma de uma alcachofra, toda rodeada de espinhos”. Tratava-se do abacaxi. “Uma das melhores frutas que comi nas Índias”, conta Hawkins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais exótico alimento que saborearam foi uma espécie de sopa, cuja receita foi criada pelos médicos ingleses, com o objetivo de fortalecer a tripulação. Naquela época, a alimentação era parte fundamental na cura, e havia receitas especiais para cada tipo de doença. “Nessas ilhas encontramos grande quantidade de pequenos alcatrazes (aves das costas atlântica e pacífica da América do Sul) em seus ninhos, que reservamos para os doentes, e que fervidos com porco em conserva, e engrossados com farinha de aveia, resultaram numa sopa muito substancial”, relata Hawkins. O poderoso caldo preparou a tripulação para enfrentar a difícil e perigosa travessia do Estreito de Magalhães. Nessas ilhas, acharam também grande quantidade de uma erva riquíssima em vitamina C e indicada especialmente para combater o escorbuto: a beldroega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para o Estreito de Magalhães encontraram um navio negreiro português, que seguia para a África. Os corsários perseguiram a embarcação, que rapidamente se rendeu. Os ingleses desarmaram o navio e se apoderaram de seu carregamento. “A nau estava abarrotada de farinha de cassave, que os portugueses chama de farinha de pau, feita de uma raiz muito parecida com batata”, explica Hawkins. Os portugueses trocariam esse precioso carregamento por escravos em Angola. Mas nas mãos dos ingleses a farinha de mandioca teve outro destino. Com o ingrediente, os homens de Hawkins fizeram deliciosas panquecas, que fritavam em manteiga, óleo, ou banha de porco, e depois polvilhavam com um pouco de açúcar. O exótico manjar passou a ser a comida preferida pela tripulação. Os corsários ingleses, quem diria, fartaram-se de beijus, um acepipe inventado pelos índios brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hawkins também se rendeu ao fascínio do cauim, uma bebida indígena feita a partir da mandioca macerada. E observou que os melhores eram aqueles “mastigados por uma velha”, contrariando outros cronistas que diziam que o bom cauim era feito a partir da mandioca mastigada por jovens ou virgens. Hawkins era um conhecedor. Registra três diferentes maneiras de preparar bebidas feitas a base de mandioca. Além do cauim obtido através da mastigação, muito conhecido, ele cita outras duas variedades. E fornece a receita: a mandioca era assada até ficar quase queimada, pilada até virar pó, e, em seguida, acrescentava-se água, fervia-se e deixava-se a mistura descansar por três ou quatro dias. A outra variedade era também à base do pó da mandioca torrada, misturado à água, mas sem ferver ou descansar. O resultado era “muito parecido com ale (tipo de cerveja comum no norte europeu), que é usada da Inglaterra, e da mesma cor e sabor”, afirma o corsário inglês. Muitos cronistas demonstraram repugnância ao beber o cauim indígena. Mas os ingleses encontraram nele os mesmos encantos da cerveja de sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Sheila Moura Hue&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/piratas-com-fome"&gt;www.revistadehistoria.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-1175808883104138412?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/1175808883104138412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=1175808883104138412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1175808883104138412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1175808883104138412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2011/05/piratas-com-fome.html' title='&lt;strong&gt;Piratas com fome&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-46pU9QLdhdQ/TeJwx-JLPCI/AAAAAAAAGTo/4RIieaO8MwI/s72-c/navio-pirata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-7995251543018696898</id><published>2011-05-08T08:44:00.001-07:00</published><updated>2011-05-08T09:00:08.074-07:00</updated><title type='text'>O navegador dos Lusíadas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Há exatos 500 anos, Vasco da Gama zarpou de Lisboa, deu a volta à África e chegou à Índia, na maior proeza da era das navegações. Inspirado na grande aventura, Camões escreveu Os Lusíadas. Depois de Vasco da Gama, o homem ficou maior — e o mundo, menor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zX0NzcxMk18/Tca6g5rccQI/AAAAAAAAGTg/82Q9AYcWTbA/s1600/O%2Bnavegador%2Bdos%2BLus%25C3%25ADadas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-zX0NzcxMk18/Tca6g5rccQI/AAAAAAAAGTg/82Q9AYcWTbA/s400/O%2Bnavegador%2Bdos%2BLus%25C3%25ADadas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604371860710781186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desenho de Giovanni Leardo, de 1442, o mundo não tinha pé nem cabeça, só Europa e Mediterrâneo. A África era uma incógnita e o fim dos oceanos, uma caixa preta habitada por monstros inconcebíveis (como os da ilustração desta página, copiados das cartas náuticas do século XVI). Mas os barquinhos portugueses, de 25 metros de comprimento, tornaram o mundo pequeno e navegável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou em 1415, quando eles atravessaram o Mediterrâneo e tomaram Ceuta, no Marrocos. Depois, se lançaram em mar desconhecido. Ano após ano, foram descendo a costa da África. Com o infante D. Henrique (1394-1460), as navegações se expandiram e viraram a epopéia lusitana, conquistando continentes e produzindo lendas. A começar pela Escola de Sagres, o famoso centro náutico que teria sido criado por D. Henrique. É uma lenda, um mito. Na verdade, nunca existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais mitológica das viagens começou em 8 de julho de 1497, há 500 anos, quando Vasco da Gama partiu de Lisboa, com quatro navios. Vinte e seis meses depois, voltou com o caminho marítimo para as Índias descoberto. Foi a navegação mais importante da História. O ponto culminante dos descobrimentos que mudaram o formato da Terra na cabeça da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saga de Vasco da Gama foi narrada pelo poeta Luis de Camões (1525-1580), em Os Lusíadas, com versos que os estudantes de língua portuguesa conhecem. Lembra? "As armas e os barões assinalados/ que da Ocidental praia lusitana/ por mares nunca dante navegados/ passaram além da Taprobana/ em perigos e guerras esforçados/ mais do que prometia a força humana/ entre gente remota edificaram/ novo reino que tanto sublimaram". (A propósito: Taprobana é a ilha de Ceilão, no sul da Índia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, agora, você vai embarcar nas naus lusitanas. Vai testemunhar de perto a energia desbravadora que animou, com toda a justiça, o maior poema do nosso idioma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem esse barbudo pensa que é?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O samorim (rei) de Calicute sorriu com desdém quando o português mostrou os presentes que trazia: capuzes, chapéus, três bacias, uma caixa de açúcar, dois barris de azeite e dois potes de mel. Reles bugigangas. "Então foi para isso que o Ali Malandi (almirante) viajou tanto?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele encontro, no dia 28 de maio de 1498, foi um desastre. Os navios de Vasco da Gama foram imediatamente presos no porto. Quando os indianos passavam, cuspiam no chão e amaldiçoavam: "Portugal, Portugal". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasco, então, jogou pesado, como era seu estilo. Seqüestrou seis nobres que subiram a bordo e obrigou o samorim a negociar. O indiano chamou-o e pediu mais seriedade. Se os portugueses queriam comércio, tudo bem, mas que trouxessem ouro, prata e tecidos de qualidade. E vermelhos, por favor. Foi assim, sob total desconfiança, que o comércio entre a Europa e Ásia foi reinaugurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasco da Gama era o homem certo na missão certa. Seu pai, prefeito de Sines, no sul de Portugal, era candidato para chefiar a expedição às Índias, mas morrera antes. "Conforme a tradição medieval", diz Vasco Telles da Gama, pesquisador e descendente do navegador, "a missão deveria ser transmitida ao primogênito, Paulo da Gama. Mas a influência de D. Manuel pesou". O rei conhecia Vasco desde menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almirante era famoso pela crueldade. Em 1492, perseguira piratas franceses na costa. Além do mais, era membro da Ordem de Cristo, a sociedade de nobres que financiou parte das expedições marítimas. O símbolo da Ordem, a Cruz de Malta, cruzou os mares pintado nas velas. E, até hoje, enfeita a camisa do time de futebol carioca Vasco da Gama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expedição reuniu o dream team da navegação portuguesa, escalado pelo rei. Pero de Alenquer era o melhor piloto do mundo. Pero Escobar descobrira o Congo, em 1485. Mesmo assim, dos 160 homens e quatro caravelas que partiram, só 55 voltaram, em dois navios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tempestades e doenças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na saída, um nevoeiro fez com que a esquadra se perdesse, só se reencontrando mais tarde. Na África, houve escaramuças com nativos. Para aproveitar os ventos do alto mar, a frota afastou-se bastante da costa (veja o mapa). Três meses depois da partida, dobrou o Cabo da Boa Esperança. No sétimo mês, as gengivas dos marinheiros começaram a apodrecer e as pernas ficavam roxas. Era o escorbuto, a doença causada pela falta de vitamina C. Morreram muitos. Uma nau foi queimada e a tripulação redistribuída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em março de 1498, chegaram ao porto de Moçambique. Pela primeira vez, viram barcos árabes. O cais fervilhava de seres exóticos, de roupas coloridas e toucas com fios dourados. Havia carregamentos de ouro, prata, gengibre, pérolas e rubis. Era outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ajuda de pilotos nativos, bordejaram a costa até Mombaça (hoje, no Quênia). O sultão local mandou laranjas para mostrar que era de paz, mas Vasco não desembarcou. Fez muito bem: escapou de um ataque à sua nau. Dali em diante, toda escala significava emboscada. "A sorte era que, apesar de dominarem a costa", diz o historiador Antonio Farinha, da Universidade de Lisboa, "os muçulmanos se dividiam em reinos rivais." Graças à essa rivalidade, a sorte dos portugueses mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A estranha santa de cinco braços &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegaram em Melinde (também no Quênia), o sultão era amigável. Propôs uma aliança. Com a ajuda dele e de um piloto muçulmano hindu, a frota tomou uma decisão radical: afastar-se da costa e cruzar o Oceano Índico. Foi até fácil. No dia 20 de maio de 1498, chegaram em Calicute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cometaram uma gafe atrás da outra. Queriam tanto acreditar que os hindus eram cristãos, que confundiram um templo com uma igreja e uma estátua da deusa Devaki com a Virgem Maria. Álvaro Velho, o cronista da expedição, escreveu, muito iludido: "Jogaram água benta em nós. Havia santos pintados nas paredes da igreja, com coroas. Eram muito variados. Uns tinham dentes projetados da boca cerca de uma polegada, e quatro ou cinco braços."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de concluir que o samorim não era trouxa, Vasco decidiu zarpar para Portugal. Na volta, morreram tantos marinheiros de escorbuto, que outro navio foi abandonado. Em setembro de 1499, a frota entrou de novo no Tejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei recompensou o almirante com uma rica pensão. Em 1502, mandou-o de volta ao Oriente com uma armada de vinte naus. Vasco quase destruiu a cidade de Quiloa, na África, saqueou navios, incendiou um barco de peregrinos árabes, matou pescadores e bombardeou Calicute. Arrebanhou 1 600 toneladas de especiarias, uma fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou Conde de Vidigueira e Vice-Governador das Índias, em 1524. Mas morreu três meses depois de assumir o cargo, em Cochim, na Índia. Seu corpo voltou para Portugal em 1539, com toda a pompa. Em 1880, seu caixão foi transladado para o Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa. Lá, repousa entre os heróis de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A tecnologia das velas e dos ventos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os músicos tocavam com força enquanto o escrivão examinava os moradores da vila de Viseu, no norte de Portugal. A indecisão era visível. A escolha, complicada: trocar a rotina melancólica de camponês pela glória incerta de marinheiro. No século XV, os recrutadores percorriam as vilas com bandinhas e promessas de riqueza. Reuniam a gente na praça e ofereciam a isca: 50% do salário ali mesmo, na hora, como garantia às famílias que cedessem o pai ou um filho. Mas exigiam fiador: o rei queria indenização se o voluntário, num ataque de bom senso, fugisse antes do embarque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei, sem trocadilho, era realista. As viagens eram mesmo uma loucura. Os barcos eram frágeis, o mar furioso e os perigos incontáveis. A favor, os portugueses só tinham um trunfo: conheciam, como ninguém, a aerodinâmica das velas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1415, usavam barcas de pesca, a remo, com velas quadradas. Homens, animais e carga acomodavam-se no convés. Se chovesse, cobriam-se com panos impregnados de óleo, para ficar impermeáveis. "Serviam para mares fechados, como o Mediterrâneo", diz o comandante Fernando Pedrosa, autor de Navio e Marinheiros: a Arte de Navegar entre, 1139 e 1499."Dentro dele era possível se guiar por faróis, a costa tinha comida e dava para fazer escalas." Mas o Oceano Atlântico tinha grandes ondas, correntezas, tempestades, costas desabitadas e com recifes, difíceis de atracar. A navegação exigia mais segurança e autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1440, surgiram as caravelas, logo copiadas por espanhóis e genoveses. O casco era mais fundo e estreito, havia porão para carga e aposentos para o capitão. As velas triangulares, chamadas "latinas", eram mais manobráveis (veja infográfico) e permitiam avançar até com vento contrário. Em 1497, Vasco da Gama experimentou a primeira nau. Tinha mais espaço, velas tringulares e quadradas e muito mais solidez. Dava para carregar muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meses de privação e desconforto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naufrágio, fome, doença, encalhes, piratas e ataques inimigos, eram o mínimo que um candidato a marinheiro deveria esperar. Dos 13 navios da armada de Cabral que veio ao Brasil, por exemplo, sete afundaram. Eram recrutados homens de 12 a 70 anos, mas meninos de 8 a 10 também embarcavam com os pais, como grumetes. Em missões perigosas, a coroa mandava presos e degredados. Se sobrevivessem, ganhavam de volta a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquadra era comandada pelo capitão-mor, um fidalgo da pequena nobreza, escolhido pelo rei, em geral um militar provado em batalhas, que passava o cargo para filho - como o nobre dono de castelo legava a um descendente. Cada navio tinha seu capitão, o piloto e o mestre, que comandava os marinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os salários eram estipulados pela duração da viagem. Lucro, mesmo, dava o aprisionamento de navios estrangeiros. O rei ficava com 20%, o capitão-mor com 30% e o resto era dividido pela tripulação segundo a hierarquia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia apenas um fogão à lenha a bordo, sobre uma chapa de ferro, coberta de areia. Com chuva ou muito vento não podia ser aceso. Comia-se muito peixe (às vezes cru), biscoitos úmidos, carne de porco salgada e vinho diluído em água, que era racionadíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Higiene difícil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O asseio era quase impossível. Banho só nas escalas, que podiam demorar semanas. Para fazer as necessidades, usava-se um balde, pendurado do lado de fora do navio, para ser lavado pelas ondas. O papel higiênico era uma corda com a ponta desfiada, também dependurada no navio, uma espécie de pincel molhado à espera do próximo usuário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medicina era precária. O almirante Fernão de Magalhães, que deu a volta ao mundo em 1519, tinha 65 drogas na farmácia. Uma delas era a teriaga, planta usada tanto contra verminoses e flechadas. Antes da aplicação, a ferida era queimada e regada com urina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velas e cordas tinham que estar sempre prontas para as mudanças de vento. Havia poucas distrações. A missa, no domingo, era um programão. Apesar de proibido, o jogo corria solto. Em 1565, Camões perdeu uma fortuna no carteado, entre a Índia e Moçambique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um império vasto demais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Algarve, no sul de Portugal, a península de Sagres, no cabo de São Vicente, se debruça sobre uma vista espetacular do Oceano Atlântico. Tão bonita que seu nome foi usado durante anos para batizar uma escola onde cartógrafos e pilotos teriam estudado técnicas de navegação. Um sonho iluminista, não fosse um único detalhe: a Escola de Sagres nunca existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O príncipe, infante D. Henrique, filho do rei D. João I, dinamizou muito as navegações, apoiando-as quando a Corte questionou seu custo. Nomeado governador do Algarve, em 1419, instalou-se em Lagos, a 20 quilômetros de Sagres, de onde estimulou muitas expedições. "Mas nunca houve reunião nenhuma de estudiosos em Sagres", disse à SUPER o professor Francisco Contente Domingues, da Universidade de Lisboa, "muito menos escola de navegação". A Escola foi "uma lenda criada por poetas românticos do século XIX. O ditador Antonio Salazar (1889-1970) difundiu-a para enaltecer as descobertas portuguesas". Há consenso entre os historiadores portugueses modernos: a escola é puro mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, com ou sem ela, as navegações são de tirar fôlego. Nos séculos XV e XVI Portugal não cabia no mundo. Causa espanto que um país tão pequeno tenha conseguido ir tão longe. Os portugueses tinham dois motivos para se enfiar mar adentro: o econômico, de aumentar o comércio com a Europa, e o político, de expandir as terras cristãs na luta contra os mouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lucros no porão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem antes da viagem às Índias, já ganhavam bom dinheiro vendendo açúcar plantado nos Açores. Mas queriam vender especiarias. "Naquele tempo não havia geladeira e a conservação da comida era um grande problema", diz o pesquisador Victor Rodrigues, do Centro de Estudos de História e Cartografia Antiga de Lisboa. "As especiarias melhoravam o gosto dos alimentos deteriorados". Cravo, canela, noz moscada, gengibre e pimenta davam um sabor exótico. Custavam caro e eram apreciadas pelos ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a tomada de Constantinopla pelos turcos, em 1453, a viagem das especiarias complicara-se. Elas iam de navio para Jedá, na Arábia, em camelos para Damasco, na Síria, e de lá para Alexandria ou Beirute, onde eram embarcadas para Veneza. Antes de 1497, os venezianos compravam 10 toneladas de especiarias por ano. No porão das naus, o volume (e o lucro) das cargas disparou: Cabral trouxe 100 toneladas das Índias; Vasco da Gama trouxe 1 500 toneladas, em 1502.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio português enriqueceu. Em 1520, as especiarias forneciam a metade da receita dos cofres lusitanos. Logo, logo, capitalistas do mundo inteiro abriram o olho: holandeses, alemães, genoveses e ingleses passaram a investir pesado nas viagens pela nova rota do Cabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cruz de Malta no sol nascente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as navegações começaram, as Cruzadas (1095-1291), ainda estavam na memória de todos. A luta dos cristãos provocara redistribuição de terras árabes entre os nobres. E em Portugal havia muito nobre para muito pouca propriedade. Ser rei era complicado. Sua Majestade tinha que se equilibrar para contentar súditos belicosos prontos a traí-lo com os espanhóis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para expandir a luta contra os mouros", diz Francisco Contente Domingues, "os portugueses buscavam uma aliança militar com o Preste João, o rei cristão da Etiópia. Também estavam de olho nos cristãos nestorianos (uma seita de discípulos de São Tomé, emigrada da Síria para a Pérsia) que supunham existir na India". Daí a confusão de Vasco da Gama com os templos hindus em Calicute. Juntos, reconquistariam Jerusalém. Seria a glória do rei de Portugal e a riqueza dos nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era bravata. Mesmo enriquecendo no Oriente, o ideal político nunca foi abandonado. Em 1517, o governador da Índia, Afonso de Albuquerque, mandou atacar Meca, na Arábia. Mas as pesadas naus armadas não puderam entrar no raso Mar Vermelho. Os portugueses atacaram o porto de Jedá com galés a remo, de menor calado, e pouca artilharia. Foram derrotados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O leste do leste&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de parcos resultados na luta contra os mouros, as navegações deram mais de 150 anos de expansão e glória. Ao voltar das Índias, em 1499, Vasco da Gama trouxe informações sobre regiões remotas onde as especiarias eram mais baratas: a Taprobana (Ceilão), Málaca (na Malásia), Molucas, Sumatra e Timor (na Indonésia), Macau (na China) e, mais longe ainda, o Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se intimidaram nem um pouco. "Em pouco tempo havia portugueses metidos em rotas comerciais onde a Coroa nem sonhava em chegar", diz Jorge Flores, membro da Comissão Portuguesa dos Descobrimentos. "Só vendendo pimenta de Málaca, na China, ganhavam 400%." Viajavam por conta própria, estabeleciam pequenas feitorias (entrepostos comerciais), casavam e viviam entre os nativos. A miscigenação garantiu a colonização e a presença lusitana, do Brasil à China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1543, três comerciantes chegaram por conta própria na ilha Tanegashima, no Japão. Trocaram seda, prata e porcelana chinesas por laca e biombos japoneses. Logo atrás deles, vieram os jesuítas e Nagasaqui virou uma cidade católica. O português deu várias palavras ao idioma japonês: obrigado (arigato), botão (botan), vaca (waca), cadeira (kantera), vidro (bidro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1580, tudo começou a desmoronar, quando o rei D. Sebastião desapareceu numa batalha, no Marrocos, sem deixar herdeiros. Portugal uniu-se à Espanha. Em 1588, os espanhóis organizaram a maior frota naval de todos os tempos para invadir a Inglaterra. Mas a Invencível Armada foi derrotada no Canal da Mancha. Com ela, naufragaram os melhores navios portugueses. Depois, o mar mudou de dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grandes Navegadores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Pedro Álvares Cabral (1467-1520)&lt;/u&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fidalgo Pedro Álvares Cabral já se destacara como soldado, lutando contra mouros e caçando piratas franceses na costa, quando foi escolhido para comandar a frota de 13 caravelas, bem armadas, que iria consolidar a presença portuguesa na Índia, meses depois da volta de Vasco da Gama. Os portugueses desconfiavam da existência do Brasil, mas a grande cobiça era a Índia. Cabral afastou-se bem da costa da África, descobriu oficialmente o Brasil e rumou para Calicute. Dessa vez, os portugueses levavam para o samorim bacias e vasos de prata, almofadas de veludo com franjas de ouro, tapetes e panos finos. Mas, ao chegar, o almirante resolveu dar uma demonstração: fez disparos na frente do porto, apresou uma nau de especiarias e incendiou navios. Os indianos reagiram destruindo a feitoria que os portugueses tinham deixado. Cabral bombardeou o porto durante quinze dias. Rumou para Cochim e Cananor, fez tratados comerciais e encheu-se de especiarias. Voltou à Lisboa consagrado. Em 1502, queria retornar à Índia com uma nova esquadra, mas Vasco da Gama acabou indo no seu lugar. Cabral enfureceu-se e insultou D. Manuel. Nunca mais voltou ao mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Pero de Covilhã (1460-1526)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1487, a dupla Pero Covilhã e Afonso de Paiva recebeu uma missão impossível: ir às Índias e descobrir, na África, o lendário rei cristão da Etiópia, Preste João, com quem os portugueses pretendiam aliar-se para reconquistar Jerusalém dos mouros. Os dois foram para Barcelona, Gênova e Alexandria, onde se separaram. Disfarçado de árabe, Covilhã foi de caravana até Áden, na Arábia, onde tomou um navio para Calicute. Andou na Índia e na Pérsia. Cruzou o Oceano Índico e voltou para a África. Foi ao Cairo para reencontrar Paiva, mas o companheiro morrera. Passou, então, aos emissários do rei de Portugal, informações que foram preciosas para a viagem de Vasco da Gama. E, embora cansado, assumiu a missão de Paiva: foi por terra até a Etiópia e visitou o rei Alexandre. Foi o primeiro a perceber que os cristãos etíopes eram muito pobres. E cercados por árabes. Jamais voltou a Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Bartolomeu Dias (1450-1500)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levou três caravelas ao extremo sul da África, uma só com suprimentos para enfrentar falta de alimento e combustível. Navegou quatro meses. Enfrentou motins da tripulação desesperada e ventos na África do Sul, mas, em agosto de 1487, conseguiu dar a volta ao cabo da Boa Esperança. Voltou para Lisboa e ajudou a construir os navios de Vasco da Gama. Acompanhou sua esquadra até o arquipélago do Cabo Verde, mas ficou por lá. Em 1500, embarcou na armada de Cabral, esteve no Brasil, mas, ao dobrar novamente o Cabo da Boa Esperança, uma tempestade afundou seu navio. Morreu sem ir às Índias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Cristóvão Colombo (1451-1506)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1476, com 25 anos de idade, o genovês emigrou para Portugal como empregado da Casa Centurione, de Florença. Antes, morou na Islândia, cujos vikings navegaram até Groelândia e o Canadá no ano 1000. Viveu dez anos na Ilha da Madeira, negociando açúcar. Em 1486, propôs ao rei português, D. João II, chegar a Índia navegando pelo Oeste. O soberano recusou e ele foi oferecer seus serviços aos reis de Castela, Fernando e Isabel. Em 1492, partiu com três caravelas e chegou até as Antilhas, acreditando estar nas Índias. D. João II arrependeu-se, claro. Em 1495, negociou com o português Fernão Dulmo a viagem de uma esquadra pela rota ocidental. Dulmo, entretanto, jamais partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Fernão de Magalhães (1480-1521)&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutou em Quiloa, na África, em 1505, na Índia, em 1507, e no Marrocos, em 1514, onde foi gravemente ferido. Recebia uma boa pensão do rei, mas queria aumento. Abandonou Portugal com trinta marinheiros e ofereceu seus serviços aos espanhóis. Era o homem certo para a idéia fixa dos reis de Castela: chegar às Índias viajando para Oeste. Em 1519, zarpou com cinco naus e 237 homens. Descobriu o estreito que leva seu nome, no sul da Patagônia, e chegou ao Pacífico. Os portugueses mandaram uma frota, da Índia, para afundá-lo. Magalhães escapou, mas morreu num ataque de nativos, nas Filipinas. Sebastian del Cano completou a viagem. Em 1522, voltou à Espanha com um navio e apenas dezoito homens. A primeira volta ao mundo durou três anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://super.abril.com.br"&gt;Revista Super Interessante&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-7995251543018696898?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/7995251543018696898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=7995251543018696898' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/7995251543018696898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/7995251543018696898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2011/05/o-navegador-dos-lusiadas.html' title='&lt;strong&gt;O navegador dos Lusíadas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zX0NzcxMk18/Tca6g5rccQI/AAAAAAAAGTg/82Q9AYcWTbA/s72-c/O%2Bnavegador%2Bdos%2BLus%25C3%25ADadas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-2762775162033799994</id><published>2011-04-03T12:13:00.001-07:00</published><updated>2011-04-03T12:25:07.546-07:00</updated><title type='text'>Companhia das Índias, grande negócio em muitas versões</title><content type='html'>&lt;em&gt;O mundo ávido por sedas, porcelanas e especiarias comprava tudo o que vinha do Oriente, nos navios holandeses, ingleses, franceses que se lançaram à mesma aventura em diferentes momentos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AYx69tLSNBg/TZjIR8jkabI/AAAAAAAAGTY/BIh-WW5fBRw/s1600/Companhia%2BImagem%2B1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591439148019116466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 275px; CURSOR: hand; HEIGHT: 335px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-AYx69tLSNBg/TZjIR8jkabI/AAAAAAAAGTY/BIh-WW5fBRw/s400/Companhia%2BImagem%2B1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilha de Deshima, na baía de Nagasaki, no Japão, uma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;das mais movimentadas bases comerciais dos holandeses.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Jean Hugues van Linschooten voltou para a Holanda, seu país natal, em 1593. Ele chegava de Goa, então a capital das colônias portuguesas do Oriente, onde ocupara a função de secretário do arcebispado. O retorno desse modesto funcionário a Amsterdã poderia ter passado despercebido a seus contemporâneos caso o viajante, ainda maravilhado por tudo o que vira, não tivesse redigido uma obra intitulada Itinerário, viagem ou navegação às Índias Orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma verdadeira mina de informações sobre as fabulosas riquezas desses lugares longínquos, acrescida de uma lista de plantas e animais extraordinários que lá existiam e complementada por mapas, desenhos e anotações, de maneira a permitir uma navegação bastante segura a quem se aventurasse pela rota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor incitava seus compatriotas a organizar expedições para o Leste, sem esquecer Java, "uma ilha ainda não freqüentada pelos portugueses, onde abundam diamantes, incenso e especiarias". Nessa época, Portugal e Espanha captavam em seus portos de Lisboa e Cádiz a maior parte das riquezas vindas do Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franceses, ingleses e holandeses se deslocavam até essas bases de comércio para adquirir as mercadorias que depois distribuíam em seus respectivos países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Linschooten caía muito bem naquele momento. Como as Províncias Unidas (sete territórios protestantes na região da Holanda) acabavam de proclamar sua independência, o rei espanhol Felipe II punia os rebeldes, organizando um bloqueio de seu comércio. A partir de então, os mercadores holandeses não poderiam mais fazer transações comerciais com Espanha e Portugal, o que significava a morte de seus negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de iniciar uma guerra, atitude mais comum a reis que a mercadores, estes decidiram procurar seu frete na fonte, ou seja, nas Índias. Os relatos de Linschooten encantavam sua imaginação, e a chegada a Amsterdã de Cornelius Houtmann, que conhecia as rotas marítimas por haver navegado com espanhóis e portugueses, precipitou os acontecimentos. Houtmann propôs seus serviços. Afinal, ele era bem versado nas astúcias dos negócios com os orientais, e mostrava-se ansioso para oferecer aos holandeses essas maravilhas, já que amargava uma desagradabilíssima lembrança das prisões portuguesas nas Índias, onde tinha passado uma temporada por razões nunca mencionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nove mercadores de Amsterdã se associaram, fundaram uma pequena companhia e nomearam Houtmann como diretor comercial. A expedição partiu em 1595. Essa primeira campanha foi uma sucessão de tempestades, batalhas, traições, lutas contra os portugueses, pouco habituados a encontrar rivais em seus campos de caça, enfim, um desastre. Dos 250 homens que tomaram parte da empreitada, apenas 90 retornaram. Mesmo assim, os negociantes não se desencorajaram: "Nós, gente de Amsterdã", declarou friamente seu poeta Joost Van den Vondel (1587-1679), chamado o príncipe das letras holandesas, "vamos a qualquer lugar onde possamos ganhar dinheiro, em todos os mares, em todos os rincões. Por amor ao ganho, exploramos os portos desse vasto mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pérfido ataque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda tentativa, sob a autoridade do capitão Jacob van Neck e de Balthazar Moucheron revelou-se produtiva e fez seguidores. Conscientes desse vasto mercado que se oferecia àqueles que soubessem defender seus interesses, esses empreendimentos se agruparam e, em 20 de março de 1602, foi fundada a Vereerigde Neederlandstche Geocitoyeerde Oast Indische Compagnie, mais conhecida pela sigla V.O.C. A sede da Casa das Índias Orientais era em Amsterdã, e a empresa, dotada de um capital de 6, 3 milhões de florins, divididos em 2.200 ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela organizava o mercado de trocas, equipava os navios, regulava as expedições e as vendas, correspondia-se com suas sucursais, fixava o montante dos dividendos para os acionistas. Uma organização acima da média, transformada em líder entre todas as outras companhias, permitindo-lhe no século XVII lançar ao mar de 30 a 35 embarcações por ano. Foi dissolvida em 31 de dezembro de 1799, depois de uma série de atribulações, além da concorrência dos empreendedores britânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses, com seu costume de ter os olhos fixos no horizonte, já tinham tomado a iniciativa do comércio direto com o Extremo Oriente. Em 1600, ainda entusiasmada pela derrota infligida à Invencível Armada de Felipe II da Espanha, a rainha Elisabeth I concedeu um monopólio de comércio à Company of Merchants of London Trading to the East Indies. A guerra contra a Espanha tinha cortado todo o abastecimento de pimenta, antes carregada em Lisboa, e foi essa iguaria, cujos preços nas partidas comercializadas pela Holanda haviam explodido, que levou os londrinos a criar sua própria companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitão John Davis, que havia viajado com os holandeses à Malásia, foi nomeado piloto-chefe dos três navios que formavam a frota mercante. A rainha lhe dera uma carta destinada a "todos os soberanos dos reinos além do cabo da Boa Esperança", a quem pedia "uma boa acolhida aos ingleses, que seriam sempre justos e corteses, fornecendo mercadorias de maior qualidade do que aquelas levadas pelos espanhóis e portugueses".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de sua mensagem, ela lançava um pérfido ataque contra os concorrentes, os portugueses "que tinham se julgado mestres soberanos de vossos territórios, considerando vosso povo como seus súditos, assumindo o direito de se dizer reis das Índias Orientais". Essa nota é realmente surpreendente quando pensamos que, menos de três séculos mais tarde, a rainha Vitória seria imperatriz das Índias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cartas falsas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companhia inglesa fazia pífia figura comparada à holandesa. Esta começava seus trabalhos com um capital de 6,3 milhões de florins fornecidos pelos burgueses de Amsterdã e das grandes cidades das Províncias Unidas, enquanto a inglesa, com 208 associados, dispunha inicialmente de apenas 30.133 libras esterlinas, capital rapidamente elevado a 70 mil, depois a 80 mil. Em suma, ao câmbio da época, tal soma era 13 vezes menor que os fundos de caixa holandeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão de um navio da Companhia das Índias durava muitos meses. Às vezes a embarcação só voltava ao porto de origem dois anos depois da partida, pois, além de as negociações comerciais no Oriente serem muito demoradas, era preciso esperar por ventos favoráveis para tomar o caminho de volta. Desde os portos do noroeste da Europa até Cantão, situa-do na costa chinesa, na embocadura do rio das Pérolas, um grande centro comercial, contam-se de 15 a 16 mil milhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida da Europa dependia da data das monções. Levava-se quatro meses para atingir o cabo da Boa Esperança e, para passar por esse temível promontório na época propícia, era neces-sário sair da Europa no inverno, entre dezembro e março. A chegada a Cantão, ou mais exatamente a Wampu ou Huang Fu, acontecia, na melhor das hipóteses, no final do verão ou no início do outono, geralmente em setembro. A monção continental que se inicia em outubro levava os navios na direção do cabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das circunstâncias imprevisíveis que sempre acompanham as expedições no mar, esses navios mercantes não dispunham de cartas marítimas elementares. Os portugueses guardavam em segredo as anotações feitas por seus capitães. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegariam ao ponto de falsificar algumas delas, assim como fariam os holandeses mais tarde, deixando-as "escapulir" para as nações concorrentes, na intenção de provocar desastres ou naufrágios, dos quais tiravam, evidentemente, total benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciava-se uma sanguinária competição entre as nações inglesa e holandesa pela outorga de mercados, monopólios e tratados com os soberanos orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os católicos portugueses "importavam", digamos assim, missionários jesuítas, e tinham se apoderado dos estoques de ouro, púrpura, algodão e especiarias com suas sucursais bem protegidas por torres fortificadas em uma grande área do oceano Índico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A V.O.C., que iniciou seus trabalhos mais tarde que os portugueses, teve prosperidade meteórica, eliminando-os em quase todos os lugares e implantando-se nas Índias. Afastou os ingleses das famosas ilhas das especiarias, conhecidas como as Molucas, criou agências na ilha de Banda e fundou Jacarta, que se tornou importante centro comercial de intensas atividades, além de deter a exclusividade de transacionar com o Japão. Em 1625, o holandês Jan van Riebeeck fundou a Cidade do Cabo, próxima ao cabo da Boa Esperança, escala de capital importância na rota das especiarias. A colônia holandesa do Cabo cairia em mãos dos ingleses um século e meio mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ingleses não ficaram parados. O início fora decepcionante: chegaram a ser repreendidos pela rainha, que acusava os dirigentes da companhia de não respeitar a carta que lhes fora outorgada, que previa, entre outras coisas, uma viagem anual às Índias. Ora, em três anos, apenas uma expedição tinha sido realizada, e Elizabeth os aconselhou com amargura a "seguir o exemplo dos holandeses".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1604, a East India Company nomeou Henry Middleton chefe de uma nova frota que se dirigiu às ilhas das especiarias. Essas pequenas Molucas eram objeto das ambições de portugueses e holandeses, dos quais os indígenas, divididos por lutas internas, deveriam se defender. Choviam denúncias de parte a parte. Os holandeses insistiam em que os ingleses eram todos "ladrões e bandidos", e estes últimos acusavam a Holanda de ser "uma nação insolente e falastrona, cuja conduta faz imaginar o que se passará caso ela obtenha a supremacia das Índias Orientais". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei de Ternate, que era de fato o soberano de todas as Molucas, não pôde fornecer as especiarias pedidas pelo capitão Middleton, pois os holandeses tinham um contrato exclusivo com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, essas desventuras duraram pouco. A Old Lady, apelido carinhoso dado à companhia inglesa a partir do momento em que começou a fazer grandes negócios, obteve considerável progresso. Surate tornou-se sucursal comercial inglesa, seguida de Agra, capital do império Mugal (dinastia muçulmana que reinou na Índia de 1526 a 1858), e Ahmedabad, na antiga rota que ligava Bombaim e Délhi. O rei da Inglaterra, Jaime I, enviou um embaixador à corte Mugal e obteve um vantajoso tratado comercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sultão de Golconda, país dos diamantes, seguiu o mesmo caminho em 1632. A companhia fez adotar sua moeda em todo o império e, na segunda metade do século XVIII, havia praticamente eliminado das Índias suas concorrentes portuguesa e holandesa. Esta, no início daquele século, já combalida pela guerra de sucessão da Áustria, depois pela Guerra dos Sete Anos, e por fim pela guerra contra a Inglaterra (1780-1784), igualmente enfraquecida pela política protecionista de Colbert - seguida por ingleses, russos e dinamarqueses -, não encontrava mercado suficiente para negociar suas importações. O declínio se acelerava. Seus últimos navios, o Vertrouwen, o Louisa Anthony e o Jonge Bonifacius, foram saqueados e afundados pelos ingleses em 1795. Quatro anos mais tarde, a companhia foi dissolvida. A França estava bastante atrasada na corrida aos tesouros asiáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenas companhias privadas tinham, efetivamente, se lançado à grande aventura das especiarias, e Henrique IV não era indiferente a suas tentativas, embora os lucros obtidos não fossem suficientes para encorajá-los a uma empreitada mais séria. Por fim, Jean-Baptiste Colbert, considerado o mago das finanças do século XVII, homem de visão muito ampla, inspirando-se na companhia holandesa, fundou uma Companhia das Índias Orientais, que o rei homologou em maio de 1664.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção geral ficava em Paris, no local onde se encontra atualmente a sede histórica da Biblioteca Nacional, que em princípio deveria ter um capital de 15 milhões de libras, mas que, de fato, mal passava dos 8 milhões de libras. A região de Faouëdic, na Bretanha, situada na embocadura do rio Scorff, foi concedida à companhia para construir seus entrepostos, estaleiros e depósitos. Muros foram erguidos e o local foi apelidado pelos bretões de Lan-Bras-en-Orien, depois l\\'Orient e, finalmente, Lorient. Entretanto, as vendas dos carregamentos vindos do Levante eram feitas em Nantes até outubro de 1734 quando, para desespero dos locais, foram transferidas para Lorient.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros anos da companhia não foram nada brilhantes. Os comerciantes franceses hesitaram em aderir, e as guerras contra Holanda e Inglaterra repercutiram até no oceano Índico, onde as frotas mercantes combatiam entre si numa luta sem lei. Liquidada em 1684, a companhia renasceu de suas cinzas em 1723, seguindo até 1744, depois desapareceu para de novo subir à tona, alternando períodos curtos relativamente prósperos e anos negros. Por fim, sob o nome de Nova Companhia das Índias, teve seu fechamento decretado pela Assembléia Constituinte em 1790.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, as horas heróicas dessa empresa tiveram lugar de destaque. Nomes como Joseph Dupleix, que partiu a serviço da Companhia das Índias em 1720 e estabeleceu uma política de conquistas, ou o mais modesto mas não menos valoroso Pierre Poivre, que transformou as ilhas de France e de Bourbon (atuais ilhas Maurício e da Reunião, respectivamente) em verdadeiros paraísos, deixaram uma marca duradoura nesses países longínquos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Voltaire, "a Companhia das Índias nunca soube fazer a guerra, nem a paz, nem o comércio". Um comentário bem inconseqüente. Mas o fato é que, face à temível Inglaterra, que se enraizava cada vez mais no Oriente pouco restava à França além das duas províncias de Bengala e do Malabar, Mahé e a ilha de Pondichéry, da qual dependiam as sucursais comerciais de Karical, Masulipatão, Yanão e Surate. Quase nada comparado ao fabuloso império que o governador geral Dupleix, das possessões francesas da Índia, gostaria de oferecer a seu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A companhia possuía cerca de 30 navios, número que passou a 37 em 1757, dos quais os maiores, como Le Condé, Le Centaure, La Chine e Le Robuste chegavam a 1.500 toneladas. Cerca de três a quatro navios desapareciam por ano, entre 1723 e 1744. Nesse período, o tráfego de navios foi irregular, até mesmo em extremos: do total de embarcações, 35 fizeram 61 viagens de Lorient às Índias e à China; outros 19 percorreram a rota só uma vez, oito trafegaram duas, seis fizeram três e somente dois, quatro viagens. Essa média tão baixa pode ser atribuída a diferentes fatores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das tempestades, de encalhes devidos à má previsão de rotas, um grande número de barcos foi capturado ou incendiado, e outros foram retirados de circulação.&lt;br /&gt;Nas 14 mil viagens ao Oriente efetuadas em três séculos, pelas diferentes versões da Companhia das Índias, 1,5 milhão de homens não voltaram mais. Muitas vozes se ergueram contra esses empreendimentos, cujas frotas enviadas pela Inglaterra, por Portugal e pela Holanda sugavam todo o dinheiro da Europa para "comprar mercadorias inúteis". Na verdade, seus lucros fabulosos e seu poder inquietavam as nações. A partir de 1874, a Inglaterra não renovou mais a carta da East Company.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A miragem dourada que fascinou nobres e comerciantes europeus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem antes da criação das companhias, navios mercantes de todas as bandeiras se lançavam em expedições longínquas. Desde o século II, o imperador da China enviava caravanas que, ao passo lento de 50 a mil camelos, partiam de Touen-Houang e chegavam, por um caminho ou por outro, ao Mediterrâneo. Seus carregamentos faziam muita gente sonhar, já que esses países banhados pelo oceano Índico e pelo mar da China eram um Éden riquíssimo e quase inacessível aos ocidentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos mapas-múndi de Jacomo, geógrafo do rei de Aragão, figuravam estas palavras perto do cabo Noun, no Marrocos: "Aqui termina o mundo conhecido". Isso, no século XIV. A partir da aceleração das trocas devida à descoberta das rotas marítimas, comerciantes europeus disputam entre si pedras preciosas, porcelanas, ervas aromáticas e especiarias, assim como seda e madeiras exóticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as pedras preciosas, as principais eram rubis, esmeraldas e, sobretudo, diamantes. Os diamantes de Golconda ainda são inigualáveis pelo tamanho e pureza. O mais bonito, com 136 quilates, trazido pelos holandeses, foi comprado em 1717 pelo regente francês, o duque de Orléans, quando Luís XV ainda era criança. Era chamado de Le Regent e foi depois incrustado na espada que Napoleão portou em sua coroação. Já uma especialidade dos judeus de Amsterdã, o comércio de diamantes se tornou importante fonte de prosperidade para a Holanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o século XVI, as naus portuguesas traziam uma porcelana com decoração "azul e branca" fabricada na época da dinastia Ming. O principal importador era a Suécia, cuja modesta companhia - pois a Suécia, assim como a Dinamarca e os Estados Unidos criaram suas próprias companhias das Índias - lucrava mais, ou pelo menos o equivalente, do que as companhias inglesa e holandesa juntas. Estima-se em 20 mi-lhões o número de peças de porcelana adquiridas pela Suécia. Elas eram vendidas a preços de tal forma baixos que chegavam a ser usadas em funções jamais imaginadas quando de sua manufatura: fazendeiros e vendedoras de leite guardavam nelas seu leite, ou davam banho em seus recém-nascidos em vasilhas feitas para acondicionar peixes. Entre as curiosidades, nota-se também: "um penico sem tampa: 150 centavos; com tampa: 2,57 coroas". Um jogo de 221 peças custava 150 coroas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os colecionadores eram numerosos - Carlos I, da Inglaterra, e Jaime II fazem parte do grupo, assim como o ministro Pitt, o duque de Chaulnes, Madame de Pompadour. A favorita do rei da França possuía dois jogos completos, um azul e branco e outro multicor. A moda da época reza que se devia encomendar um jogo inteiro, que era entregue na Holanda e decorado pelos holandeses segundo o gosto do comprador. Os armadores encomendavam os seus com barcos ou cenas marítimas, naufrágios, construções de navios, portos, passagens pelo cabo da Boa Esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especiarias e ervas aromáticas eram objeto de extraordinária procura, pois eram indispensáveis à conservação das carnes, e igualmente à fabricação de ungüentos miraculosos, bálsamos, pomadas e perfumes. A pimenta, à qual se atribuía "uma malícia escondida", era cortejada a ponto de se tornar moeda de troca na França e mais ainda na Inglaterra. Muito procurada, igualmente, era a canela, "que conforta o cérebro" e "desperta o amor lânguido e rebelde", a noz-moscada de Banda, o cravo, indicado para a cura da hidropisia e da surdez, o anis-estrelado, a cânfora, o almíscar, a cebolinha. São incontáveis esses produtos, alguns deles curiosos, como as conchas de cauris, pequenos moluscos colhidos nas praias que serviam de moeda para a compra de escravos na Guiné.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, à parte, apareceu o chá, que a Holanda tratou de colocar na moda no começo do século XVII. Inicialmente adotado para lutar contra o abuso do vinho, essa bebida era muito recomendada aos chefes de Estado. "Os altos e poderosos senhores, carregando o peso de cem mil preocupações que dizem respeito à confusa situação da Europa se beneficiariam tomando a infusão para conservar a saúde", diziam os médicos. Depois, os ingleses o adotaram, bebendo-o em enormes quantidades, equipando seus veleiros especialmente para buscar a erva na China e aproveitando para trazer clandestinamente o ópio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses enormes carregamentos que desembarcavam na Europa, boa parte era composta de tecidos. A seda, o nanquim, tecidos com nomes deliciosos como gorgorão, tafetá, pequim (tipo de seda chinesa usada em forrações) liso ou listrado, cetim, bordados de ouro e de prata de Bengala estariam por um bom tempo na moda. As mulheres se cobriam com maravilhosos xales vindos da Caxemira, que, de tão finos e leves, passavam por dentro de um anel. A imperatriz Josefina tinha uma impressionante coleção deles. Os vestidos confeccionados com os tecidos vindos do Oriente eram conhecidos por durar de oito a dez anos "com honra, podendo ser lavados e desengordurados todos os anos, renovando-se como quando foram usados pela primeira vez".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/companhia_das_indias_grande_negocio_em_muitas_versees_9.html"&gt;Revista História Viva&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-2762775162033799994?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/2762775162033799994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=2762775162033799994' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/2762775162033799994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/2762775162033799994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2011/04/companhia-das-indias-grande-negocio-em.html' title='&lt;strong&gt;Companhia das Índias, grande negócio em muitas versões&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AYx69tLSNBg/TZjIR8jkabI/AAAAAAAAGTY/BIh-WW5fBRw/s72-c/Companhia%2BImagem%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-8946935469041514412</id><published>2011-03-11T09:20:00.000-08:00</published><updated>2011-04-03T12:26:09.166-07:00</updated><title type='text'>João Vaz Corte Real: Navegador e Donatário</title><content type='html'>&lt;em&gt;João Vaz Corte Real foi um navegador português do século XV ligado ao descobrimento da Terra Nova, cerca do ano de 1472. Foi considerado o primeiro europeu a chegar à costa Americana, pelo menos, mais de vinte anos antes de Cristóvão Colombo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1N85jY0cHN0/TXpaS8jWdrI/AAAAAAAAGSw/nYxAaZIvMXw/s1600/Medalha%2Bde%2Bbronze%2B%2Bde%2BJo%25C3%25A3o%2BVaz%2BCorte%2BReal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582873969617696434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 395px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-1N85jY0cHN0/TXpaS8jWdrI/AAAAAAAAGSw/nYxAaZIvMXw/s400/Medalha%2Bde%2Bbronze%2B%2Bde%2BJo%25C3%25A3o%2BVaz%2BCorte%2BReal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corte Real&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegador do século XV, desconhece-se a sua data de nascimento. Pertencia a família Corte Real, família de algum prestígio na sociedade portuguesa; filho de Vasco Anes Corte Real e irmão de Fernão Vaz Corte Real, era oriundo da cidade de Tavira, na província de Algarve, Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasco Annes Corte Real, foi Porteiro Mor do Infante D. Fernando, Duque de Viseu e de Beja, irmão do Rei D.Afonso V, pai Del Rei D. Manoel I. Casou com D. Maria Abarca, filha de Pedro Abarca, fidalgo de Tuy, de quem teve seis filhos, seus dignos continuadores. Os Corte Reais até João Vaz Corte Real tinham-se notabilizado como cavaleiros e guerreiros. Premiando seus feitos como guerreiros, segundo Gaspar Frutuoso, escritor antigo do séc. XVI, “ el-rei de Portugal lhe deu aposento e vivenda no Algarve, a este João Vaz Corte Real e a seu filho Vasqueanes Corte Real, por serem muito bons cavaleiros, pêra poder sustentar aquele reino do Algarve, que era muito perigoso e dificultoso, por causa dos belicosos mouros que nele moravam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com João Vaz Corte Real, que os Corte Reais se voltaram para o mar e iniciaram no século XV as suas viagens para ocidente em buscas de novas terras. Estas audaciosas explorações marítimas de então, só terão paralelo nas atuais viagens interplanetárias, não esquecendo todavia, que os navegadores de quinhentos, não dispunham dos conhecimentos técnicos e científicos de que usufruem os atuais astronautas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descoberta de Terra Nova e outras expedições&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; João foi Porteiro-mor da casa do infante D. Fernando (irmão do rei D. Afonso V), participou em 1461 na expedição que defendeu a praça norte-africana de Alcácer Ceguer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Vaz Corte Real fez as primeiras viagens à Terra Nova e Nova Escócia, por volta de 1472. Para além destas expedições, Corte-Real organizou ainda outras viagens que o terão levado até à costa da América do Norte, explorando desde as margens do Rio Hudson e São Lourenço até ao Canadá e Península do Labrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra Nova foi descoberta em 1471 ou 1472 por João Vaz Corte Real e Álvaro Martins Homem, numa expedição conjunta Luso-Dinamarquesa efetuada a pedido de D. Afonso V. A hipótese é levantada a partir de uma carta enviada a Clemente III da Dinamarca em 1551 (onde se fala de uma iniciativa das duas coroas para explorar o Atlântico Norte nas datas referenciadas) e de uma referência de Gaspar Frutuoso, na sua obra Saudades da Terra (1590), onde diz: “E vindo João Vaz Corte Real do descobrimento da Terra Nova dos Bacalhaus, que por mandado de el-rei, foi fazer, lhe foi dada a capitania d’Angra”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador dinamarquês Sophus Larsen, em seu livro "A Descoberta da América do Norte, vinte anos antes de Colombo" (1925) apresentou provas de que João Vaz Corte Real fez uma viagem de descoberta (1472) à Gronelândia e Terra Nova, com dois pilotos dinamarquês chamados Pining e Pothorst. João teria participado, como navegador experiente, desta expedição organizada por Cristiano I da Dinamarca à Gronelândia, embora alguns questionem a realização deste empreendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de polêmicas dificilmente resolvidas no estado atual dos conhecimentos, diversos historiadores consideram que teria feito duas viagens à Terra Nova (ou a qualquer zona próxima da Gronelândia) e América do Norte, atingindo aquela região antes de 1472, conforme as descrições aduzidas cerca de cem anos depois por Gaspar Frutuoso nas Saudades da Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje aceita-se que João Vaz Corte-Real possa ser considerado como o primeiro europeu que chegou à costa Americana, pelo menos, mais de vinte anos antes de Cristóvão Colombo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Donatário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No regresso das suas audaciosas explorações marítimas para ocidente e descoberta de novas terras, feitas com certo secretismo, para evitar a cobiça e concorrência de outros reinos, mormente de Castela, João Vaz Corte Real recebeu a Carta de Doação Da Infanta D. Beatriz datada de 2 de Abril de 1474, e estabeleceu a sua residência na Ilha Terceira no Paço ou Castelo dos Moinhos, em Angra. Mais tarde, precisamente em 4 de Maio de 1483, foi nomeado por carta Del Rei D. João III, dada em Moura, Donatário da Ilha de São Jorge. Ainda por mercê de D. João III, concedida por carta enviada de Évora, a 19 de Maio de 1495, teve as Alcaidarias Mores do Castelo de S. Luiz de Angra, e do da Ilha de São Jorge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Vaz Corte Real e sua mulher D. Maria Abarca, acompanhados de grande comitiva, desembarcaram em Angra no ano de 1474. O seu grande prestígio atraiu à Ilha Terceira muitos fidalgos, que vieram do Reino, da Ilha da Madeira, e ainda de países estrangeiros. A estes, João Vaz Corte Real deu terras de sesmarias, promovendo assim o progresso da agricultura e povoando os Açores. Na qualidade de Donatário promoveu o delineamento urbano, evidenciando uma larga e consciente visão do futuro de Angra, cujas ruas ainda hoje mantêm no essencial esse admirável traçado primitivo. Mandou construir, sob a direção do engenheiro Pedro Nunes Rebelo, no cimo do outeiro mais alto que domina, a enseada de Angra, o Castelo de S. Cristóvão ou de S. Luís, então vulgarmente conhecido por Castelo dos Moinhos, por terem sido construídas, naquela zona, várias moendas, logo no início do povoamento da Ilha Terceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas doações são vistas por aqueles que o consideram um dos pioneiros da exploração do Novo Mundo como uma recompensa pelos feitos que realizou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Vaz Corte Real teve 7 filhos com Maria Abarca: Vasco Anes Corte-Real, Miguel Corte-Real, Gaspar Corte-Real, Joana Vaz Côrte-Real, Iria Côrte-Real, Iria Côrte-Real, Lourenço Vaz Corte-Real e Isabel Corte-Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Vaz Corte Real viria a morrer em 2 de julho de 1496. Os seus três filhos, todos navegadores audaciosos, Gaspar Corte-Real, Miguel Corte-Real e Vasco Anes Corte-Real, continuaram o espírito de aventura de seu pai tendo os dois primeiros desaparecido depois de expedições marítimas, em 1501 e 1502 respectivamente. Vasco Anes quis ir em busca de seus irmãos mas o Rei não lhe concedeu autorização, tendo sucedido a seu pai como Capitão-Donatário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Infopédia / www.ruipmartins.tripod.com / Instituto Camões.pt / Archive.org / Wikipédia / www.dightonrock.com / Sealegacy.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-8946935469041514412?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/8946935469041514412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=8946935469041514412' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/8946935469041514412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/8946935469041514412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2011/03/joao-vaz-corte-real-navegador-e.html' title='&lt;strong&gt;João Vaz Corte Real: Navegador e Donatário&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1N85jY0cHN0/TXpaS8jWdrI/AAAAAAAAGSw/nYxAaZIvMXw/s72-c/Medalha%2Bde%2Bbronze%2B%2Bde%2BJo%25C3%25A3o%2BVaz%2BCorte%2BReal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-2327706092354421273</id><published>2010-12-06T16:14:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T11:35:02.431-08:00</updated><title type='text'>Lisboa, antigo viveiro de ambições</title><content type='html'>&lt;em&gt;No século XV, a capital portuguesa e seu porto atraíam exploradores e produtos exóticos de muitas partes do mundo. &lt;br /&gt;Mais parecia uma torre de Babel, ainda que jamais tenha &lt;br /&gt;perdido o ar provinciano. As marcas desse passado estão &lt;br /&gt;à disposição do visitante&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP18oCxsCqI/AAAAAAAAGRA/jg6llR6tDjE/s1600/Portugal%2Bsentiu%2Bque%2Btinha%2Bum%2Bfuturo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547727343372208802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP18oCxsCqI/AAAAAAAAGRA/jg6llR6tDjE/s400/Portugal%2Bsentiu%2Bque%2Btinha%2Bum%2Bfuturo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Portugal sentiu que tinha um futuro quando olhou para o oceano; &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a torre era a fortificação que protegia seu maior patrimônio, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;um &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;imenso porto natural Litografia, Vicente Urrabieta y Ortiz, c. 1850.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um irônico embaixador da França em Lisboa, no século XVI, usou uma metáfora para defi nir a cidade: “Sua Majestade mora em cima de sua quitanda”. De fato, o Paço da Ribeira, palácio real hoje desaparecido, dava diretamente nos cais do estuário do rio Tejo, um porto natural no qual se alinhavam até 3 mil navios vindos da África e da Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veneza, nas franjas do Oriente bizantino, mantivera até o século XV o monopólio do comércio terrestre com a Ásia. De lá as riquezas seguiam em navios rumo a Flandres ou à Inglaterra, com escala em Lisboa. Por isso, a cidade estava familiarizada com os carregamentos exóticos: no pátio do Paço da Ribeira, amontoavam-se os fardos de algodão e as cargas de seda, especiarias e cauris (conchas usadas como moeda na África e na Ásia) e eram negociados pedras preciosas e corais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal tomou a dianteira das expedições no Atlântico por muitas razões. O país não tinha ouro nem trigo. Não tinha terras abundantes nem braços para a lavoura. O futuro de Portugal pertencia aos oceanos. O progresso da navegação e a audácia dos portugueses já os tinham levado à costa africana. Quanto mais avançavam nas expedições à África, maior era a diversidade dos produtos desembarcados em Lisboa. O mais próspero dos comércios, contudo, era o de escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A febre de riqueza negligenciou a produção alimentar, pois os lucros dos mares permitiam a Lisboa importar grãos. O êxodo rural inchou a cidade, que já no século XVI era uma espécie de monstro demográfico, com cerca de 100 mil habitantes em 1551.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1488, Bartolomeu Dias dobrou o cabo da Boa Esperança. Aberta a rota marítima da Ásia via o contorno da África, Lisboa suplantou Veneza e os árabes. Em 1500, Cabral chegou ao Brasil. O cultivo da cana começou em 1532, assim como a maciça deportação de negros para a América. E Lisboa cresceu ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o comércio em Portugal não era negócio de burguês, e sim dos nobres e do clero. E essa elite despendia toda a riqueza em suas terras e castelos, ao contrário da burguesia de outros Estados, que, poupadora, reinvestia o que ganhava em novas empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Portugal não se desenvolveu, mas cobriu-se de ricos edifícios e obras de arte. E, em memória desse tempo áureo, os portugueses ergueram mais tarde outros marcos, que fazem o turista viajar pelo país dos séculos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PATRIMÔNIOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imenso terreiro do Paço, hoje praça do Comércio, situado na Baixa de Lisboa, foi reconstruído pelo marquês de Pombal. Reúne um conjunto arquitetônico do século XVIII que se abre para o Tejo. Tudo ali se destaca: é a porta de entrada da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP19TWP2HSI/AAAAAAAAGRI/l18o200v_QE/s1600/A%2BTorre%2Bde%2BBel%25C3%25A9m%2Bhoje%252C%2Bconstru%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2B1520%2Bque%2Bse%2Btornou%2BPatrim%25C3%25B4nio%2BCultural%2Bda%2BHumanidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547728087333346594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP19TWP2HSI/AAAAAAAAGRI/l18o200v_QE/s400/A%2BTorre%2Bde%2BBel%25C3%25A9m%2Bhoje%252C%2Bconstru%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2B1520%2Bque%2Bse%2Btornou%2BPatrim%25C3%25B4nio%2BCultural%2Bda%2BHumanidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Torre de Belém hoje, construção de 1520 que &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;se tornou Patrimônio Cultural da Humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O bairro de Belém conserva as duas obras do estilo manuelino que se tornaram Patrimônio Cultural da Humanidade. A Torre de Belém, concluída em 1520 e várias vezes reformada, foi residência dos capitães do porto e até presídio político ao longo dos séculos. Já a construção do monastério dos Jerônimos começou em 1501 e terminou um século depois. Mescla o estilo manuelino a elementos da arte moura e do gótico espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antigo bairro da Alfama foi relativamente poupado do grande terremoto de 1755 e tem ruas pitorescas, que abrigam a igreja de São Miguel, com trabalhos em madeira do século XVIII. Do lado externo do monastério de São Vicente de Fora, há o mausoléu da última dinastia portuguesa, os Braganças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois museus merecem ser conhecidos para penetrar na alma profunda dos lusitanos. O Museu dos Azulejos, no convento Madre de Deus, mostra a moda, posterior à era dos descobrimentos, de cobrir edifícios civis e religiosos de cerâmicas. E o Museu da Marinha, construído na praia da qual partiu Vasco da Gama, permite desvendar o caso de amor dos lusitanos com o oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista História Viva&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-2327706092354421273?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/2327706092354421273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=2327706092354421273' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/2327706092354421273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/2327706092354421273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/12/lisboa-antigo-viveiro-de-ambicoes.html' title='&lt;strong&gt;Lisboa, antigo viveiro de ambições&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP18oCxsCqI/AAAAAAAAGRA/jg6llR6tDjE/s72-c/Portugal%2Bsentiu%2Bque%2Btinha%2Bum%2Bfuturo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-8310693733877412617</id><published>2010-11-25T06:02:00.001-08:00</published><updated>2010-12-07T05:22:17.824-08:00</updated><title type='text'>Veneza: A Rainha do Adriático</title><content type='html'>&lt;em&gt;Situada na região do Vêneto, no nordeste da Itália, e banhada pelo mar Adriático, Veneza foi construída sobre uma série de ilhas e se tornou uma das maiores potências marítimas da Idade Média, além de um importante centro de intercâmbio comercial e cultural com o Oriente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO5ssup8iGI/AAAAAAAAGLo/FLzk2u6LhTo/s1600/Veneza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543487707033667682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO5ssup8iGI/AAAAAAAAGLo/FLzk2u6LhTo/s400/Veneza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Surgimento de Veneza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a tradição, Veneza foi fundada em 421. A história de Veneza, tem início com a decadência do Império Romano do Ocidente. Os habitantes de Aquileia, Pádua e de outras cidades do Norte da Itália procuraram abrigo nas ilhas da lagoa veneziana, fugindo das tribos germânicas que invadiam a Península Itálica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se iniciou o povoamento da laguna, cada ilha era independente das suas vizinhas. Com o tempo as ilhas foram se aproximando. Foram construídas pontes e assoreados alguns canais de molde a dilatar a área de terra firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as áreas de terra firme das ilhas foram ocupadas e a cidade precisava crescer. A saída foi então avançar sobre as águas que separavam as ilhas. Para isso, os venezianos desenvolveram um sistema para aterrar as áreas alagadas anexas às porções de terra e assim foram estreitando a distância entre as ilhas, delineando canais e ganhando espaço para abrigar povoamentos maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veneza permaneceu por séculos sob tutela do Império Bizantino. Ela estava inicialmente na fronteira com o Império Bizantino, funcionando como um centro de comércio e embarque de produtos através das lagunas e rios, sendo, então, um importante ponto de distribuição de mercadorias provenientes da Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO7FoWKJp1I/AAAAAAAAGL4/OvWx6EuGVHo/s1600/O%2Ble%25C3%25A3o%2Bde%2BS%25C3%25A3o%2BMarcos%252C%2Bs%25C3%25ADmbolo%2Bde%2BVeneza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543585488273254226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO7FoWKJp1I/AAAAAAAAGL4/OvWx6EuGVHo/s400/O%2Ble%25C3%25A3o%2Bde%2BS%25C3%25A3o%2BMarcos%252C%2Bs%25C3%25ADmbolo%2Bde%2BVeneza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O leão de São Marcos, símbolo de Veneza.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nas primeiras décadas do século VIII, a população das lagoas elegeu seu primeiro líder, Orso Ipato, que foi confirmado por Bizâncio e recebeu os títulos de &lt;em&gt;hypatus&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;doge&lt;/em&gt; (duque). Ele foi o primeiro Doge de Veneza segundo a história tradicional. As ilhas fizeram parte do Império Bizantino até o início do século 9, quando Veneza tornou-se independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar era a única riqueza da cidade, e foi pelo mar que partiram em busca das grandes rotas comerciais. Em 991 Veneza assinou um acordo com os muçulmanos, iniciando um proveitoso comércio com a Ásia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veneza tornou-se na porta de entrada da Europa das grandes rotas comerciais que atravessavam a Ásia, sendo o ponto de chegada da Rota da Seda, essa artéria onde pulsou o comércio medieval entre o longínquo Catai (China) e a Europa, onde se cruzavam cristãos, muçulmanos, judeus, chineses, mongóis, indianos, caravanas de camelos, cavalos e elefantes, transportando seda, especiarias e pedras preciosas, para além da cultura de todas as gentes e credos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Expansão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século X, a cidade tornava-se uma potência marítima e comercial. Estrategicamente localizada à beira do Mar Adriático, vizinha ao Império Bizantino, possuía uma das maiores frotas navais da Europa, excelentes navegadores e poderio militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO7HLH10-dI/AAAAAAAAGMA/-txn1MPb52w/s1600/A%2BRep%25C3%25BAblica%2Bde%2BVeneza%2Bpor%2Bvolta%2Bdo%2Bano%2B1000.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543587185236965842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO7HLH10-dI/AAAAAAAAGMA/-txn1MPb52w/s400/A%2BRep%25C3%25BAblica%2Bde%2BVeneza%2Bpor%2Bvolta%2Bdo%2Bano%2B1000.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A República de Veneza por volta do ano 1000.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Após o ano 1000, Veneza intensificou sua força naval, consolidando seu papel de intermediária entre a Ásia e a Europa. Expulsou os piratas que ocupavam a costa da Ístria e manteve a região sob seu domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Alta Idade Média, Veneza se tornou muito rica mediante seu controle do comércio entre a Europa e o Levante, e começou a se expandir no Mar Adriático e além. Veneza se envolveu nas Cruzadas quase desde o início: 200 navios venezianos ajudaram na captura das cidades costeiras da Síria depois da Primeira Cruzada e, em 1123, garantiram autonomia virtual no Reino de Jerusalém através do Pactum Warmundi. Em 1110, Ordelafo Faliero comandou pessoalmente uma frota veneziana de 100 navios para assistir Balduíno I de Jerusalém na captura da cidade de Sidon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XII, os venezianos também ganharam extensos privilégios comerciais no Império Bizantino e seus navios amiúde forneciam ao império uma armada. Em 1182, houve uma revolta antiocidental em Constantinopla, na qual os venezianos foram o principal alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frota veneziana foi crucial para o transporte da Quarta Cruzada, mas quando o cruzados não puderam pagar os navios, o astuto e manipulativo doge Henrique Dândolo rapidamente explorou a situação e ofereceu transporte aos cruzados se eles capturassem a cidade dálmata (cristã) de Zara (atual Zadar), que se tinha rebelado contra Veneza em 1183, se posto sob proteção dual da Santa Sé e do rei Emerico da Hungria e se tinha provado também bem fortificada demais para Veneza retomá-la sozinha. Além de cumprir esta condição, a cruzada foi de novo desviada para Constantinopla, a capital do Império Bizantino, então outro rival de Veneza. A cidade foi capturada e saqueada em 1204. O saque foi descrito como um dos mais trágicos e lucrativos na História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO7ISXHS9XI/AAAAAAAAGMI/FYyVzka2QTU/s1600/Cavalos%2Bde%2BS%25C3%25A3o%2BMarcos%252C%2Btrazidos%2Bcomo%2Bbotim%2Bde%2BConstantinopla%2Bem%2B1204..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543588409107477874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO7ISXHS9XI/AAAAAAAAGMI/FYyVzka2QTU/s400/Cavalos%2Bde%2BS%25C3%25A3o%2BMarcos%252C%2Btrazidos%2Bcomo%2Bbotim%2Bde%2BConstantinopla%2Bem%2B1204..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cavalos de São Marcos, trazidos como&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;botim de Constantinopla em 1204.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os venezianos, que escoltaram a frota cruzada, reivindicaram muito do saque da cidade como pagamento, incluindo os famosos quatro cavalos de bronze trazidos para adornar a basílica de São Marcos. Como resultado da subsequente partição do Império Bizantino, Veneza ganhou alguns territórios estratégicos no Mar Egeu, incluindo as ilhas de Creta e Eubeia. As ilhas do Egeu (até então três-oitavos do Império Bizantino) formaram o novo Ducado do Arquipélago, sob controle veneziano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Quarta Cruzada (1202-1204), Veneza adquiriu a posse das ilhas e das localidades marítimas comercialmente mais importantes do Império Bizantino. A conquista dos importantes portos de Corfu (1207) e de Creta (1209), lhe garantiu um comércio que se estendia ao Oriente, e alcançava a Síria e o Egito, pontos terminais do fluxo mercantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cidade comercial, tinha várias feitorias e controlava várias rotas comerciais no Levante. Eram suas feitorias cidades como Negroponto e Dirraquium, assim como ilhas inteiras: Creta, Rodes, Cefalônia e Zante, por exemplo. O historiador Fernand Braudel classificou-a como a primeira capital econômica do Capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos séculos XIII e XIV a República de Veneza envolveu-se em guerras com Gênova, o seu principal rival a nível comercial. Em 1295, Pietro Gradenigo enviou uma frota de 68 navios para atacar uma frota genovesa em Alexandretta, e uma outra frota de 100 navios em 1299. De 1350 a 1381, Veneza combateu uma intermitente guerra com Gênova. Inicialmente derrotada, Veneza destruiu a frota genovesa na Batalha de Chioggia em 1380 e obteve uma proeminente posição no comércio do Mediterrâneo oriental à custa do declínio de Gênova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do século XIV, Veneza era a principal potência mercantil do Mediterrâneo e um dos estados mais ricos da Europa. Veneza controlava a totalidade do comércio entre o Ocidente e o Oriente. Ela era a porta que permitia à Europa se comunicar com a Ásia. A única porta entre os dois continentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO7JqxQHT8I/AAAAAAAAGMQ/LY0inlBgS-8/s1600/A%2Brede%2Bcomercial%2Be%2Bas%2Bpossess%25C3%25B5es%2Bvenezianas%2Bno%2BMediterr%25C3%25A2neo%2Boriental..png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543589927952273346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO7JqxQHT8I/AAAAAAAAGMQ/LY0inlBgS-8/s400/A%2Brede%2Bcomercial%2Be%2Bas%2Bpossess%25C3%25B5es%2Bvenezianas%2Bno%2BMediterr%25C3%25A2neo%2Boriental..png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A rede comercial e as possessões venezianas no Mediterrâneo oriental.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Expandindo seu domínio aos territórios circundantes, em torno de 1400 a República de Veneza era um Estado, cujos confins se estendiam além daqueles da antiga região romana, compreendendo parte da Lombardia, da Ístria, da Dalmácia, e vários territórios no ultramar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da queda de Bizâncio, os turcos otomanos tornaram-se num dos grandes rivais da atividade comercial de Veneza. A derrota dos otomanos em Gallipoli (1416) lhe abriu as portas do Mediterrâneo e o controle das ilhas de Creta e Chipre. Na mesma altura, para se defender da cobiça dos senhores de Milão, os venezianos voltaram ao continente, onde asseguraram o controle de cidades como Verona, Dine, Bréscia e Bérgamo, assegurando desta forma o domínio do Adriático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Decadência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As invasões otomanas, iniciadas em meados do século XV, foram um dos fatores decisivos para que entrasse em declínio. Veneza via-se confrontada com ataques externos e de outros estados italianos, e com a perda de poder econômico na sequência da descoberta da via marítima para as Índias através do cabo da Boa Esperança por Vasco da Gama entre 1497 e 1498.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veneza viu-se obrigada a sustentar uma luta esgotante contra os otomanos. Veneza sofreu uma importante derrota naval contra os otomanos em Chipre (1500). Mais tarde, na batalha de Lepanto as galeras venezianas foram fortemente castigadas, o que reduziu o poderio naval da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1508, o Sacro Império Romano-Germânico, o Papa e a Espanha conjugaram esforços contra Veneza na Liga de Cambrai, e dividiram o território entre si. Veneza retomou os seus domínios italianos através de negociações. No entanto, nunca mais conseguiu retomar a sua pujança política, embora continuasse a ser um ponto de referência no panorama internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO-cO7t96EI/AAAAAAAAGNI/1PHGacecQJs/s1600/609px-Republic_of_Venice_1796.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 314px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO-cO7t96EI/AAAAAAAAGNI/1PHGacecQJs/s320/609px-Republic_of_Venice_1796.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543821446678964290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A República de Veneza em 1796.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao fim do século XVIII, a República foi invadida por Napoleão Bonaparte. Por volta de 1796, a República de Veneza já não podia mais se defender, já que sua frota de guerra contava somente com 4 galés e 7 galiots. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1797, com sua força militar já abalada, a cidade foi conquistada por Napoleão. Com a assinatura do tratado de Campofórmio, dividiu-se o seu território entre França e Império Habsburgo. As tropas francesas ocupavam o território veneziano acima do rio Ádige. Vicenza, Cadore e Friul eram mantidas pelos austríacos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1866, depois da Guerra das Sete Semanas, Veneza foi incorporada à Itália. Com o chegar do século XX Veneza industrializa-se ao mesmo tempo em que ganha reputação como destino turístico, descobrindo uma vocação até então desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Revista Morashá / Rotas &amp; Destinos / Veneto House / G-sat.net / Wikipédia / Folha Online / Infopédia / Destinos de Viagem / Revista Mundo Estranho / Estadão.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-8310693733877412617?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/8310693733877412617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=8310693733877412617' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/8310693733877412617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/8310693733877412617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/11/veneza-rainha-do-adriatico.html' title='&lt;strong&gt;Veneza: A Rainha do Adriático&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO5ssup8iGI/AAAAAAAAGLo/FLzk2u6LhTo/s72-c/Veneza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-4653839294821862511</id><published>2010-11-11T10:01:00.000-08:00</published><updated>2010-11-25T17:13:09.631-08:00</updated><title type='text'>Liga Hanseática</title><content type='html'>&lt;em&gt;Do século XII ao começo da Guerra dos Trinta Anos, a Liga hanseática dominou consideravelmente o sistema econômico&lt;br /&gt; da Europa e influenciou a vida de todas as cidades. O intenso comércio por todo o Mar Báltico e pelo interior levou as cidades &lt;br /&gt;ao auge econômico&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwwEDjEPXI/AAAAAAAAGKI/ZpYQMtFQftM/s1600/Liga-Hanse%25C3%25A1tica.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538354487988862322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 359px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwwEDjEPXI/AAAAAAAAGKI/ZpYQMtFQftM/s400/Liga-Hanse%25C3%25A1tica.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Liga Hanseática foi uma aliança de cidades mercantis que estabeleceu e manteve um monopólio comercial sobre quase todo norte da Europa e Báltico, em fins da Idade Média e começo da Idade Moderna. Ela forneceu madeira, metais, peles, peixes e cereais a toda Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Liga Hanseática, ou Hansa, parece ter-se originado de duas antigas confederações agrupadas em torno das cidades de Colônia e Lübeck. Mais ou menos em meados do séc. XIV, os membros da Hansa compreendiam quase todas as cidades alemãs situadas ao longo dos mares do Norte e Báltico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de dominar todo o comércio pelo Mar do Norte e pelo Mar Báltico a Hansa era uma aliança informal de comerciantes que oferecia a seus associados maior proteção contra saqueadores e piratas e ajudava a concretizar os interesses que a comunidade tinha em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Hansa de Gotland&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos finais do século XII e ínicios do século XIII foram criadas no norte da Alemanha e em redor do mar Báltico diversas cidades: Lübeck (em 1158), Rostock, Wismar, Stralsund, Szczecin, Gdańsk, Elbing. Dentro de todas essas vilas, a burguesia instalou-se rapidamente no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mercadores dessas cidades tentaram imediatamente comercializar com Gotland, visto que Henrique, o Leão havia feito paz em 1161. Estes mercadores, procedentes de Lübeck, das vilas westfalianas e saxónicas elegiam quatro anciães (um por Visby, um por Lübeck, um por Soest e outro por Dortmund) que exerciam a justiça e representavam-nos no exterior. A atividade desses representantes estendeu-se rapidamente para além de Gotland, chegando até Novgorod --um verdadeiro ponto de encontro entre as civilizações orientais e ocidentais, onde criaram um estabelecimento próprio, o Peterhof. Estes mercadores penetraram também na Escandinávia (a feira de Escânia tornou-se num eixo central do comércio hanseático), na Inglaterra (onde eles foram oficialmente reunidos em 1281 numa única hansa da Alemanha) e nos Países Baixos (onde a condessa de Flandres, Margarida II, lhes concedeu privilégios fundamentais em 1252 e 1253.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante lembrar que foi nesta primeira associação embrionária que os privilégios e princípios fundamentais da Liga Hanseática foram aplicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se datar a passagem da Hansa dos mercadores a Hansa das cidades em 1280, quando uma operação contra Bruges foi organizada com o objetivo de proteger os privilégios adquiridos (seguida em 1284 do mesmo tipo de operação contra a Noruega).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Hansa das cidades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwxM8R97ZI/AAAAAAAAGKQ/3JvDiTVUj20/s1600/Liga_hanseatica.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538355740168547730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 378px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwxM8R97ZI/AAAAAAAAGKQ/3JvDiTVUj20/s400/Liga_hanseatica.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1141 ocorreu a associação -- a Hansa Teutônica -- entre as cidades de Hamburgo e Lübeck, que inspirou diversas outras associações de outras cidades. Essas associações eram destinadas à proteção dos comerciantes e a defender seus interesses. No apogeu a Hansa Teutônica contava com cerca de 90 cidades do mar do Norte e do mar Báltico, entre elas: Amsterdã, Bergen, Bordeaux, Bruges, Colônia, Cracóvia, Groningen, Hildesheim, Londres, Nantes, Novgorod, Praga, Reval, Riga, Rostock, Stralsund, Toruń, Varsóvia, Wismar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liga foi então dividida em 4 seções, presididas por Lübeck, Colônia, Brunswick e Dantzig. A Hansetag (assembléia geral das cidades que se reunia a cada 3 anos, em Lübeck) tinha apenas um papel consultivo, dado que a aplicação de suas decisões era deixada a cargo de cada cidade (que devia contudo fornecer sua contribuição militar e financeira à Hansa). Conseguiu a Hansa vitórias importantes frente ao reino da Noruega, e a seguir contra o reino da Dinamarca. Apesar disso permaneceu como uma associação política onde as cidades gozavam de grande autonomia. Esta estrutura seria desmontada pelo Tratado de Vestfália (1648), que define o conceito de Estado-nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desenvolvimento &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Liga Hanseática promovia monopólios comerciais, conseguindo privilégios exclusivos na Escandinávia, nos Países Baixos, Rússia, Alemanha e Inglaterra. Suas atividades estavam baseadas principalmente numa rede de cidades na Alemanha e quatro grandes feitorias ou &lt;em&gt;Kontore&lt;/em&gt;: o Tyskebrugge em Berger (madeira e peixes), o Peterhof em Novgorod (couros), o Steelyard em Londres (lã e tecidos) e as Assembléias em Bruges (tecidos). Este último foi o principal entreposto de armazenagem que unia os interesses do Mediterrâneo com os do Báltico e o Mar do Norte, até que a capacidade de seu porto foi excedida no fim do século XV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No auge do seu desenvolvimento, nos séculos XIV e XV, a Liga Hanseática quase alcançou o poder e o prestígio dos grandes centros comerciais mediterrâneos de Veneza, e Gênova. Em contrapartida, enquanto os impérios comerciais dessas duas repúblicas marítimas procuravam expandir-se, a Liga Hanseática foi formada por empresas comerciais com bases sólidas, que se uniram para se protegerem e manterem um predomínio de mercado já existente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veneza e a liga Hanseática proporcionavam os laços marítimos entre o Mediterrâneo e a Europa Setentrional. As Galeras venezianas transportavam especiarias, seda, vinho e frutas; os depósitos hanseáticos mantinham o abastecimento de metais, peixes, têxteis e peles russas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liga não dispunha de uma constituição formal. Seu único corpo administrativo era um congresso formado por comerciantes das cidades associadas. Suas principais armas eram o boicote e o monopólio comerciais. Se uma cidade se recusava a entrar para a liga, seus comerciantes ficavam impossibilitados de vender seus produtos aos mercados lucrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vantagens de pertencer à Liga Hanseática eram várias: Os navios protegiam-se uns aos outros e lutavam contra a concorrência dos que fossem sócios. Na compra e venda de produtos davam preferência às cidades associadas e quase todas se equiparam de modo a terem portos bem apetrechados, armazéns disponíveis para as mercadorias e residências para comerciantes e marinheiros que necessitassem de apoio. Estabeleceram um regulamento geral para a navegação, para as trocas comerciais, para os pesos e medidas que deviam ser utilizados e também para a moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwx5mJiEhI/AAAAAAAAGKY/X-8mlU4LFUE/s1600/Witten%2Bde%2Bprata.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538356507321700882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 293px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwx5mJiEhI/AAAAAAAAGKY/X-8mlU4LFUE/s400/Witten%2Bde%2Bprata.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Witten de prata.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, as várias cidades que pertenciam à Liga Hanseática tinham as suas moedas próprias. Mas a certa altura, para facilitar as trocas e evitar o trabalho e a despesa dos câmbios, resolveram cunhar uma moeda igual em várias cidades: o Witten de prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidades como Braunschweig, no Norte da Alemanha, localizada geograficamente numa posição estratégica, exatamente no centro e quase e eqüidistante de Frankfurt, Colônia, Leipzig, Hamburgo, Bremen e Nürnberg, logo tornou-se um ponto importantíssimo da Liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do comércio, a cidade enriqueceu-se. Na região haviam comerciantes exportadores para longas distâncias e fortes cooperativas de artesãos. As negociações comerciais eram feitas desde o Mar do Norte até o Mar Báltico, desde Brabante (região de Bruxelas) no lado oeste até a Rússia no lado leste. Entre outros produtos, eram comercializados cervejas, metais e cobre para lavabos, roupas e bolsas finas de couro; além disso, eram exportados artefatos de artilharia bem como outros materiais metalúrgicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O norte da Europa especializou-se em produtos marinhos, agrícolas, mineiros e florestais, muitos dos quais eram monopolizados pelos mercadores da Liga Hanseática. A Liga Hanseática dominou o comércio de peles com a Rússia, o comércio de peixe com a Noruega e a Suécia, e o comércio de lã com Flandres. Em 1370, o rei dinamarquês tentou acabar com o poder dela fechando o canal que leva ao Báltico. Uma esquadra hanseática tomou Copenhague e impôs um rígido tratado de paz à Dinamarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As rotas comerciais passavam pelo Báltico, pouco profundo; desde o Ocidente, pelo mar do Norte, até a Inglaterra; desde o Norte, ao largo da costa atlântica da Noruega, levando madeira, peixe e minerais; ou ao sul, ao golfo da Biscaia e costeando a Espanha e Portugal, para chegar ao Mediterrâneo e carregar sal, linho, seda e especiarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwyspOu68I/AAAAAAAAGKg/HvVyls0AzAU/s1600/Embarque%2Bem%2Bporto%2Bmedieval..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538357384322149314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwyspOu68I/AAAAAAAAGKg/HvVyls0AzAU/s400/Embarque%2Bem%2Bporto%2Bmedieval..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Embarque em porto medieval.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em todos os casos havia um denominador comum: as mercadorias viajavam por mar. Por esse motivo, ainda que não houvesse nenhuma intenção de padronizar os navios das diferentes cidades, os filiados da Liga Hanseática estimularam os construtores a projetarem novos tipos e navios mercantes, que respondessem às exigências o tráfego em expansão e que estivessem na vanguarda do ponto de vista tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Coca Hanseática&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento em que as rotas comerciais levam os navios mercantes cada vez mais longe, era inevitável que se procurasse construir uma embarcação adequada para navegar com segurança diante de qualquer situação atmosférica, que fosse forte e suficientemente grande para satisfazer as exigências de uma maior capacidade de carga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo tipo de navio mercante ficou conhecido pelo nome de "coca hanseática". Em vez de ser governada com um ou dois remos, como as embarcações anteriores, a coca tinha um leme a estibordo da popa. Para dizer a verdade, é impossível estabelecer a data precisa dessa modificação técnica, visto que o testemunho mais confiável provém das marcas deixadas com o passar dos anos nos brasões das grandes cidades: o de Dover, possivelmente de 1284, mostra um navio que ainda utiliza esparrela, enquanto uma escultura (que parece ter menos de cem anos) numa gárgula da catedral de Winchester, uma cidade da Inglaterra meridional, situada a cerca de 30 km do mar, mostra claramente o leme e a cana. De qualquer forma, o certo é que em meados do século XIV o leme era de uso comum, uma vez que aparece tanto nos brasões das cidades da Liga Hanseática como em moedas e pinturas murais. Além disso, por meio das moedas e brasões conhecem-se outros detalhes da coca hanseática; em muito casos caracterizava-se pela proa reta, em vez da típica curvatura das anteriores embarcações nórdicas, e por uma linha também reta para o cadaste, ao qual estava fixado o leme. O cadaste, anteriormente prolongado por uma curta verga em que se podia fixar um estai, e mais tarde por um pequeno castelo que servia como de combate e de observação tinha cerca de 30º de inclinação em relação à vertical, um valor notável para o que era comum naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A roda e o cadaste estavam solidamente fixados a uma quilha pronunciada e que sobressaia muito (mais comprida que a das embarcações com proa e popa curvadas), o que permitia que o navio se "agarrasse" muito bem na água mesmo com o mar agitado. A quilha, comprida e direita, tinha sido estudada com toda a probabilidade para se adaptar as condições meteorológicas das costas da Europa setentrional, geralmente muito ruins. Como uma vela de pendão tornaria a embarcação muito difícil de manobrar e de lenta resposta ao leme, devia ser usada uma só vela redonda, que se orientava com vergas, mesmo com vento de alheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwzoWfaU3I/AAAAAAAAGKo/cvxdw171rtA/s1600/R%25C3%25A9plica%2Ba%2Bescala%2Bnatural%2Bde%2Bla%2Bcoca%2Bhanse%25C3%25A1tica.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538358410083980146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwzoWfaU3I/AAAAAAAAGKo/cvxdw171rtA/s400/R%25C3%25A9plica%2Ba%2Bescala%2Bnatural%2Bde%2Bla%2Bcoca%2Bhanse%25C3%25A1tica.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Réplica da coca hanseática da segunda metade do&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; século&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; 14, descoberta em 1962 no porto de Bremen.&lt;/span&gt; &lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Era impossível determinar as dimensões exatas da coca hanseática com base nos brasões das cidades mas, graças aos documentos das cargas e ao descobrimento dos restos de uma coca de 1380 (afundados no rio Wesser, em Bremen), foi possível determinar que tinha um comprimento de fora a fora de uns 30 m, uma boca de cerca de 8 m e um calado com aproximadamente 3 m; essas dimensões fazem pensar que seu deslocamento rondava as 280 toneladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A única vela devia ter uma superfície de cerca de 150 m2 e, provavelmente, era feita com tela pesada amarelada (essa cor resultava de uma solução preparada com cortiça, utilizada para impedir que o velame se deteriorasse). Quanto à estrutura, não há dúvida de que os construtores nórdicos utilizavam o sistema de trincar (o bordo inferior de cada tábua ficava sobre o bordo superior da que estava em baixo) para o forro do casco, enquanto no local onde os costados se uniam à quilha optaram pelo método de construção de juntas planas (com os bordos das tábuas uns contra os outros e tapando a união com estopa embebida em alcatrão, que impedia a entrada de água). As tábuas eram de carvalho e, especialmente para as superiores, muito grossas (50 cm e às vezes mais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Decadência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monopólio comercial no norte da Europa vinha despertando havia algum tempo a inveja dos reinos europeus, e os comerciantes ingleses, cuja influência política estava ganhando certo peso, pressionaram o governo para tomar medidas drásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a Inglaterra anulou os privilégios de que a Liga Hanseática gozava, e o mesmo foi feito na Holanda e em Bergen, na Noruega. Lentamente, a Liga ficou reduzida a poucos membros fundadores, entre os quais reinava o desacordo, e no fim do século XVII o seu poderio comercial não passava de uma recordação. Por volta de 1670, a Liga Hanseática contava apenas com três cidades: Bremen, Hamburgo e Lübeck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores contribuições deixadas pela Liga foi o sistema de leis marítimas e comerciais por ela desenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Klick Educação / Vorpommern / Wikipédia / Centro Cultural Banco do Brasil / www.cceseb.ipbeja.pt / Blog Matelassê / Artimanha.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-4653839294821862511?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/4653839294821862511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=4653839294821862511' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/4653839294821862511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/4653839294821862511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/11/liga-hanseatica.html' title='&lt;strong&gt;Liga Hanseática&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwwEDjEPXI/AAAAAAAAGKI/ZpYQMtFQftM/s72-c/Liga-Hanse%25C3%25A1tica.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-3970507568688292767</id><published>2010-10-29T12:55:00.001-07:00</published><updated>2010-11-12T06:50:35.742-08:00</updated><title type='text'>A corrente da moeda</title><content type='html'>&lt;em&gt;Desde o tempo do escambo, a sociedade constrói uma relação próxima com a forma monetária de consumir mercadorias. &lt;br /&gt;O dinheiro já foi pluma, prego e vaca, criou impérios e destruiu nações&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TMsnB8P68DI/AAAAAAAAGJA/Qg7NhL4T3yw/s1600/Moedas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TMsnB8P68DI/AAAAAAAAGJA/Qg7NhL4T3yw/s400/Moedas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533559481461043250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cultuar suas divindades, os astecas costumavam realizar uma série de oferendas que envolviam sacrifícios de animais e seres humanos. Na capital do império, a cidade de Tenochtitlán, os ritos mortais eram comuns. Durante as cerimônias, os sacerdotes abriam o peito da vítima e arrancavam-lhe o coração, que era ofertado a Huitzilopochtli, deus do sol e da guerra. O ritual macabro não custava apenas vidas, mas uma boa quantidade de tecidos. É isso mesmo: o fiel que quisesse ter sua própria vítima para ofertar aos deuses precisava desembolsar cerca de 40 mantos. O tecido era a moeda mais valiosa da época. Mas poucos eram os que dispunham dos pedaços de pano: estes já eram um privilégio dos ricos. Para os menos favorecidos, a moeda se resumia a grãos de cacau. As sementes serviam como dinheiro para as transações comerciais daquele povo. Nos mercados, eram aceitas como pagamento para tudo que estivesse à venda: frutas, legumes, sandálias, joias etc. O manto (cada um equivalia a 300 grãos de cacau) só era utilizado na compra de mercadorias nobres. A semente foi eleita como a melhor forma de dinheiro pelos ameríndios porque, além de abundante, era de fácil manipulação, tinha boa durabilidade e um valor intrínseco. Moída, virava chocolate, produto querido aos astecas. O cacau permaneceu moeda corrente durante pelo menos quatro séculos, até a chegada dos espanhóis. E representou um dos mais sofisticados sistemas monetários da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Em épocas e sociedades distintas, o dinheiro se metamorfoseou em diversas mercadorias para atender as necessidades comerciais das pessoas no decorrer da história da humanidade", diz Mathieu Deflem, da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, que estuda a relações entre sociedade e dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Renas, pregos e plumas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Grécia antiga, por muito tempo, bois eram usados como moeda. Os nativos da Índia usavam amêndoas. Os guatemaltecos da América pré-colombiana preferiam o milho. Os antigos babilônicos, a cevada. E o dinheiro foi ganhando novas faces em diferentes países ou regiões: arroz no Japão, renas na Sibéria, manteiga na Noruega, búfalos em Bornéu, pregos na Escócia, além de conchas, pedras, plumas, dentes de baleia e muitas outras excêntricas mercadorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de surgirem essas moedas-mercadorias, porém, o escambo era o jeito de trocar produtos: alguém que tivesse mais peixe do que o necessário permutava o excesso pelo milho que outra pessoa tinha plantado e colhido. Assim, tudo era trocado, sem levar em conta a equivalência de valor. Mas essa forma primitiva de relação comercial começou a se mostrar inviável. Era necessário que o produtor de milho quisesse o peixe do pescador. Ou não poderiam fazer negócio e o pescador passaria sem os grãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que surgiu a necessidade de adotar mercadorias que, por sua utilidade ou abrangência, seriam amplamente aceitas e assumiriam a função de moeda, circulando como principal elemento para as relações comerciais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primórdios do dinheiro datam do fim do terceiro milênio antes de Cristo. Habitantes da Mesopotâmia passaram a usar lingotes de metais preciosos em troca de produtos. Escritas cuneiformes mencionam o uso de prata por esse povo desde 2500 a.C. O metal foi o objeto que melhor traduziu as necessidades de troca e, por isso, foi adotado em larga escala por diversas culturas através dos anos. "O metal vingou por ter todas as características exigidas de uma moeda: é maleável, é resistente, não é nem abundante nem raro, é considerado bonito e, portanto, desejável. E ele permite a padronização, o que é fundamental", afirma Oscar Pilagallo, jornalista e autor do livro A Aventura do Dinheiro - Uma Crônica sobre a História Milenar da Moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prata, em maior representatividade, e o ouro e o cobre eram bastante usados no comércio. Mas, para desempenhar suas funções como dinheiro, os metais precisavam ser pesados a cada transação, tanto pelo comprador quanto pelo vendedor, para que sua importância fosse certificada. Desse ato minucioso deriva, por exemplo, a libra esterlina, moeda atual da Grã-Bretanha, que leva esse nome por representar uma medida de peso, a libra (cerca de 450 gramas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente milênios depois, no século 7 a.C., o metal se tornou, enfim, uma unidade padrão. O reino da Lídia (atual Turquia) cunhou a primeira moeda, muito similar às de hoje: prática, de fácil manuseio e amplamente aceita nos arredores. Era a primeira grande revolução monetária da história. Estimulou o comércio e a especialização do trabalho e tornou os lídios um dos povos mais ricos da Antiguidade. O modelo do stater, a moeda lídia feita de eletro (liga de ouro e prata), foi copiado pelo mundo todo para configurar o primeiro sistema monetário global. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denário, o antepassado em Atenas, os trabalhadores recebiam um dracma pelo dia de labuta. Essa unidade era a base do sistema monetário helenístico, cujas moedas estampavam a efígie de uma coruja, símbolo de Atena, deusa protetora da cidade. Mas foram os romanos que melhor incorporaram o novo dinheiro. A primeira cunhagem de que se tem notícia em Roma - ainda na República - foi em 268 a.C. A moeda, chamada denário, foi tão representativa que o termo foi aproveitado para designar diversas moedas nacionais, como o denier francês e o dinar, de vários países árabes. A própria palavra dinheiro, em português (e dinero, em espanhol), vem do latim denarius. Mas esse dinheiro também trouxe problemas para a sociedade romana. Nas Guerras Púnicas contra a república de Cartago, o financiamento das ações militares desestabilizou primeiro o sistema monetário, levando Roma a uma inflação - não havia moeda suficiente para as despesas -, e, depois, o sistema político e econômico. A economia se enfraqueceu após a guerra e passou a ser baseada em sistemas feudais que, por sua vez, eram auto-sustentáveis. A cunhagem de moedas foi então suspensa em todo o Império Romano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Oriente, o Império Bizantino deixou sua moeda como legado. O besante era todo feito de ouro e, cunhado a partir do século 4 na antiga Constantinopla, predominou por mais de um milênio. Foi o dólar da Idade Média. Enquanto o império esteve de pé, até 1493, com a queda de Constantinopla pela conquista do Império Otomano, a moeda bizantina preservou o seu valor. Foi um dos casos mais bem-sucedidos de sistema monetário da história. Foi no Oriente, também, que o dinheiro de papel deu seus primeiros sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o papel-moeda pudesse ser inventado, era necessário, claro, um papel resistente e durável. Portanto, não é de estranhar que as primeiras cédulas tenham demorado tanto para surgir: a tecnologia para fabricação das primeiras notas apareceu tarde e se difundiu lentamente. O uso do papel como moeda teve seu registro na dinastia T’ang, na China, que durou entre os anos de 618 e 907. Mesmo não tendo sobrado uma nota para contar história, algumas ilustrações do período indicam o uso das cédulas. "Os burocratas chineses faziam cédulas usando o papel fabricado da casca de amoreira. Uma vez estampado com o selo do imperador, essas notas levavam o valor total de ouro e prata", escreveu o antropólogo Jack Weatherford, autor do livro A História do Dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marco Polo, em suas viagens à Ásia, no século 12, ficou surpreso com a determinação com que o Estado obrigava as pessoas a usarem as cédulas nas relações comerciais. O resultado era que, de fato, elas circulavam na mão de todos. Na Europa, de onde vinha o viajante veneziano, as cédulas só ficaram conhecidas e populares depois de sua morte em 1324. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século 17, na Holanda, a tulipa virou mania. Os bulbos da planta, altamente valorizados, eram vendidos de junho a outubro, época do plantio. Mas os produtores passaram a comercializá-los também no inverno, para serem entregues depois. Os compradores recebiam um papel, que valeria um bulbo na estação das flores. Mas os papéis começaram a ser usados como dinheiro, passados adiante e negociados a valores irreais. Foi o primeiro ataque especulativo da história e quase quebrou o país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, era o princípio do papel como moeda na Europa. A técnica foi aprimorada depois por um escocês que chegou a Paris, em 1716, disposto a fabricar dinheiro. John Law tinha consentimento do duque de Orléans para abrir um banco e emitir notas. A demanda pelas células foi tamanha que logo elas passaram a valer mais que o dinheiro de metal. Até que as pessoas não tinham mais o que fazer com tantas notas e exigiram seus metais de volta. Foi a falência do banco de Law. Em Londres, a Companhia Mares do Sul atravessou susto parecido. Parte da dívida pública da Inglaterra se transformou em ações da empresa. A procura pelos papéis superaqueceu o mercado de ações. Mas surgiu o Banco da Inglaterra para defender a moeda do país. Enquanto isso, na América do Norte, assistia-se à invenção da cédula de papel, a segunda grande revolução no sistema monetário. O grande nome por trás do papel-moeda, tal como o conhecemos, é Benjamin Franklin, que, além de herói da independência, era gráfico. Foi ele quem fabricou algumas das primeiras cédulas da América. Aos 23 anos, escreveu seus panfletos sobre o papel-moeda. Por essa dedicação ao dinheiro, mais idealista que ambiciosa, Franklin foi homenageado. É dele o rosto na nota de 100 dólares, a cédula de maior valor em circulação nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-3970507568688292767?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/3970507568688292767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=3970507568688292767' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/3970507568688292767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/3970507568688292767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/10/corrente-da-moeda.html' title='&lt;strong&gt;A corrente da moeda&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TMsnB8P68DI/AAAAAAAAGJA/Qg7NhL4T3yw/s72-c/Moedas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-9089013197328818587</id><published>2010-10-14T18:34:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T13:12:23.862-07:00</updated><title type='text'>Os Comerciantes Fenícios</title><content type='html'>&lt;em&gt;Qualquer porto onde os magníficos barcos fenícios atracassem&lt;br /&gt; logo se transformava em fervilhante mercado. Os fenícios&lt;br /&gt;foram os negociantes por excelência da Antigüidade. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLew3jjy3OI/AAAAAAAAGGI/7_xwX8Z-Nz8/s1600/Comerciantes+Fen%C3%ADcios.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528081536105241826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLew3jjy3OI/AAAAAAAAGGI/7_xwX8Z-Nz8/s400/Comerciantes+Fen%C3%ADcios.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Da Fenícia para o mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os fenícios foram responsáveis pela formação de uma rica civilização que ocupou uma faixa do litoral mediterrâneo que adentrava o território asiático até as montanhas do atual Líbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proximidade com o mar e o início das trocas agrícolas com os egípcios deu condições para que o comércio marítimo destacasse-se como um dos mais fortes setores da economia fenícia. Ao longo da faixa litorânea por eles ocupada surgiram diversas cidades-Estado, como Arad, Biblos, Tiro, Sídon e Ugarit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exímios na arte de comercializar, os fenícios eram conhecidos em todo lugar, por sua grande capacidade de alcançar os maiores lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Comércio e a Escrita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantos mercados, tantas ofertas, tantos fregueses, os fenícios só encontraram uma saída para os negócios não se enredarem em um emaranhado de mal-entendidos: registrar em placas de barro cada compra e cada venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controle sobre os estoques, os acordos comerciais, encomendas, preços e outras negociações teriam de ser devidamente registrados para que todo esse esforço fosse apropriadamente recompensado. Foi então que a cultura fenícia estabeleceu o desenvolvimento de um sistema de símbolos que pudesse facilitar o processo de comunicação entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a partir do ideograma egípcio, que os fenícios criaram um conjunto de vinte e duas letras. Os fenícios conseguiram simplificar o processo egípcio. Os egípcios foram responsáveis pela idéia de escrever em inumeráveis hieróglifos, os fenícios tiveram a iniciativa de facilitar a compreensão da escrita desenvolvendo um alfabeto fonético composto por vinte e duas letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sistema de comunicação teve grande importância não só para os fenícios, mas também influenciou no longo processo que deu origem às letras que integram o alfabeto ocidental contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sistema de escrita se espalhou pelo mundo antigo e inspirou outros povos a criar seus próprios alfabetos. O mais famoso deles? O alfabeto grego. Adaptado do fenício, o alfabeto grego tem uma característica importante: a introdução de vogais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLextS409KI/AAAAAAAAGGQ/-lN_OTxVMRU/s1600/A+origem+do+alfabeto+esteve+ligada+ao+desenvolvimento+das+atividades+comerciais+entre+os+fen%C3%ADcios..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528082459342992546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLextS409KI/AAAAAAAAGGQ/-lN_OTxVMRU/s400/A+origem+do+alfabeto+esteve+ligada+ao+desenvolvimento+das+atividades+comerciais+entre+os+fen%C3%ADcios..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A origem do alfabeto esteve ligada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ao desenvolvimento&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;das atividades &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;comerciais entre os fenícios.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pouco se sabia sobre a escrita fenícia até o pesquisador francês Pierre Montet descobrir, em 1923, em Biblos, cidade histórica do Líbano, o sarcófago do rei Ahiram peça decorada com inscrições lidas da direita para a esquerda. Hoje o sarcófago está guardado no Museu Nacional de Beirute. "Embora aquele texto seja o mais antigo, outras descobertas arqueológicas também são documentos valiosos sobre o alfabeto fenício", nota Haiganuch Sarian, coordenadora do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, onde, aliás, existe uma reprodução em gesso do famoso sarcófago, feita por volta do século XII a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que ao se compararem diversas inscrições se constatou que as cidades fenícias podiam falar a mesma língua, mas não a escreviam da mesma maneira. Apesar das pequenas variações, quando em 1750 o inglês John Swinton, encarregado de conservar os arquivos da Universidade de Oxford, resolveu aproveitar os momentos de folga para debruçar-se sobre inscrições fenícias encontradas na Ilha de Chipre, a decifração foi relativamente rápida. É que tanto a língua como a escrita da Fenícia eram muito parecidas com o idioma hebraico. Assim, tornou-se possível traduzir toda a coleção disponível de textos funerários e registros comerciais deixados por aquele povo que, até onde se conhece, não se interessou em produzir nenhum tipo de literatura. Os fenícios tampouco se interessaram em ensinar sua escrita aos compradores de suas mercadorias. Na verdade, foram os gregos que, ao colonizar cidades fenícias por volta do ano 800 a.C., tomaram a iniciativa de importar o alfabeto para o Ocidente, acrescentando-lhe uma novidade as vogais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de escrita grego acabou se tornando a maior contribuição cultural para o mundo ocidental, pois originou a família dos alfabetos que até hoje dominam o mundo ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Economia e Expansão Marítima&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início de sua trajetória, a exemplo de outros povos da Antiguidade, os fenícios desenvolveram uma economia exclusivamente voltada para a agricultura, pesca e artesanato. Eles transformaram-se ao longo do tempo em exímios comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agricultura e a pecuária eram importantes para a sobrevivência dos fenícios, mas suas principais atividades econômicas se concentravam no comércio e no artesanato. Com as excelentes madeiras de suas florestas, construíam navios. Fabricavam jóias de âmbar, ouro, prata e marfim. Produziam o vidro transparente e descobriram a púrpura, matéria corante vermelho-escura que usavam para tingir tecidos. Essas manufaturas, bem como suas madeiras, eram comerciadas do mar Negro até o Egeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atividade comercial fenícia era muito variada. Além da exportação dos seus tecidos de lã, cabia-lhes a tarefa de abastecer o mundo mediterrânico em gêneros exóticos provenientes do Oriente, sobretudo dos Egípcios, pelo mar Vermelho, e em produtos de primeira necessidade, vindos do grande Norte, caso do estanho (das ilhas de Scilly, na Cornualha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLezHnRz2RI/AAAAAAAAGGY/VBHPOqGI1yE/s1600/Mapa+da+Fen%C3%ADcia+e+rotas+de+com%C3%A9rcio..png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528084011004713234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLezHnRz2RI/AAAAAAAAGGY/VBHPOqGI1yE/s400/Mapa+da+Fen%C3%ADcia+e+rotas+de+com%C3%A9rcio..png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa da Fenícia e rotas de comércio.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As suas cidades principais foram Sídon, Tiro, Biblos e Beritus (atual Beirute). Os fenícios nunca tiveram um verdadeiro governo "nacional", apresentando cada cidade um rei, por vezes substituído ou neutralizado pelas aristocracias de mercadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada cidade cuidava exclusivamente de seus próprios negócios. Para defender seus interesses, possuíam monarcas, cujo trono era passado de pai para filho. Como os textos bíblicos mostram, os monarcas eram também os que mais lucravam. Mas justiça se faça: boa parte do sucesso dos fenícios no comércio se deveu à política de boa vizinhança de seus reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reis fenícios aceitavam até pagar tributos, desde que tivessem livre iniciativa no comércio. Outra estratégia dos monarcas era permitir que estrangeiros viessem morar em suas cidades, com pleno direito de abrir qualquer negócio uma autêntica raridade naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1400 a.C. os fenícios dominaram as rotas comerciais, anteriormente controladas pelos cretenses, que ligavam a região da Palestina ao litoral sul do Mediterrâneo. Na trajetória da civilização fenícia, diferentes cidades imprimiam sua hegemonia comercial na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o auge dos centros urbanos de Ugarit, Sídon e Biblos – a cidade de Tiro expandiu sua rede comercial sob as ilhas da Costa Palestina chegando até mesmo a contar com o apoio dos hebreus. Com a posterior expansão e a concorrência dos gregos, os comerciantes de Tiro buscaram o comércio com regiões do Norte da África e da Península Ibérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método comercial utilizado era a troca. Era possível comerciar todo o tipo de objetos: trípodes, caldeirões em bronze, armas, azeite, cereais, vinho, vidros, jóias, marfins, cerâmica fina, vidros com perfumes e ungüentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expandindo suas atividades comerciais, os fenícios fundaram diversas colônias que, a princípio, serviam de bases mercantis. Existiam colônias fenícias em lugares como Chipre, Sicília, Sardenha e sul da Espanha. No norte da África, os fenícios fundaram a importante colônia de Cartago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arte Fenícia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fenícios foram famosos na Antiguidade por seus trabalhos artísticos em ourivesaria, assim como também em marfim, vidro, terracota, madeira, pedra, além da tecelagem. Exímios navegantes e negociantes, os fenícios souberam “assimilar” a arte e os processos de confecção de inúmeros povos com os quais tiveram contato em suas rotas de comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe0aSC6OtI/AAAAAAAAGGg/AOXtCDNiRrQ/s1600/O+artesanato+e+o+com%C3%A9rcio+mar%C3%ADtimo+marcaram+a+trajet%C3%B3ria+da+civiliza%C3%A7%C3%A3o+fen%C3%ADcia..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528085431234214610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe0aSC6OtI/AAAAAAAAGGg/AOXtCDNiRrQ/s400/O+artesanato+e+o+com%C3%A9rcio+mar%C3%ADtimo+marcaram+a+trajet%C3%B3ria+da+civiliza%C3%A7%C3%A3o+fen%C3%ADcia..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O artesanato e o comércio marítimo marcaram &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a trajetória da civilização fenícia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Levavam de cada povo não apenas riquezas materiais, mas riquezas culturais. Assim, suas produções artísticas, bem como a ourivesaria, agregaram diversas técnicas. Através do comércio, sua arte se expandiu, influenciou e foi influenciada por terras distantes como a grega e a etrusca , chegando até o Norte da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas jóias são observados elementos de diversas culturas. Os fenícios não só agregavam elementos em sua arte, mas os assimilavam na íntegra, reproduzindo-os impecavelmente. Destacaram-se não apenas na arte da joalheria. Trabalharam com maestria o vidro, a madeira, a tecelagem, técnicas de tinturaria, cerâmica e metalurgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A madeira, especificamente o Cedro, foi uma das grandes riquezas deste povo, o que facilitou a construção das embarcações e a conseqüente ampliação de seus horizontes. Um exemplo desta troca de conhecimentos técnicos entre os povos é o uso da granulação na joalheria. Esta técnica de decoração de superfícies com grãos adicionados por fusão foi difundida e usada pelos fenícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A joalheria fenícia não se destaca pela originalidade, mas pela união de culturas e técnicas de diversos povos que foram disseminadas graças ao comércio e a navegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte que produziram tinha não só propósitos comerciais, mas também religiosos e, além do impacto visual, procurava transmitir idéias e conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos objetos fenícios que chegaram até nossos dias, assim como os de outras civilizações já desaparecidas, pertencem a sítios arqueológicos de contexto funerário, como tumbas, cemitérios ou templos. Nas antigas tumbas fenícias já descobertas foram encontradas jóias em ouro, prata e gemas, escaravelhos e outros objetos simbólicos ou religiosos feitos em vidro ou terracota, tigelas de metal (ouro, prata e bronze) e também em terracota, lindas caixas decoradas em marfim, cosméticos e outros itens que denotam o status social do ocupante da tumba. Uma enorme quantidade destes objetos possui tamanho pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetos em madeira decorada ou tecidos são itens muito raros em achados arqueológicos nos sítios fenícios, estando, porém, documentados em diversos escritos que foram descobertos, onde foram detalhadas as trocas comerciais entre comerciantes fenícios e de outros povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio foi o grande fator expansionista da arte fenícia. Por volta do ano 1.000 a.C., mercadorias fenícias podiam ser encontradas em diversos e distantes pontos do mar Mediterrâneo e influenciaram culturas como a grega, a etrusca e a assíria, bem como povos do norte da África e da Península Ibérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe1hruZHBI/AAAAAAAAGGo/V5PNAQ17Zto/s1600/JOALHERIA+FEN%C3%8DCIA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528086657898191890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe1hruZHBI/AAAAAAAAGGo/V5PNAQ17Zto/s400/JOALHERIA+FEN%C3%8DCIA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Joalheria Fenícia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Poucos sítios arqueológicos da antiga Fenícia (parte do Líbano atual) foram adequadamente escavados, como os de Sarepta (atual Sarafand). A significante maioria dos achados veio de colônias fenícias ou entrepostos comerciais situados na Espanha, Sardenha, Sicília e Tunísia. A maioria destes objetos data do período entre os séculos VII e II a.C., mas peças situadas entre os séculos IX e VIII a.C. foram também encontradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte fenícia era conservadora por natureza. Sendo assim, motivos decorativos foram repetidos por séculos. Pode-se considerar que o ecletismo é a grande marca da arte fenícia, já que combinaram, de forma pouco usual, variados padrões de diferentes culturas, sem preocupação com simbologias religiosas, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artesãos fenícios utilizaram com habilidade elementos egípcios, gregos, assírios e outros em suas concepções artísticas, das cores escolhidas ao design e à combinação motivos decorativos. Por vezes, simplesmente imitavam estilos de outros povos sem modificá-los, o que em alguns achados arqueológicos foi difícil reconhecer o que era autêntico de uma determinada cultura e o que era “cópia” fenícia. (É importante notar que todas as culturas existentes, já desaparecidas ou não, costumavam "inspirar-se" em fontes diferentes da sua própria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Comerciantes e Navegadores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desenvolvimento Náutico e as Rotas Comerciais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em razão dos negócios comerciais, os fenícios desenvolveram técnicas de navegação marítima, tornando-se os maiores navegadores de Antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe2nLzkyOI/AAAAAAAAGGw/yJGWrVShWUk/s1600/fenicios.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528087851920836834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 306px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe2nLzkyOI/AAAAAAAAGGw/yJGWrVShWUk/s400/fenicios.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Representação de um barco fenício.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No progresso de suas atividades comerciais, os fenícios tiveram expressivo destaque no desenvolvimento de embarcações que pudessem lhes colocar em contato com as diversas civilizações do mar Mediterrâneo. Utilizavam em seus barcos a combinação de remos e velas, o que lhes proporcionava maior velocidade. Em suas viagens, orientavam-se durante o dia pelo sol e durante a noite pela Ursa Maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deslocamento pelo mar acabou firmando uma ampla rede de rotas comerciais que garantia a circulação dos vários produtos que despertavam o interesse da poderosa classe mercante mantenedora desse tipo de atividade econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comerciavam todas as "mercadorias" imagináveis e isso fez com que navegassem a lugares muito distantes para a época. Comerciavam com grande número de povos e em vários lugares do Mediterrâneo, guardando em segredo as rotas marítimas que descobriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe3TVQ2XvI/AAAAAAAAGG4/nbGgUnLiMYE/s1600/Moeda+Fen%C3%ADcia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528088610373787378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 359px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe3TVQ2XvI/AAAAAAAAGG4/nbGgUnLiMYE/s400/Moeda+Fen%C3%ADcia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Moeda Fenícia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Considerável parte dos produtos comercializados pelos fenícios provinha de suas oficinas artesanais, que dedicavam à metalurgia (armas de bronze e de ferro, jóias de ouro e de prata, estátuas religiosas), à fabricação de vidros coloridos e à produção de tintura de tecidos (merecem destaque os tecidos de púrpura). Por sua vez, importavam de várias regiões produtos como metais, essências aromáticas, pedras preciosas, cavalos e cereais. Tiro era a principal cidade que se dedicava ao comércio de escravos, adquirindo prisioneiros de guerra e vendendo-os aos soberanos do Oriente próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marinha fenícia era uma das mais poderosas do mundo antigo. Suas embarcações, dotadas de aríetes de proa, quilha estreita e vela retangular, eram velozes e mais fáceis de manobrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mercadorias negociadas eram todas estocadas no porão dos navios e protegidas em grandes vasos de argila preenchidos com areia. Dessa maneira, os fenícios conseguiam preservar as mercadoria e minimizar as perdas materiais ocorridas durante o transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de se preocuparem com a acomodação dos bens comercializados, os fenícios também tinham de enfrentar a cobiça de outros navegantes que cruzavam a extensão do Mar Mediterrâneo. A pirataria e os saques já eram práticas comuns ao comércio marítimo daquela época. Por isso, algumas embarcações se deslocavam com a proteção de outros navios de guerra equipados com remos e aríetes capazes de interceptar a ação de uma embarcação pirata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada ponto comercial espalhado pelo Mar Mediterrâneo havia grandes habitações que abrigavam os marinheiros, artesãos e comerciantes envolvidos nessa movimentada atividade econômica. Quando as condições climáticas impediam as viagens pelo mar, tais abrigos poderiam servir de pouso durante meses inteiros a uma determinada tripulação. Foi por meio dessa impressionante estrutura envolvida é que os fenícios se destacaram no campo comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Explorações Fenícias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os marinheiros de Tiro foram os primeiros a atingir o Estreito de Gilbraltar. Posteriormente ultrapassaram essa marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que os navegantes fenícios foram os primeiros que se serviram da Estrela Polar para orientar suas viagens, o que lhes permitiu aventurar-se fora do mar Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Herótodo, esse povo foi o primeiro a contornar o continente africano, a serviço do faraó Neco. O faraó egípcio Neco (609-593 a. C.), curioso de saber o que ficava para lá do mar Vermelho, mandou uma esquadra tripulada por Fenícios, capitaneada por Haman e os melhores marinheiros do seu tempo, descer todo o mar, com ordens para seguirem toda a costa africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expedição demorou três anos para percorrer os 36.600 km do litoral africano. Foi uma viagem longa e perigosa, numa proeza que viria a ser repetida somente em 1498, com a passagem do cabo da Boa Esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriram as ilhas da Madeira, Canárias e Açores. No século V a.C. cruzaram o canal da Mancha e chegaram à Cornualha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundaram seis colônias na costa atlântica da África e exploraram o Senegal, os rios de Gâmbia e a costa sul até a Serra Leoa ou Camarões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As Redes Comerciais e as Colônias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portos fenícios de Biblos e Ugarit mantinham relações comerciais com o Egito. Escavações arqueológicas em Ugarit revelaram uma documentação significativa sobre a Fenícia dos séculos XV-XII a.C., nomeadamente sobre os palácios reais, a administração, os mitos e pensamento religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade de Ugarit em fins do III milênio tornou-se um pólo importantíssimo devido às redes comerciais que estabeleceu com o Egito e com Creta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do século X ao século I a.C., os comerciantes fenícios criaram bases comerciais ao longo de todo o Mediterrâneo. Fundaram colônias desde a Sicília até o estreito de Gibraltar, destacando-se Cartago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comerciantes de Tiro chegaram à ilha de Malta, onde estabeleceram uma de suas principais bases. Navegando em tão amplas extensões foi necessário fundar bases comerciais através das quais estabeleciam relações comerciais com os habitantes locais. Assim, não raras vezes de forma violenta, as bases comerciais fenícias espalharam-se pelas costas africanas, espanholas e da Ásia Menor, transformando-se rapidamente em cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adotavam três sistemas para o estabelecimento de bases comerciais: simples entrepostos, associação com outros povos e colônias de dominação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe4to-SZYI/AAAAAAAAGHA/mYyjJAq7UcQ/s1600/porto_iberico_fenicios.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528090161852867970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe4to-SZYI/AAAAAAAAGHA/mYyjJAq7UcQ/s400/porto_iberico_fenicios.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Representação de um porto fenício na Espanha.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por onde os navegantes de Tiro passavam, construíam aldeias, mais parecidas com grandes mercados. Fundaram por volta de 1100 a.C. a cidade portuária de Gadir hoje Cádiz na região da atual Espanha. Com o tempo, Gadir tornou-se o centro econômico mais importante da região, monopolizando o comércio de toda a faixa entre o norte da Argélia e a ilha de Ibiza, além do litoral atlântico do Marrocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os fenícios fundaram essa colônia, talvez nem esperassem tanto. A princípio, sua única ambição em relação a Gadir era extrair a prata, metal facilmente encontrado em seus arredores. A prata tinha no Oriente consumidores fiéis, que a comprariam a qualquer preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das colônias mais importantes fundadas pelos Fenícios foi Cartago (Kart Hadash), que se tornou a grande cidade comercial do Mediterrâneo, suplantando Tiro, a sua cidade-mãe. Por esta colônia passavam os produtos provenientes das rotas de caravanas que atravessavam o Saara - marfim, ouro, escravos e pedras preciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Legado Fenício&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vocação comercial dos fenícios fez desse pequeno povo um grande elo entre as civilizações da Antiguidade. Podemos afirmar com Masson-Oursel que nenhum povo, antes dos Romanos, contribuiu tanto para que o Ocidente europeu participasse da cultura mediterrânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Expansão Cultural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegantes e comerciantes, os fenícios aperfeiçoaram a arte náutica e introduziram uma nova mentalidade em povos distantes, pela venda dos produtos de sua indústria ou da indústria de outras regiões, produtos esses intimamente relacionados com a elevação do nível de vida material; o comércio fenício levou o conforto, o bem-estar a povos das mais diferentes raças e regiões do Mundo Antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe5uPZ7KlI/AAAAAAAAGHI/AxviOaJlijs/s1600/Baixo-relevo+de+barco+fen%C3%ADcio+Primeiro+s%C3%A9culo+antes+de+J.+-+C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528091271680961106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLe5uPZ7KlI/AAAAAAAAGHI/AxviOaJlijs/s400/Baixo-relevo+de+barco+fen%C3%ADcio+Primeiro+s%C3%A9culo+antes+de+J.+-+C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Baixo-relevo de barco fenício, século 1 a.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os fenícios não transportavam somente mercadorias; com os artigos de comércio infiltravam-se os aspectos religiosos e intelectuais de sua civilização. Sua religião, por exemplo, revelou-se tão vigorosa que o próprio Egito, sob o Novo Império, viu-se invadido por deuses sírios; mais tarde, sob o Império Romano, os cultos sírios espalhar-se-ão no mundo ocidental a ponto de pôr em perigo a religião de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com um estudioso do assunto, certas idéias religiosas dos fenícios teriam preparado, mais do que se crê, a filosofia helenística. Talvez se pudesse discernir a influência do pensamento fenício no sistema semi-religioso e semi-filosófico conhecido como gnose e na filosofia mística do neoplatonismo. Nesse delicado assunto não devemos perder de vista uma realidade: o mar Egeu, mais que uma simples encruzilhada por onde passaram e se encontraram povos os mais diversos, foi um centro unificador de civilizações no qual helenos, cretenses e semitas influíram-se mutuamente elaborando durante séculos um admirável sincretismo cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M. Dussaud escreve a respeito do alfabeto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"É necessário dar aos fenícios aquilo que, decididamente, lhes pertence. Eles foram os autores de uma das maiores invenções da Humanidade, no dia em que romperam deliberadamente com as escritas tão complicadas que estavam então em uso, no dia em que distinguiram vinte e dois sons simples que permitiam notar as diversas articulações consonânticas de sua língua e no dia em que criaram um sistema completo de sinais de uma notável simplicidade, no qual cada letra se distingue, à primeira vista, de todas as outras. Atingiram a perfeição de um golpe: as deformações que o tempo introduziu em seu sistema não a melhoraram".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alfabeto fenício deu origem, por intermédio dos gregos, às escritas mais importantes usadas no Ocidente, especialmente o alfabeto latino. Mas também no Oriente, o alfabeto fenício teve uma repercussão e alcance realmente dignos de admiração: por meio dos arameus, fez surgir, entre muitos outros, os alfabetos árabe, hebraico, siríaco, kharostri, sem falar das curiosas escritas da Ásia Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Herança Genética dos Fenícios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa revelou que um em cada 17 habitantes da região Mediterrânea ainda possui genes dos fenícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o tempo apaga as provas físicas da existência de um passado brilhante, a genética abre caminho para uma grande descoberta. Foi assim com o estudo do centro americano de pesquisa Genographic Projetic, através do qual uma equipe de cientistas finalmente encontrou os vestígios daqueles que são considerados um dos mais criativos e inventivos povos que a história da humanidade já registrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fenícios nos deixaram muito mais que o alfabeto. Deixaram seus genes geniais", diz o americano Chris Tyler-Smith, um dos autores da pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de métodos de análise genética, publicados pela revista American Journal of Human Genetics, constatou-se que, atualmente, um em cada 17 habitantes da região do Mediterrâneo provavelmente tem raízes fenícias. Segundo Tyler-Smith, o estudo em questão foi um grande desafio: "A única coisa que possuíamos para nos guiar era a história. Sabíamos onde eles tinham se estabelecido e onde não tinham chegado." Foi, portanto, com o auxílio do alto patamar de desenvolvimento da genética moderna que se pôde mapear minuciosamente os seus descendentes. Essa civilização durou até sucumbir diante do Império Romano e, nos séculos seguintes, muito do que restou desse povo se perdeu ou foi destruído. Como quem procura algo sem saber se de fato existiu, o novo método analítico buscou características genéticas em homens modernos por meio do cromossomo Y (masculino). Entre outras regiões, as características fenícias mais marcantes estão, por exemplo, na Espanha, Gibraltar, Mônaco, Itália, Albânia, Grécia, Chipre, Turquia, Síria, Líbano, Israel, Palestina, Egito, Tunísia, Argélia e Marrocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale observar que nos países "influenciados diretamente e geneticamente" pelos fenícios o Produto Interno Bruto gira em torno dos US$ 200 bilhões anuais. Segundo o Fundo Monetário Internacional, "a região do Mediterrâneo possui uma das melhores economias do planeta e o peso genético nesse fenômeno é de cerca de 6%". Ou seja: "uma criança em cada escola, desde o Chipre até a Tunísia, pode ser um descendente direto dos competentes comerciantes fenícios", diz Daniel Platt, membro do Centro de Pesquisa IBM T. J. Watson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; História do Mundo / Infopédia / Portal das Jóias / Templo de Apolo / Revista ISTOÉ / Portal São Francisco / Blog Talento da Terra / Revista Super Interessante / klick Educação / Portal Joiabr / Wikipédia / Brasil Escola&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-9089013197328818587?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/9089013197328818587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=9089013197328818587' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/9089013197328818587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/9089013197328818587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/10/os-comerciantes-fenicios.html' title='&lt;strong&gt;Os Comerciantes Fenícios&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLew3jjy3OI/AAAAAAAAGGI/7_xwX8Z-Nz8/s72-c/Comerciantes+Fen%C3%ADcios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-6854736186601431801</id><published>2010-10-05T17:55:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T09:08:53.845-07:00</updated><title type='text'>Estrada Real Persa</title><content type='html'>&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;Estrada Real Persa&lt;/strong&gt; foi uma antiga via construída pelo rei &lt;br /&gt;Persa Dario I no século V a.C.. Dario construiu a estrada para proporcionar uma comunicação rápida por todo seu grande império, desde Susa até Sardes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKvKC5sSs7I/AAAAAAAAGFY/XRvSUfIOmaU/s1600/Mapa+do+Imp%C3%A9rio+Aquem%C3%AAnida+e+o+Caminho+Real..png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524731519095190450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKvKC5sSs7I/AAAAAAAAGFY/XRvSUfIOmaU/s400/Mapa+do+Imp%C3%A9rio+Aquem%C3%AAnida+e+o+Caminho+Real..png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa do Império Persa em seu apogeu e a Estrada Real.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O trajeto da Estrada Real&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mensageiros poderiam percorrer 2.699 km em sete dias. Acerca destes mensageiros, o historiador grego Heródoto registrou: &lt;em&gt;"Não há nada no mundo que viaje mais rápidos que esses mensageiros persas". E ainda: "Nem a neve, nem a chuva, nem o calor e nem a escuridão da noite impedem que realizem a tarefa proposta a eles com a máxima velocidade"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O traçado da estrada foi reconstruído a partir dos escritos de Heródoto, de outras fontes históricas e de pesquisa arqueológica. Iniciava-se no Oeste do Império, em Sardes (cerca de 60 milhas a Leste de Izmir na atual Turquia), em direção ao Leste através do atual meio-norte da Turquia até Ninive, a antiga capital Assíria (atual Mossul, no Iraque) onde então infletia para o Sul, até à Babilônia (atual Bagdá, no Iraque).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKvLIOnB0SI/AAAAAAAAGFg/0kDFdIKUZLw/s1600/Ru%C3%ADnas+de+Susa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524732710121230626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKvLIOnB0SI/AAAAAAAAGFg/0kDFdIKUZLw/s400/Ru%C3%ADnas+de+Susa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas da Cidade de Susa. A cidade foi a capital do Império Persa&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;durante o reinado de Dario I no século V a.C.. Foi completamente &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;destruída pelos árabes há cerca de 1300 anos, quando eles invadiram &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e capturaram todo o planalto iraniano. As ruínas estão localizadas a&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cerca de 250 quilômetros do Rio Tigre, no que é hoje o sudoeste do Irã.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Próximo à Babilônia, acredita-se que se dividia em duas rotas, uma dirigindo-se para o Noroeste e então para o Oeste através de Ecbatana e então através da Rota da Seda, e outra prosseguindo para o Leste até à capital persa, Susa (atual Irã) e então para o Sudeste até Persépolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A história&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para facilitar a administração e a comunicação entre as províncias do Império Persa, foram construídas diversas estradas, entre elas a Estrada Real. Com mais de 2 mil quilômetros de extensão, essa estrada ligava as cidades de Susa e Sardes. Por ela passavam os correios reais, o exército e as caravanas de comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi construída pelo rei Persa Dario I no século V a.C.. Tão bem conservada era a Estrada Real, que os mensageiros do rei, viajando dia e noite, podiam cobrir sua extensão total em menos de uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKvMKEnxEII/AAAAAAAAGFo/HdC2dvOH2rM/s1600/Sardes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5524733841311338626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKvMKEnxEII/AAAAAAAAGFo/HdC2dvOH2rM/s400/Sardes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas da Cidade de Sardes. Depois da conquista da Lídia pelos &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;persas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em 543 a.C., Sardes foi a capital ocidental do Império Persa. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em Sardes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; começava a Estrada Real que conduzia à capital persa de Susa. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As ruínas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; estão localizadas às margens do rio Pactolo, onde hoje é a Turquia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Partindo de Sardes, a estrada atravessava a Frigia, atingia o Hallys na altura de Ptéria, dirigia-se para o sul através de montanhas até Samósata no Eufrates, passando o Tigre em Nínive e seguindo, paralela ao curso deste rio, até  Susa, onde entroncavam outras vias terrestres e rotas caravaneiras, algumas ligadas a portos do Golfo Pérsico. Numerosos postos e estalagens facilitavam o percurso regular de correios que levavam a toda a parte as ordens do monarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não seguir exatamente o caminho mais curto e fácil entre as cidades mais importantes do Império Persa, arqueólogos acreditam que a parte oeste da estrada foi, originalmente, construída pelos reis da Assíria, já que ela avança por dentre o coração desse antigo império. As partes mais ao leste da estrada (hoje em dia, o norte do Irã) coincidem com a maior rota de comércio já conhecida, a Rota da Seda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os historiadores Philip Lee Ralph, Robert E. Lerner e Standish Meacham, essas estradas foram construídas pelos Persas com o objetivo principal de facilitar o controle sobre as partes remotas do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Só História / Wikipédia / Latime Direito / Infopédia / Templo de Apolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/05/o-comercio-na-mesopotamia.html"&gt;► O Comércio na Mesopotâmia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/09/rota-redescoberta.html"&gt;► Rota redescoberta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/02/rota-da-seda-infinita-highway.html"&gt;► Rota da Seda: Infinita Highway&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-6854736186601431801?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/6854736186601431801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=6854736186601431801' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/6854736186601431801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/6854736186601431801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/10/estrada-real-persa.html' title='&lt;strong&gt;Estrada Real Persa&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKvKC5sSs7I/AAAAAAAAGFY/XRvSUfIOmaU/s72-c/Mapa+do+Imp%C3%A9rio+Aquem%C3%AAnida+e+o+Caminho+Real..png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-1194075229001499375</id><published>2010-09-23T18:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T10:39:29.459-07:00</updated><title type='text'>Rota da Seda: Onde caravanas transportavam mercadorias e idéias</title><content type='html'>&lt;em&gt;Poucas aventuras humanas instigam tanto a nossa imaginação quanto aquela que aconteceu ao longo da Rota da Seda&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv5xnOBEzI/AAAAAAAAGDI/kYqCAhmu_Mc/s1600/rota_da_seda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520280399009354546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv5xnOBEzI/AAAAAAAAGDI/kYqCAhmu_Mc/s320/rota_da_seda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rede de estradas conectava o Extremo Oriente ao Mediterrâneo, por seus caminhos passaram, entre o século 2 antes de Cristo até meados do século 16, milhares de caravanas de camelos que transportavam mercadorias do Oriente para a Europa e o mundo árabe, e vice-versa. O itinerário principal da Rota se estendia por 12 mil quilômetros, atravessando montanhas, desertos e estepes, da China até os portos de Antioquia, na Síria, e os de Bursa e Constantinopla (a moderna Istambul), na Turquia. Desses portos, a Rota prosseguia por via marítima, até Veneza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rota da Seda não era apenas um itinerário comercial: era sobretudo um importante canal de comunicação entre os povos do Oriente e do Ocidente, pelo qual ocorria a transmissão, em mão dupla, de tecnologias, artes e religiões. Da China, através da Rota, chegaram invenções que revolucionaram a Europa: a tecnologia do papel, a impressão, a pólvora. Da Europa, foram para o Extremo Oriente os conhecimentos ocidentais das matemáticas, da medicina e da astronomia. Percorrendo-a, o Islão, nascido no Oriente Médio, se difundiu na Ásia Central e na Índia; o budismo, por seu lado, se propagou da Índia à China e ao Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv6SlcS_zI/AAAAAAAAGDQ/f0HPx2evHrs/s1600/Cena+de+rua+e+mercado+ao+ar+livre+em+Istambul..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520280965468061490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv6SlcS_zI/AAAAAAAAGDQ/f0HPx2evHrs/s400/Cena+de+rua+e+mercado+ao+ar+livre+em+Istambul..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cena de rua e mercado ao ar livre em Istambul. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chamada Constantinopla na época da Rota da &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seda, essa antiga cidade devia boa parte da sua&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;prosperidade ao fato de ser um dos principais&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;entrepostos de comércio entre a Ásia e a Europa.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A Rota da Seda – expressão cunhada no século 19 pelo estudioso alemão Ferdinand von Richthofen – tornou-se assim o maior eixo comercial e cultural de todos os tempos. Até hoje, seu nome é sinônimo de exotismo, aventura, viagens a terras distantes. A seda – objeto por excelência do desejo dos ricos e poderosos da Europa e do mundo árabe –, da qual os chineses dominavam os segredos de fabricação, foi escolhida como símbolo dessa imensa rede de comunicação terrestre. Mas a seda estava longe de ser o único produto a transitar por ela. Sobre seus lombos, os camelos carregavam também enormes fardos de especiarias em direção aos mercados europeus: cravo, canela, ginseng, coentro, sândalo, noz-moscada, cardamomo, mirra, incensos, bem como outros tecidos, sobretudo o linho, e tapetes, ervas medicinais, chás, jóias, artefatos de metal e madeira, cerâmicas e porcelanas, obras de arte. Em direção à China seguiam produtos de beleza e maquilagem, diamantes, pérolas, corais e vidros de manufatura ocidental. O diamante era utilizado sobretudo como pedra de corte, enquanto os objetos de vidro eram vendidos como artigos de alto luxo até o século 5, quando os chineses aprenderam a arte da sua fabricação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto às as caravanas, caminhando ao lado dos camelos nessas viagens que duravam meses e até mesmo anos, um número enorme de pessoas se movia. Eram comerciantes e mercadores das mais diversas procedências e nacionalidades, homens de guerra com seus exércitos, sacerdotes, exploradores, embaixadores e emissários, peregrinos religiosos, artistas. Foram eles que possibilitaram o intercâmbio não apenas de mercadorias mas também aquele outro, mais duradouro e fecundo, das idéias, das crenças religiosas, dos estilos artísticos, das escolas de pensamento. A Rota da Seda funcionou assim como um gigantesco caldeirão cultural no qual se encontravam e se fundiam as mais diversas expe- riências culturais – chinesa, indiana, iraniana, árabe, turca, egípcia, a grega e a romana clássicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv7Jp_Xa8I/AAAAAAAAGDY/hm-50uBbLUc/s1600/Em+Kashgar,+no+Noroeste+da+China,+o+mercado,+a+economia+e+a+vida+cotidiana+n%C3%A3o+s%C3%A3o+muito+diferentes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520281911581699010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv7Jp_Xa8I/AAAAAAAAGDY/hm-50uBbLUc/s400/Em+Kashgar,+no+Noroeste+da+China,+o+mercado,+a+economia+e+a+vida+cotidiana+n%C3%A3o+s%C3%A3o+muito+diferentes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em Kashgar, no Noroeste da China, o mercado, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a economia e a vida cotidiana não são muito &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;diferentes do que eram nos tempos em que esse oásis &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;era um dos pontos mais importantes da Rota da Seda.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os itinerários seguidos pelos viajantes ao longo da Rota da Seda mudaram com o tempo, segundo sobretudo a situação política dos vários Estados atravessados pelas caravanas. Mas aquela que é hoje chamada de rota principal permaneceu a mesma ao longo dos séculos. Ela partia da China (da sua antiga capital, Chang’na) e se estendia em direção noroeste, penetrando na Ásia Central, onde, nas imediações do oásis de Dunhuang, se bifurcava em dois percursos principais. O primeiro seguia pela borda sul do deserto de Taklamakan, o segundo pela vertente norte desse mesmo deserto. Ambos os percursos se reuniam depois na cidade de Kashgar. Daí, a Rota atravessava as montanhas da cordilheira do Pamir, e passava pelas cidades de Samarcanda, Bucara e Merv, situadas no atual Usbequistão. Seguia depois pelas margens do Mar Cáspio e atravessava o Norte do atual Irã, antes de entrar no atual Iraque. Bagdá, a capital, era uma das cidades mais importantes da Rota. O trecho final chegava finalmente a Alepo e Antioquia, na Síria. Um outro braço atravessava a Anatólia turca até os portos de Bursa e Constantinopla (atual Istambul). Nesses portos, as mercadorias eram embarcadas em navios em direção a Veneza: entreposto definitivo onde as mercadorias eram armazenadas e as negociações aconteciam. De Veneza, via terra, os bens eram distribuídos para toda a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tudo foram flores na longuíssima história da Rota da Seda. Pela prosperidade que ela engendrava, e por causa do acesso que proporcionava a um grande número de riquezas muito cobiçadas, ela atraiu um grande número de imigrantes e de invasores. No século 6, tribos turcas originárias da Ásia Central lançaram uma onda de migrações bem sucedidas em direção ao Oeste que levaram a língua e os costumes turcos até as margens do Mediterrâneo. Os árabes muçulmanos, por seu lado, fizeram o caminho contrário, migrando em direção ao Leste, alterando de maneira decisiva o equilíbrio de forças e a distribuição das grandes religiões mundiais na Ásia Central e na Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv8Dihe60I/AAAAAAAAGDg/EZZ2G9Cs91g/s1600/Ao+atravessar+as+zonas+lim%C3%ADtrofes+entre+a+China+e+o+Sul+da+Mong%C3%B3lia,+a+Rota+da+Seda+passava+por+v%C3%A1rios+santu%C3%A1rios+budistas+mong%C3%B3is.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520282906009725762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv8Dihe60I/AAAAAAAAGDg/EZZ2G9Cs91g/s400/Ao+atravessar+as+zonas+lim%C3%ADtrofes+entre+a+China+e+o+Sul+da+Mong%C3%B3lia,+a+Rota+da+Seda+passava+por+v%C3%A1rios+santu%C3%A1rios+budistas+mong%C3%B3is.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao atravessar as zonas limítrofes entre a China e&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o Sul da Mongólia, a Rota passava por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vários&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;santuários budistas mongóis, como o da foto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;acima. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesses lugares havia intenso intercâmbio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cultural, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com troca não apenas de informações &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;científicas &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e culturais mas também filosóficas e religiosas.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em meados do século 13, chegou a vez dos mongóis de Gengis Khan e seu filho Kublai Khan. As hordas bárbaras dos mongóis invadiram a China, toda a Ásia Central, e prosseguiram depois a leste até o centro da Europa. Pela primeira e única vez na história, a Rota da Seda ficou sob o domínio exclusivo de um vasto império, o mongol. Graças a isso mercadores e emissários europeus como Marco Polo puderam viajar, sob a proteção dos mongóis, até a China, estabelecendo contato direto entre essa nação e a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda metade do século 14, o poder passou para as mãos do líder tribal Timur (Tamerlão), mongol de língua turca, que estabeleceu sua capital em Samarcanda. Guerreiro impiedoso, Timur dominou boa parte da Ásia Central, estabelecendo um reinado baseado no terror e na violência. As tribos se revoltaram contra ele, e uma situação de instabilidade política se instalou, seguida de uma crise econômica e de declínio cultural. A Ásia Central, enfraquecida e desorganizada, não mais pôde assumir o controle de intermediação que era vital para o comércio regular entre o Oriente e o Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv9ZFIBvbI/AAAAAAAAGDo/LoKfsjtvXYU/s1600/A+arte+isl%C3%A2mica+dos+azulejos+est%C3%A1+bem+representada+neste+detalhe+de+uma+c%C3%BApula.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520284375587077554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv9ZFIBvbI/AAAAAAAAGDo/LoKfsjtvXYU/s400/A+arte+isl%C3%A2mica+dos+azulejos+est%C3%A1+bem+representada+neste+detalhe+de+uma+c%C3%BApula.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A arte islâmica dos azulejos está bem &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;representada neste detalhe de uma cúpula &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de edifício religioso situado no centro &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;histórico de Samarcanda, no Usbequistão.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A China se aproveitou dessa situação para se livrar dos longos anos de dominação mongol e para restabelecer valores chineses tradicionais. Em meados de 1426, a dinastia Ming fechou as fronteiras da China. Depois de ter sido a principal artéria de comunicação entre o Oriente e o Ocidente, a Rota da Seda foi cortada. Seu fechamento durou 1.500 anos, e foi um dos principais motivos que levaram os europeus a descobrir rotas marítimas para manter o comércio com as nações do Oriente. Foi também responsável pelo grande declínio sofrido nos séculos seguintes pelos países e populações situados ao longo da Rota. Cada uma daquelas cidades e oásis, devido às suas naturezas particulares e colocação geográfica, tinha se beneficiado em modo e medida diversa dos estímulos e influências provenientes do intenso tráfego internacional que por elas passava. Cada uma tinha desenvolvido não apenas uma história, mas também uma fisionomia cultural, artística e religiosa próprias, constituindo sínteses únicas. Todas essas extraordinárias experiências se dissolveram com a falta dos mercadores, peregrinos, religiosos e artistas que durante séculos as tinham promovido, deixando sinais tangíveis da sua presença. Essas cidades e oásis pouco a pouco foram sendo despovoadas, algumas foram inteiramente abandonadas, transformando-se em ruínas. O deserto, finalmente, se apossou da maior parte dos monumentos, escondendo-os sob uma camada de areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi apenas no final do século 19 e início do século 20 que esses lugares quase esquecidos começaram a ser redescobertos, graças ao trabalho de numerosos exploradores e arqueólogos, em sua maioria europeus. Suas atividades, no entanto, nem sempre eram ditadas por puro espírito científi- co: muitos estavam ali como agentes de seus respectivos go- vernos para explorar estradas e percursos utilizáveis para fins comerciais e militares. Foi, por exemplo, o caso típico da Rússia, que organizou inúmeras expedições à Ásia Central, sobretudo, à zona do deserto de Taklamakan com o objetivo – por sinal bem sucedido – de instaurar protetorados ou simplesmente de anexar nações. Tudo isso faz parte da história da criação do vasto império que se chamou União Soviética. Muitos desses agentes não se contentaram em ser pontas-de-lança de projetos de dominação da região: dedicaram-se também à pilhagem dos tesouros artísticos e culturais nela guardados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv-P8CZ45I/AAAAAAAAGDw/zG3c4Mi3LN0/s1600/A+Grande+Mesquita+de+Bucara,+no+Usbequist%C3%A3o,+chegou+intacta+at%C3%A9+os+nossos+dias..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520285318040380306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv-P8CZ45I/AAAAAAAAGDw/zG3c4Mi3LN0/s400/A+Grande+Mesquita+de+Bucara,+no+Usbequist%C3%A3o,+chegou+intacta+at%C3%A9+os+nossos+dias..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Grande Mesquita de Bucara, no Usbequistão,&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;chegou intacta até os nossos dias. Ela é um&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos mais impressionantes monumentos da arte &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e da arquitetura islâmica de todos os tempos.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A Rússia não esteve sozinha no grande processo de pilhagem que ocorreu naqueles anos. Pinturas murais, esculturas, manuscritos e tantos outros tesouros que testemunham a pujança das antigas civilizações da Rota da Seda foram simplesmente embarcados “para casa” pelos exploradores estrangeiros. Para se ter uma idéia da quantidade de tesouros centro-asiáticos pilhados basta visitar hoje os acervos de dezenas de museus especializados no Japão, China, Índia, Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia, Suécia, Finlândia, Taiwan, Coréia do Sul e Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, lentamente, as nações da Rota da Seda abrem suas portas aos visitantes estrangeiros, e procuram recuperar o que sobrou do magnífico patrimônio que o comércio da seda gerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marco Polo, o grande aventureiro da Rota da Seda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv--O8Mz0I/AAAAAAAAGD4/IIOCoIVrEXs/s1600/Durante+s%C3%A9culos,+o+imp%C3%A9rio+mongol+controlou+a+totalidade+da+Rota+da+Seda,+possibilitando+a+viagem+de+grandes+aventureiros+como+Marco+Polo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520286113388613442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv--O8Mz0I/AAAAAAAAGD4/IIOCoIVrEXs/s400/Durante+s%C3%A9culos,+o+imp%C3%A9rio+mongol+controlou+a+totalidade+da+Rota+da+Seda,+possibilitando+a+viagem+de+grandes+aventureiros+como+Marco+Polo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Durante séculos, o império mongol controlou a &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;totalidade da Rota da Seda, possibilitando a &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;viagem de grandes aventureiros como Marco &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Polo. Na foto à esquerda, um velho monge &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;budista mongol. À direita, uma garota mongol.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 1271, os comerciantes venezianos Nicolau e Mateus Polo partem para a China, através da Rota da Seda, para uma viagem que irá durar cerca de 20 anos. Com eles está o jovem Marco, destinado a passar para a história como um dos mais célebres viajantes de todos os tempos. Suas aventuras são descritas no livro O Milhão, e farão sonhar muitas gerações de leitores ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Rota está novamente aberta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desintegração da União Soviética assinala um novo capítulo na longa história da Rota da Seda. Com ela, as antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central situadas na Rota da Seda – Casaquistão, Usbequistão, Guirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão – conquistaram a sua independência e reabriram suas fronteiras, fechadas ao mundo ocidental durante a dominação soviética. Hoje, é possível visitar livremente essas nações – todas elas de riquíssimo passado cultural – para conhecer o que sobrou dos grandes monumentos erigidos nos séculos em que a Rota se manteve ativa. Samarcanda e Bucara, no Usbequistão, por si sós valem a visita. Ambas possuem um patrimônio arquitetônico islâmico de tirar o fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Roda da Seda e o Patrimônio Mundial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv_2dJ0fvI/AAAAAAAAGEA/opHSXKMDSXQ/s1600/A+partir+de+Chang%E2%80%99an,+a+antiga+capital+da+China,+a+Rota+da+Seda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520287079276510962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv_2dJ0fvI/AAAAAAAAGEA/opHSXKMDSXQ/s400/A+partir+de+Chang%E2%80%99an,+a+antiga+capital+da+China,+a+Rota+da+Seda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A partir de Chang’an, a antiga capital da China, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a Rota da Seda se estendia em direção noroeste,&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; acompanhando o traçado da Grande Muralha.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Centro do Patrimônio Mundial da Unesco trabalha ativamente para inscrever a Rota da Seda na lista do Patrimônio Mundial dos bens culturais. Em agosto de 2003 e em julho de 2004, a organização enviou expedições de especialistas para investigar sobretudo a parte da Rota que se encontra em território chinês. Essas missões da Unesco na China concluíram que uma rota cultural pode ser definida em termos de espaço (a Rota passava por centenas de sítios, de monumentos, de construções, de edifícios) e de tempo (é possível estabelecer o início e o fim da sua utilização). Completada a investigação do trecho chinês da Rota (cerca de 4.450 quilômetros), a Unesco dará início a uma fase ulterior, ligada aos demais países da Rota, situados na Ásia Central até o Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.terra.com.br/revistaplaneta"&gt;Revista Planeta&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-1194075229001499375?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/1194075229001499375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=1194075229001499375' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1194075229001499375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1194075229001499375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/09/rota-da-seda-onde-caravanas.html' title='&lt;strong&gt;Rota da Seda: Onde caravanas transportavam mercadorias e idéias&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJv5xnOBEzI/AAAAAAAAGDI/kYqCAhmu_Mc/s72-c/rota_da_seda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-9085765157963176801</id><published>2010-09-21T12:26:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T18:57:09.595-07:00</updated><title type='text'>Rota redescoberta</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pesquisadores revelam detalhes de uma antiga rota comercial no Oriente Médio, vital para o desenvolvimento das primeiras civilizações&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJkHexMWPVI/AAAAAAAAGCI/8xLj1NsL76w/s1600/Imagem+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519451043501849938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 309px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJkHexMWPVI/AAAAAAAAGCI/8xLj1NsL76w/s400/Imagem+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contribuição da Pérsia, da Mesopotâmia e da civilização hindu para o mundo contemporâneo é inegável. Aquela parte do Oriente Médio já era uma importante rota comercial quando a civilização ocidental apenas engatinhava. Seus tesouros arqueológicos são conhecidos há tempos. Uma outra história, porém, continuava obscura. Cidades antigas, encravadas nos atuais territórios de Omã e dos Emirados Árabes Unidos, estão revelando uma sociedade que existiu há seis mil anos, dotada de vasta riqueza cultural. Segundo os arqueólogos, ela teve papel crucial no comércio daquela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportagem publicada na revista especializada “Science” revela que pesquisadores encontraram pedaços de louça de 4.500 anos em um pequeno oásis localizado em Omã, país no sudeste da península árabe. O mais surpreendente é que os artefatos vieram de locais d’além-mar, mais exatamente da província de Kerman (Irã) e do vale do rio Indo (berço da civilização hindu). As peças, aparentemente modestas, são uma evidência de que a seca e pedregosa região era uma importante rota de comércio no terceiro milênio antes de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estamos falando de um lugar bastante dinâmico, cheio de gente transitando”, disse Gregory Possehl, da Universidade da Pensilvânia, que dirige a escavação na cidade de Bat. Os novos estudos lançam uma pá de cal sobre a visão tradicional de que as primeiras civilizações humanas – formadas por egípcios, mesopotâmicos e hindus – eram isoladas umas das outras e com populações dispersas por desertos e montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escavações no Irã e na Ásia Central, cujos resultados foram publicados em 2007, revelaram uma grande quantidade de cidades ancestrais que comercializavam mercadorias e tecnologias com seus vizinhos. Descobertas mais recentes em Omã e nos Emirados Árabes Unidos mostram que uma rota marítima ligava o Mar Arábico ao Golfo Pérsico. Cobre e tecidos eram transportados por essa via. Todo esse movimento mexia profundamente com lugares como Bat, uma cidade apenas modesta hoje em dia. No ano 2400 a.C., porém, ela ostentava sólidas torres e tumbas circulares de pedra, além de um engenhoso sistema de gerenciamento de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJkIXWmrXUI/AAAAAAAAGCQ/ukHZuog4X74/s1600/Imagem+1.2..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519452015617072450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJkIXWmrXUI/AAAAAAAAGCQ/ukHZuog4X74/s400/Imagem+1.2..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;RÉPLICA - Barco construído por &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pesquisadores americanos navega &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pela antiga rota do Mar Arábico.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas como esses povos navegavam? Foi quase por acidente que o arqueólogo italiano Maurizio Tosi, da Universidade de Bolonha, na Itália, começou a desvendar o mistério. Viajando de férias, em 1987, ele encontrou um assentamento de 4.500 anos a 200 quilômetros de Bat. O sítio, chamado R’as Al Jinz, foi escavado durante a década seguinte e revelou pentes de marfim e cacos de louça típicos das civilizações do vale do rio Indo, enterrados numa casa feita de tijolos rústicos. A maior revelação, no entanto, estava por vir na forma de blocos de betume – substância derivada do petróleo usada para fazer asfalto, comum na Mesopotâmia. Eles estavam cobertos de conchas e uma das peças tinha as marcas de uma corda. Era o que faltava para provar a existência de barcos feitos de junco e tábuas unidas pela substância impermeável e importada. Para espanto dos pesquisadores, o bote ancestral foi construído no remoto ano de 2200 a.C. – cerca de mil anos antes do que eles supunham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro sítio arqueológico, Bisya, ao sul de Bat, Jeffery e Jocelyn Orchard, da Universidade de Birmingham (Inglaterra), estão escavando uma área com meia dúzia de torres. Eles acreditam que uma delas tinha uma rampa em espiral que levava a um templo desaparecido, semelhante a outro existente na Mesopotâmia. Bisya seria ligada a outras cidades antigas por uma série de oásis, alguns com até 400 hectares. A riqueza do interior de Omã, portanto, viria de transações locais, regionais e internacionais, centradas em cobre e calcário, além das pedras clorita e diorito, a favorita de escultores sumérios. Colares e produtos perecíveis como vinho, óleo e grãos também eram comercializados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta do ano 200 a.C., mudanças severas assolaram aqueles povos. A cidade mesopotâmica de Ur se rendeu a invasores e a rota comercial sofreu um golpe irrecuperável. Comunidades iranianas entraram em colapso e os hindus caíram em ruína. O clima desértico, o crescente número de batalhas e a fragilidade econômica completaram o pacote de desgraças. Em um século ou dois, a região retrocedeu a uma cultura simples, baseada em agricultura e na criação de animais. Um final de história que os relegou aos porões da arqueologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.istoe.com.br"&gt;Revista ISTOÉ&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-9085765157963176801?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/9085765157963176801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=9085765157963176801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/9085765157963176801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/9085765157963176801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/09/rota-redescoberta.html' title='&lt;strong&gt;Rota redescoberta&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJkHexMWPVI/AAAAAAAAGCI/8xLj1NsL76w/s72-c/Imagem+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-7835878486435775609</id><published>2010-09-13T10:57:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T22:02:15.831-07:00</updated><title type='text'>O império de Nabucodonosor</title><content type='html'>&lt;em&gt;Nabucodonosor II, governou durante 42 anos o Segundo Império Babilônico. Ficou famoso pela construção dos Jardins Suspensos &lt;br /&gt;da Babilônia e pela destruição de Jerusalém e seu Templo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5mk6S3KKI/AAAAAAAAF_o/x2VUoDpRfPQ/s1600/Nabucodonosor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516459377885128866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5mk6S3KKI/AAAAAAAAF_o/x2VUoDpRfPQ/s400/Nabucodonosor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nabucodonosor II ou Nebucadrezar ( 632 a.C.- 562 a.C.) é o filho e sucessor do Rei Nabopolasar, que fundou o segundo império babilônico (ou caldeu), sobre as ruínas do Império Assírio. Seu nome em hebraico, nebukadrezzar, é a transliteração do acadiano, Nabu-cudurri-utsur, que talvez significa “Nabu (deus) protegeu os direitos de sucessão ou minha herança”. No latim temos Nabukodenesor. Deste vem o nome em português. Houve dois reis babilônicos com esse nome: Nabucodonosor I, que reinou entre 1146 e 1123 a.C.; e Nabucodonosor II, a figura mais famosa, que é mencionado na bíblia, que reinou de 604 a 562 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antecedentes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte do rei assírio Assurbanipal, em 631 a.C., o Império Assírio entrou em declínio, devido às revoltas dos povos dominados. O rei caldeu Nabopolassar adotou uma política expansionista, com o intuito de recuperar o antigo poder da Babilônia. Auxiliado pelo rei dos Medos, Ciaxares, combateu a Assíria e derrotou o seu exército, em 616 e 615 a. C., em Arapka. De seguida tentou apoderar-se de Assur, sem êxito, e aliou-se definitivamente aos Medos. Em 612 a. C., conquistou e arruinou Nínive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os territórios conquistados foram partilhados entre os dois monarcas, conseguindo a Babilônia reconstruir o seu antigo império. Durante o reinado de seu pai, Nabucodonosor fora o príncipe-herdeiro da Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5tSOoyBaI/AAAAAAAAGAQ/vNvt46iAwXs/s1600/Inscri%C3%A7%C3%A3o+em+Tijolo+fazendo+refer%C3%AAncia+ao+nome+de+Nabucodonosor+encontrada+nas+ru%C3%ADnas+da+antiga+Babil%C3%B4nia.+Datada+entre+604+e+561+a.C..jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5tSOoyBaI/AAAAAAAAGAQ/vNvt46iAwXs/s320/Inscri%C3%A7%C3%A3o+em+Tijolo+fazendo+refer%C3%AAncia+ao+nome+de+Nabucodonosor+encontrada+nas+ru%C3%ADnas+da+antiga+Babil%C3%B4nia.+Datada+entre+604+e+561+a.C..jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516466753509655970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Inscrição em Tijolo faz referência ao nome de &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nabucodonosor; Foi e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ncontrada nas ruínas da &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;antiga &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Babilônia. Datada entre 604 e 561 a.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nabucodonosor casou-se em 612 a.C. com Amitis (Amu-hia), filha de Ciáxares, rei da Média. Teve pelo menos três filhos: Amel-Marduque (também chamado Evil-Meredoque), que o sucedeu no trono, Marduque-Sum-Usur e Nabu-Suma-Lisir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando sozinho as suas investidas, Nabopolassar ordenou a seu filho Nabucodonosor a conquista da Síria. O que resta do Império Assírio sucumbe definitivamente em 605 a.C. Nabopolassar empenhou-se em reprimir os intentos egípcios de restabelecer seu império no Oriente Próximo e após uma série de lutas, seu filho, Nabucodonosor, derrotou totalmente os egípcios na Batalha de Carchemish em 605 a. C.. Nabucodonosor conquistou totalmente Hati, ou seja, a Síria e a Palestina, conforme comenta o historiador Flávio Josefo. Nabucodonosor estava ocupado em guerras, quando seu pai faleceu; então voltou e foi coroado rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reinado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o reinado de Nabucodonosor, que durou de 604 a.C. a 562 a.C., o Segundo Império Babilônico viveu o seu período mais glorioso. Deu continuidade à época de prosperidade e hegemonia babilônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5obY-Z_kI/AAAAAAAAF_4/CZBShUOLxCg/s1600/Segundo+Imp%C3%A9rio+Babil%C3%B4nico+em+seu+esplendor+durante+o+per%C3%ADodo+de+604+a+561+a.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516461413345394242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 324px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5obY-Z_kI/AAAAAAAAF_4/CZBShUOLxCg/s400/Segundo+Imp%C3%A9rio+Babil%C3%B4nico+em+seu+esplendor+durante+o+per%C3%ADodo+de+604+a+561+a.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Império Babilônico em seu apogeu durante o período de 604 a 561 a.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nabucodonosor II expandiu seu império, conquistando boa parte da Cilícia, Síria, Fenícia e Judeia. Líder militar de grande energia e crueldade, aniquilou os fenícios, derrotou os egípcios e obteve a hegemonia no Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investindo pesado no seu exército, lutou por mais de trinta anos para conquistar os territórios da Assíria, Fenícia, parte da Arábia, Palestina, Síria e Elam, tornando-se a maior liderança do Oriente Médio da Antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 604 a.C, ele começou a receber tributos da Síria, Damasco, Tiro e Sidom. Jeoaquim, rei de Judá, foi seu vassalo por três anos (II Rs 24:1; Jr 25:1). Em 599 a.C Nabucodonosor derrotou as tribos árabes de Quedar e do leste do rio Jordão (Jr 49: 28 – 33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 598 a.C. conquistou Jerusalém e e levou em cativeiro um grande número de seus habitantes ( II Reis cap. 25 e Daniel cap. 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os anos 587 a.C. e 586 a.C., os exércitos de Nabucodonosor destruíram Jerusalém. Tanto as muralhas da cidade quanto o Templo foram destruídos. O resto da cidade ficou em ruínas durante pouco mais de um século. Os sobreviventes são conduzidos para Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Construções&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nabucodonosor protegeu sua capital, Babilônia, com linhas de muralhas dupla e um muro entre os rios Tigre e Eufrates ao Norte de Babilônia que se estendiam a vinte e sete quilômetros e meio. Um imenso lago artificial também protegia a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5qF3kqgRI/AAAAAAAAGAA/Uoy7_Qan5vs/s1600/Ru%C3%ADnas+dos+Jardins+Suspensos+da+Babil%C3%B4nia..bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516463242625057042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5qF3kqgRI/AAAAAAAAGAA/Uoy7_Qan5vs/s400/Ru%C3%ADnas+dos+Jardins+Suspensos+da+Babil%C3%B4nia..bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas dos Jardins Suspensos da Babilônia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nabucodonosor restabeleceu o sistema de irrigação. Havia canais que levava água do rio Tigre até o interior da cidade. Impulsionou o desenvolvimento arquitetônico com luxuosos palácios para os funcionários públicos. Entre as grandes obras que embelezaram a Babilônia, ficaram particularmente famosos os Jardins Suspensos da Babilônia (terraços jardinados construídos em pátios elevados sustentados sobre colunas para agradar à sua mulher, Amitis) e um zigurate (Torre-templo em forma piramidal com mais de 90 metros de altura) chamado incorretamente de "Torre de Babel". Reconstruiu a avenida do Cortejo, decorada lateralmente por cento e vinte leões de pedra. Essa avenida levava ao portão de Istar, adornado com tijolos esmaltados, com gravuras de quinhentos e setenta e cinco dragões e touros alados. Construiu um templo em honra a Ninmá, perto do portão de Istar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruínas da cidade de Babilônia foram escavadas entre 1899 e 1914, por Robert Koldeway e pela Deutsche Grientgesellschaft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5rRgycGBI/AAAAAAAAGAI/YGyvnhX1faY/s1600/Cr%C3%B4nica+Babil%C3%B4nica+mencionando+os+eventos+que+tiveram+lugar+no+oitavo+ano+de+Nabucodonosor,+rei+da+Babil%C3%B4nia%3B.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5516464542178875410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 397px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5rRgycGBI/AAAAAAAAGAI/YGyvnhX1faY/s400/Cr%C3%B4nica+Babil%C3%B4nica+mencionando+os+eventos+que+tiveram+lugar+no+oitavo+ano+de+Nabucodonosor,+rei+da+Babil%C3%B4nia%3B.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crônica Babilônica mencionando os eventos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tiveram &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lugar no oitavo ano de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nabucodonosor, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rei da Babilônia; Esta tabuleta &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de barro é parte &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; uma série de registros babilônicos resumindo&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;principais acontecimentos de cada ano.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O rei caldeu publicou algumas obras. Ele era extremamente religioso. Em suas inscrições ele invoca as principais divindades do panteão babilônico, honrando principalmente os Deuses Marduque, Nabu, Samás, Sim, Gula e Adade. Mandou fazer santuários para os mesmos. Reconstruiu o grande templo de Bel-Marduque, na cidade de Babilônia, que ficou conhecido depois como E-Sigila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizou grandes projetos em cidades como Ur, Larsa, Sipar, Ereque. Essa última a embelezou muito, traçando novas avenidas, e levantando muralhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nabucodonosor faleceu em 562 a.C.. Foi sucedido pelo seu filho Evil-Merodaque. O Segundo Império Babilônico não sobreviveu por muito tempo à morte de Nabucodonosor, sendo conquistado em 539 a.C. pelo rei persa Ciro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Meionorte.com / Info Escola / Wikipédia / Grupo Escolar / Portal São Francisco / Blog História Crítica / Passeiweb / Infopédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-7835878486435775609?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/7835878486435775609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=7835878486435775609' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/7835878486435775609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/7835878486435775609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/09/o-imperio-de-nabucodonosor.html' title='&lt;strong&gt;O império de Nabucodonosor&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TI5mk6S3KKI/AAAAAAAAF_o/x2VUoDpRfPQ/s72-c/Nabucodonosor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-5497444368192819260</id><published>2010-08-31T16:47:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T18:26:22.074-07:00</updated><title type='text'>Assírios x Babilônicos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Apesar da superioridade militar, o Império Assírio foi derrotado por babilônicos e tribos iranianas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TH2VDEmXmFI/AAAAAAAAF7Y/r5jfMK4yIO8/s1600/Representa%C3%A7%C3%A3o+do+Cerco+de+N%C3%ADnive.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511725398978173010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TH2VDEmXmFI/AAAAAAAAF7Y/r5jfMK4yIO8/s400/Representa%C3%A7%C3%A3o+do+Cerco+de+N%C3%ADnive.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Representação do Cerco de Nínive.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A casa era a cara do dono. Escavadas nas paredes de pedra, cenas de tirar o fôlego: armadas com couraças, elmos, escudos côncavos, lanças e arcos, as tropas reais encurralam os inimigos e os empurram para um rio. Homens e cavalos, crivados de flechas, afogam-se na correnteza. Em triunfo, um soldado passeia pelo campo de batalha exibindo a cabeça de um rei adversário. Sim, tais cenas de terror faziam parte da decoração do palácio de Assurbanipal (668-631 a.C.), o temido e cruel soberano da Assíria. O emblemático painel, no entanto, tem dois significados históricos. Representa, ao mesmo tempo, a vitória de Assurbanipal sobre reino do Elan em 650 a.C. – e o começo do fim da Assíria. Com o conflito contra os seus mais antigos vizinhos, os assírios incendiaram a velha rixa com os aliados dos elamitas, os babilônicos, e ainda deixaram suas fronteiras expostas aos bárbaros que habitavam o atual Irã. A região virou um barril de pólvora. E o início da guerra total foi uma questão de tempo. O embate com a Babilônia, apoiada pelas tribos iranianas, pôs um ponto final na história do primeiro grande império da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, a habilidade militar foi tanto a força quanto a fraqueza da Assíria. Desde o ano 1200 a.C., o reino de Assurbanipal brigou pelo domínio da Mesopotâmia, hoje Iraque, com a vizinha Babilônia. Entre os assírios, a guerra era um dos principais deveres do soberano. “Havia uma tradição anual de campanhas militares, programadas para afirmar a autoridade assíria e prevenir ataques nas fronteiras. Os reis, ao subirem ao trono, faziam um juramento de estender os domínios do deus Assur, que dava nome à capital”, escreveu o arqueólogo inglês John Curtis, curador de antiguidades da Mesopotâmia e do Irã no Museu Britânico, em Londres. Segundo Curtis, ao longo do século 9 a.C., a autoridade assíria começou a se estender além das fronteiras próximas aos vales dos rios Tigre e Eufrates e começou a alcançar as regiões montanhosas próximas ao Irã, e partes da Síria, da Palestina e da Turquia. Por trás do sucesso das conquistas territoriais, aconteceu a organização do exército. “É um tema que tem gerado debates, mas uma coisa certa é que eles desenvolveram um exército regular”, diz o historiador John Brinkman, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. “Antes os camponeses tinham de ser recrutados periodicamente para lutar e, depois, desmobilizados. Agora, no entanto, o exército funcionava o ano todo e tinha se profissionalizado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dimensão do poder de fogo das tropas assírias ganha realidade nas esculturas e baixos-relevos da época. Usando capacete cônico de ferro e colete coberto de escamas metálicas, os arqueiros do rei de Assur jogavam uma chuva de flechas sobre as cidades inimigas, enquanto eram protegidos por outros soldados, carregando grandes escudos de madeira. Parte dos guerreiros especializava-se em cortar os suprimentos de água do inimigo ou, com a ajuda de armaduras pesadas e a cobertura dos arqueiros, abria buracos nas muralhas de proteção dos reinos inimigos. Os assírios contavam até com “tanques” de guerra, veículos cobertos com pesado couro e equipados com aríete que arrebentava os portões das cidades atacadas. Em tempos de alta tecnologia de guerra, não é fácil imaginar o poder de fogo desses rudimentares equipamentos. Mas era essa parafernália que fazia a fama dos reis da Assíria, temidos por todo o Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A formação do império&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temidos fora de casa, ameaçados internamente. A partir de 827 a.C., os nobres se rebelaram, seguindo-se um longo período em que os soberanos perderam a autoridade. A situação só mudou com a chegada de Tiglat-Falasar III ao trono, em 741 a.C. Ele pode ser considerado o pai do Império Assírio: esmagou os revoltosos e não se contentou em só arrancar tributos dos vencidos, mas impôs governadores nomeados e anexou as terras conquistadas aos seus domínios, fazendo nascer, assim, a noção de império como conhecemos hoje. Os reis que vieram depois dele – Sargão II, Senaqueribe e Assaradon – deram continuidade à política expansionista. No caminho dos vorazes reis assírios, no entanto, estavam as tribos caldéias, no sul da Mesopotâmia. Na tentativa de arrebanhar o poder na Babilônia, eles se aliaram aos elamitas para frear a ambição assíria. Originalmente os caldeus eram nômades do deserto da Arábia. Séculos antes, fixaram-se nas cidades, tornando-se poderosos comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do século VII a.C., os caldeus conseguiram estabelecer forte pressão contra os assírios. Contando com a aliança dos elamitas, os caldeus procuraram pôr fim ao domínio assírio naquela região. Os caldeus, apoiados pelos elamitas, chegaram a assassinar o herdeiro do rei Senaqueribe, que tinha sido nomeado governador da Babilônia. Em represália, o monarca mandou destruir a cidade. Durante o reinado de Assurbanipal, os elamitas ajudaram novamente os babilônicos, liderados pelos caldeus, a se rebelar. Mas acabaram aniquilados pelos assírios. A vitória, no entanto, assinou a sentença de morte do grande império. “Parece haver um consenso entre os estudiosos de que, quando os assírios destruíram o Elam, removeram um estado-tampão importante que os protegia dos iranianos”, diz Brinkman. Na época, os habitantes da região onde hoje está fincado o Irã viviam sob o domínio dos ferozes medos, povo de origem iraniana, que contava com poderosos exércitos. Aliando-se aos babilônicos, os medos conseguiram dar fim à hegemonia do Império Assírio. Em 612 a.C., depois da captura da cidade de Assur, medos e caldeus atacaram juntos Nínive, a capital do império, e a arrasaram em três grandes batalhas. O profeta judeu Naum, cujo povo também tinha sofrido a pressão assíria, comemorou a derrota com versos presentes na Bíblia: “Todos os que ouvem tua história [a de Nínive] batem palmas ao ouvi-la; pois sobre quem tua crueldade não passou continuamente?”. Os herdeiros do império, agora, eram os babilônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mundo sem os assírios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decadência do Império Assírio é um somatório de acontecimentos: guerra civil, campanhas militares internas para manter os domínios e, principalmente, a guerra contra os medos, os líderes das tribos iranianas. Acostumados à vida nômade, eles tinham a vantagem de uma liderança fortemente centralizada e de um exército simples, mas eficaz, composto por lanceiros e arqueiros. Quando a cidade de Assur foi destruída, o rei dos medos, Ciaxares, jurou amizade e aliança ao chefe caldeu sobre as ruínas da cidade. Tal acordo dividiria o mundo antigo entre os dois povos. O rei Nabopolassar e seu filho, Nabucodonosor, ficaram com o sudeste: Mesopotâmia, Síria, Palestina. Já os medos se expandiram por todo o Irã, pelas montanhas do Cáucaso e por parte da atual Turquia. Mais tarde os persas, vassalos dos medos, herdaram o império e o expandiram sob o comando do rei Ciro, o Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Aventuras na História / Brasil Escola&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-5497444368192819260?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/5497444368192819260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=5497444368192819260' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/5497444368192819260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/5497444368192819260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/08/assirios-x-babilonicos.html' title='&lt;strong&gt;Assírios x Babilônicos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TH2VDEmXmFI/AAAAAAAAF7Y/r5jfMK4yIO8/s72-c/Representa%C3%A7%C3%A3o+do+Cerco+de+N%C3%ADnive.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-8512392851677663573</id><published>2010-08-21T18:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T16:58:27.048-07:00</updated><title type='text'>A Arte Assíria</title><content type='html'>&lt;em&gt;O espírito militar e guerreiro dos assírios se reflete em suas manifestações artísticas. A arte assíria é impressionante, sua arquitetura imponente e ornamentada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCESdSjahI/AAAAAAAAF34/N0fF-xyMCIw/s1600/As%2Bt%25C3%25A9cnicas%2Bde%2Bcombate%2Bdos%2Bass%25C3%25ADrios%2Bpermitiram%2Ba%2Bforma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2Bum%2Bgrande%2Bimp%25C3%25A9rio_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508047796909074962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCESdSjahI/AAAAAAAAF34/N0fF-xyMCIw/s400/As%2Bt%25C3%25A9cnicas%2Bde%2Bcombate%2Bdos%2Bass%25C3%25ADrios%2Bpermitiram%2Ba%2Bforma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2Bum%2Bgrande%2Bimp%25C3%25A9rio_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assírios viviam em terras que hoje fazem parte do norte do Iraque, cerca de mil anos antes de Cristo. Foram um povo guerreiro e na arte se dedicaram a glorificar seus reis e exércitos. O tipo de trabalho artístico mais característico era uma seqüência de painéis de pedra esculpidos com baixos-relevos representando cenas militares ou de caça. Este tipo de relevo narrativo, disposto em torno de salões governamentais ou pátios, é uma invenção assíria e constitui sua maior contribuição para o mundo da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles esculpiam nas paredes dos palácios reais a história da constituição do seu Império, construído através de inúmeras guerras. Os relevos mostram os saques realizados nas cidades dominadas, as filas de deportados e cenas de soldados inimigos decapitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCFU9EvBtI/AAAAAAAAF4I/RFrnrEVSw_E/s1600/Detalhe+de+relevo+ass%C3%ADrio+que+mostra+prisioneiros+de+guerra+sendo+transportados+como+escravos..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508048939312416466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCFU9EvBtI/AAAAAAAAF4I/RFrnrEVSw_E/s400/Detalhe+de+relevo+ass%C3%ADrio+que+mostra+prisioneiros+de+guerra+sendo+transportados+como+escravos..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe de relevo assírio que mostra prisioneiros &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de guerra sendo transportados como escravos.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os escribas assírios acompanhavam os exércitos nas expedições e anotavam como a batalha se passava. No retorno, os artistas se baseavam nos escritos e produziam os relevos, que eram supervisionados e orientados pelo rei e seus secretários. “As paredes internas dos palácios eram de alabrastro, uma pedra macia e clara, o que facilitava a confecção da iconografia. As cores utilizadas nas obras originavam-se de pigmentos naturais e de minerais da Mesopotâmia”, complementa a pesquisadora Kátia Pozzer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A necessidade de contar em imagens o que se passou é específico dos assírios. Para mostrar sua bravura, eles esculpiam suas vitórias nas paredes dos palácios, que eram frequentados pela elite da época, formada por embaixadores e outros reis” afirma a pesquisadora Kátia Pozzer. Os assírios eram considerados o povo mais cruel. Eles conquistaram toda a Mesopotâmia e Babilônia. Kátia conta que através dos relevos verificou-se como os assírios inovaram na tecnologia: “os carros de guerra, por exemplo, tinham seis raios, o que os deixavam mais leves e velozes, e os tornavam vencedores de muitas guerras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCGHCCAKMI/AAAAAAAAF4Q/1G58_A40PIA/s1600/Baixo-relevo+originalmente+colocado+%C3%A0+entrada+do+pal%C3%A1cio+Dur+Sharrukin..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508049799636592834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 384px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCGHCCAKMI/AAAAAAAAF4Q/1G58_A40PIA/s400/Baixo-relevo+originalmente+colocado+%C3%A0+entrada+do+pal%C3%A1cio+Dur+Sharrukin..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Baixo-relevo originalmente colocado à entrada do palácio Dur Sharrukin.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os reis assírios inovaram na representação de suas imagens quando passaram a associar símbolos religiosos e devoção aos deuses nos relevos e na estatutária deste período. Segundo a pesquisadora, fica evidente a relação entre guerra e religião: “toda conquista tinha uma justificativa religiosa. Os assírios assimilavam a guerra a uma luta contra as forças do mal. Para eles, o rei assírio era instrumento da justiça divina, sendo sempre bom e justo, enquanto o inimigo era mentiroso, mau e impuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As esculturas de alívio descrevem as infinitas batalhas dos exércitos assírios; para o rei inevitavelmente, é mostrado triunfante em cima de todo o mundo que tinha ousado opor-se ao império poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes o rei é retratado num acentuando ritual de poderes religiosos dele, ou então ele aceita o tributo trazido pelas muitas pessoas do império. O rei poderia ser mostrado também como um caçador hábil que poderia despachar animais selvagens perigosos como leões e touros tão facilmente quanto ele pudesse conquistar os inimigos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCGyIw7pEI/AAAAAAAAF4Y/Xi7TSEu8LuI/s1600/Detalhe+de+relevo+ass%C3%ADrio+que+mostra+em+uma+ca%C3%A7ada..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508050540178416706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCGyIw7pEI/AAAAAAAAF4Y/Xi7TSEu8LuI/s400/Detalhe+de+relevo+ass%C3%ADrio+que+mostra+em+uma+ca%C3%A7ada..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe de relevo assírio que mostra uma caçada.&lt;/span&gt; &lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma série notável de esculturas foi descoberta no palácio de Rei Ashurbanipal em Nínive. Este rei estava particularmente apaixonado por jogos esportivos, e os alívios magníficos mostram muitos aspectos de caças de leão como também caças de animais menos perigosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reis dos séculos IX e VIII empreenderam a construção de palácios suntuosos, cujos vestígios foram encontrados durante as escavações. Sargão II, que reinou entre 722 e 705 a.C., criou uma cidade de planta nova, Dur Sharrukin (atual Jorsabad), que estava rodeada por uma muralha com sete portas, três delas decoradas com relevos e tijolos vitrificados. No interior, erguia-se o palácio de Sargão, um grande templo, as residências e os templos menores. Seu filho e sucessor, Senaqueribe, que reinou entre os anos de 705 e 681 a.C., reconstruiu a antiga Nínive, trazendo água das montanhas para dentro da cidade através de um elaborado sistema de canais, e criando uma rede de ruas e praças. Mudou a capital para Nínive, onde construiu seu próprio palácio, o qual denominou “palácio sem rival”. Assurbanipal, que reinou entre 668 e 627 a.C., converteu a cidade de Nimrud (antiga Calah da Bíblia) em capital militar. Dentro de seus muros, encontravam-se a cidadela e as principais construções reais, como o palácio do noroeste, decorado com esculturas em relevo. Os assírios adornaram seus palácios com magníficos relevos esculturais. As escavações comprovam que as construções eram grandiosas e fartamente adornadas com pinturas e esculturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCH4OQ_f_I/AAAAAAAAF4g/zp4Y3PqS_EM/s1600/Relevo+do+pal%C3%A1cio+de+Assurbanipal+mostrando+uma+leoa++ferida..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508051744245907442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCH4OQ_f_I/AAAAAAAAF4g/zp4Y3PqS_EM/s400/Relevo+do+pal%C3%A1cio+de+Assurbanipal+mostrando+uma+leoa++ferida..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Relevo do palácio de Assurbanipal mostrando uma leoa ferida.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os reis assírios construíram inúmeros palácios de madeira e tijolos sobre alicerces de pedra, decorados com relevos, estátuas metálicas, pinturas e esmaltes coloridos na parede. Pátios, salas, escadarias, corredores e jardins grandiosos e cheios de entrançamentos. Nos prédios haviam abóbadas, cúpulas e portas arqueadas ladeadas por grandes colunas. O zigurate, característico dos babilônicos e sumérios também foi empregado por eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte em menor escala também foi grandiosa em sua qualidade, leões e touros alados nos portões dos palácios. Porém as esculturas em relevo no interior das paredes são consideradas as melhores criações artísticas desse povo. A representação humana não era tão articulada quanto a da natureza e dos animais, entre eles gazelas, leões, asnos, cavalos, cães e aves são o que bastam para colocar os assírios entre os maiores artistas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Templo de Apolo / História do Mundo / www.ulbra.br / Portal São Francisco / Wikipédia / Blog Opinião Socialista / klick Educação / Site Casa Construção &amp; Arquitetura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/arte-mesopotamica.html"&gt;► Arte Mesopotâmica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sarmatas.blogspot.com/2010/04/arte-da-joalheria-cita.html"&gt;► Arte Cita &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/05/historia-da-arte-anatolia.html"&gt;► Arte Anatólia &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/06/arte-egipcia.html"&gt;► Arte Egípcia &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-8512392851677663573?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/8512392851677663573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=8512392851677663573' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/8512392851677663573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/8512392851677663573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/08/arte-assiria.html' title='&lt;strong&gt;A Arte Assíria&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/THCESdSjahI/AAAAAAAAF34/N0fF-xyMCIw/s72-c/As%2Bt%25C3%25A9cnicas%2Bde%2Bcombate%2Bdos%2Bass%25C3%25ADrios%2Bpermitiram%2Ba%2Bforma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2Bum%2Bgrande%2Bimp%25C3%25A9rio_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-6638440055712198177</id><published>2010-08-04T12:32:00.000-07:00</published><updated>2010-08-21T19:18:13.050-07:00</updated><title type='text'>O Poderio Militar Assírio</title><content type='html'>&lt;em&gt;Este povo destacou-se pela organização e desenvolvimento de uma cultura militar. As técnicas de combate dos assírios permitiram a formação de um grande império&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFnDQ7rOsNI/AAAAAAAAFt0/QMVK_ITd1yg/s1600/Assyrian_Soldiers.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 329px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFnDQ7rOsNI/AAAAAAAAFt0/QMVK_ITd1yg/s400/Assyrian_Soldiers.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501643115474104530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os reis Teglath-Phalasar III (745-727) e Sargão II (722-705) reorganizaram as forças armadas assírias. A partir do reinado de Teglath-Phalasar as tropas assírias compreendem guerreiros armados de piques, conduzindo carros com uma parelha de cavalos; uma cavalaria duas vezes mais numerosa do que as unidades de carros; uma infantaria pesada, armada de lanças e escudos; uma infantaria ligeira, composta de archeiros e duas vezes mais numerosa do que a precedente. O exército tinha ainda unidades especiais, que correspondiam aos sapadores e à artilharia de cerco actuais, assim como grandes grupos de cabouqueiros e de construtores, geralmente compostos por escravos, antigos prisioneiros de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGt0GDdS6I/AAAAAAAAFwc/FDgbOCB9dy4/s1600/Assyrian+Soldiers+Siege+a+city+using+Battering+Rams+(First+invented+by+them).jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 347px; height: 270px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGt0GDdS6I/AAAAAAAAFwc/FDgbOCB9dy4/s400/Assyrian+Soldiers+Siege+a+city+using+Battering+Rams+(First+invented+by+them).jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503871330113375138" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em campanha, essas tropas auxiliares construíam campos fortificados, estabeleciam pontões sobre odres, abriam caminhos, transportavam cargas, etc. Durante o cerco a praças fortes efetuavam-se trabalhos de sapa e utilizavam-se catapultas e aríetes para demolir as muralhas e as torres. Lançado o assalto, subiam-se escadas previamente preparadas. Os carros também eram conhecidos dos Hicsos e dos Egipcios, mas os reis da Assíria foram os primeiros a utilizar sistematicamente a cavalaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGuJLuf_1I/AAAAAAAAFwk/GmXG43BXbq8/s1600/Assyrian+Chariot.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 186px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGuJLuf_1I/AAAAAAAAFwk/GmXG43BXbq8/s320/Assyrian+Chariot.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503871692413337426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGumcbGl9I/AAAAAAAAFws/bq2mPkeah9w/s1600/scan0031.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 183px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGumcbGl9I/AAAAAAAAFws/bq2mPkeah9w/s320/scan0031.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503872195111589842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGu8yR5XQI/AAAAAAAAFw0/xbrQ4wQgs9o/s1600/Assyrian+cavalaria.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 186px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGu8yR5XQI/AAAAAAAAFw0/xbrQ4wQgs9o/s320/Assyrian+cavalaria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503872578935676162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais tarde aprenderam a coordenar a ação de todas estas armas. O combate começava pelo ataque dos carros, seguidos da infantaria, que batia nas fileiras já desordenadas do inimigo. A cavalaria perseguia o inimigo em retirada ou em fuga. Sargão introduziu uma importante inovação no recrutamento: além dos homens adstritos ao serviço militar obrigatório, contratava mercenários, ao princípio só assírios, mas mais tarde também estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número de mercenários cresceu sensivelmente com o tempo; os reis da Assíria também se serviam deles no interior do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGH6hhYlBcI/AAAAAAAAFxM/X-E1TkJN8GI/s1600/18878-004-0710560A.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGH6hhYlBcI/AAAAAAAAFxM/X-E1TkJN8GI/s320/18878-004-0710560A.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503955673427543490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teglath-Phalasar III e Sargão II efetuaram grandes guerras de conquista. O primeiro, vencedor das tropas coligadas dos reis de Damasco e Israel, conquistou toda a Síria, incluindo Damasco. Anexou definitivamente Babilônia e tomou o título de rei da Babilônia. Enfim, infligiu uma pesada derrota ao reino de Urartu, criado no século IX antes da nossa era, e tornado, a partir do século VIII, o principal inimigo da Assíria. O rei de Urartu, Argishti (781-760), dirigiu a luta contra a Assíria e obteve uma vitória sobre o seu soberano. A guerra em Urartu tornou-se, pois, a primeira tarefa militar dos monarcas assírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGH__qi8s_I/AAAAAAAAFxc/nlaS46G59Gc/s1600/obelisco.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 236px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGH__qi8s_I/AAAAAAAAFxc/nlaS46G59Gc/s320/obelisco.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503961688841171954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Sargão II que se encarregou de a decidir. Havendo-se primeiro garantido do lado da Síria e da Palestina, destruindo o reino de Israel e os poucos principados hetho-arameus que haviam sobrevivido na região de Karkemish, lançou todas as forças contra Urartu. Em 714 desbaratou o exército do rei Rusãs, tomou a cidade de Musasir e apoderou-se de enormes despojos. Mas não conseguiu tomar Turushpa nem suprimir Urartu. Se bem que muito enfraquecido com a invasão de Sargão, esse reino existiu até ao século V antes da nossa era, quando os Medos lhe deram o golpe de misericórdia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGIAf0q6QjI/AAAAAAAAFxk/pJGLD-gwVNY/s1600/b0664-kushite-troops-prison.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGIAf0q6QjI/AAAAAAAAFxk/pJGLD-gwVNY/s320/b0664-kushite-troops-prison.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503962241314734642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sucessores de Sargão não prosseguem sistematicamente as guerras de conquista. Esforçam-se somente por fazer pressão na direção do sudoeste, a fim de se apoderarem do Egito. Sennacherib quebrou a resistência dos Babilônios e fez arrasar a sua cidade, servindo-se do reino de Judá. O seu sucessor Asarhaddon atingiu o Egito em 671, e sujeitou-o. Mas esta vitória foi precária porque o rei da Assíria não podia deixar no Egito uma guarnição suficientemente forte. Ao fim de vinte anos, o Egito recuperou a sua independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGw74U_XBI/AAAAAAAAFxE/OkC8O8JK1N0/s1600/assyrian_soldiers.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 254px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGw74U_XBI/AAAAAAAAFxE/OkC8O8JK1N0/s320/assyrian_soldiers.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503874762402651154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de Asarhaddon, a atividade militar dos reis da Assíria visou, principalmente, manter a sua autoridade nos países conquistados e tributários. Eles eram forçados a enviar tropas para reprimir as freqüentes insurreições e para receber o tributo, embora conservando forças consideráveis na própria Assíria, devido à fermentação que crescia no interior do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Blog Opinião Socialista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/02/as-armas-cidadaos-com-os-hoplitas-os.html"&gt;► Os hoplitas gregos &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/05/cavalaria-numida.html"&gt;► A Cavalaria Númida &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2008/03/legio-romana.html"&gt;► A Legião Romana &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2008/03/os-maiores-guerreiros-da-antiguidade.html"&gt;► Os maiores guerreiros&lt;br /&gt; da Antiguidade &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-6638440055712198177?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/6638440055712198177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=6638440055712198177' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/6638440055712198177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/6638440055712198177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/08/poderio-militar-assirio.html' title='&lt;strong&gt;O Poderio Militar Assírio&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFnDQ7rOsNI/AAAAAAAAFt0/QMVK_ITd1yg/s72-c/Assyrian_Soldiers.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-6541668890182145803</id><published>2010-07-27T11:28:00.000-07:00</published><updated>2010-08-04T13:10:41.960-07:00</updated><title type='text'>A primeira guerra da história</title><content type='html'>&lt;em&gt;Embora existam indícios de guerras ocorridas em torno de 2700 a.C. na região onde hoje ficam o Iraque e o Irã, as primeiras provas concretas de um conflito militar são um pouco posteriores&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TE8l-lGRSEI/AAAAAAAAFrk/hHamK8l-3Hs/s1600/Estela+dos+Abutres.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498655427083192386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 347px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TE8l-lGRSEI/AAAAAAAAFrk/hHamK8l-3Hs/s400/Estela+dos+Abutres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estela dos Abutres - comemora a vitória militar da cidade&lt;br /&gt;de Lagash sobre a cidade de Umma, Museu do Louvre.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; "Provavelmente, as mais antigas batalhas sobre as quais temos evidências claras são relacionadas ao estado de Lagash", diz o historiador John Baines, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Essa cidade-estado, localizada na Suméria (no sudeste do Iraque), teria travado uma guerra de fronteira contra Umma, outra cidade-estado da Suméria, por volta do ano 2525 a.C. Nessa época, tais centros urbanos viviam em constante rivalidade pelo domínio econômico, territorial e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também disputavam matérias-primas escassas na região, como madeira, além de cobre e estanho, minérios necessários para produzir o bronze usado em armas e ferramentas agrícolas. "A Suméria era relativamente superpovoada, com diversas cidades importantes competindo pelo controle de terras aráveis ou acesso à água, o que resultava em disputas entre elas, muitas vezes resolvidas pela força", diz o historiador Steven Muhlberger, da Universidade Nipissing, no Canadá. Era uma fase de transição para Estados urbanizados, capazes de construir muralhas para proteger seus centros administrativos e mobilizar exércitos numerosos, treinados para lutar segundo táticas mais ou menos definidas. Suas sociedades estavam organizadas para a guerra, centralizadas de forma totalitária em torno de reis hereditários. Com poder político e religioso, esses reis exerciam controle sobre os templos e os recursos acumulados pelas cidades, comandando a produção de armas e a convocação de soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prova milenar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pistas sobre o confronto foram reveladas por um velho monumento de pedra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade-estado de Lagash, na antiga Suméria, foi descoberta no século 19. Nas ruínas, encontrou-se uma placa de pedra conhecida como "Estela dos Abutres". Trata-se de um fragmento de um monumento maior, erguido em homenagem ao líder Eannatum, que comandou Lagash em torno de 2500 a.C. Além de inscrições, a estela (bloco de pedra) possui relevos mostrando vários aspectos da guerra travada contra Umma - uma cidade-estado vizinha -, inclusive cenas de soldados mortos sendo devorados por abutres. Hoje, essa relíquia histórica está abrigada no Museu do Louvre, em Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corpo-a-corpo sangrento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Soldados de cidades rivais da Suméria se enfrentaram com foices há quase 5 mil anos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Símbolo de comando&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Ao buscar vestígios da primeira guerra da história, arqueólogos encontraram adagas e pequenas espadas com lâminas de ouro e cobre. Acredita-se, porém, que essas armas feitas com materiais preciosos eram usadas como símbolo de comando, e não para combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Entregues às feras&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Os cadáveres do exército derrotado provavelmente tinham suas armas recolhidas e depois eram abandonados no campo de batalha para serem consumidos por animais selvagens. É possível, porém, que em algumas ocasiões os vencedores reunissem os corpos dos rivais em grandes pilhas e os queimassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Tática do atropelamento&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, quase três milênios antes de Cristo, já havia rústicas carruagens de combate, com dois eixos fixos e puxadas por quatro animais - talvez mulas selvagens ou jumentos. Mas como elas eram pesadas, tombavam com facilidade e tinham limitada capacidade de manobra, serviam mais para aterrorizar os inimigos e atropelá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Tropa disciplinada&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Há indícios de que os guerreiros lutavam de forma organizada, com uniformes e armas relativamente padronizados. Isso aparece em imagens de monumentos milenares, que mostram soldados alinhados em unidades com até seis fileiras de homens. Mas é impossível saber se essas imagens são representações artísticas ou se descrevem cenas reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Armamento camponês&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Na luta de corpo a corpo, as principais armas eram machados de batalha com formatos variados, lanças com pontas metálicas e foices especiais. Ao contrário da foice usada na agricultura, a de batalha tinha a lâmina afiada no seu lado convexo (externo), facilitando os golpes contra o inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Vestidos para matar&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;Capacetes de cobre protegiam a cabeça dos soldados, que trajavam mantos de couro, reforçados nos pontos mais vulneráveis por discos metálicos. Parte da infantaria era equipada com grandes escudos retangulares de madeira. Lutando lado a lado, os soldados podiam juntar seus escudos e formar uma parede contra as lanças inimigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista Mundo Estranho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/07/escrita-cuneiforme.html"&gt;► A escrita cuneiforme&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/as-religioes-mesopotamicas.html"&gt;► As Religiões Mesopotâmicas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/05/o-comercio-na-mesopotamia.html"&gt;► O Comércio na Mesopotâmia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/arte-mesopotamica.html"&gt;► A Arte Mesopotâmica&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-6541668890182145803?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/6541668890182145803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=6541668890182145803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/6541668890182145803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/6541668890182145803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/07/primeira-guerra-da-historia.html' title='&lt;strong&gt;A primeira guerra da história&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TE8l-lGRSEI/AAAAAAAAFrk/hHamK8l-3Hs/s72-c/Estela+dos+Abutres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-5649872608445408307</id><published>2010-07-17T16:54:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T11:44:30.017-07:00</updated><title type='text'>A escrita cuneiforme</title><content type='html'>&lt;em&gt;A escrita suméria, grafada em cuneiforme, é a mais antiga língua humana escrita conhecida. A sua invenção deve-se às necessidades de administração (cobrança de impostos, medidas de cereal e etc.) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJDWGn3cSI/AAAAAAAAFoc/M38kSGbT_O0/s1600/sumerian_tablet.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 393px; height: 363px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJDWGn3cSI/AAAAAAAAFoc/M38kSGbT_O0/s400/sumerian_tablet.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495028542359433506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrita cuneiforme (alemão: Keilschrift) é a designação geral dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de glifos em formato de cunha. É, juntamente com os hieróglifos egípcios, o mais antigo tipo de escrita, tendo sido criado pelos Sumérios na antiga Mesopotâmia por volta de 3500 a.c. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente a escrita compunha-se de marcas simples, depois depictogramas, depois as formas tornaram-se mais simples e abstractas. Os primeiros documentos eram gravados em tabuletas de argila, em sequências verticais de escrita, e com um estilete feito de cana que gravava traços verticais, horizontais e oblíquos. Em breve, tornou-se comum o uso de linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas novidades tornaram o processo mais rápido e mais fácil: os escribas começaram a escrever em sequências horizontais (rodando os pictogramas no processo), e um novo estilete em cunha inclinada passou a ser usado para empurrar o barro, enquanto produzia sinais em forma de cunha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajustando a posição relativa da tabuleta ao estilete, o escriba poderia usar uma única ferramenta para fazer uma grande variedade de signos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEcRFUQ9EsI/AAAAAAAAFpk/fVtKufHLRPY/s1600/Escrita_cuneiforme_sumeria.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEcRFUQ9EsI/AAAAAAAAFpk/fVtKufHLRPY/s320/Escrita_cuneiforme_sumeria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496380653265818306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tabuletas cuneiformes podiam ser cozidas em fornos para prover um registro permanente. Muitas das tabuletas achadas por arqueólogos foram preservadas porque foram «cozidas» durante os ataques incendiários de exércitos inimigos, contra os edifícios no qual as tabuletas eram mantidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventada pelo sumérios para registrar a língua suméria, a escrita cuneiforme foi adoptada pelos Acadianos, Babilônicos, Elamitas, Hititas e Assírios — e adaptada para escrever em seus próprios idiomas; foi extensamente usada na Mesopotâmia durante aproximadamente 3 mil anos, apesar da natureza silábica do manuscrito (como foi estabelecido pelos Sumérios) não ser intuitiva aos falantes de idiomas semíticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A língua suméria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua suméria é uma língua isolada, que não está diretamente relacionada a nenhuma outra língua conhecida, apesar das várias tentativas equivocadas de provar ligações com outros idiomas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua suméria é aglutinante, ou seja, os morfemas (as menores unidades com sentido da língua) se justapõem para formar palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sumérios inventaram o sistema cuneiforme de escrita, que foi utilizada em toda a Mesopotâmia e por povos vizinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJFKCO3wAI/AAAAAAAAFok/FpKXf5sEFAQ/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 275px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJFKCO3wAI/AAAAAAAAFok/FpKXf5sEFAQ/s400/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495030534045679618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Acádios, após conquistarem a Suméria, adoptaram o sistema cuneiforme para materializar a própria língua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita cuneiforme começou como um sistema pictográfico, onde o objecto representado expressava uma idéia. Um barco marcado por determinados sinais, por exemplo, poderia significar que ele estava carregado ou vazio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, os glifos cuneiformes passaram a ser escritos em tábuas de argila, nos quais os símbolos sumérios eram desenhados com um caniço afiado chamado estilete. As impressões deixadas pelo estilete tinham forma de cunha, razão pela qual sua escrita é designada cuneiforme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um corpo extremamente vasto (muitas centenas de milhares) de textos na língua suméria sobreviveu, sendo que a maioria está gravada nas tabuinhas de argila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJGRqTx22I/AAAAAAAAFos/F4PhOVJyRgI/s1600/sum%C3%A9rio.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 341px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJGRqTx22I/AAAAAAAAFos/F4PhOVJyRgI/s400/sum%C3%A9rio.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495031764574395234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJG0aMxEzI/AAAAAAAAFo0/PmkRz00N-zE/s1600/sum%C3%A9rio....bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 341px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJG0aMxEzI/AAAAAAAAFo0/PmkRz00N-zE/s400/sum%C3%A9rio....bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495032361545438002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos sumérios conhecidos incluem cartas pessoais e de negócios e/ou transações comerciais, receitas, vocabulários, registos de leis, hinos e rezas, encantamentos de magia e textos sobre Matemática, Astronomia e Medicina. Inscrições monumentais e textos sobre diversos objectos, como estátuas ou tijolos, também são bastante comuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos textos sobrevivem em múltiplas cópias pelo facto de terem sido transcritos repetidamente por escribas "estagiários". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola de Edubba (termo sumério que significa "Casa de Tabuinhas"), por exemplo, era um dos centros de aprendizagem onde arquivos e escritos literários eram guardados (ou seja, grafados) em tabuinhas de argila. Edubba foi um dos primeiros centros acadêmicos e um dos primeiros receptáculos de sabedoria de que se tem conhecimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão dos textos sumérios hoje em dia pode ser problemática até mesmo para especialistas. Os textos mais antigos são os mais difíceis, pois não mostram a estrutura gramatical da língua de forma sólida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://tipografos.net"&gt;Tipografos.net&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/as-religioes-mesopotamicas.html"&gt;► As Religiões Mesopotâmicas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/05/o-comercio-na-mesopotamia.html"&gt;► O Comércio na Mesopotâmia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/arte-mesopotamica.html"&gt;► A Arte Mesopotâmica&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-5649872608445408307?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/5649872608445408307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=5649872608445408307' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/5649872608445408307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/5649872608445408307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/07/escrita-cuneiforme.html' title='&lt;strong&gt;A escrita cuneiforme&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEJDWGn3cSI/AAAAAAAAFoc/M38kSGbT_O0/s72-c/sumerian_tablet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-5125688359539065557</id><published>2010-07-08T12:15:00.000-07:00</published><updated>2010-07-17T17:38:29.081-07:00</updated><title type='text'>Sargão I, o Grande</title><content type='html'>&lt;em&gt;Sargão, o Grande como é chamado por modernos historiadores, foi um brilhante líder militar, bem como um administrador energético e inovador&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYkJ4nZXGI/AAAAAAAAFmk/75wRcLvQLqI/s1600/King+Sargon+of+Akkad.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491616547859946594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYkJ4nZXGI/AAAAAAAAFmk/75wRcLvQLqI/s400/King+Sargon+of+Akkad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sargão (do acádio Sharrum-kin: "rei legítimo" ou "rei verdadeiro") teria sido um líder militar incomparável, além de enérgico administrador, responsável por sucessivas conquistas na região que hoje se estende do sul do Iraque até o norte da Síria, incluindo o Líbano e, também, o sul da Turquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundador da dinastia de Acade, Sargão reinou por 56 anos, de 2270 a 2215 a.C. Tornou-se um membro proeminente da corte real de Kish, acabando por derrubar o rei local antes de partir para a conquista da Mesopotâmia. O vasto império de Sargão teria se estendido de Elam ao mar Mediterrâneo, incluindo toda a Mesopotâmia, partes dos atuais Irã e Síria, e possivelmente partes da Anatólia e da península Arábica. Governou a partir de uma nova capital, Acádia (Akkad), que a lista de reis sumérios alega ter sido construída por ele (ou possivelmente reformada), situada na margem esquerda do Eufrates. Sargão é o primeiro indivíduo registrado na história a ter criado um império multiétnico governado a partir de um centro, e a sua dinastia governou a Mesopotâmia por cerca de um século e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sargão foi o primeiro rei a unir a Mesopotâmia sob o comando de uma só pessoa, sendo que o império acádico por ele montado passou a ser o padrão para outros governantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origens e ascensão ao poder&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em épicos escritos muitos séculos depois temos o relato de seu nascimento humilde, sendo que seu pai era desconhecido e sua mãe uma sacerdotisa. Como recém-nascido, ele foi colocado numa cesta de vime e enviado rio abaixo (tal qual Moisés muito depois), tendo sido criado sob a proteção da deusa Ishtar. Mais tarde, ele se tornou num alto oficial da corte de Kish. Após um fracasso militar do governante da época e problemas na sucessão deste monarca, Sargão tomou o poder. Não se sabe muito sobre quais foram as circunstâncias exatas sobre como isto se deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYk8Jm6GXI/AAAAAAAAFms/ywH-yYi6CbM/s1600/c.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491617411414759794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 382px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYk8Jm6GXI/AAAAAAAAFms/ywH-yYi6CbM/s400/c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cabeça de bronze dos séculos XXIII-XXII a.c.&lt;br /&gt;(possivelmente Sargão I), encontrada entre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;as &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ruínas de Nínive; Museu de Bagdá, Iraque.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A história do nascimento e da infância de Sargão é listado na "lenda de Sargão", um texto sumério que alega ser a biografia do monarca. As versões mais antigas estão incompletas, porém os fragmentos restantes dão o nome de seu pai como La'ibum. Depois de uma lacuna, o texto pula para Ur-Zababa, rei de Kish, que acorda depois de um sonho, cujo conteúdo não é revelado na parte restante das tabuletas que contêm o texto. Por motivos desconhecidos, Ur-Zababa indica Sargão como seu serviçal. Pouco tempo depois, Ur-Zababa convida Sargão aos seus aposentos, para discuir um sonho que este havia tido, que envolvia o favor da deusa Inanna e o afogamento de Ur-Zababa pela deusa. Profundamente assustado, Ur-Zababa ordena que Sargão seja assassinado pelas mãos de Beliš-tikal, o ferreiro-mor, porém Inanna consegue impedir, exigindo que Sargão pare diante de seus portões por estar "poluído com sangue". Quando Sargão retorna a Ur-Zababa, o rei se assusta novamente, e decide enviar Sargão ao rei Lugal-zage-si, de Uruk, com uma mensagem numa tabuleta de argila, pedindo-lhe que matasse Sargão. O relato da lenda é interrompido neste ponto; presumivelmente as seções que faltam indicariam como Sargão se tornou rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lista de Reis Sumérios relata: &lt;em&gt;"Em Agade [Acádia], Sargão, cujo pai era um jardineiro, o copeiro de Ur-Zababa, se tornou rei, o rei de Agade, que construiu Agade; ele governou por 56 anos." &lt;/em&gt;A alegação de que Sargão teria sido o fundador original de Acade foi questionada recentemente, com a descoberta de uma inscrição que menciona o local, datada do primeiro ano de Enshakushanna, que quase seguramente o precedeu. Esta alegação da Lista de Reis foi a base para a especulação anterior, feita por diversos acadêmicos, de que Sargão teria sido a inspiração para a figura bíblica de Nimrod. A Crônica de Weidner afirma que Sargão teria construído Babilônia "diante de Acade". A Crônica dos Reis Antigos afirma igualmente que, no fim de seu reinado, Sargão "escavou o solo do poço de Babilônia, e fez uma equivalente de Babilônia próxima a Agade." Recentemente, alguns estudiosos afirmaram que estas fontes poderiam estar se referindo a Sargão II, do Império Neo-Assírio, e não a Sargão da Acádia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um texto neo-assírio do século VII a.C., que alega ser a autobiografia de Sargão, afirma que o grande rei seria o filho ilegítimo de uma sacerdotisa. No relato neo-assírio o nascimento e a infância de Sargão são descritos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ Minha mãe foi uma alta sacerdotisa, meu pai eu não conheci. Os irmãos de meus pais amavam as montanhas. Minha cidade é Azupiranu, que se situa às margens do Eufrates. Minha mãe, alta sacerdotisa, me concebeu, em segredo me pariu. Colocou-me numa cesta de juncos, e selou-o com betúmen. Colocou-me no rio, que se elevou sobre mim, e me carregou a Akki, o carregador de água. Akki, o carregador de água, me aceitou como seu filho e me criou. Akki, o carregador de água, me nomeou como seu jardineiro. Enquanto eu era um jardineiro, Ishtar me concedeu seu amor, e por quatro e [...] anos eu exerci o reinado. “&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem de Sargão como um indesejado sendo colocado para flutuar num rio lembra a narrativa mais conhecida do nascimento de Moisés. Estudiosos como Joseph Campbell e Otto Rank compararam o relato de Sargão, do século VII, com os nascimentos obscuros de outras figuras heróicas da história e da mitologia, como Karna, Édipo, Páris, Télefo, Semíramis, Perseu, Rômulo, Gilgamesh, Ciro, Jesus, e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Formação do Império Acadiano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após assumir o poder em Kish, Sargão logo atacou Uruk, que era governada por Lugal-Zage-Si, de Umma. Conquistou Uruk e demoliu suas célebres muralhas. Os defensores parecem ter fugido da cidade, juntando-se a um exército liderado por cinquenta ensis das províncias. Esta força suméria disputou duas batalhas campais contra os acadianos, que terminaram com a debandada das forças restantes de Lugal-Zage-Si. O próprio Lugal-Zage-Si foi capturado e trazido a Nippur; Sargão inscreveu no pedestal de uma estátua (texto que foi preservado num tablete posterior) que trouxera Lugal-Zage-Si "numa coleira de cão até os portões de Enlil." Sargão perseguiu seus inimigos até Ur, antes de se deslocar para leste, até Lagash, no golfo Pérsico, e daí até Umma. Fez um gesto simbólico de lavar suas armas no "Mar Baixo" (nome dado às águas do golfo), para mostrar que havia conquistado o território da Suméria em sua totalidade.&lt;br /&gt;Outra vitória celebrada por Sargão foi sobre Kashtubila, rei de Kazalla. De acordo com uma fonte antiga, Sargão destruiu a cidade com tamanha intensidade que "os pássaros não conseguiam encontrar um lugar mais alto que o solo para repousar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ajudar a limitar a chance de revolta na Suméria, Sargão nomeou uma corte de 5400 homens para "partilhar de sua mesa" (ou seja, administrar seu império). Estes 5400 homens devem ter formado o exército de Sargão. Os governadores, escolhidos por Sargão para administrar as principais cidades-estado da Suméria, eram acadianos, e não sumérios. O acadiano, uma língua semita, se tornou a língua oficial nas inscrições feitas em toda a Mesopotâmia, bem como a lingua franca da região, com influência nos territórios vizinhos. O império de Sargão manteve contatos comerciais e diplomáticos com os reinos em torno do mar da Arábia e por todo o Oriente Médio. As inscrições de Sargão relatam que navios de Magan, Meluhha e Dilmun, entre outros locais, ancoravam na sua capital, Agade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As antigas instituições religiosas da Suméria, já bem conhecidas e emuladas pelos semitas, foram respeitadas. O sumério continuou a ser majoritariamente a língua da religião, e Sargão e seus sucessores foram patronos dos cultos sumérios. Enheduanna, autora de diversos hinos acadianos, e identificada como filha de Sargão, tornou-se sacerdotisa de Nanna, a deusa da lua de Ur. O próprio Sargão se intitulou "sacerdote ungido de Anu" e "grande ensi de Enlil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ampliação do império&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, dirige-se para o norte da Mesopotâmia. As inscrições antigas dão conta de que ele teria dominado as cidades de Mari e Tuttul (na atual Síria), chegando a enviar expedições à Anatólia, às margens do mar Negro. Ao todo, os escritos da Lista de Reis Sumérios - a principal fonte sobre a história da Suméria - citam 34 guerras desencadeadas por Sargão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYmyN9k_LI/AAAAAAAAFm0/JMk1ABx9hq0/s1600/O+imp%C3%A9rio+de+Sarg%C3%A3o,+fim+do+s%C3%A9culo+XXIV+a.C...png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491619439808150706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYmyN9k_LI/AAAAAAAAFm0/JMk1ABx9hq0/s400/O+imp%C3%A9rio+de+Sarg%C3%A3o,+fim+do+s%C3%A9culo+XXIV+a.C...png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O império de Sargão, fim do século XXIV a.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo após dominar a Suméria, Sargão embarcou numa série de campanhas militares que visavam subjugar todo o Crescente Fértil. De acordo com a Crônicas dos Reis Antigos, um texto historiográfico babilônico tardio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ [Sargão] tinha rival nem igual. Seu esplendor, sobre as terras ele espalhava. Cruzou o mar no oriente. No décimo-primeiro ano conquistou a terra ocidental, em seu ponto mais distante. Colocou-a sob uma autoridade única. Ergueu suas estátuas ali e transportou o butim do ocidente em barcas. Estacionou seus oficiais de corte a cada intervalo de cinco horas-duplas, e governou em união com as tribos das diferentes terras. Marchou a Kazallu e transformou Kazallu num monte de ruínas, de tal maneira que não havia nada que servisse de poleiro para um pássaro. “&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seqüência Sargão marchou contra a Mari, Ebla e Yarmuti conquistando-as. No oeste, Sargão se voltou para conquistar “as florestas de cedro e as montanhas de prata”, isto é, o Líbano e as montanhas Taurus, a cordilheira paralela à costa do Mediterrâneo, na Anatólia (Turquia). O Império Acadiano dominou assim as rotas comerciais, para que o fornecimento de madeira e metais preciosos pudesse fluir com segurança pelo Eufrates, chegando até a Acádia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Oriente, Sargão derrotou uma invasão feita pelos quatro líderes de Elam, liderados pelo rei de Awan. A guerra contra o Elam foi dura, mas os elamitas perderam ante o poderio de Sargão. Suas cidades foram saqueadas; os governadores, vice-reis e reis de Susa, Barhashe e dos distritos vizinhos se tornaram vassalos da Acádia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subjugou os amorreus, os elamitas e todo o Iran ocidental. Sargão foi aclamado “Rei da Terra” e “Rei dos Quatro Cantos”. Não foi somente um líder militar, mas também foi um administrador engenhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua Acadiana se tornou o idioma oficial do discurso internacional. Durante o reinado de Sargão, o acadiano foi padronizado e adaptado para o uso com a escrita cuneiforme utilizada anteriormente com o idioma sumério. Um estilo de caligrafia desenvolveu-se no qual o texto em tabletes de argila e cilindros de cera era distribuído entre cenas mitológicas e rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Administração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um componente importante da política de Sargão e razão do seu sucesso era nomear membros de sua família, que fossem de inteira confiança, para cargos estratégicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele escreveu: &lt;em&gt;"os filhos da Acádia preenchem as tarefas de enki (autoridades locais) nos países."&lt;/em&gt; Sua filha Enheduanna tornou-se alta sacerdotisa da cidade de Ur, dedicada a Inana/Ishtar e Anu. Ser alta sacerdotisa de Ur era uma das posições mais importantes do Sul da Mesopotâmia. Dentre os escribas, Enheduanna é uma das únicas (dentre homens e mulheres) que era conhecida por seu próprio nome, sendo que uma de suas obras-primas é um poema chamado " A Exaltação de Inana".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator de sucesso de Sargão na articulação de um governo centralizado eram as ordens por escrito e suas mudanças gerais a nível de administração. Ele criou por decreto um exército de 5.400 homens, de acordo com textos existentes. Este foi provavelmente o primeiro exército profissional. O comércio esta centralizado na Acádia e navios da costa, de origem do Golfo Pérsico, eram obrigados a parar no porto das docas vizinhas da Acádia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, quando Sargão conquistava cidades-estado, ele destruía suas muralhas de forma que rebeldes em potencial perdessem suas fortalezas. Se o governador estivesse disposto a mudar sua lealdade para Sargão, o monarca acádio mantinha a velha administração no poder. De outra forma, ele preenchia os cargos com pessoas de sua confiança. Desta forma, Sargão incentivava o colapso do velho sistema de cidades-estado, movendo-se na direção de uma administração centralizada.. Sargão instalou guarnições militares em pontos-chave para administrar seu vasto império e assegurar o recebimento ininterrupto de tributos. Ele foi o primeiro rei a ter um exército a seu serviço em tempo integral. Sua capital, a cidade de Ágade logo se transformou numa das cidades mais prósperas e magníficas da antigüidade. A localização exata de Ágade permanece desconhecida, mas Ágade deu nome ao idioma e à dinastia deste grande imperador e gênio militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim do reinado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto conhecido como Épico do Rei da Batalha mostra Sargão avançando com suas tropas rumo ao coração da Anatólia, para proteger mercadores acádios e mesopotâmicos das extorsões que sofriam do rei de Burushanda (Purshahanda). O mesmo texto menciona que Sargão teria cruzado o Mar do Oeste (Mar Mediterrâneo) indo até Kuppara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome e guerras ameaçaram o império de Sargão durante os últimos anos de seu reinado. A Crônica dos Reis Antigos relata que diversas revoltas eclodiram por toda a região neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ Posteriormente, em sua [de Sargão] velhice, todas as terras se revoltaram contra ele, e o sitiaram na Acádia; e seu amplo exército ele destruiu. Em seguida ele atacou a terra de Subartu, com todo seu poder, e eles submeteram-se às suas armas, e Sargão pacificou aquela revolta, e os derrotou; conseguiu derrubá-los, e seu amplo exército ele derrotou, e trouxe suas posses para a Acádia. O solo das trincheiras da Babilônia ele removeu, e as fronteiras da Acádia fez à semelhança das da Babilônia. Porém, devido ao mal que ele havia cometido, o grande senhor Marduk, furioso, destruiu seu povo com a fome. Da aurora ao pôr-do-sol combateu-o, sem lhe dar trégua. “&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura posterior sugere que as rebeliões e outros distúrbios do final do reinado de Sargão teriam sido resultado de atos sacrílegos cometidos pelo rei. O consenso atual é de que a veracidade destas alegações é impossível de ser determinada, já que os desastres eram virtualmente sempre atribuídos a sacrilégios, inspirados na ira divina frequentemente mencionada na literatura mesopotâmica antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Legado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sargão morreu, de acordo com sua curta cronologia, por volta de 2215 a.C.. Seu império imediatamente se revoltou, ao ouvir as notícias da morte do rei; a maior parte destas revoltas foi debelada pelo seu filho e sucessor, Rimush, que reinou por nove anos e que foi sucedido por outro filho de Sargão, Manishtushu, que reinou por 15 anos. Sargão foi visto como um modelo para os reis da Mesopotâmia por cerca de dois milênios depois de sua morte; os reis assírios e babilônios se viam como herdeiros do seu império. Reis como Nabonido (reinou de 556 a 539 a.C.) mostrou grande interesse na história da dinastia sargônida, e até mesmo chegou a realizar escavações dos palácios de Sargão e de seus sucessores. Alguns destes governantes podem até mesmo ter se inspirado nas conquistas do rei para iniciar suas próprias campanhas ao redor do Oriente Médio. O texto de Sargão em neo-assírio desafia assim seus sucessores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“ Os povos de cabeça negra [sumérios] eu comandei, eu governei; poderosas montanhas, com machados de bronze eu destruí. Escalei as montanhas superiores, e passei pelo meio das montanhas inferiores. O país do mar eu sitiei por três vezes; Dilmun eu capturei. Até o grande Dur-ilu eu fui, eu (...) eu alterei (...) Todo rei que for exaltado depois de mim, (...) Que ele comande, que ele governe os povos de cabeça negra; que poderosas montanhas, com machados de bronze, ele destrua; que ele escale as montanhas superiores, que ele passe pelo meio das montanhas inferiores; que ele sitie o país do mar por três vezes; que Dilmun ele capture; que ele vá ao grande Dur-ilu. “&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra fonte atribuiu a Sargão o desafio "qualquer rei que agora queira se dizer igual a mim, onde quer que eu tenha ido [conquistado], que ele vá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias do poder de Sargão e de seu império podem ter influenciado o corpo de textos do folclore local que foi posteriormente incorporado à Bíblia. Diversos acadêmicos especularam que Sargão pode ter sido a inspiração para a figura bíblica de Nimrod, que aparece no Gênesis, bem como na literatura midráshica e talmúdica. A Bíblia menciona Acádia como uma das primeiras cidades-estado do reino de Nimrod, porém não afirma de maneira explícita que ele a teria construído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Família&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome da principal esposa de Sargão, Tashlultum, e de diversos de seus filhos, são conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYqYz02XjI/AAAAAAAAFm8/z47UDXX3asY/s1600/Placa+de+argila+escrita+em+sum%C3%A9rio%3B.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491623401342000690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYqYz02XjI/AAAAAAAAFm8/z47UDXX3asY/s400/Placa+de+argila+escrita+em+sum%C3%A9rio%3B.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Placa de argila escrita em sumério; Faz &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;referência a Enhedu'anna, filha de Sargão,&lt;br /&gt;Babilônia, entre os séculos XX a XVII a.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sua filha, Enheduanna, que viveu durante o fim do século XXIV a.C. e início do século XXIII a.C., foi uma sacerdotisa, autora de diversos hinos rituais. Diversas de suas obras, incluindo a sua Exaltação de Inanna, foram utilizados nos séculos seguintes. Sargão foi sucedido por seu filho, Rimush; após a morte de Rimush outro de seus filhos, Manishtushu, subiu ao trono. Os nomes de dois de seus outros filhos, Shu-Enlil (Ibarum) e Ilaba'is-takal (Abaish-Takal), também são conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Uol Educação / Wikipédia / Angelfire / Templo de Apolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/01/hamurabi.html"&gt;► Hamurábi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2009/12/alexandre-o-visionario-1-parte.html"&gt;► Alexandre&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/05/augusto-o-herdeiro-de-cesar.html"&gt;► Augusto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/03/carlos-magno-entre-cruz-e-espada.html"&gt;► Carlos Magno&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-5125688359539065557?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/5125688359539065557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=5125688359539065557' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/5125688359539065557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/5125688359539065557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/07/sargao-i-o-grande.html' title='&lt;strong&gt;Sargão I, o Grande&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDYkJ4nZXGI/AAAAAAAAFmk/75wRcLvQLqI/s72-c/King+Sargon+of+Akkad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-7275952824378473638</id><published>2010-06-21T17:20:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T13:23:58.927-07:00</updated><title type='text'>A Arte Mesopotâmica</title><content type='html'>&lt;em&gt;Teocráticas e absolutistas, as civilizações mesopotâmicas produziram manifestações artísticas subordinadas aos interesses &lt;br /&gt;do estado e da religião, o que não impediu a criação de formas expressivas de grande originalidade e valor estético&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCACZzBRkcI/AAAAAAAAFZc/7qbQLWPi7TM/s1600/mesopotamia1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485386988352803266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCACZzBRkcI/AAAAAAAAFZc/7qbQLWPi7TM/s400/mesopotamia1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três fatores contribuíram para caracterizar a arte e a arquitetura mesopotâmicas. Primeiro, a organização sociopolítica das cidades-estados sumérias e dos reinos e impérios que lhes sucederam. A guerra era uma constante preocupação dos governos das cobiçadas terras mesopotâmicas, razão pela qual grande parte da produção artística se voltava para a glorificação das vitórias militares. O segundo fator foi o importante papel desempenhado pela religião nos assuntos de estado. Dava-se especial importância às construções religiosas e a maioria das esculturas servia a fins espirituais. O último fator foi a influência exercida pelo meio ambiente. Em virtude da inexistência de pedra e madeira na planície aluvial, os escultores dependiam da importação desses materiais ou tinham que utilizar substitutos como a terracota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arquitetura também foi afetada pela necessidade de empregar o tijolo como material e por problemas técnicos na construção dos telhados, apenas em parte solucionados com a invenção da abóbada de tijolos no segundo milênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCADN5cfzlI/AAAAAAAAFZk/ofAKx119RFQ/s1600/Imagem+mostra+danos+estruturais+que+amea%C3%A7am+ru%C3%ADnas+da+Babil%C3%B4nia,+no+Iraque.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485387883430792786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 195px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCADN5cfzlI/AAAAAAAAFZk/ofAKx119RFQ/s400/Imagem+mostra+danos+estruturais+que+amea%C3%A7am+ru%C3%ADnas+da+Babil%C3%B4nia,+no+Iraque.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas da Babilônia, no Iraque; A cidade foi &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fundada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;provavelmente por volta de 3800 a.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Poucas obras da arquitetura mesopotâmica sobreviveram ao tempo, ou por que na sua maioria eram construídas com tijolos de barro, ou devido as inúmeras guerras vividas pela região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCAGmLZSTdI/AAAAAAAAFZ8/lvZmw3E8iUw/s1600/Relevo+ass%C3%ADrio+representando+o+transporte+de+cedro+liban%C3%AAs+(s%C3%A9culo+VIII+a.c.).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485391599100906962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCAGmLZSTdI/AAAAAAAAFZ8/lvZmw3E8iUw/s400/Relevo+ass%C3%ADrio+representando+o+transporte+de+cedro+liban%C3%AAs+(s%C3%A9culo+VIII+a.c.).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Relevo assírio representando o transporte &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de cedro libanês (século VIII a.c.)&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As principais estátuas da região da mesopotâmia representam homens em pé, e são chamadas de "oradores", onde destacam-se a face e principalmente os olhos. No entanto, os relevos foram a principal expressão artística da região, não só pelas características artísticas, mas para a compreensão da história e da religiosidade dos povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As principais manifestações da arquitetura mesopotâmica eram os palácios, em geral muito grandiosos; como havia pouca pedra, as paredes tinham que ser grossas, pois eram feitas de tijolos. Os templos possuíam instalações completas, com aposentos para os sacerdotes e outros compartimentos. Um traço característico dessa arquitetura era o “Zigurate”, torre de vários andares, em geral sete, sobre a qual havia uma capela, usada para observar o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCAFrJl3XVI/AAAAAAAAFZ0/JCDx7wkgpEs/s1600/Guennol+Lioness(Leoa+de+Guennol),+uma+figura+de+calc%C3%A1rio+de+8,3+cent%C3%ADmetros+de+altura+esculpida+h%C3%A1+5+mil+anos+na+Mesopot%C3%A2mia..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485390585004514642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCAFrJl3XVI/AAAAAAAAFZ0/JCDx7wkgpEs/s320/Guennol+Lioness(Leoa+de+Guennol),+uma+figura+de+calc%C3%A1rio+de+8,3+cent%C3%ADmetros+de+altura+esculpida+h%C3%A1+5+mil+anos+na+Mesopot%C3%A2mia..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Guennol Lioness(Leoa de Guennol), uma figura&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de calcário&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de 8,3 &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;centímetros de altura esculpida há 5 mil anos na Mesopotâmia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os escultores representavam o corpo humano de forma rígida, sem expressão de movimento e sem detalhes anatômicos. Pés, mãos e braços ficavam colados ao corpo, coberto com longos mantos; os olhos eram completados com esmalte brilhante. As estátuas conservavam sempre uma postura estática ante a grandiosidade dos deuses. As figuras esculpidas em baixo-relevo se caracterizavam por um grande realismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pintura os artistas se utilizavam de cores claras e reproduziam caçadas, batalhas e cenas da vida dos reis e dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCAI3yjBK9I/AAAAAAAAFaM/t9Gqojuz6Sg/s1600/Estandarte+de+Ur,+um+dos+mosaicos+mais+antigos+encontrados+at%C3%A9+os+dias+de+hoje..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485394100691741650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCAI3yjBK9I/AAAAAAAAFaM/t9Gqojuz6Sg/s320/Estandarte+de+Ur,+um+dos+mosaicos+mais+antigos+encontrados+at%C3%A9+os+dias+de+hoje..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estandarte de Ur, um dos mosaicos mais &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;antigos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;encontrados até os dias de hoje.&lt;/span&gt; &lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O "Estandarte de Ur"(3500 A.C), é considerado pela maioria dos historiadores como o mosaico mais antigo que se tem conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sumérios empregaram a arte musiva(Mosaico) para decorar colunas e paredes. Eles usavam pequenos fragmentos esmaltados de cerâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCAKdZEMjBI/AAAAAAAAFaU/HfFGjs04Gc8/s1600/Colar+de+ouro+mesopot%C3%A2mico+produzido+entre+os+s%C3%A9culos+17+e+16+a.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485395846198234130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 348px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCAKdZEMjBI/AAAAAAAAFaU/HfFGjs04Gc8/s400/Colar+de+ouro+mesopot%C3%A2mico+produzido+entre+os+s%C3%A9culos+17+e+16+a.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Colar de ouro mesopotâmico produzido &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;entre os séculos 17 e 16 a.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na Mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes. Estatuetas de cobre, colares e braceletes, assim como utensílios trabalhados em ouro e prata com incrustações de pedras eram muito comuns, e com estilos variados dada a diversidade de povos que ocupou a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Período Sumério&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arquitetura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arquitetura monumental na Mesopotâmia surgiu juntamente com a fundação das cidades sumérias e a invenção da escrita, por volta de 3100 a.C. O templo sumério típico da época proto-histórica (período compreendido entre a pré-história e o surgimento dos primeiros documentos escritos) era construído em tijolos de barro sobre uma plataforma do mesmo material. O extenso santuário central era ladeado por duas câmaras, com um altar num extremo e uma mesa de sacrifícios no outro. Em geral, as paredes internas do templo eram decoradas com pinturas murais e com mosaicos feitos de cones de terracota, engastados no muro e pintados em cores vivas. Os tetos eram provavelmente planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escultura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto religioso estimulou o desenvolvimento da escultura suméria. Muitas das figuras conservadas são estátuas votivas. Os homens estão quase sempre de pé ou sentados, com as mãos postas, em atitude de oração. Geralmente nus da cintura para cima, vestem uma saia com adornos em forma de pétalas superpostas, têm cabelos longos e barbas cerradas. O penteado das mulheres consiste, predominantemente, de um cacho de cabelos disposto verticalmente, de orelha a orelha, e um coque. Distinguem-se dois estilos sucessivos nesse período: o de Tall al-Asmar e o de um grupo importante originário da antiga capital, Mari. Os sumérios cultivaram também a escultura em metal, na qual alcançaram grande refinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relevos de pedra foram um meio expressivo muito difundido entre os sumérios, embora, nesse primeiro período, seu estilo tenha sido muito convencional. Foram encontrados, entretanto, fragmentos de estelas mais audaciosas. A estela dos Abutres, conservada no Museu do Louvre, comemora uma vitória militar, mas tem conteúdo religioso. Em outra categoria estão os selos cilíndricos, que, gravados em pedra com grande delicadeza, representam uma das mais refinadas formas da arte suméria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Período Acadiano&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sargão I, da Acádia, que reinou entre 2334 e 2279 a.C., unificou as cidades-estados sumérias e criou o primeiro império mesopotâmico. O novo conceito de poder monárquico se manifestou em grandiosas obras de arte de caráter laico, até então inéditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arquitetura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinastia semita da Acádia se dedicou à reconstrução e ampliação de muitos templos sumérios, como o de Nippur. Construiu também palácios, como o de Tall al-Asmar, e fortalezas, como a de Tell Brak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escultura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conservam-se duas notáveis cabeças de estátuas do período acadiano. Uma delas, em bronze, representa provavelmente Sargão (Museu do Iraque) e é considerada uma das obras-primas da arte antiga. A outra, em pedra, também integra o acervo do Museu do Iraque e procede de Bismaya. Quanto aos relevos, observa-se um aperfeiçoamento ainda maior, evidente na famosa estela de Naram-Sin, do Louvre. Em comparação com as poucas esculturas acadianas descobertas, encontrou-se grande variedade de selos cilíndricos, nos quais a técnica acadiana atingiu um nível de perfeição que não foi superado em épocas posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinastia acadiana acabou quando o vale foi conquistado pelas tribos bárbaras das montanhas persas. De todas as cidades mesopotâmicas, apenas Lagash parece ter permanecido fora do conflito e, sob seu famoso governador Gudéia, conseguiu dar continuidade à tradição artística mesopotâmica. A escultura desse período (por volta de 2100 a.C.) parece constituir uma espécie de reflorescimento póstumo da arte suméria. Um grupo de estátuas do governador e outros dignitários é conservado no Louvre e no Museu Britânico. A pedra é lavrada com grande mestria e a impressão de serena autoridade que emana dessas estátuas justifica sua inclusão entre as obras mais perfeitas da arte antiga do Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Renascimento Sumério&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao curto intervalo histórico representado pelas esculturas de Gudéia seguiu-se um renascimento sumério que durou quatro séculos e culminou com a unificação de todo o país sob o reinado de Hamurabi da Babilônia, no início do século XVIII a.C. Antes da implantação do império babilônico, os povos da antiga Suméria foram dominados pela terceira dinastia de Ur e pelos estados rivais de Isin e Larsa e voltaram às suas tradições pré-acadianas. Esse período caracterizou-se pelo avanço registrado no planejamento arquitetônico e na reconstrução de edifícios. No sul, surgiram os grandes zigurates, ou torres de diversos andares como as de Ur, Eridu, Kish e Uruk e Nippur. Os templos edificados ao nível do solo consistiam em uma entrada ladeada por torres, um pátio central, um vestíbulo interior e um santuário, todos alinhados longitudinalmente. Os melhores exemplos de palácios residenciais foram encontrados no norte, especialmente em Mari, onde um soberano chamado Zimri-Lim construiu um grande edifício com mais de 200 cômodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Período Assírio&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Arquitetura. Assur, pequena cidade-estado suméria, começou a ganhar proeminência política no período anterior a Hamurabi. Na segunda metade do segundo milênio a.C., o poder da Assíria se estendeu pela maior parte da Mesopotâmia. O esplendor da arquitetura assíria não se manifestou antes do século IX, quando Assurnasirpal II transferiu sua capital para Nimrud. Os grandes palácios ressaltam o novo interesse pelos edifícios laicos e retratam a grandeza dos reis assírios. Construídos em geral sobre uma plataforma, têm portas ladeadas por colossais esculturas de pedra e aposentos decorados com relevos. Entre eles, vale citar os de Nimrud, Khorsabad e Nínive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escultura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O gênero de arte assíria mais característico eram as esculturas de portais, impressionantes figuras de guardiães (em geral, touros ou leões com cabeça humana) colocadas em ambos os lados de portais arqueados. Embora menos espetaculares, os relevos representam também um importante gênero de arte assíria. Os primeiros datam do século IX. Seu principal objetivo é a glorificação do rei: são muito comuns as cenas de conquista - que se distinguem pela vitalidade e pelas minúcias - e as cenas de caça, nas quais os animais são estudados e desenhados com muito cuidado. Um dos relevos mais conhecidos é o da "Leoa ferida", do Museu Britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;U&gt;Período Neobabilônico&lt;/U&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os cinqüenta anos que se seguiram à queda de Nínive, no ano 612 a.C., registrou-se o último florescimento da cultura mesopotâmica no sul do Iraque, sob a última dinastia dos reis babilônicos. Nos reinados de Nabopolassar e de seu filho Nabucodonosor II, a atividade de construção foi muito intensa. A Babilônia se viu ampliada e cercada por uma dupla linha de fortificações. No interior da cidade, os edifícios públicos foram dispostos ao longo de uma alameda que conduzia, pelo centro da cidade, ao templo e ao zigurate de seu deus protetor, Marduk. As fachadas da famosa porta de Ishtar (Museu do Oriente Médio, Berlim), são decoradas com figuras de animais em ladrilhos esmaltados. Essa forma de decoração aparece também no pátio de honra do magnífico palácio do rei Nabucodonosor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Portal EmDiv / Brasil Escola / Sobre.com / História Net / Portal São Francisco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/06/arte-egipcia.html"&gt;► Arte Egípcia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sarmatas.blogspot.com/2010/04/arte-da-joalheria-cita.html"&gt;► Arte Cita&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/05/historia-da-arte-anatolia.html"&gt;► Arte Anatólia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2008/03/arte-romana.html"&gt;► Arte Romana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/04/arte-ife-uma-heranca-surpreendente-e.html"&gt;► Arte Ife &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/01/arte-germanica.html"&gt;► Arte Germânica &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-7275952824378473638?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/7275952824378473638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=7275952824378473638' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/7275952824378473638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/7275952824378473638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/arte-mesopotamica.html' title='&lt;strong&gt;A Arte Mesopotâmica&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TCACZzBRkcI/AAAAAAAAFZc/7qbQLWPi7TM/s72-c/mesopotamia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-2339356415290039298</id><published>2010-06-10T17:48:00.001-07:00</published><updated>2010-10-07T07:58:38.015-07:00</updated><title type='text'>As Religiões Mesopotâmicas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Assim como a maioria dos povos da Antiguidade, os mesopotâmicos eram politeístas. Na Mesopotâmia, um incontável panteão de deuses e semideuses fazia parte da religião&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TBGJRmZpwVI/AAAAAAAAFR0/GQfRvEAa7Zc/s1600/Mesopot%C3%A2mia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481313156945527122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 393px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TBGJRmZpwVI/AAAAAAAAFR0/GQfRvEAa7Zc/s400/Mesopot%C3%A2mia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo da religiosidade, a Mesopotâmia poder ser vista como um “grande caldeirão” de crenças e divindades. Muitos desses deuses possuíam forma humana (masculina ou feminina) e geralmente tinham suas características vinculadas a elementos da natureza ou corpos celestes. Em diversas culturas poderíamos encontrar a presença de divindades comumente adoradas como Shamash (deus do Sol e da justiça), Anu (senhor dos céus), Sin (deusa da Lua) e Ishtar (deusa da guerra e do amor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do culto às forças da natureza, as concepções religiosas dos antigos povos mesopotâmicos desenvolveram um complexo de crenças sobre a criação, a imortalidade e o papel do homem na Terra. Em vista do caráter teocrático das sociedades da região, tais crenças exerceram papel relevante na determinação da arte, da sociedade, da política, das leis e da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os deuses&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de a mitologia mesopotâmica ser ampla e complexa, seus deuses se organizavam em uma hierarquia clara, de acordo com a influência de seu poder. Os mais importantes eram: An (deus do céu), Enlil (deus do ar), Enki (deus da água) e Ninhursag (mãe-terra). Foram eles que, através de suas palavras, teriam criado o mundo. Desse mito talvez tenha nascido a crença no poder das palavras divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos desses deuses estavam um degrau abaixo na escala de poder divino. Eram milhares de divindades, cada uma responsável por um aspecto do mundo, por uma parte do universo, agindo com o intuito de manter em funcionamento o plano iniciado por seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesopotâmicos acreditavam que esses deuses, principalmente os deuses criadores, estavam muito distantes e muito ocupados com suas tarefas, para dar atenção às necessidades dos homens. Assim, para suprir as carências humanas, também existiam os deuses pessoais, que cuidavam da orientação de cada indivíduo e de sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No panteão sumério, a posição mais alta era ocupada por An (Anu, para os acadianos), deus do céu, que governava as estações e o calendário. Abaixo dele estava Enlil, deus dos ventos e da agricultura, inventor da enxada e executor das decisões da assembléia dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo nível de Enlil achava-se Ninhursag, deusa das montanhas rochosas e dos nascimentos. Enki (Ea) era o deus que presidia sobre a doce dos rios e pântanos, o criador dos homens e inventor da civilização, pai de Marduk e divindade da sabedoria e da magia. Ereshkigal e seu esposo, Nergal, reinavam no mundo subterrâneo. Acreditava-se também na existência de demônios, espíritos malignos causadores de doenças e desgraças e que deviam ser conjurados por meio de rituais de magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas religiões mesopotâmicas existiam duas concepções sobre a origem do homem. Segundo textos sumérios, o homem surgiu, assim como a planta, da cova aberta pela enxada de Enlil. No mito de Enki e Ninmah, o homem, gerado por Enki a partir do limo das águas profundas, nasceu do corpo de Nammu. O mito acadiano de Atrahasis atribui a Enki a morte de um deus rebelde cujo sangue, misturado com barro por Nintur, permaneceu em gestação no ventre de 14 deusas que deram à luz sete casais de gêmeos. Para os mesopotâmicos, a natureza humana era ao mesmo tempo terrena e divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento religioso dos povos mesopotâmicos tinha traço dualista, admitindo a existência de deuses inclinados para o bem e para o mal. Dessa maneira, a magia, a adivinhação e a astrologia eram utilizadas como meios de interação e conhecimento dos desígnios desse complexo conjunto de divindades. A prática religiosa era estabelecida nos ambientes públicos e privados, sendo os zigurates os principais centros de adoração da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crenças e práticas religiosas moldaram a cultura dos antigos sumérios e acadianos, bem como, de seus sucessores, os assírios e babilônios, habitantes da Mesopotâmia até pouco antes da era cristã. A religiosidade mesopotâmica influenciou também as crenças de outros povos do Oriente Médio, tais como hititas, arameus e israelitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TBGLSO-OivI/AAAAAAAAFSE/Xx1zkPZXnWU/s1600/Lista+de+Deuses+feita+pelos+sum%C3%A9rios+a+partir+da+Escrita+cuneiforme+no+s%C3%A9culo+24+a.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481315366859606770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 387px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TBGLSO-OivI/AAAAAAAAFSE/Xx1zkPZXnWU/s400/Lista+de+Deuses+feita+pelos+sum%C3%A9rios+a+partir+da+Escrita+cuneiforme+no+s%C3%A9culo+24+a.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lista de Deuses feita pelos sumérios &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;partir da Escrita cuneiforme no século 24 a.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As informações sobre as religiões mesopotâmicas foram obtidas nas tábulas de argila encontradas nas ruínas da Babilônia, Nippur e Ur, da grande biblioteca reunida por Assurbanipal em Nínive (no século VII a.C.) e nos restos arqueológicos de templos, zigurates, vasos pintados e baixos-relevos.&lt;br /&gt;Por volta de 4000 a.C. praticava-se o culto às forças da natureza, com frequência representadas sob formas não-humanas e consideradas divindades da fertilidade por habitantes dos pântanos, pastores e agricultores. Um segundo período começou por volta de 3000 a.C. com o culto a deuses de aparência humana. Suas atribuições e funções se distinguiam claramente, sem que nenhum deles se sobrepusesse aos outros. No terceiro período, a partir do ano 2000 a.C., a religião passou a ter caráter mais individual e a envolver conceitos como pecado e perdão. A antiga sociedade divina democrática transformou-se numa estrutura monárquica absolutista dominada por um dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Religião e Literatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escrita e a literatura surgiram muito cedo na Mesopotâmia (no fim do quarto milênio a.C.) e reuniram grande número de mitos sobre a origem dos deuses, do mundo, dos homens, dos heróis e das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Influenciada pelos seus valores religiosos, a literatura mesopotâmica era repleta de mitos que explicavam a origem dos deuses e do mundo. A obra “O mito da criação” relata a origem do mundo graças aos feitos de Marduk, uma das principais divindades dos babilônios. Na “Epopéia de Gilgamesh” temos as desventuras do gigante que, em tempos remotos, teria controlado a cidade de Uruk. Segundo alguns estudiosos, algumas lendas contidas nesse livro são próximas às narrativas do Antigo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Templos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época das cidades-estados, os templos eram o centro da vida econômica, política e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TBGML6P71cI/AAAAAAAAFSM/shH_EVZiG5c/s1600/O+Ziggurat+Mesopot%C3%A2mia+Templo+do+deus+da+lua+2100+BC..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481316357729146306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TBGML6P71cI/AAAAAAAAFSM/shH_EVZiG5c/s400/O+Ziggurat+Mesopot%C3%A2mia+Templo+do+deus+da+lua+2100+BC..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Representação de um zigurate Mesopotâmico; &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Templo do deus da lua 2100 A.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao redor do templo desenvolvia-se a atividade comercial. O patesi representava o deus e combinava poderes políticos e religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governante encarregava-se do templo do deus da cidade, enquanto sua mulher cuidava do templo da deusa local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada cidade-estado tinha seu deus protetor, que era honrado pelo rei do local e pelos mais importantes sacerdotes. Um templo em forma de pirâmide de degraus, o zigurate, era construído para servir como sua morada. O mais famoso zigurate foi construído para o deus Marduk, localizava-se na Babilônia e também é conhecido por Torre de Babel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Reis e os deuses&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o segundo e primeiro milênios a.C., quando Babilônia e Assíria emergiram como estados nacionais, seus reis responsabilizavam-se pelo culto nacional e cada monarca supervisionava a administração de todos os templos em seus domínios. Durante longo período, os soberanos foram divinizados e eram protegidos ritualmente contra qualquer ameaça ou desvirtuamento de seus poderes.&lt;br /&gt;Em ocasiões especiais realizavam-se rituais, como a purificação do rei ameaçado pelos maus espíritos envolvidos num eclipse lunar ou a designação de um substituto que corresse riscos no lugar do rei. O papel do soberano adquiria especial importância nas festas do ano novo, na primavera e quando se celebravam o triunfo do deus sobre as forças do caos e a renovação do reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os sacerdotes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sacerdotes praticavam a magia (com água, fogo, pedras e ervas) e a adivinhação. Deus era representado como uma estátua de madeira preciosa banhada em ouro, mas não estava confinado nela. Os sacerdotes cozinhavam para o deus, vestiam-no e cantavam hinos laudatórios para alegrá-lo ou elegias para apaziguá-lo. As práticas religiosas, quase sempre de caráter privado, realizavam-se no interior do templo, e só em dias especiais a imagem do deus era levada às ruas, em procissão. Periodicamente comemoravam-se as festas do calendário sagrado, de caráter fundamentalmente agrícola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas ao sacerdote era permitida a entrada no templo e dele era a total responsabilidade de cuidar da adoração aos deuses e fazer com que atendessem as necessidades da comunidade. Os sacerdotes do templo estavam livres dos trabalhos nos campos, dirigiriam os trabalhos de construção de canais de irrigação, reservatórios e diques. O deus através dos sacerdotes emprestava aos camponeses animais, sementes, arados e arrendava os campos. Ao pagar o “empréstimo”, o devedor acrescentava a ele uma “oferenda” de agradecimento. Com a necessidade de controlar os bens doados aos deuses e prestar contas da administração das riquezas do templo iniciou-se o sistema de contagem e a escrita cuneiforme. Como exemplo do poder dos deuses em Lagash, o campo era repartido nas posses de aproximadamente 20 divindades, uma destas, Baú, possui cerca de 3250 hectares, das quais três quartos atribuídos, um em lotes, as famílias singulares, um quarto cultivado por assalariados, por arrendatários (que pagam um sétimo ou um oitavo do produto) ou pelo trabalho gratuito dos outros camponeses. Em seu templo trabalham 21 padeiros auxiliados por 27 escravas, 25 cervejeiros com 6 escravos, 4 mulheres encarregadas do preparo da lã, fiandeiras, tecelãs, um ferreiro, alem dos funcionários, dos escribas e dos sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sacerdotisas de sangue real eram consideradas as esposas humanas dos deuses e participavam como noivas dos rituais do casamento sagrado. Havia outras classes de sacerdotisas, muitas das quais concebidas como ordens de freiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Portal EmDiv / Uol Educação / Wikipédia / Brasil Escola &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/arte-mesopotamica.html"&gt;► A Arte Mesopotâmica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/05/o-comercio-na-mesopotamia.html"&gt;► O Comércio na Mesopotâmia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-2339356415290039298?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/2339356415290039298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=2339356415290039298' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/2339356415290039298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/2339356415290039298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/as-religioes-mesopotamicas.html' title='&lt;strong&gt;As Religiões Mesopotâmicas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TBGJRmZpwVI/AAAAAAAAFR0/GQfRvEAa7Zc/s72-c/Mesopot%C3%A2mia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-4257153936720953727</id><published>2010-05-26T11:31:00.000-07:00</published><updated>2010-11-20T05:41:44.482-08:00</updated><title type='text'>O Comércio na Mesopotâmia</title><content type='html'>&lt;em&gt;Ao longo de sua história, a Mesopotâmia se transformou em um dos maiores centros comerciais do Oriente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1pTU8p9PI/AAAAAAAAFIU/zEKkSgQVit8/s1600/O+com%C3%A9rcio+foi+um+dos+pilares+da+economia+mesopot%C3%A2mica..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475648502713939186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 282px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1pTU8p9PI/AAAAAAAAFIU/zEKkSgQVit8/s400/O+com%C3%A9rcio+foi+um+dos+pilares+da+economia+mesopot%C3%A2mica..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os povos mesopotâmicos dedicavam-se principalmente ao comércio e agricultura. Atividades complementares também eram desenvolvidas como, por exemplo, artesanato, fabricação de tecidos, metalurgia e confecção de jóias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O surgimento do comércio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com desenvolvimento das atividades agro-pastoris, os povos mesopotâmicos foram capazes de acumular excedentes responsáveis pela articulação das primeiras atividades comerciais. A facilidade de deslocamento no território mesopotâmico e a carência de produtos em certas regiões também contribuíram enormemente para a consolidação de uma classe de mercadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1uPPoUYmI/AAAAAAAAFIs/5DPcUusYwgQ/s1600/39e4mesopotamia2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475653930125124194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 322px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1uPPoUYmI/AAAAAAAAFIs/5DPcUusYwgQ/s400/39e4mesopotamia2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do III milênio cidades como Lagash, Umma, Kish, Ur, Uruk, Gatium e a região do Elam se desenvolvem e a atividade comercial entre eles se torna mais intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comerciantes nômades percorriam extensas áreas para vender suas mercadorias ou comprar matérias-primas que não eram encontradas na Mesopotâmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas caravanas eram formadas com o intuito de buscar matérias-primas como pedras preciosas, marfim, cobre e estanho. Ao longo de sua história, a Mesopotâmia se transformou em um dos maiores centros comerciais do Oriente, atraindo o interesse de comerciantes da Ásia Menor e da região do Cáucaso. Com um padrão monetário pouco desenvolvido, a grande maioria das negociações era feita a partir da troca de barras de ouro e prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Evolução econômica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia dos povos mesopotâmicos, tendo grande semelhança com o Egito, era sustentada pela produção agrícola obtida às margens dos rios Tigre e Eufrates. No entanto, a violência e irregularidade do sistema de cheias desses dois rios exigiam um esforço maior para que a exploração agrícola fosse viabilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registros da época descrevem alagamentos que cobriam o solo "até onde os olhos não alcançam", muitas vezes destruindo tudo ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia agrícola desses povos exigia a elaboração de um sofisticado sistema de irrigação e drenagem controlada pela construção de diversos diques e barragens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As técnicas para controlar tais cheias se desenvolveram ao mesmo tempo em que a civilização chegou aos povos mesopotâmicos. O trabalho árduo, de todos os membros das aldeias, possibilitou a construção de obras hidráulicas, como muros de contenção, diques, canais de irrigação e poços de armazenamento de água para o período da seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A economia e surgimento da escrita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agricultura floresceu às margens do Tigre e do Eufrates. A base da alimentação era composta por cereais, principalmente a cevada e, em segundo plano, o trigo. O linho e o algodão também eram plantados. Com as obras hidráulicas, o excedente agrícola possibilitava o sustento dos reis, de suas famílias e de um número cada vez maior de funcionários públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comércio, à base de troca, também prosperou, pois a Mesopotâmia era (e ainda é) muito pobre em metais, pedras preciosas ou semipreciosas e madeira. Quanto mais a produção agrícola aumentava, mais os reis tinham condições de ir buscar em terras distantes produtos para ampliar a produtividade e ostentar seu poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da agricultura, povos nômades viviam da criação do gado miúdo (cabras, ovelhas, porcos), o que complementava a alimentação e o comércio das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1sAqe_mWI/AAAAAAAAFIc/AkUuwm0Yw_4/s1600/350px-Balance_sheet_Mesopotamia_Louvre_AO6036.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475651480612477282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 332px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1sAqe_mWI/AAAAAAAAFIc/AkUuwm0Yw_4/s400/350px-Balance_sheet_Mesopotamia_Louvre_AO6036.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tábua de barro de 2040 a.C. com balanço anual &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma oficina de cerâmica em Ur, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na antiga Suméria, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com registros de matérias-primas e dias de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Daí, também, ser necessária a contabilidade da receita que se ampliava. A escrita se desenvolveu, portanto, para controlar a produtividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras plaquetas de argila que contêm a escrita cuneiforme demonstram claramente essa importância. E tais plaquetas estão entre as mais antigas formas de escrita do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O desenvolvimento comercial sob o Império Babilônico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formando um centro comercial de grande importância e ao mesmo tempo dominando o trânsito pelo rio Eufrates, a cidade de Babilônia consegue forças para se libertar dos laços políticos que a prendem aos sumérios. Devido à desintegração política dos governantes de Ur, há a ascensão militar da cidade da Babilônia. O rei babilônico Hamurabi leva seus exércitos até as longínquas regiões do norte e consegue concentrar todo o poder para a cidade da Babilônia. Sob Hamurabi a região conhece um período de grande atividade comercial, surgindo novas cidades e novas rotas comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Wikipédia / Suapesquisa.com / UOL Educação / www.crb.g12.br / Brasil Escola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/09/rota-redescoberta.html"&gt;► Rota redescoberta&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/02/rota-da-seda-infinita-highway.html"&gt;► Rota da Seda: &lt;br /&gt;Infinita Highway&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/11/o-comercio-no-imperio-romano.html"&gt;► O Comércio no&lt;br /&gt; Império Romano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povoviking.blogspot.com/2010/10/o-comercio-viking-na-europa.html"&gt;► O Comércio &lt;br /&gt;Viking na Europa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-4257153936720953727?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/4257153936720953727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=4257153936720953727' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/4257153936720953727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/4257153936720953727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/05/o-comercio-na-mesopotamia.html' title='&lt;strong&gt;O Comércio na Mesopotâmia&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1pTU8p9PI/AAAAAAAAFIU/zEKkSgQVit8/s72-c/O+com%C3%A9rcio+foi+um+dos+pilares+da+economia+mesopot%C3%A2mica..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-1463334130402814350</id><published>2010-05-14T17:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-26T12:28:48.535-07:00</updated><title type='text'>Jogos Olímpicos: a origem</title><content type='html'>&lt;em&gt;A cada quatro anos, atletas de várias partes do mundo se reúnem para ver quem é o melhor em cada modalidade. São os Jogos Olímpicos, cuja origem remonta aos antigos gregos. Descubra como eles aconteciam na Antiguidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-3vQ85p_YI/AAAAAAAAE9E/WTWJMzagMK0/s1600/origem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471292196829920642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 290px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-3vQ85p_YI/AAAAAAAAE9E/WTWJMzagMK0/s400/origem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tudo começou em Olímpia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe precisar a data em que as primeiras competições esportivas foram organizadas na região do Peloponeso. Mas sabe-se que foram importantes a ponto de unir todas as cidades da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eventos locais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais ou menos três mil anos, um evento muito especial começou a acontecer na região do Peloponeso: eventos esportivos, realizados a cada quatro anos em Olímpia, e que reuniam os melhores atletas das redondezas. A data exata ninguém é capaz de precisar, mas a primeira menção escrita dos jogos é de 776 a. C. Com o tempo, o evento organizado em Olímpia foi ganhando importância, passando a reunir atletas de toda a Grécia. Também deu origem aos Jogos Pan-Helênicos que incluíam competições em Delfos, Coríntio e Neméia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;União dos povos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os primeiros jogos Olímpicos foram organizados, a Grécia era muito diferente do que conhecemos hoje. Em vez de um estado único, era um território formado por várias cidades-estados, cada uma delas com total independência política e econômica. Os jogos Olímpicos foram um dos primeiros pontos de união desses povos. Na época das competições, pessoas não só da Grécia, mas também das colônias gregas (na Itália, no Norte da África e na Ásia Menor), viajavam para Olímpia, inspiradas pelo sentimento de pertencer a uma mesma cultura ou região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Tempos de paz e religião&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época da realização dos jogos Olímpicos, o mundo grego se transformava. Guerras eram suspensas, disputas deixadas para depois. Tudo em louvor dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trégua sagrada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os antigos gregos, o período dos jogos era um momento de “trégua sagrada”. Mensageiros eram enviados para todas as cidades, anunciando a data das competições, e todas as guerras eram suspensas. Por que? Para que atletas e espectadores pudessem viajar em segurança para as cidades em que seriam realizados os jogos. O clima de paz era considerado fundamental nessa época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um jogo para cada deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jogos pan-helênicos também tinham um importante significado religioso. Cada um dos jogos era realizado em honra de um determinado deus. Os jogos de Olímpia e Neméia eram feitos em homenagem a Zeus, o rei de todos os deuses. Os jogos de Delfos eram dedicados a Apolo, o deus da luz e da razão. Já os jogos de Coríntio eram devotados a Posseidon, o deus dos mares e dos cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O valor do esporte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jogos olímpicos na Antiguidade eram muito diferentes do que vemos hoje pela TV. Desde a preparação dos atletas até os cuidados com a higiene tinham significado especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todo mundo nu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto nos treinos quanto nas competições, os atletas gregos apresentavam-se totalmente nus. Seus corpos eram modelados por exercícios físicos e, durante as práticas esportivas, serviam como modelo para escultores e pintores. A beleza do corpo nu era considerada um reflexo da beleza interna e representava o equilíbrio harmonioso entre o corpo e a mente. Por causa disso, a prática de esportes era muito valorizada na antiga Grécia. Todas as cidades tinham ginásios, onde os atletas treinavam e os jovens eram educados. Essa educação era a mais completa possível, e incluía, além dos esportes, música, aritmética, gramática e leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cuidados com o corpo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses ginásios, os atletas também permaneciam totalmente nus. Sem a proteção das roupas, eles podiam dar uma atenção especial ao cuidado com a pele. Antes de começar qualquer treinamento, o atleta devia cobrir seu corpo com óleo de oliva e depois com uma areia bem fina. Essa combinação de óleo com areia tinha algumas funções importantes: além de ajudar a regular a temperatura do corpo e proteger contra o sol, era uma boa proteção contra os castigos corporais que eram aplicados pelos treinadores nos atletas que não praticassem seus exercícios corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Atletas de outros tempos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se hoje os jogos Olímpicos reúnem atletas de vários países, na antiguidade as regras para a participação eram muito restritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem eram os atletas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para participar dos jogos Olímpicos, era necessário cumprir três requisitos básicos: ser do sexo masculino, ter nascido em território grego e ser livre. Mulheres, escravos e estrangeiros eram totalmente excluídos. No início, não havia atletas profissionais e embora a maioria fosse de origem rica, também participavam atletas vindos das classes mais modestas da população. Com o passar do tempo, essa situação mudou e os atletas foram sendo selecionados com cada vez mais critério. Cada cidade escolhia seus melhores homens, que treinavam seriamente por vários meses. Assim que a trégua sagrada fosse proclamada e a data dos jogos anunciada, os atletas e seus treinadores partiam para Olímpia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Campeões da antiguidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que os atletas de hoje entram para a história com seus recordes e feitos, alguns atletas dos jogos Olímpicos antigos também ficaram conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Milon de Crotona (lutador)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi campeão não só em Olímpia, mas também nos outros jogos pan-helênicos. Ficou conhecido pela sua força extraordinária e também pelo apetite voraz. Contam as lendas que Milo comia, diariamente, nove quilos de carne e a mesma quantidade de pão, além de beber pelo menos dez litros de vinho. Era capaz de carregar um touro de quatro anos pelo estádio, matava-o com uma única mão e ainda comia o animal inteiro em um único dia. Morreu de forma trágica. Ao tentar partir um tronco em dois, ficou com as mãos presas nas fendas da árvore e foi devorado à noite por animais da floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Leônidas de Rodes (corredor)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi considerado um deus, por causa de suas vitórias no estado, nos duelos e nas lutas. Ganhou todas as competições que participou, em quatro olimpíadas consecutivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• Melankomas de Karia (boxeador)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ganhou muitas lutas, mas jamais se feriu ou machucou seus oponentes. Acreditava que ferir alguém em combate era sinal de falta de bravura. Muitas vezes seus oponentes desistiam de continuar a luta, porque não conseguiam acertá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As modalidades&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros jogos, a corrida era a única modalidade disputada. Com o passar do tempo, novos esportes foram sendo criados, e alguns deles existem até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corrida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Era a única competição nos treze primeiros jogos conhecidos. Era chamada de aulus ou dromo, e os atletas deviam percorrer um trecho de 182 metros. A pista era de terra batida e tinha indicações de início e fim. As corridas tinham eliminatórias e o último corredor a resistir às provas era o vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dialos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Essa prova foi adotada na 14ª olimpíada, em 724 a.C. O corredor tinha que dar duas voltas na pista, num total de 384,54 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dólicos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Prova de resistência, criada na 15ª olimpíada, na qual os corredores deviam percorrer 24 vezes o estádio, somando 4.614,48 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pentatlo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na 18ª Olimpíada, em 708 a.C., surgiram novas competições, como o pentatlo e a luta livre. O pentatlo tinha cinco provas: disco, salto em distância, lançamento de dardo, corrida e luta livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Disco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os atletas podiam arremessar o disco cinco vezes, e o melhor lançamento era validado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Salto em distância&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os atletas carregavam pesos para saltar. Tinham de tomar o maior impulso possível na "decolagem", jogar o corpo para trás durante o salto e "aterrissar" o mais longe que pudesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dardo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os dardos eram feitos de madeira e tinham uma faixa de couro usada para carregar a peça. Na competição, o atleta corria com o dardo horizontalmente, na altura de sua orelha, para tomar impulso. Quando chegasse na linha de início, tinha que arremessar o mais longe possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lutas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Existiam dois tipos de lutas: em pé e no solo. No primeiro estilo, vencia quem jogasse o oponente no chão. Na luta de solo, quem indicava a derrota era o próprio competidor, que levantava o dedo indicador direito para que o oponente – declarado vencedor – parasse a luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pugilismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Surgiu na 23ª olimpíada, em 688 a.C. Os boxeadores lutavam até que um dos dois caísse ou admitisse a derrota. Os dedos dos lutadores eram protegidos por faixas de couro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tethrippon&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Era uma corrida de carruagens com quatro cavalos, foi adotada na 25ª edição dos jogos na antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pancrácio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Era uma luta muito violenta, na qual os únicos golpes não permitidos eram arrancar o olho com o dedo ou morder o adversário. Surgiu na 33ª Olimpíada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hopolitódromo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outro estilo de corrida, na qual os competidores usavam capacete, armadura nas pernas e carregavam um escudo circular. Foi introduzido na 66ª Olimpíada, em 520 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Synoris&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Corrida com dois cavalos, adotada na 93ª Olimpíada, em 408 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O declínio dos jogos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que pelo menos 293 edições das Olimpíadas foram realizadas na Antiguidade. Em 392 d.C. os jogos foram oficialmente abolidos pelo imperador romano Teodósios I, que ainda ordenou o massacre de sete mil gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A conquista romana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que cresceram até se tornar o maior evento esportivo do mundo antigo, os jogos Olímpicos passaram por um processo de decadência que culminou com sua extinção total, em 392 d. C. O marco do início do declínio é a conquista da Grécia por Felipe II, rei da Macedônia, em 340 a.C. Posteriormente no século II a.C a Grécia foi conquistada pelos romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ameaças e subornos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os romanos gostaram da competição e procuraram manter viva a tradição dos jogos. Para isso, passaram a estimular seus jovens a desafiarem os gregos. Para superar os atletas gregos, Roma profissionalizou seus atletas e, para garantir a vitória, subornava e ameaçava seus adversários. Em 392 d.C. o imperador romano Teodosius I, já convertido ao cristianismo, aboliu definitivamente os jogos olímpicos, por considerá-los uma manifestação pagã, e ordenou o massacre de sete mil gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://klickeducacao.com.br/"&gt;klick Educacão&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-1463334130402814350?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/1463334130402814350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=1463334130402814350' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1463334130402814350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1463334130402814350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/05/jogos-olimpicos-origem.html' title='&lt;strong&gt;Jogos Olímpicos: a origem&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-3vQ85p_YI/AAAAAAAAE9E/WTWJMzagMK0/s72-c/origem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-3465289314589032311</id><published>2010-05-07T11:05:00.001-07:00</published><updated>2010-05-14T18:38:21.573-07:00</updated><title type='text'>Foi Péricles que fez!</title><content type='html'>&lt;em&gt;O “pai da democracia” realizou uma profusão de obras em Atenas para embelezar a cidade e aumentar o seu prestígio. Fez até um monumento em homenagem a si próprio. Obras faraônicas com custos polêmicos e altos impostos, mas que entraram para a história&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RWqFO7GAI/AAAAAAAAE5s/t31EFraLVrA/s1600/Imagem+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468591128493889538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RWqFO7GAI/AAAAAAAAE5s/t31EFraLVrA/s400/Imagem+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Péricles, na ágora ateniense, com a Acrópole ao fundo: &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o líder grego espalhou obras para embelezar a cidade.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Temístocles reconstruiu a muralha de Atenas. Címon decorou e equipou a praça pública, o bairro da Cerâmica e a Acrópole. Mas o verdadeiro “fazedor de obras” ateniense foi Péricles. O patriota Péricles desejava que a beleza de Atenas estivesse à altura de seu prestígio. Ao iniciar essas grandes transformações, ele garantia também trabalho aos atenienses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois trunfos permitiram que ele colocasse seus planos em execução: o decreto de 450 a.C. que lhe dava o direito de dispor do dinheiro necessário para reconstruir os templos destruídos, e a expansão do poderio ateniense, que trouxe riquezas para a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer decisão relativa às obras importantes dependia da Assembléia do povo, que confiava a um arquiteto a responsabilidade de fazer os projetos e dar uma estimativa das despesas. Péricles escolheu os artistas e os construtores- dirigidos por um arquiteto, aos quais ele fornecia o material necessário às obras e cuidava para que os prazos fossem respeitados. Sua intenção era utilizar materiais existentes na região da Ática, como o mármore do monte Pantélico, pedras de Elêusis ou de Pireu, mas também importar ouro, marfim e a preciosa madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor dos trabalhos, em quem ele tinha total confiança, era o escultor Fídias, filho do ateniense Charmides, amigo de Péricles que, como ele, tinha cerca de 40 anos. Uma grande cumplicidade os unia. Plutarco escreveu em sua Vida de Péricles que Fídias havia obtido a direção de todas as obras graças à amizade que tinha com Péricles. Os trabalhos foram realizados com sucesso devido à sua autoridade, sua facilidade em tratar com o Estado para fazer passar seus projetos e planos em um prazo muito curto, e desbloquear os créditos necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que seu amigo Péricles lhe confiasse os grandes trabalhos da Acrópole, Fídias já havia dado mostras de seu talento. Suas estátuas, às vezes gigantescas, de Delfos ou do Olimpo, eram conhecidas por todos os gregos. Péricles lhe encomendou a estátua de Atena, dita Lemniana, e a estátua de Atena Partênia. Ele lhe confiou também toda a decoração dos monumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RXRskgy7I/AAAAAAAAE50/UCNmwjrCAY0/s1600/Imagem+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468591809068321714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RXRskgy7I/AAAAAAAAE50/UCNmwjrCAY0/s400/Imagem+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As ruínas da Acropóple resistem até hoje &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e podem ser visitadas nas colinas de Atenas.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROPILEU&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esses grandes trabalhos, Fídias se cercou de artistas excelentes: Ictinos, arquiteto, que fez os projetos do Partenon e dirigiu os trabalhos do Telesterion; Calícrates trabalhou com Ictinos na edificação, realizou os projetos do templo de Atena Niké e construiu o terceiro dos Longos Muros que iam de Atenas até Pireu e Falera. Os três arquitetos, Coroibos, Metagenes e Xenocles dirigiram os trabalhos do Telesterion em Elêusis; os escultores Agorácrito e Alcâmenes, criador das estátuas de Hefaísto e de Atena no templo de Hefaísto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior período de obras de Péricles se situa entre 445 a.C., data da assinatura de paz com Esparta, e 431 a.C., início da Guerra do Peloponeso. Se Péricles desejava construir monumentos magníficos, desejava também facilitar o acesso à Acrópole. O caminho se tornou uma estrada larga onde os cortejos podiam avançar com toda a majestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que terminou a construção do Partenon, Péricles quis portas dignas desse monumento. Assim, imaginou os propileus. Anteriormente, adentrava-se a Acrópole pelas Nove Portas. A pedido de Péricles, os projetos dos antigos propileus de Pisístrato foram conservados, mas ganharam em esplendor e foram removidos do sudoeste para o leste. O propileu era dividido no seu comprimento, em três naves. O pórtico de entrada compreendia seis colunas dóricas com um entablamento e um frontão. Cinco portas ao fundo; a do meio, com mais de 7 metros de altura e cerca de 4 metros de largura. A leste, um segundo pórtico com seis colunas dóricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esculturas magníficas e oferendas decoravam o propileu central: uma loba em bronze de Anfícrates, uma Afrodite de Calamis e a estátua de um soldado ferido. Mnesicles projetou ao fundo dois pórticos. Uma escada em mármore do Pentélico de quatro degraus cortada pela passagem da Via sagrada permitia o acesso aos propileus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção desse conjunto durou cinco anos, de 437 a 432 a.C., mas as fundações custaram muito caro. O povo mostrou-se descontente com esses gastos excessivos. O clero do templo de Atena Niké aderiu às críticas porque Péricles contava utilizar uma parte do terreno pertencente aos deuses para a construção do lado sul. No entanto, não foram esses protestos que interromperam a edificação das portas, mas sim a guerra do Peloponeso. Os dois pórticos do fundo não chegaram a ser iniciados e o propileu central permaneceu inacabado. Apesar das despesas, os atenienses pareciam mais apegados aos propileus que aos outros monumentos. Eles eram a imagem da grandeza da cidade. Alguns os preferiam ao próprio Partenon. Epaminondas dizia que os tebanos só seriam comparáveis aos atenienses quando conseguissem construir em sua cidade propileus parecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RYMf9s8rI/AAAAAAAAE58/odgYl90U-5I/s1600/Imagem+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468592819296596658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RYMf9s8rI/AAAAAAAAE58/odgYl90U-5I/s400/Imagem+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Partenon nos tempos de Péricles com a estátua&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;da deusa Atena, em ouro e marfim, feita por Fídias.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Péricles não poderia embelezar sua cidade sem conceder à deusa Atena um templo em mármore que substituísse o pequeno edifício que até então era utilizado. O primeiro templo de Atena Polias data do período miceniano. Dois templos construídos por Pisístrato o haviam substituído por volta de 529 a.C. Um muito modesto foi substituído após a sua destruição pelos persas, quando da Segunda Guerra Médica. Porém, já existia um outro templo desde 579/565 a.C. Chamava-se Hecatombeon porque media 30 metros de comprimento. Por volta de 488 a.C., após a partida dos persas, um novo edifício, de 75 metros de comprimento por 30 metros de largura, foi construído. A construção deste edifício durou quinze anos e começou provavelmente na época das Panatenéias de 447 a.C. Fídias terminou a decoração. O novo Partenon media cerca de 70 metros de comprimento por 30 de largura. As bases foram alargadas. Os operários tiveram de escavar a rocha a leste. A oeste, uma rampa permitia o acesso ao Partenon, após subir oito degraus esculpidos na rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo era cercado por colunas: oito na fachada e 17 nas laterais. Essas colunas tinham mais de 10 metros de altura. O edifício era dividido em duas partes: a leste, o Hecatombeon com o local sagrado, e a oeste, o próprio Partenon com o opistódomo (a parte posterior do templo). No alto do salão, um teto em madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse monumento era esplêndido por várias razões. Seu mármore era levemente colorido. A estátua de Atena, em ouro e marfim, com 15 metros de altura, representava a deusa vestida com uma longa túnica, sustentando diante dela a égide (escudo) com a cabeça de Górgone, uma estátua de Niké na mão direita, a mão esquerda segurando o escudo, seu elmo ornado com uma esfinge e cavalos alados. O pedestal representava o nascimento de Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RZgw_TZdI/AAAAAAAAE6E/YyqxsCXtMXI/s1600/Imagem+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468594266975725010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RZgw_TZdI/AAAAAAAAE6E/YyqxsCXtMXI/s400/Imagem+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pórtico do Erectéion, o templo em homenagem&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; a Atena e Poseidon no centro do Acrópole.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Erectéion, o centro da Acrópole também necessitava de trabalhos gigantescos. Os antigos contavam que Poseidon e Atena brigaram neste local, cada um querendo se apropriar do Ático. Essas divindades tinham sido adoradas ali durante longos anos nos dois santuários vizinhos que formavam apenas um: o Erectéion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ERECTÉION&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O templo jônico, cuja construção foi interrompida durante a guerra do Peloponeso, foi concluído- no final do século V. O monumento compreendia santuários de Pandrosa, Cécrops, Atena e Poseidon. Próximo desses monumentos foram erigidas estátuas de grande beleza. A de Atena Lemniana em bronze, terminada por Fídias por volta de 450 a.C. A de Atena Promachos, encomendada por Péricles em 449, foi construída- graças ao butim das Guerras Médicas: com altura de 9 metros, a estátua da deusa guerreira segurava a lança e o escudo representando os combates dos centauros e dos lápitas. Essa estátua ficava no alto da Acrópole. Assim sendo, era vista de longe. Conta-se que, do mar, os marinheiros que atracavam ou dobravam o cabo Sounion, na ponta da Ática, viam brilhar a ponta da lança e de seu elmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do Partenon resplandecia a estátua em bronze de Apolo Parnopios. Quanto à estátua do próprio Péricles, realizada por Cresilas, também figurava na Acrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Péricles encomendou enfim ao escultor Stypax, o Splanchnoptès em bronze. Esse Splanchnoptès era um escravo de Péricles que trabalhava na Acrópole e um dia caiu do alto do edifício. Ele foi curado por uma planta, a parthenium, sugerida por Atena a Péricles em um sonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dirigente não se contentou em embelezar apenas a Acrópole. Mandou também construir outros monumentos: três deles foram particularmente importantes: o Odeon, pois apreciava a música e queria ver ali a apresentação de concursos, e dois templos, o de Hefaísto e o de Ares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DEFESA DA CIDADE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Odeon foi iniciado por volta de 445 a.C., na encosta da Acrópole. Ficou pronto dois anos mais tarde. Além dos concertos, serviu de local para encontros, conferências e até de entreposto comercial. Plutarco nos conta na Vida de Péricles que o edifício era circular e com uma cobertura sobreposta. Mas parece que, na realidade, era construído com mármore, e retangular, sustentado por colunas e com uma cobertura cônica. Foi destruído por um incêndio em 86 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo de Hefaísto era dedicado aos deuses dos artesãos, Hefaísto e Atena Heféstia, que protegiam os ceramistas e os ferreiros do bairro da Cerâmica. Foi construído na colina de Colonos Agoraios, de 449 a 444 a.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos mais tarde, de 440 a 436 a.C., foi construído o templo de Ares com uma estátua de Alcamene. Ele era cercado por 13 colunas nas laterais. Estátuas douradas da Vitória dominavam o alto, enquanto calhas com cabeças de leão enfeitavam as laterais. Ao mesmo tempo úteis e belos, o relógio de sol do astrônomo Menon, criado em 433 a.C., sobre a parede de Pnyx, os ginásios e os banhos, também foram iniciativas de Péricles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por toda parte, mesmo nas menores cidades da Ática, Péricles deixou sua marca. Assim, mandou construir em Sounion os templos de Poseidon e de Atena, e em Ramnunte, o de Nêmesis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra preocupação de Péricles era garantir a defesa da cidade. Uma de suas principais obras foi a construção dos Longos Muros que ligavam Atenas a seus dois portos, Pireu e Falera, que durou cinco anos. Um dos dois muros, com 6 km de comprimento chegava à porta nordeste, enquanto o segundo, com 7 km, passava por caminhos mais escarpados. Entretanto, logo se percebeu que o inimigo poderia chegar pela baía de Falera situada entre os dois muros, se infiltrar entre as muralhas e cortar a ligação entre Atenas e seus portos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates relatou que Péricles decidiu então construir um terceiro muro situado entre os dois outros que chegaria a Pireu. O arquiteto Calícrates foi encarregado da elaboração deste último muro do norte, em 445 a.C. Terminou-o dois anos mais tarde. Após a guerra do Peloponeso, os dois muros do norte, destruídos por Lisandro depois da queda de Atenas, foram reconstruídos. Apenas a muralha de Falera, que se tornou pouco útil depois da construção do muro intermediário, foi abandonada. Além disso tudo Péricles promoveu a reconstrução da cidade de Pireu, que confiou a Hipodamus de Mileto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TRIBUTOS E CUSTOS ALTOS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 433 a.C., um decreto de Calias determinou que Péricles e seus filhos eram responsáveis pelas somas empregadas na construção dos monumentos de Atenas. As reclamações se multiplicavam. Os aliados da cidade-Estado que pagavam um pesado tributo, achavam que esse dinheiro não deveria ser utilizado para o embelezamento da cidade. Tentaram levantar o povo ateniense: “Os tributos destinados às despesas de guerra são utilizados para dourar Atenas, diziam. Péricles embelezou sua cidade como uma mulher faceira coberta de pedras preciosas. Eles servem para construir estátuas- magníficas e templos que chegam a custar mil talentos”, relatou Plutarco em sua Vida de Péricles. Os oradores acusavam Péricles de dilapidar o tesouro de Atenas e de utilizar, por capricho, os fundos do Estado. Desse modo, Péricles achou necessário consultar o povo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês consideram que gastei demais para embelezar sua cidade?” “Sim”, respondeu o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu me comprometo então a arcar sozinho com as despesas”, respondeu Péricles, “elas não ficarão a seu encargo. Mas, em troca, apenas meu nome será inscrito nos monumentos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atenienses logo responderam que ele poderia dispor à vontade do Tesouro! Os monumentos construídos por Péricles, cujas ruínas atraem até hoje turistas a Atenas, testemunham a grandeza de uma cidade onde se sucederam os maiores artistas da época e da vontade de um homem, único na história da Grécia antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: História Viva&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-3465289314589032311?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/3465289314589032311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=3465289314589032311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/3465289314589032311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/3465289314589032311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/05/foi-pericles-que-fez.html' title='&lt;strong&gt;Foi Péricles que fez!&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-RWqFO7GAI/AAAAAAAAE5s/t31EFraLVrA/s72-c/Imagem+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-9078602963668238439</id><published>2010-04-29T08:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T14:18:19.366-07:00</updated><title type='text'>Os Mistérios de Elêusis</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os Mistérios de Elêusis era o mais famoso ritual religioso secreto da Grécia antiga, realizado entre os séculos 6 a.C. e 4 d.C.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S9mp6egj-uI/AAAAAAAAE3c/IJcPM4E7bUE/s1600/Vaso+que+ilustra+alguns+aspectos+do+culto,+Altes+Museum,+Berlim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465586444877953762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 354px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S9mp6egj-uI/AAAAAAAAE3c/IJcPM4E7bUE/s400/Vaso+que+ilustra+alguns+aspectos+do+culto,+Altes+Museum,+Berlim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vaso que ilustra alguns aspectos do culto, Altes Museum, Berlim.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe ao certo os detalhes, pois não há relatos deixados por pessoas que participaram realmente da cerimônia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras referências a eles são de autores cristãos, que viveram bem depois e que estavam mais interessados em tachar aquilo como coisa de pagão. Além disso, tudo o que ocorria nos Mistérios sempre foi cercado de segredo - os participantes que revelassem algo podiam até ser condenados à morte. Com tantas dificuldades para desvendar esse enigma, os historiadores têm apenas algumas pistas. "Os Mistérios de Elêusis eram cerimônias de iniciação, com algum ritual pessoal a ser executado pelo novo participante. O culto era complexo, desenvolvido em vários dias. Há fragmentos de informações que permitem apenas perceber relances da celebração", diz a arqueóloga Elaine Veloso Hirata, da Universidade de São Paulo (USP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inspiração para os Mistérios de Elêusis está num mito do poema Hino a Deméter, atribuído ao poeta grego Homero. Segundo a lenda, Perséfone - filha do principal deus grego, Zeus, e da deusa da agricultura, Deméter - fora raptada por Hades, rei do mundo subterrâneo, que a forçara a se casar com ele. Desolada, Deméter saiu em busca da filha, esquecendo suas responsabilidades como deusa, o que prejudicou as colheitas e trouxe a fome para os mortais. Em sua jornada, Deméter teria ido a Elêusis, cidade a 23 quilômetros de Atenas, onde se tornou amiga da família que governava o local, que construiu para ela um templo, onde a deusa passou a morar. Quando Deméter, afinal, recuperou a filha, as colheitas voltaram mas, como parte de um acordo entre os deuses, Perséfone seria obrigada a ficar um terço de cada ano ao lado do marido, Hades, sob a terra. Esse mito simbolizava os períodos da agricultura grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatro meses que Perséfone passava no reino subterrâneo de Hades representavam o período improdutivo, logo após a colheita e no ápice do verão; o retorno dela marcava o renascimento trazido pelas chuvas de outono, que permitiam a a semeadura da próxima safra. Toda cerimônia dos Mistérios de Elêusis é recheada de referências a essa mitologia. Não havia restrições para quem quisesse participar dos rituais, que reuniam até 3 mil pessoas. Qualquer um que falasse grego, incluindo mulheres e escravos, podia ir no culto. A cerimônia entrou em declínio quando as cidades gregas estavam sob o domínio do Império Romano e o imperador Constantino passou a promover o Cristianismo, no início do século 4. As religiões pagãs foram proibidas e seus templos destruídos. No ano 395, quando os romanos já tinham dificuldades de conter as invasões bárbaras, povos germânicos destruíram Elêusis. O local ficou abandonado até o século 18, quando escavações revelaram um pouco dos mistérios que ainda intrigam os especialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cenas enigmáticas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ritual tinha procissão, encenações e até efeitos especiais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O culto era em meados de setembro e a preparação incluía sacrifícios de animais e dias de jejum para os candidatos a iniciados, os mystai. O dia da cerimônia começava com uma procissão que partia de Atenas, ao amanhecer, com destino a Elêusis. Com ramos de murta (um arbusto) nas mãos, os mystai caminhavam como se seguissem os passos da deusa Deméter em busca da filha Perséfone. Sacerdotisas carregavam objetos sagrados dentro de cestas sobre a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Ao cruzar o rio Kephisos, os mystai assistiam a encenações em que uma mulher, ou um homem em trajes femininos, representava Baubo, ser que simbolizava o divertimento. Segundo a mitologia grega, Deméter, triste pela perda da filha, só teria conseguido sorrir quando Baubo, na forma de uma velha desbocada, contou-lhe piadas, fez gestos maliciosos e levantou a roupa para mostrar a própria genitália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Em um trecho mais adiante da procissão, os mystai tomavam uma bebida supostamente alucinógena feita para a cerimônia. Sob o efeito desse misterioso líquido, eles carregavam uma estátua de Dioniso - deus grego da fertilidade, do vinho e da embriaguez - e invocavam o nome dele. Ao passarem por um segundo curso d’água, o riacho Rheitoi, os mystai eram reconhecidos como iniciados após repetirem algumas frases que descreviam todo o ritual dos Mistérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Ao anoitecer, a procissão chegava a Elêusis para uma cerimônia num templo chamado Telesterion. Essa era a fase final e mais secreta do ritual. Sabe-se que era comandada por um sacerdote, o Hierofante. Acredita-se que a celebração misturava efeitos especiais rudimentares, como luzes misteriosas, com a exibição de falos - representações do pênis, adorado pelos antigos como símbolo da fecundidade da natureza. É possível que houvesse também a dramatização de cenas do Hino a Deméter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bebida polêmica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os participantes dos Mistérios de Elêusis tomavam uma bebida, chamada kykeon, cuja fórmula divide os especialistas. Entre os possíveis ingredientes estariam o poejo (erva aromática levemente alucinógena), o ópio ou, ainda, cravagem (uma infestação de fungos que aparece em cereais). Se essa última hipótese valer, entre os componentes solúveis da bebida estaria a ergotina, matéria-prima do LSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista Mundo Estranho&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-9078602963668238439?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/9078602963668238439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=9078602963668238439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/9078602963668238439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/9078602963668238439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/os-misterios-de-eleusis.html' title='&lt;strong&gt;Os Mistérios de Elêusis&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S9mp6egj-uI/AAAAAAAAE3c/IJcPM4E7bUE/s72-c/Vaso+que+ilustra+alguns+aspectos+do+culto,+Altes+Museum,+Berlim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-915784416691779903</id><published>2010-04-19T08:58:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T08:54:29.534-07:00</updated><title type='text'>A crueldade democrática</title><content type='html'>&lt;em&gt;O ostracismo foi criado pelos atenienses para impedir o abuso dos poderosos na cidade. Só que muitas vezes o expurgo serviu como instrumento de tirania&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8x-ptrgxUI/AAAAAAAAEys/lOnxTtHyytg/s1600/Imagem+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461879703195403586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 340px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8x-ptrgxUI/AAAAAAAAEys/lOnxTtHyytg/s400/Imagem+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia, regime político no qual todo cidadão tem direitos e garantias assegurados pelo Estado, foi criada na Grécia, ainda na Antiguidade, e atingiu a sua forma mais refinada em Atenas, após os reforços propostos pelo legislador Clístenes, na última década do século VI a.C. Naquele período, os habitantes do sexo masculino nascidos na Ática ganharam o direito de exercer cargos públicos e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento da cidade-Estado. Porém, até mesmo o sistema constitucional ateniense, que ficou conhecido como democracia direta, tinha um instrumento considerado antidemocrático que até hoje gera controvérsias entre os historiadores: o ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o filósofo Paulo Levorin, doutor em filosofia política pela Universidade de São Paulo (USP), este mecanismo legal foi criado com o objetivo de banir de Atenas os cidadãos considerados perigosos para o bem comum e para o regime democrático. Os tiranos, portanto, seriam os principais alvos. Para isso, era aberto um processo onde as pessoas deveriam indicar se desejavam banir alguém naquele ano para, em seguida, votar secretamente quem seria o eleito ao exílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de expulsar políticos corruptos, o objetivo do ostracismo também era afastar de Atenas os possíveis ‘baderneiros’ e ‘agitadores’ por um período de dez anos, para evitar guerras internas - ou fratricidas. “O problema existente na introdução da democracia ateniense era a quantidade de confrontos internos: os partidos eram formados em torno de líderes e, uma vez formada uma grande força política vitoriosa, os adversários derrotados eram expulsos”, explica Levorin referindo-se à existência de uma tirania das maiorias na sociedade da Ática, ou seja, o forte acabava oprimindo o mais fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fator agravante é que esse impasse entre os blocos políticos nem sempre ficava restrito às discussões filosóficas: em diversas ocasiões houve confrontos violentos que resultaram em mortes. “Muitas vezes esse conflito interno resultava em guerras sangrentas que destruíam a cidade, atrasando o desenvolvimento de Atenas”, conta Levorin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso, o ostracismo teria sido inventado por Clístenes para impedir esses excessos: caso alguém almejasse destruir os adversários por meio da força, o próprio povo podia ostracizá-lo. Na prática, isso efetivamente ocorreu, afetando, sobretudo, tiranos e generais desonrados. O próprio povo acabava escolhendo as pessoas que causavam prejuízos à cidade-Estado e decidia afastá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a crítica que se faz a esse mecanismo jurídico é o excesso de repressão: qualquer heleno poderia ser condenado ao exílio sem chances de se defender, o que configura um instrumento antidemocrático. Além disso, alguns consideram que o ostracismo feria o princípio da isonomia, ou seja, todos deveriam ser tratados da mesma forma. O ostracismo, concebido com o intuito de coibir a tirania e enfrentamentos internos, acabava funcionando, em alguns casos, de forma descontrolada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;APLICANDO O IMPEACHMENT&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo ostracismo deriva do grego ostraka, que significa caco. Como o papel não era um material muito comum na Hélade, os atenienses usavam pedaços de cerâmica para realizar a votação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo, segundo a historiadora francesa Claude Mossé, era bastante simples. As pessoas se reuniam em assembléia uma vez por ano, na ágora, para indicar se havia interessa em mandar alguém para o exílio. As pessoas escreviam o nome dos possíveis candidatos nas ostrakas. Era necessário um volume mínimo de seis mil cidadãos para legitimar a exclusão - só homens nascidos em Atenas (ou que tinham obtido cidadania local) podiam votar. O pleito era proibido para mulheres, estrangeiros e escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, o nome mais indicado nas cerâmicas era colocado em votação: as pessoas teriam um prazo de cerca de dez dias, segundo Levorin, para votar secretamente se desejavam ou não que a pessoa fosse ostracizada. As ostrakas encontradas pelos arqueólogos mostram que nenhuma pessoa pública de Atenas ficou livre da desconfiança do povo: algumas peças mostram que até mesmo Péricles foi apontado como um possível candidato à expulsão, embora efetivamente isso nunca tenha ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo uma decisão unilateral, o exilado não perdia completamente os laços com Atenas. Ele ficava proibido de pisar em solo ateniense por um período de dez anos, mas não perdia as posses e nem a cidadania. Após a década de exílio, a pessoa podia retornar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que a primeira “vítima” da fúria do povo ateniense foi o político Hiparco, chamado de “amigo dos tiranos” por Aristóteles, conforme conta Claude Mossé. O processo de banimento do político ocorreu cerca de 20 anos após a implementação do ostracismo na constituição de Atenas. Isso, inclusive, levanta outra polêmica. Segundo a historiadora, muitos especialistas argumentam que a ‘paternidade’ do ostracismo não pertence a Clístenes. “Embora Aristóteles atribua a Clístenes, os autores modernos hesitam em aceitar a afirmação do filósofo, visto que a primeira aplicação da lei não se deu antes de 488/7 a.C.”, argumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, percebe-se que o ostracismo foi utilizado pela primeira vez alguns anos depois de sua criação - um sinal de que a tirania pode não ter se manifestado durante esse período. Porém, quando a lei passou a ser usada, fez muitas vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo Cícero, a melhor forma de manter a influência sobre as massas era se fazer amado. Quem praticasse atitudes antidemocráticas poderia se tornar um bom candidato ao ostracismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de Hiparco, outros conhecidos políticos e generais atenienses também foram condenados ao exílio forçado pelo povo por terem cometido erros estratégicos ou mesmo sofrido derrotas importantes em tempos de guerras. Alguns dos banidos foram o historiador e estratego Tucídides, que lutou contra os espartanos na Guerra do Peloponeso, e o almirante Temístocles, herói da cidade na segunda guerra contra os persas, entre 480 e 479 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta Cícero discorre na obra Dos Deveres sobre um caráter comum aos helenos da Idade Clássica que pode indicar um dos motivos que levou o povo de Atenas a aceitar a criação do ostracismo por Clístenes: tudo na velha Hélade girava em torno do bem comum da cidade-Estado e, portanto, atos considerados contrários aos interesses públicos poderiam ser qualificados como crimes contra o Estado. É justamente isso que o pensador francês Benjamin Constant classificou como sendo a liberdade coletiva em detrimento da vontade individual das pessoas: os cidadãos não eram livres para fazer o que quisessem, pois deviam sempre trabalhar em prol da nação. A participação política, por exemplo, era obrigatória, e quem se recusasse a exercer cargos públicos poderia ter problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Cícero, a melhor forma de manter a influência sobre as massas era se fazer amado. Do contrário, a fúria da população poderia ser veemente. Quem praticasse atitudes antidemocráticas desagradando, assim, o povo, poderia se tornar um bom candidato ao ostracismo. Em uma sociedade que valorizava tanto a moral cívica, qualquer comportamento pouco altruísta e mais vaidoso poderia acabar dando origem a processos de exclusão - principalmente se o alvo da discórdia fosse uma pessoa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PUNIDOS PELA EXTRAVAGÂNCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos casos mais emblemáticos, para o historiador M. Rostovtzeff , envolveu o general Alcibíades. “Foi um escândalo quando Alcibíades quebrou o costume e adornou a parede de sua casa com pinturas. Atenas era uma democracia e os ricos temiam tornar-se conspícuos pela exibição ou extravagância”, escreveu. “Tempos depois, o estratego ateniense foi julgado e condenado, mas desertou antes de ser capturado, buscando exílio em Esparta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a extravagância não foi o único fator que contribuiu para o ostracismo de Alcibíades. O general era o braço direito do político estadista Péricles e teve muita influência no início dos confrontos contra Esparta, no século V a.C. Com isso, a população temia os efeitos desse excesso de prestígio. “A democracia insistia no seu direito de dispor as pessoas e vidas dos cidadãos quando os interesses do Estado assim o exigiam. A democracia temia os dirigentes demasiadamente influentes da minoria forte, como possível forma de revoluções; portanto, ela os removia pelo princípio conhecido como ostracismo e os sentenciava ao exílio”, analisa o historiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal receio era de que certos líderes políticos pudessem usar da própria influência para manobrar o povo contra adversários políticos mais fracos, esmagando-os ou mesmo causando guerras civis. Antes que isso pudesse ocorrer, propunha-se o ostracismo da pessoa (muitas vezes seguindo o conselho de outros interesseiros), para expulsá-la. Supostamente, era uma forma de evitar que o indivíduo pudesse se tornar uma ameaça à democracia no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente isso que ocorreu com Temístocles (detalhes no quadro). Sua perspicácia nos mares contribuiu fundamentalmente para a vitória dos exércitos helenos contra os persas na Batalha de Salamina, dando-lhe fama e prestígio. Com isso, adversários ciumentos conseguiram lançá-lo ao ostracismo e, posteriormente, conseguiram acusar o general de alta traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dele, outra célebre personalidade ateniense também caiu em desgraça mesmo tendo sido importante para a história da cidade-Estado. Trata-se do escultor Fídias, que participou ativamente do projeto arquitetônico de Atenas a pedido de Péricles. Foi ele quem concebeu a estátua de Athena Parthenos, que adornava o interior do Partenon, na acrópole, e o templo de Zeus em Olímpia, no Peloponeso - uma das sete maravilhas do mundo antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yAii-52gI/AAAAAAAAEy8/bOSZxRI5h8s/s1600/Imagem+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461881779088120322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 380px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yAii-52gI/AAAAAAAAEy8/bOSZxRI5h8s/s400/Imagem+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O importante general ateniense Aristides (530 -468 a.c.) &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;foi ostracisado em 483. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Conta-se que um dos votantes&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; disse-lhe que queria banilo apenas porque &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;não&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; agüentava mais ouvir o nome de “Aristides, o Justo”.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o uso do ostracismo se mostrou perigoso demais, já que, no fim, qualquer heleno poderia ser expulso da Ática sem muitos critérios para a escolha, pois um líder político eficiente poderia manipular o povo para excluir certos adversários - isso demonstrava a grande fraqueza deste instrumento político. No fim, acabava sendo um mecanismo utilizado como forma de perseguição política. Alguns pesquisadores defendem que Alcibíades, mesmo sendo um traidor, também foi vítima de discórdias políticas. “No geral, não passou de 15 o número de ostracizados em Atenas”, diz Paulo Levorin. “O ostracismo era uma instituição marginal, pois não tinha características essencialmente democráticas. Qualquer democracia poderia viver sem isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALGUMAS VÍTIMAS DA LEI ATENIENSE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente todos os ostracisados eram figuras de relevo na política de atenas e acabaram ficando para a história. saiba a razão da expulsão de alguns deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TUCÍDIDES &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos casos mais marcantes da prática do ostracismo em Atenas envolveu o general e historiador Tucídides, eleito um dos dez estrategos da cidade no combate aos espartanos na Guerra do Peloponeso, no século V a.C. Porém, sua participação no conflito foi desastrosa, o que resultou na expulsão por ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yCm5bHZMI/AAAAAAAAEzM/7wBwuAloQ8Y/s1600/Imagem+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461884052854760642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yCm5bHZMI/AAAAAAAAEzM/7wBwuAloQ8Y/s400/Imagem+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tucídides nasceu entre 460 e 455 a.C. Filho de Olorus, que era dono de uma mina de ouro na Trácia, no norte da Hélade. Em 424 a.C. ele confrontou o exército espartano na Batalha de Anfípolis. Embora os atenienses fossem mestres no combate marítimo, as trirremes de Esparta, comandadas pelo general Brásidas, conseguiram subjugar a esquadra da Ática, conquistando a região. A derrota deixou Atenas em uma situação difícil, já que a região era estratégica. Isso desonrou Tucídides, que foi condenado ao ostracismo pelo povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, para o estratego, o exílio teve um ponto favorável: durante o tempo em que ficou afastado de Atenas, dedicou-se a escrever um livro para analisar os motivos e conseqüências do conflito tornando-se um dos principais historiadores do período Clássico ao lado de Heródoto, Xenofonte e alguns outros. Sua obra, “História da Guerra do Peloponeso”, é usada como referência até hoje por quem quer conhecer a essência dos antigos helenos, justamente pelo caráter imparcial da avaliação dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tucídides foi anistiado em 404 a.C., quando voltou para Atenas, mas foi assassinado por volta de quatro anos depois, na Trácia, morto por assaltantes. Por conta de sua morte, a narrativa da Guerra do Peloponeso foi interrompida, já que o historiador não conseguiu concluir a obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FÍDIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escultor, pintor e arquiteto Fídias, um dos maiores ícones da arte helênica do período clássico, também foi outra vítima do ostracismo ateniense. Renomado já em seu templo, Fídias foi o responsável pela construção da estátua do Templo de Zeus, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, em Olímpia, no Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yDI4fK7UI/AAAAAAAAEzU/Fl8p9436_D4/s1600/Imagem+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461884636718886210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 221px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yDI4fK7UI/AAAAAAAAEzU/Fl8p9436_D4/s400/Imagem+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 453 a.C., foi incumbido pelo estadista Péricles de supervisionar as obras de revitalização de Atenas com a criação de projetos arquitetônicos inovadores - que deram origem à ‘nova’ acrópole da Ática. Foi condenado por supostamente ter se apropriado de parte do ouro destinado às obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das explicações do historiador beócio Plutarco para a condenação de Fídias é que inimigos de Péricles tentaram afetá-lo politicamente acusando o escultor, um grande aliado. Sendo assim, ele teria sido capturado em Élis, por volta de 430 a.C., e morreu na prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a tradição clássica apontada por outros historiadores diz que Fídias foi condenado por roubo. Ao término da escultura de Athena Parthenos, uma estátua de 12 metros que ficava localizada dentro do Parthenon, na acrópole ateniense, foi considerado traidor: ele teria se apropriado de parte do ouro destinado à ornamentação da obra. Com isso, o povo ateniense decidiu bani-lo por roubo, forçando o escultor a se refugiar em Olímpia. Contudo, nem no Peloponeso ele encontrou sossego: foi acusado de ter colocado uma imagem de Péricles ao lado do escudo de Atenas, e foi caçado por sacrilégio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TEMÍSTOCLES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a ajuda do general Temístocles, provavelmente a Hélade teria caído durante a segunda invasão persa, que ocorreu entre 480 e 479 a.C. Foi o ateniense quem convenceu o povo a usar o dinheiro obtido da exploração de uma mina de prata no Láureo na construção de uma frota de trirremes, as embarcações de guerra da época, que serviram para destroçar os barcos de Xerxes na Batalha de Salamina. Contudo, foi condenado ao exílio por anos e, mais tarde, acusado de alta traição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yDnDLQyRI/AAAAAAAAEzc/PILafmlAk9E/s1600/Imagem+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461885154984249618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 258px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yDnDLQyRI/AAAAAAAAEzc/PILafmlAk9E/s400/Imagem+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta de sua atuação nas Guerras Médicas, o prestígio de Temístocles logo cresceu em Atenas. Porém, com o fim dos conflitos, essa situação começou a mudar aos poucos. O herói ateniense começou a perder a confiança da população - em parte por conta de sua arrogância. Alguns historiadores defendem que a fama do general desagradava seus inimigos políticos. Eles, por sua vez, podem ter feito manobras para estimular seu ostracismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Plutarco, Temístocles foi ostracizado entre 476 e 471 AC, quando teria se instalado em Argos, no Peloponeso, cidade-Estado inimiga de Esparta. Porém, os espartanos começaram a acusar o ateniense de envolvimento com os persas, forçando-o a se isolar na Ásia Menor. Depois disso, foi proclamado traidor de Atenas e teve todas as suas propriedades tomadas pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, Temístocles buscou refúgio junto ao império Persa, que o aceitou, pois ele poderia ser fundamental em uma possível investida contra os helenos. Porém, a tradição conta que ele teria se envenenado para não ser obrigado a ajudar os asiáticos em uma nova guerra contra a Hélade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SÓCRATES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo Sócrates, um dos grandes ícones do pensamento heleno, não chegou a ser banido da cidade-Estado pelo ostracismo, mas causou tanto ódio no povo de Atenas que foi condenado à morte supostamente por desrespeitar os deuses e deturpar o pensamento dos jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yEB7Qh6HI/AAAAAAAAEzk/bk1Fu9FjbFM/s1600/Imagem+6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461885616715327602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8yEB7Qh6HI/AAAAAAAAEzk/bk1Fu9FjbFM/s400/Imagem+6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o historiador M. Rostovtzeff, Sócrates era um homem que acreditava nos deuses e, eventualmente, fazia oferendas nos templos. Ele também não se opunha ao regime democrático ateniense, mas apontava as falhas do sistema político, principalmente no que se refere ao fracasso em educar os cidadãos para assuntos governamentais. O filósofo defendia que as pessoas deveriam se dedicar ao próprio conhecimento, deixando de lado qualquer aspiração material. Ele se dedicava a tentar educar as pessoas, mas recusava-se a ter discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que mais desagradou os magistrados atenienses foi justamente o método socrático de filosofar. Sócrates provocava os cidadãos da Ática perguntando se eles sentiam-se verdadeiramente livres. Ao ouvir a resposta afirmativa, o filósofo contestava e, no fim, acabava provando que os indivíduos não têm liberdade tanto quanto acreditavam. Platão mostra essas discussões em seus diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rostovtzeff conta que o filósofo foi levado a julgamento sob acusações de heresia e corrupção dos jovens. Ao tribunal, tentou justificar que seus acusadores tinham uma concepção errada das coisas, mas acabou aceitando sua condenação à morte. Sócrates teve a chance de fugir de Atenas, mas preferiu beber a cicuta e seguir a determinação da justiça ateniense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista Leituras da História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-915784416691779903?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/915784416691779903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=915784416691779903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/915784416691779903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/915784416691779903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/crueldade-democratica.html' title='&lt;strong&gt;A crueldade democrática&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8x-ptrgxUI/AAAAAAAAEys/lOnxTtHyytg/s72-c/Imagem+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-6543923698146897926</id><published>2010-04-09T17:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T09:31:16.549-07:00</updated><title type='text'>As subversivas e sedutoras amazonas</title><content type='html'>&lt;em&gt;A mitologia colocou em cena esse povo estranho, formado por mulheres-soldados aguerridas, que recusavam a autoridade masculina e encarnavam o avesso do que pregava a sociedade antiga&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_E9kvV7xI/AAAAAAAAEpU/TJfCHLTiAGo/s1600/Imagem+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458297835509640978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_E9kvV7xI/AAAAAAAAEpU/TJfCHLTiAGo/s400/Imagem+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Relevo de mármore do século IV a.C. retrata &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;guerreiras atacando um combatente heleno.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As amazonas pertencem ao domínio da transgressão. Essas guerreiras mitológicas simplesmente desprezavam os valores femininos vigentes na Antiguidade. Por isso, os gregos as viam como um desafio a qualquer “lei natural” ou social. Mais ainda, como um mal encarnado e ambíguo, que causava repulsa e, ao mesmo tempo, seduzia os homens. De fato, elas tinham em si uma centelha revolucionária, capaz de virar pelo avesso todas as certezas da sociedade grega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo real, a mulher era sempre um ser menor, e sua função essencial era parir os futuros cidadãos da Grécia. O homem e a mulher eram complementares, mas sua natureza, de acordo com a vontade dos deuses, era essencialmente diferente, daí serem considerados unicamente viris o trabalho no campo, a caça, o treino desportivo e a guerra. Por extensão, as gregas também eram alijadas do poder político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As virtudes femininas eram a obediência e o pudor. Um texto de Aristóteles evoca bem o modo como os gregos justificavam pela ordem natural as relações entre sexos e define por antítese o que seria impossível para a mulher: “A natureza criou um sexo forte e um sexo frágil. O primeiro, em razão da sua virilidade, está mais apto a afastar os adversários, o segundo está mais apto a realizar-se sob a guarda masculina, devido a uma tendência natural para o medo. O primeiro traz para o domicílio os bens do exterior, o segundo vela sobre o que está em casa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto prossegue da seguinte forma: “Na divisão do trabalho, o primeiro, menos afeito ao descanso, encontra prazer no movimento. O segundo está mais apto a levar uma vida sedentária e não tem forças suficientes para a vida ao ar livre. Enfim, se os dois sexos participam na geração das crianças, o bem destas últimas irá exigir de cada um dos pais um papel particular: a mulher terá a função de alimentá-las, o homem, a de educá-las”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amazona é aquela que recusa essa distribuição de competências, pois pura e simplesmente eliminou os homens de sua estrutura política e social. Na Ilíada, essas guerreiras são chamadas por Homero de antianeira (anti-homem). O prefixo grego anti, nesse caso, pode ter o sentido de “contra” o homem, mas também de “igual” a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representadas sempre como guerreiras e caçadoras, desde pequenas montavam cavalos (com as pernas abertas) e aprendiam a manejar o arco, o dardo, a espada e o machado de combate. Para atirar melhor, elas cauterizavam (ou cortavam) o seio direito, o que, para Hipócrates, “desloca toda a força e desenvolvimento para o ombro e braço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome das fabulosas criaturas vem dessa prática: a-mazos significa “sem seio”. Por alguma razão, porém, a iconografia disponível costuma mostrá-las com os dois seios intactos. Além do significado prático, a mutilação do seio tem um aspecto simbólico: elas permaneciam mulheres pelo lado esquerdo e tornavam-se homens pelo direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_GxkDkN6I/AAAAAAAAEpc/Fdq0xzivWx4/s1600/Imagem+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458299828190853026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 379px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_GxkDkN6I/AAAAAAAAEpc/Fdq0xzivWx4/s400/Imagem+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A deusa Ártemis (Diana para os romanos) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;era venerada &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pelas amazonas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pois, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como elas, habitava &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; espaços &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;selvagens,&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;recusava a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; sociedade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; homens e se dedicava à caça.&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As guerreiras veneravam Ártemis, que, como elas, habitava os espaços selvagens, recusava a sociedade dos homens e dedicava seus dias à caça. Os relatos antigos sobre esses lendários seres informam que sua sociedade era dividida geralmente em duas tribos, cada qual com sua rainha. Enquanto uma estava ocupada com a guerra, a outra permanecia sedentária, para proteger seu povo. Sua hipotética “cidade” chamava-se Themiscrya, situada além do mar Negro, às margens do rio Termodonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As amazonas podiam fazer longínquas incursões. São atribuídas a elas invasões na Ásia Menor e na Grécia. Em uma delas, Myrina, à frente de 20 mil guerreiras a cavalo e 3 mil a pé, declarou guerra aos habitantes de Atlântida, tomou conta da cidade, massacrou os homens prendeu mulheres e crianças. Elas eram temidas por andarem armadas e em bandos, mas também porque, não aceitando a presença de homens em seu meio, acasalavam como os animais, desprezando as regras do casamento entre humanos. Uma vez por ano, se entregavam aos povos vizinhos e obrigavam os homens a ter relações com elas. Tudo acontecia aleatoriamente, na escuridão, de modo que não pudessem reconhecer seus parceiros. Eram elas que violentavam e “usavam” os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nasciam as crianças, conservavam as meninas e matavam os meninos. Recusavam-se a amamentar as filhas, com medo de deformar os seios, e criavam-nas com leite de égua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheciam a navegação nem a cultura dos cereais – daí vem a outra etimologia proposta para seu nome, a-maza também quer dizer “sem cevada”. Alimentavam-se de carne crua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aventuras pela História e pela literatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os gregos, as amazonas não pertenciam apenas ao domínio da lenda. Muitos escritores procuraram emprestar fundamentos históricos às aventuras das guerreiras anti-homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heródoto consagrou-lhes inúmeros capítulos da obra Investigações. Segundo ele, quando os gregos conduzidos por Hércules voltaram para tomar o cinturão de Hipólita, trouxeram amazonas como prisioneiras. Elas reagiram em dado momento, mataram-nos e jogaram os corpos no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorando tudo o que dizia respeito a navios e navegação, as mulheres deixaram então que a embarcação seguisse à deriva até encalhar no território dos citas, que viram no episódio uma ameaça de invasão. Partiram para o ataque, até perceber que os “inimigos” eram mulheres. Decidiram, então, “domesticá-las”, para gerar filhos corajosos. As amazonas aceitaram se unir aos jovens citas, mas logo tomaram as rédeas da coabitação: eles foram obrigados a deixar seu país e suas famílias para acompanhá-las até suas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_H2Z1p1II/AAAAAAAAEpk/pJgxW8YnmIc/s1600/Imagem+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458301010859119746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_H2Z1p1II/AAAAAAAAEpk/pJgxW8YnmIc/s400/Imagem+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Encontro entre o exército de Alexandre,&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o Grande, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e o grupo de guerreiras liderado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talestris. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo textos ela teria &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;passado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;13 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;noites com o conquistador macedônio.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As amazonas foram reencontradas em textos históricos posteriores. Por três vezes, entre 331 e 324 a.C., os exércitos de Alexandre, o Grande, encontraram as guerreiras. Sua rainha, Talestris, foi ao encontro do rei macedônio e passou 13 noites com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 63 a.C., o general romano Pompeu, perseguindo o rei Mitridates, chegou ao pé das montanhas do Cáucaso, onde enfrentou os albaneses. Após o combate, encontrou sobre o campo de batalha escudos leves e sandálias femininas. De acordo com algumas fontes, entre os prisioneiros de guerra encontravam-se inúmeras mulheres que, por falta de termo melhor, os romanos chamaram de amazonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes dois últimos exemplos, há uma grande distância entre as mulheres-soldados e as lendárias amazonas. Mas, penetrando em terras distantes, onde mal conheciam os povos e costumes, os ocidentais enfrentaram exércitos locais em que as mulheres combatiam como os homens – por falta de outra referência, gregos e romanos viram nelas a encarnação das guerreiras mitológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_JOFGA_kI/AAAAAAAAEps/Ai3Lilr6Msw/s1600/Imagem+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458302517119090242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_JOFGA_kI/AAAAAAAAEps/Ai3Lilr6Msw/s400/Imagem+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Representação da batalha mitológica entre os Atenienses e as Amazonas.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na literatura, as amazonas foram protagonistas de algumas histórias imortais. Em uma delas, Teseu, tendo acompanhado Héracles (ou Hércules) em sua expedição até o reino das guerreiras, foi seduzido pela beleza de uma delas, Antíope. Sob o pretexto de lhe mostrar seu navio, ele a levou a bordo e zarpou imediatamente rumo a Atenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Furiosas com o rapto, as amazonas atacaram a cidade tempos depois. Teseu conseguiu convencer seus compatriotas a enfrentar o temível exército feminino, e começou uma batalha aos pés da colina de Pnyx. No começo, elas levaram vantagem e perseguiram os adversários fora dos muros de Atenas. Depois os homens adquiriram vantagem e venceram a guerra. Antíope morreu atravessada por um dardo durante o conflito. Ela tivera tempo de dar a Teseu um filho, Hipólito, que herdou da mãe o gosto pela caça e era muito casto. – C. S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista História Viva&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-6543923698146897926?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/6543923698146897926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=6543923698146897926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/6543923698146897926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/6543923698146897926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/as-subversivas-e-sedutoras-amazonas.html' title='&lt;strong&gt;As subversivas e sedutoras amazonas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_E9kvV7xI/AAAAAAAAEpU/TJfCHLTiAGo/s72-c/Imagem+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-8870524724747924125</id><published>2010-04-09T17:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T17:21:00.175-07:00</updated><title type='text'>A Europa nasceu na Idade Média?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Com seu estudo sobre o passado, Le Goff quer participar da construção do presente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_DL-cYQYI/AAAAAAAAEpE/BTLCkmKr9GU/s1600/capalegoff150.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458295883904336258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_DL-cYQYI/AAAAAAAAEpE/BTLCkmKr9GU/s400/capalegoff150.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os debates acerca da adesão de novos países à Comunidade Européia, notadamente a Turquia, mostram as dificuldades de concretização do projeto de Europa subjacente à União Européia. Tais hesitações evidenciam o quanto há de arbitrário na noção de Europa. Que vem a ser a Europa? Quando se inicia sua história? Quais as bases de sua legitimidade? Jacques Le Goff aceita o desafio da questão: a Europa nasceu na Idade Média? A esta pergunta – que constitui o título francês da obra – o autor tenta responder afirmativamente a cada página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a década de 80, Le Goff passou a militar em favor da idéia de “Europa cultural”: unidade cultural ancestral que legitima a unidade econômica atual e os meios para sua efetivação. Tal legitimidade, deixa claro, se fundamenta na superioridade dos valores europeus, cujo humanismo e democracia são propostos ao mundo. A defesa da Europa reverte, assim, para aquela de uma certa globalização. Esta se caracterizaria igualmente pela difusão dos ideais europeus dos direitos do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_DyT5kw4I/AAAAAAAAEpM/AvvvBLnNqNw/s1600/Guilielmo+Blaeuw,+Europa,+s%C3%A9culo+XVIII.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458296542498964354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_DyT5kw4I/AAAAAAAAEpM/AvvvBLnNqNw/s400/Guilielmo+Blaeuw,+Europa,+s%C3%A9culo+XVIII.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa da Europa, por Guilielmo Blaeuw, século XVIII.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O texto foi concebido como um pequeno dicionário temático, realizando um apanhado geral das teses, métodos e teorias que marcaram as pesquisas do autor. Da junção entre a necessidade de defesa da “Europa cultural” e a Idade Média de Le Goff decorrem dificuldades. Estas não permitem ao autor realizar o esperado estudo das acepções históricas do termo “Europa”, o que deve ser atribuído a seu pequeno interesse para a comprovação da tese da obra. Assim, “Europa” permanece um termo vago – ora é o Ocidente, ora a cristandade, ora parece circunscrever-se à França e à Alemanha, ora inclui a Grécia para logo deixar de fazê-lo – cuja realidade é tecida a partir da afirmação da “europeicidade” dos temas de eleição do autor. Submetidos ao método da história global e à teoria da longa duração, estes elementos são perfilados sem que suas relações com a idéia de Europa sejam documentadas. &lt;br /&gt;Editado pela primeira vez em 2003, o livro apresenta-se como um, verdadeiro empreendimento europeu. Publicado simultaneamente na França, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Itália, faz parte do projeto Faire de l’Histoire – coleção que pretende tratar de grandes temas da história européia. A despeito da resposta afirmativa à pergunta que constitui o título original da obra, esta começa com uma afirmação ponderada: “A Europa se constrói. É uma grande esperança”. O objetivo do estudo é portanto participar de uma construção do presente. A dificuldade de sustentar o empreendimento em um período recuado como o medieval, quando a noção de fronteira é incipiente e a amarração dos territórios e populações acontece fica evidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta ao leitor decidir se tem razão o autor ou aqueles que afirmam que, embora o termo “Europa” tenha uma longa história, a “idéia” de Europa é um fenômeno que tem como marco a Revolução Francesa – de onde derivam e se difundem os ideais modernos de direitos do homem, humanismo e democracia - e, mais recentemente, as disputas ideológicas em torno da reconstrução dos países destruídos pelas duas guerras mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista História Viva&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-8870524724747924125?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/8870524724747924125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=8870524724747924125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/8870524724747924125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/8870524724747924125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/europa-nasceu-na-idade-media.html' title='&lt;strong&gt;A Europa nasceu na Idade Média?&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_DL-cYQYI/AAAAAAAAEpE/BTLCkmKr9GU/s72-c/capalegoff150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-1817915413685470074</id><published>2010-04-09T17:03:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T17:11:04.741-07:00</updated><title type='text'>O retorno (triunfal) de Arquimedes</title><content type='html'>&lt;em&gt;Recuperação do Códex C, onde o maior físico-matemático da Antigüidade trata da flutuabilidade dos corpos, emerge sob um velho livro de orações&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_A4CjTBCI/AAAAAAAAEo0/t-xBRdHzRvQ/s1600/codex1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458293342386455586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_A4CjTBCI/AAAAAAAAEo0/t-xBRdHzRvQ/s400/codex1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros são surpreendentes. E podem ser ainda mais quando se referem a outros livros, especialmente se o relato tratar do que já é considerado a “oitava maravilha do mundo”: o Códex C de Arquimedes, o mais famoso físico-matemático da Antigüidade e um dos maiores gênios da história nessas áreas do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se sabe sobre Arquimedes, já que a biografia escrita por seu amigo, Heracleides, foi perdida. Entre as poucas referências está o fato de que seu pai foi o astrônomo Fídias, segundo o próprio Arquimedes registrou em O contador de grãos de areia. Ele também pode ter sido parente do rei Hieron II, segundo Plutarco e Políbio, e é bastante provável que tenha visitado Alexandria, por várias evidências conhecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquimedes acabou popularizado pela expressão eureca, para se referir a uma de suas descobertas: o princípio da flutuabilidade. Segundo a lenda, tomado pela emoção da descoberta ele teria saltado nu, de uma banheira, correndo pelas ruas e gritando “eureca, eureca” (“descobri, descobri”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais famoso gênio da Antigüidade teria sido morto por soldados romanos, durante a Segunda Guerra Púnica, em 262 a.C. Conta-se que soldados romanos invadiram a praia de Siracusa, onde um velho (Arquimedes) desenhava círculos na areia. Sem suspeitar da identidade do matemático, os soldados o teriam assassinado por uma razão fútil: ele teria se recusado a obedecer a ordens, para não interromper um raciocínio que supostamente desenvolvia. Sua sepultura teria sido decorada com o desenho de uma esfera no interior de um cilindro, parte de uma de suas demonstrações matemáticas. Arquimedes determinou o valor de Pi (3,1416...), fundamental em matemática, em meio a um vasto conjunto de outras criações, descobertas e desenvolvimentos, entre os quais magníficas máquinas de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do Códex C, para resumir detalhes que renderiam ao menos um outro livro, pode ser contada a partir de 1204, numa nova guerra envolvendo bárbaros soldados cristãos determinados a conquistar Jerusalém. Numa parada em Constantinopla (atual Istambul), então a cidade mais rica da Europa oriental, eles fizeram o saque que produziu uma das maiores perdas da história da cultura. Comparada às dos guerreiros cristãos, a destruição que George W. Bush produziu no patrimônio cultural do Iraque, o berço da história, é absolutamente irrelevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da destruição generalizada feita pelos cristãos em Constantinopla pouca coisa de salvou, entre elas três textos de Arquimedes que desapareceram posteriormente. O primeiro foi o Códex B – a última notícia dessa obra a localizava na biblioteca papal em Viterbo, ao norte de Roma, em 1311. O seguinte foi o Códex A, que teria integrado a biblioteca de um humanista italiano, em 1564. Cópias desses dois livros alimentaram as especulações de Leonardo, Galileu, Newton e Leibnitz, mas nenhum deles soube do paradeiro do terceiro livro, o Códex C. Nada menos que 800 anos depois do saque de Constantinopla, o Códex C entrou em cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tudo isso ocorreu em detalhes é o que está contado em Códex Arquimedes – Como um livro de orações revelou a genialidade de um dos maiores cientistas da Antigüidade, escrito por Reviel Netz e William Noel. Como o surpreendente reaparecimento da obra, a entrada dos autores do livro em cena também é obra do que se pode chamar de “fiação invisível do mundo”, conectando os fatos mais inesperados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não tirar o prazer do leitor nessa incursão pelas profundezas históricas convém adiantar que, se tivesse sido recuperado muito antes, certamente o Códex C não teria provocado maior impacto. E isso porque não havia sofisticação tecnológica suficiente para identificá-lo num palimpsesto, obra escrita sobre pele de cabra e que costumava ser raspada para a produção de outro livro. E o que aparecia com maior destaque aqui era um livro de orações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_BiZ6wZKI/AAAAAAAAEo8/fF1iwaiVOgg/s1600/codex2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458294070213371042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_BiZ6wZKI/AAAAAAAAEo8/fF1iwaiVOgg/s400/codex2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Anotações de Arquimedes, escondidas sob manuscrito de orações, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;estão sendo lidas com auxílio de raio X fluorescentes.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O que está sendo chamado de Palimpsesto de Arquimedes foi lido com a ajuda da tecnologia de raios X fluorescentes, produzidos pelo Centro do Acelerador Linear da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Detalhes de como tudo isso ocorreu e a razão de Netz e Noel serem os autores do livro que revela essa epopéia é parte das descobertas que o leitor fará, como se participasse diretamente das investigações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista História Viva&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-1817915413685470074?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/1817915413685470074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=1817915413685470074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1817915413685470074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1817915413685470074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/o-retorno-triunfal-de-arquimedes.html' title='&lt;strong&gt;O retorno (triunfal) de Arquimedes&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7_A4CjTBCI/AAAAAAAAEo0/t-xBRdHzRvQ/s72-c/codex1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-3108389422446308542</id><published>2010-04-01T11:52:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T12:24:03.345-07:00</updated><title type='text'>Deuses e Mitos na Vida dos Gregos</title><content type='html'>&lt;em&gt;O espaço dos deuses na vida dos gregos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7Tr6mslp5I/AAAAAAAAEjM/PiVRwkPMd_k/s1600/olimpo_thumb%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 287px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7Tr6mslp5I/AAAAAAAAEjM/PiVRwkPMd_k/s400/olimpo_thumb%5B2%5D.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455244440705017746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Grécia Antiga, as várias cidades-estados eram parte de uma mesma comunidade religiosa: tinham as mesmas crenças e rituais, tanto que se faziam representar num santuário comum, Delfos, e se uniam para rituais, como, por exemplo, os que aconteciam nas festas pan-helênicas, como as Olimpíadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião, em todos os seus aspectos, diz respeito ao universo sagrado, ou seja, aquele que ultrapassa os poderes e as virtudes humanas, que as transcende e que contém verdades absolutas. O conteúdo desse universo sagrado são as divindades e seus poderes, os mitos e lendas. Para que o universo profano (não sagrado) entre em contato com o sagrado é preciso realizar uma série de ações significativas, os rituais, praticados segundo o conhecimento da tradição religiosa, transmitido por pessoas que tiveram a incumbência de guardá-lo e ensiná-lo às gerações seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os gregos, a tradição religiosa era transmitida oralmente por poetas como Homero e Hesíodo, que viveram entre os séculos IX a.C. e VIII a.C., inspirados por divindades ligadas à música e à poesia, as Musas. Seus relatos foram retomados por dramaturgos dos séculos V a.C. e IV a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As divindades&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os gregos, a religião era politeísta, ou seja, eram vários os deuses em que acreditavam e que davam origem a diversas crenças, cultos e práticas religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fenômenos da natureza, entre os gregos, às vezes eram divindades, como a Noite, outras vezes estavam estreitamente ligados aos deuses. O relâmpago, por exemplo, era resultado da ação de Zeus, e por isso os lugares atingidos pelos raios eram considerados sagrados, diferenciados dos outros lugares em que não havia manifestação dos deuses, os lugares comuns, ou profanos. Os gregos acreditavam que a água causava os tremores de terra e, como tudo o que se relacionava à água era relativo a Posêidon, então o deus do mar era chamado sacudidos de terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As almas dos antepassados também eram cultuadas pelas famílias, através de uma série de rituais que ficavam a cargo das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia ainda os seres imortais, com poderes extraordinários e considerados deuses; alguns eram originários de tradições de outros povos. Deméter, por exemplo, deusa da terra, se assemelhava às antigas deusas da fertilidade, comuns no período Neolítico; Afrodite, deusa do amor, seria uma deusa da tradição mesopotâmica, Astarté; Dioniso e Hefesto teriam vindo do Oriente, da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditava-se que esses deuses habitavam o monte Olimpo, na Tessália, embora algumas versões localizassem sua morada no céu. São doze os principais: Zeus, deus do trovão, o mais poderoso dos deuses, o que voa; Hera, sua esposa; Posêidon, deus dos mares, o que treme a terra; Deméter, deusa da fertilidade da terra; Apolo, deus da música; Atena, deusa da sabedoria; Afrodite, deusa do amor; Hefesto, deus do fogo e da metalurgia; Ares, deus da guerra; Hermes, o deus mensageiro; Ártemis, deusa caçadora; Héstia, deusa dos lares. Havia outros deuses tão importantes quanto esses, e que às vezes figuravam entre os doze deuses do Olimpo: Plutão ou Hades, senhor do reino dos mortos, e Dioniso, deus do vinho, da euforia, ou ainda Hebe, deusa da juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os mitos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, a compreensão do valor dos deuses gregos é possível através dos relatos contidos nos mitos, que são narrações de verdades essenciais para a compreensão da natureza, do universo, do ser humano e da sociedade. Ao conjunto de mitos dá-se o nome de mitologia, que constitui a memória de uma soma de valores e de uma espécie de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mito da origem do mundo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa da origem do mundo, segundo os gregos, a partir da versão de Hesíodo, no poema Teogonia (isto é, "nascimento dos deuses"), é o texto que transcrevemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro nasceu Caos, a existência indistinta; depois nasceram a Terra (Gaia) e Eros. [...] Caos gerou a Noite, que gerou o Dia. A Terra gerou o Céu (Urano), as Montanhas e o Mar; uniu-se ao Céu (Urano) e gerou os Titãs, Réia, Têmis, Memória, os Ciclopes, fabricantes do raio, os Gigantes, de cinqüenta cabeças e cem braços, e Cronos, o tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] Guiados por Eros, os deuses se reproduzem: há os filhos da Noite, entre os quais estão a Morte, o Sono, os Sonhos e as Parcas, divindades do destino, de cujos desígnios nem os deuses escapavam, que eram três: Fiandeira, Distribuidora e Inflexível; e a linhagem do Mar. Nereu e as várias Nereidas, suas filhas, Espanto, Ceto, entre vários outros.[...] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Céu (Urano) detestava os filhos, e escondia-os na Terra; até que ela, atulhada, criou uma foice e deu-a a seus filhos, para que castrassem o pai. Todos ficaram com medo, mas Cronos aceitou a missão, e, ao entardecer, quando o Céu se deitava junto com a Terra, a cumpriu. [...] A partir daí começa o domínio da segunda geração de deuses, encabeçados por Cronos. Cronos sabia que ia ter um destino semelhante ao do seu pai, ser destronado por um de seus filhos; então os engolia à medida que iam nascendo do ventre de Réia. Foi assim com Hera, Deméter, Héstia, Hades e Posêidon; quando Zeus nasceu, Réia deu uma pedra para Cronos engolir e escondeu o filho, que cresceu e cumpriu o destino de destronar o pai. Como ele fez isso não é dito, mas fez Cronos vomitar seus irmãos. Depois disso, aliado aos outros deuses e aos Gigantes, derrotou os Titãs numa guerra terrível, na qual os deuses se aliaram aos Gigantes, filhos da Terra. &lt;br /&gt;O domínio de Zeus marca a terceira geração de deuses. Ele repartiu o mundo com seus irmãos. Posêidon ficou com os mares, Hades com o mundo subterrâneo, e a ele próprio coube o céu. Essa geração também teve muitos filhos. De Zeus e Deméter nasceu Perséfone: de sua união com Memória nasceram as Musas; com Leto, Apolo e Ártemis; com Hera, Ares, Hebe e Ílitia; com Maia, Hermes; com Sêmele, Dioniso. Mas a primeira esposa de Zeus, Métis, a astúcia, foi engolida por ele, porque estava destinada a dar à luz dois filhos: um era Atena, e o outro seria aquele que destronaria seu pai. Zeus engoliu Métis e ficou astucioso, e gerou Palas Atena, que nasceu de sua cabeça. &lt;br /&gt;(Hesíodo, Teogonia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a do mundo, a origem do homem é relatada por inúmeros mitos que falam de seus antepassados: em algumas regiões eram considerados filhos da Terra, em outras eram formigas transformadas, ou seres feitos a partir do barro ou da areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num fragmento atribuído a Hesíodo, encontra-se uma história sobre a origem dos habitantes da ilha de Egina, segundo a qual a deusa Egina teve um filho com Zeus, Éaco, que ficou inteiramente só na ilha. Ao tornar-se adulto, a solidão o aborrecia. Para acabar com essa solidão, Zeus converteu as formigas da ilha em homens e mulheres, concedendo a Éaco um povo chamado urirmidões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia também mitos sobre relações entre pais e filhos. Um exemplo é o mito de Édipo, que foi tratado pelo dramaturgo Sófocles na tragédia Édipo-Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Édipo era filho do rei de Tebas, Laio, e sem saber matou seu próprio pai, casando-se com sua mãe, Jocasta, que ele não conhecia. Tudo isso aconteceu porque quando Édipo nasceu seus pais foram informados de uma profecia que relatava seu destino. Para evitá-lo, ordenaram a um criado que matasse o menino. Porém, penalizado com a sorte de Édipo, ele o entregou a um casal de camponeses que morava longe de Tebas para que o criassem. Édipo soube da profecia quando se tornou adulto. Saiu então da casa de seus pais adotivos para evitar a tragédia, ignorando que aqueles não eram seus legítimos genitores. Eis que, perambulando pelos caminhos da Grécia, encontrou-se com Laio e seu séquito, que, insolentemente, ordenou que saísse da estrada. Édipo reagiu e matou os integrantes do grupo, sem saber que estava matando seu verdadeiro pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou a viagem até chegar a Tebas, dominada por uma Esfinge, que devorava as pessoas que não decifrassem seu enigma: “Qual o animal que anda com quatro patas ao amanhecer, duas ao meio dia e três ao entardecer?”. Édipo decifrou o enigma, respondendo: o homem. A Esfinge morreu, Édipo tornou-se herói de Tebas e casou-se com a rainha, Jocasta, a mãe que desconhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mito grego foi relido pelo psicanalista austríaco Freud, que nele encontrou pistas para elaborar suas idéias acerca da relação dos filhos com o genitor do sexo oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como são vários os mitos sobre a relação entre os homens, também são muitos os que dizem respeito à relação entre os deuses e os homens. Um deles, por exemplo, é o de Prometeu, outro é o de Pandora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometeu era um titã, portanto, descendente de Urano, como Cronos, e derrotado por Zeus, conforme a história de Hesíodo. Titãs, segundo o mesmo Hesíodo, seriam “aqueles que por presunção teriam tentado realizar uma grande obra porém foram punidos”. Essa grande obra foi partilhar a audácia do plano divino com os homens. O que aconteceu da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O titã Jápeto, irmão de Cronos, tinha dois filhos que se tornaram o elo entre os deuses e os humanos: Prometeu (que quer dizer “o astuto”) e Epimeteu (que quer dizer “o que só aprende depois do erro”). Segundo Platão, depois que os deuses fizeram as criaturas com uma mistura de terra e fogo, deram aos irmãos Prometeu e Epimeteu a incumbência de dar a cada uma delas a capacidade que lhe fosse mais adequada. Para essa tarefa eles tinham um certo prazo, ao fim do qual as criaturas sairiam das trevas do centro da terra para a luz. Eles combinaram que Epimeteu faria o serviço e Prometeu o verificaria. E assim foi feito. Epimeteu distribuiu força, alimentos, velocidade, proteção a todos, de tal forma que as criaturas pudessem sobreviver; no entanto, deixou o homem nu, sem nenhum atributo que o protegesse. Quando Prometeu foi verificar o trabalho de seu irmão, percebeu perplexo a situação do homem. Resolveu roubar as artes de Hefesto e Atena - a metalurgia e a tecelagem - e o fogo, que deram ao homem a sabedoria e as condições para enfrentar os problemas da vida cotidiana. Por isso os homens têm uma maior proximidade com os deuses do que as outras criaturas. Mas também por isso Prometeu foi castigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou acorrentado por trinta mil anos no pico mais alto do Cáucaso, tendo o fígado picado por um pássaro, até que Hércules, o semideus filho de Zeus, o libertou. Segundo alguns, sua libertação deveu-se ao fato de Zeus querer tornar seu filho famoso, porém outros interpretam-na como recompensa por Prometeu ter guardado o segredo da deposição de Zeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo as várias versões da história de Prometeu, sua libertação exigiu que ele deixasse um outro imortal sofrendo em seu lugar. Quem tomou para si o sofrimento de Prometeu foi o centauro Quíron, que fora ferido acidentalmente por Hércules. Quíron passou a ser identificado com a invenção da arte de curar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mito da criação da mulher&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira mulher surgiu como uma represália de Zeus contra o roubo do fogo por Prometeu, segundo o relato de Hesíodo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Jápeto, sobre todos hábil em tuas tramas,/apraz-te furtar o fogo fraudando-me as entranhas;/grande praga para ti e para os homens vindouros!/Para esses em lugar do fogo eu darei um mal e/todos se alegrarão no ânimo, mimando muito este mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse assim e gargalhou o pai dos homens e dos deuses;/ ordenou então ao ínclito Hefesto muito velozmente/terra à água misturar e aí pôr humana voz e/força, e assemelhar de rosto às deusas imortais/esta bela e deleitável forma de virgem; e a Atena/ensinar os trabalhos [...]/ em seu peito, Hermes Mensageiro[...]/mentiras, sedutoras palavras e dissimulada conduta/forjou, por desígnios de Zeus. [...] E a esta mulher chamou /Pandora porque todos os que têm olímpica morada/deram-lhe um dom, um mal aos homens que comem pão.&lt;br /&gt;(Hesíodo, Os trabalhos e os dias.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mulher foi dada de presente ao irmão de Prometeu, Epimeteu (o que vê depois), e trouxe consigo, em uma caixa (em algumas versões, num jarro), todos os dons maléficos que os deuses lhe deram. Proibiu-lhe abri-Ia, mas ele, cada vez mais curioso, não agüentou e, vendo-se sozinho, abriu-a. De dentro saíram as doenças, as infelicidades, todos os males que os homens não conheciam até então. Desde esse dia os homens passaram a sofrer, e os longos e despreocupados festins que tinham com os deuses nunca mais aconteceram.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As mudanças da humanidade &lt;br /&gt;do ponto de vista da mitologia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sociedades antigas imaginavam que ao longo do tempo as formas de vida da humanidade, sempre ligadas aos deuses, sofriam transformações. Dividiam, assim, o tempo em épocas que em geral demonstravam uma degradação nas condições de vida. E muito freqüente encontrarmos quatro épocas entre os gregos. Porém, segundo o que nos conta Hesíodo, até enquanto viveu, houve cinco épocas ou raças. A raça de ouro, a raça de prata, a raça de bronze, a raça dos heróis e a raça de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raça de ouro não tinha nenhum problema característico da humanidade: dor, sofrimento, tristeza e penúria. Terminou porque não temia os deuses, e por isso foi destruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raça de prata era uma raça inferior, que vivia na infância por longo tempo e quando chegava à adolescência sofria muito, por insensatez e por excesso. Nada a continha, nem o respeito aos deuses. Por isso, Zeus a escondeu sob a Terra para que não o desonrasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A raça de bronze era terrível e forte &lt;br /&gt;como o bronze, e matou-se a si mesma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raça dos heróis:&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;[...] raça divina de homens e heróis e são chamados semideuses, geração anterior à nossa na terra sem fim. A estes a guerra má e o grito temível da tribo a uns [...] fizeram perecer pelos rebanhos de Édipo combatendo, e a outros, embarcados para além do grande mar abissal, a Tróia lavaram por causa de Helena de belos cabelos, ali certamente remate de morte os envolveu todos e longe dos humanos, dando-lhes sustento e morada Zeus Cronida Pai nos confins da terra os confinou.[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A raça de ferro:&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Antes não estivesse eu entre os homens da quinta raça, mais cedo tivesse morrido ou nascido depois. Pois agora é a raça de ferro e nunca durante o dia cessarão de labutar e penar e, nem à noite de se destruir; e árduas angústias os deuses lhes darão. Entretanto a esses males bens estarão misturados. Também esta raça de homens mortais Zeus destruirá, no momento em que nascerem com têmporas encanecidas. [...] vão desonrar os pais tão logo estes envelheçam e vão censurá-los, com palavras duras insultando-os; cruéis; sem conhecer o olhar dos deuses e sem poder retribuir aos velhos pais os alimentos; [...] a todos os homens miseráveis a inveja acompanhará, ela, malsonante, malevolente, maliciosa ao olhar. Então, ao Olimpo, da terra de amplos caminhos, com os belos corpos envoltos em alvos véus, à tribo dos imortais irão, abandonando os homens, Respeito e Retribuição; e tristes pesares vão deixar aos homens mortais. Contra o mal força não haverá!&lt;br /&gt;(Hesíodo, Os trabalhos e os dias.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à vida depois da morte, os gregos acreditavam que a morada dos mortos era o Hades, domínio do irmão de Zeus, Plutão. Localizava-se nos subterrâneos, rodeado de rios, que só poderiam ser atravessados pelos mortos. Os mortos conservavam a forma humana, mas não tinham corpo, não se podia tocá-los. O Hades tinha uma espécie de cão de guarda, o terrível Cérbero de três cabeças. Os mortos vagavam pelo Hades, mas também apareciam no local do sepultamento. Havia rituais cuidadosos nos enterros, e os mortos eram cultuados, principalmente pelas famílias em suas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também havia a ilha dos bem-aventurados, um local de eterno prazer, reservado aos heróis, que eram criaturas especiais, às vezes humanos consagrados por atos de extrema bravura; outras vezes semideuses, filhos de deuses e humanos, que também tinham realizado grandes feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cultos ou rituais &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As divindades gregas, como as de todas as religiões, são consideradas seres dotados de consciência como o homem, porém com poderes superiores aos humanos. Uma vez que as divindades são seres conscientes, os homens pretendem relacionar-se com tal poder superior atingindo suas consciências da mesma forma como fazem entre si: através de laços afetivos e de trocas, que se realizam por sacrifícios, preces, oferendas e por sistemas de consultas, - os oráculos -, que muitas vezes são realizadas nos templos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os sacrifícios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Os sacrifícios eram uma forma de repetir os banquetes dos deuses com os homens, quando ambos partilhavam da vítima do sacrifício, seguindo um ritual no qual um animal doméstico era conduzido em procissão, ao som de flautas, até o altar exterior do templo; os participantes e o animal eram ornados com coroas de flores. A solenidade acontecia no exterior do templo, e poucos podiam nele entrar, pois era a casa do deus. Acreditavam que o deus efetivamente morava ali, senão sempre, pelo menos de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No altar, o animal era morto, depois aberto para que os sacerdotes lessem nas suas entranhas, especialmente no fígado, uma mensagem que mostrasse a disposição dos deuses. Se ela fosse favorável, os ossos do animal, envoltos em gordura, eram postos no fogo, junto com ervas aromáticas, e a fumaça subia aos deuses. Certas carnes eram assadas no mesmo fogo do altar e comidas pelos participantes; o restante da carne do animal era cozido e dividido em partes iguais para ser consumido dentro ou fora do templo, por alguns ou por todos os participantes da cerimônia. Alguns pedaços eram reservados ao sacerdote que presidia a cerimônia. Qualquer cidadão podia exercer essa função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual em geral era esse que foi descrito, mas havia variações. Em algumas ocasiões eram oferecidos frutos e cereais, sem que houvesse carne ou sangue na cerimônia. Outros sacrifícios exigiam a queima total da vítima; eram chamados holocaustos, e geralmente serviam para aplacar a cólera de divindades terríveis, como Deméter ou Hades. Essas variações no rito aconteciam conforme o tempo e o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os oráculos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os gregos havia templos dedicados aos vários deuses, e em alguns deles existiam oráculos, sistemas de interpretação da sabedoria dos deuses, que se comunicavam com os homens que vinham pedir conselhos ou saber do futuro. Muitas vezes a consulta não era pessoal, envolvia uma cidade inteira, sobretudo em épocas de guerra ou de peste.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;As maneiras de os deuses responderem às perguntas variavam. Por exemplo, em Delfos, no oráculo de Apolo, o deus respondia pela boca de uma sacerdotisa, a Pítia ou Pitonisa, que entrava em transe e incorporava o deus, mais ou menos como os filhos-de-santo nos terreiros de umbanda e candomblé. Em outros templos, o homem podia ocupar a função de intermediário entre os homens e os deuses. Um exemplo disso era o que ocorria no oráculo de Zeus, em Dodona, onde sacerdotes interpretavam o balançar das folhas dos carvalhos sagrados como a fala do deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consulta ao oráculo era uma ocasião solene, como uma visita ao próprio deus, e exigia vários rituais, como podemos ler neste relato de Pausânias, que descreveu, em suas viagens pela Grécia, como era o oráculo de Trofônio, uma divindade local absorvida por Zeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece no oráculo é o seguinte: quando uma pessoa está decidida a descer ao oráculo de Trofônio, deve se alojar num certo lugar por alguns dias. Nesse tempo, entre outras regras para a purificação, se abstém de banhos quentes, banhando-se apenas no rio Hercyna. Deve sacrificar a Trofônio, a Apolo, a Cronos, a Zeus rei, a Hera do carro e a Deméter Europa. Nos sacrifícios um adivinho está presente, e olha nas entranhas da vítima para ver se Trofônio vai receber a pessoa que desce. A melhor vítima para revelar a disposição de Trofônio é uma ovelha, sacrificada por aquele que procura o oráculo na noite em que desce, invocando Agamedes, parceiro de Trofônio. Se as entranhas da ovelha indicarem, ele pode ir. Primeiro ele é levado ao rio Hercyna por dois meninos de treze anos, que o banham. Depois é levado por sacerdotes até algumas fontes, das quais ele deve beber a água do esquecimento e da memória, para se livrar de seus pensamentos e para se lembrar do que acontecer durante sua descida ao oráculo. Há uma imagem que só é mostrada aos que vão visitar o deus, que é então reverenciada. Daí se pode entrar no oráculo, que fica numa caverna na montanha, na qual se entra por uma escada. Lá dentro, o suplicante encontra um buraco, no qual deve entrar passando primeiro os pés. Depois que seus joelhos passam ele é puxado como que por um fio. Lá dentro fica sabendo do futuro, ouvindo ou vendo, conforme o caso. Quando volta, é levado pela mão dos sacerdotes até a cadeira da memória, onde conta tudo aquilo que soube pelo oráculo. Depois é levado ao alojamento, paralisado pelo terror. Gradualmente vai melhorando, e recupera a faculdade de rir. [...] O que eu conto não é de ouvir dizer; eu mesmo consultei o oráculo de Trofônio. &lt;br /&gt;(Pausânias.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos oráculos, os gregos acreditavam em presságios, sinais significativos que eram interpretados como um aviso dos deuses, como o vôo das aves, que em certas ocasiões eram identificados como bons ou maus. Na Guerra de Tróia, por exemplo, os troianos foram intimidados por uma águia que voava com uma serpente nas suas garras, ensangüentada, ainda viva, que picou a ave perto do pescoço, e eles acreditaram que era um presságio de Zeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os mistérios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mistérios eram celebrações secretas e tinham o objetivo de proporcionar ao iniciado uma vida melhor, após a morte. Os mais famosos eram realizados em Elêusis, perto de Atenas, e eram consagrados a Deméter, mas também havia mistérios consagrados a Mitra e a Ísis (divindades estrangeiras) e a Dioniso. Como era proibido ao iniciado revelar suas experiências nesses rituais, muito se imagina sobre eles, mas pouco se sabe, pois as descrições só fazem alusões e não descrevem exatamente como eram os rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausânias narra um culto de mistério:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...] À direita, saindo do templo, há um espelho na parede. Quem olha nele não se vê, ou vê uma imagem muito pequena, enquanto que os deuses (as estátuas do templo) podem ser vistos claramente. Mais à frente é o lugar onde os arcádicos celebram os mistérios, e sacrificam à Amante muitas vítimas. Mas eles não cortam a garganta das vítimas, como nos outros sacrifícios; cada um corta um membro da vítima, ao acaso. A essa Amante os arcádios cultuam mais do que a qualquer outro deus, e dizem que é filha de Deméter e Posêidon. Amante é o seu apelido, assim como Virgem é apelido da filha de Deméter e Zeus. Mas, enquanto se sabe que o nome da Virgem é Perséfone, o nome da Amante eu temo revelar para os não iniciados. Mais além, há o santuário da Amante, cercado por um muro de pedra; dentro crescem, de uma só raiz, um carvalho e uma oliveira sempre verdes. Há também um altar a Posêidon cavalo, e aos outros deuses também. No último deles há uma inscrição que diz que aquele é um altar comum a todos os deuses. &lt;br /&gt;(Pausânias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O convívio de deuses e homens na vida da cidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As festas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As festas eram sempre ocasiões de relação com os deuses. As Panatenéias, festas em homenagem a Atena, realizadas todos os anos, começavam com uma procissão que partia do bairro dos ceramistas (o Cerâmico) e atravessava o centro de Atenas para levar solenemente à Acrópole o peplo (manto), bordado todos os anos por jovens previamente escolhidas. Ele se destinava a vestir a estátua do culto de Atena. Os sacerdotes e todos os grupos sociais da cidade, incluindo os representantes dos metecos, formavam um longo cortejo cuidadosamente ordenado e acompanhado por efebos a cavalo. Chegando à Acrópole, sacrificavam quatro bois e quatro carneiros, diante do velho templo de Atena; depois, tantas vacas quantas fossem necessárias para alimentar toda a gente da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia, ainda, festas em honra de Apolo, as Pianépsias, ou festas das sementeiras, quando se ofereciam ao deus um prato de favas e vários outros legumes, misturados com farinha de trigo. Depois levavam em procissão um ramo de oliveira envolvido em lã e carregado de frutos da primeira safra, o que consideravam um talismã de fertilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas festas de significado estritamente religioso, havia concursos que possibilitavam o exercício da excelência, o que os gregos chamavam de areté, em várias atividades: atlética, lírica, musical, dramática (tragédia ou comédia). Até a beleza física era motivo de competição nos concursos de beleza, tanto entre mulheres como entre homens. Os prêmios eram simbólicos, do ponto de vista material: a grande recompensa do vitorioso era receber honras de herói. Nas Panatenéias, por exemplo, o prêmio do atleta vencedor da corrida com archotes era o azeite das oliveiras sagradas de Atena, em ânforas chamadas panatenaicas, cuja decoração incluía: de um lado, Atena Promacos (a que combate na primeira fila) de pé, entre duas colunas; e, de outro, a representação do concurso pelo qual o prêmio foi concedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um concurso que só ocorria em festivais era o de teatro, sempre presidido por um sacerdote do culto a Dioniso. Os festivais eram as únicas ocasiões em que havia representações dramáticas, que tinham sempre o intuito de mostrar a conduta humana e refletir sobre ela. Havia três gêneros de espetáculos teatrais: as tragédias, as sátiras e as comédias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tragédias apontavam as conseqüências terríveis de um comportamento desmedido, ao qual davam o nome de hybris. As sátiras e as comédias também tinham função educativa, apontando o ridículo da condição humana através de personagens estereotipados e ridículos. Podemos encontrar um exemplo nos personagens de Aristófanes, em As Nuvens, e ainda os dramas satíricos. As tragédias se diferenciavam das comédias e das sátiras não só pelo sentido do texto, mas pelas máscaras e roupas específicas usadas pelos atores, bem como pela linguagem utilizada - enquanto a tragédia exigia uma linguagem elevada, a comédia permitia o uso de palavrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Intrigas e paixões dos deuses entre si e pelos homens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de os deuses terem poderes incríveis - voar pela Grécia, dominar as forças da natureza, a imortalidade -, eles eram muito parecidos com os humanos nas suas emoções: raiva, ciúme, tristeza, amor, desejo, alegria, eram sentimentos compartilhados com os homens. Constantemente se apresentavam aos mortais sob forma humana, por eles se apaixonavam e com eles tinham filhos, gerando os semideuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses, como os homens, eram ambiciosos e intrigantes: muitos templos eram construídos em cada cidade, porém apenas um deus poderia ter o encargo de ser seu patrono. Os deuses podiam ter várias cidades sob sua proteção, o que era motivo de disputa entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra ocasião em que exercitavam suas raivas era nas guerras entre os homens, nas quais tomavam partido. Na Guerra de Tróia, por exemplo, quando os gregos chefiados por Agamêmnon foram resgatar Helena, raptada por Páris num ato de traição, alguns deuses apoiaram os gregos e outros apoiaram os troianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os deuses estavam reunidos; brindavam com as taças de ouro enquanto contemplavam a cidade dos troianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeus disse: - Duas deusas protegem Menelau, Hera e Atena. Ao adversário de Menelau (Enéas), Afrodite ajuda; ainda hoje o livrou da morte. Todavia, a vitória cabe a Menelau, amado de Ares. Deliberemos sobre o desfecho desse caso: incitaremos a guerra terrível ou lançaremos a paz sobre os dois povos? Hera, furiosa, disse: - Queres então anular os meus esforços? Faz como entenderdes, mas nem todos nós, os outros deuses, te aprovaremos. [...] Foi então que Palas Atena deu um ardor e audácia ao filho de Tideu, Diomedes [...], e empurrou-o para o meio, para o ponto mais cerrado do tumulto. [...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, Diomedes perseguia Cípris (Afrodite) com o bronze impiedoso. Sabia que ela era uma deusa sem bravura [...]. Quando a alcançou, feriu-a na mão. Correu então o sangue divino da deusa [...] e ela soltou um grande grito [...]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diomedes gritou-lhe: - Filha de Zeus, abandona a guerra e o morticínio. Não basta que seduzas mulheres sem valor? Se voltares à guerra, penso que a guerra te fará arrepiar, mesmo que te limites a assistir. [...] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atena disse: - Filho de Tideu, Diomedes, não temas, nesta ocorrência, nem Ares nem qualquer outro imortal, tão grande é minha ajuda. [...] Quando Ares, flagelo dos humanos, viu Diomedes, foi direto a ele; tentou atingi-lo, mas Atena desviou o golpe; Diomedes tirou sua lança, e Atena reforçou o golpe, atingiu o deus. Ares então gritou como dez mil homens, e subiu para os céus para se lamentar com Zeus, que respondeu: - Não venhas te lamentar. Tenho-te como o mais odioso dos deuses, pois só te comprazes na discórdia. &lt;br /&gt;(Homero, Ilíada.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos amores e emoções, os deuses tinham outras qualidades humanas; o espaço da mulher, na sociedade da pólis, por exemplo, era o mesmo que o da deusa Héstia, e o dos homens correspondia ao do deus Hermes, como foi visto no capítulo anterior.  Da mesma forma, todos os artesãos eram identificados a Hefesto (o deus ferreiro), os navegantes a Posêidon, os guerreiros a Ares, os reis a Zeus, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses também tinham uma vida política semelhante à dos homens: as decisões de Zeus eram comunicadas e discutidas em assembléia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo um relato de Homero, Zeus convocou uma assembléia para comunicar sua decisão sobre a Guerra de Tróia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeus, do alto do Olimpo, ordenou a Têmis que chamasse os deuses à Assembléia. [...] Não faltou sequer um dos rios, sequer uma das ninfas que habitam as florestas e as nascentes dos rios; Aquele que sacode a terra também veio, e perguntou: Por que, ó Fulminante, chamas de novo os deuses à Assembléia? Será por causa dos troianos e dos aqueus? Zeus respondeu: Sim, foi por isso; preocupo-me com esses homens. Vou ficar sentado no Olimpo, e assistir à batalha como a um espetáculo; vão vocês, os outros deuses, ajudar um dos dois partidos, cada um conforme sua idéia [...].&lt;br /&gt;(Homero, Ilíada)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://culturabrasil.pro.br "&gt;Cultura Brasil&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-3108389422446308542?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/3108389422446308542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=3108389422446308542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/3108389422446308542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/3108389422446308542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/deuses-e-mitos-na-vida-dos-gregos.html' title='&lt;strong&gt;Deuses e Mitos na Vida dos Gregos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7Tr6mslp5I/AAAAAAAAEjM/PiVRwkPMd_k/s72-c/olimpo_thumb%5B2%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-1666655697883862949</id><published>2010-03-27T20:01:00.001-07:00</published><updated>2010-04-02T16:12:11.395-07:00</updated><title type='text'>As lições do Peloponeso e as semelhanças com a Guerra Fria</title><content type='html'>&lt;em&gt;A disputa entre Atenas e Esparta, no século 5 a.C., foi muito parecida com as décadas de tensão da Guerra Fria. A diferença é que as duas potências gregas não ficaram só nas ameaças&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S67Gw_cShAI/AAAAAAAAEf0/xJjfLp8BhI0/s1600/Guerra%2520do%2520Peloponeso%2520-%2520BRASIL%2520ESCOLA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 373px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S67Gw_cShAI/AAAAAAAAEf0/xJjfLp8BhI0/s400/Guerra%2520do%2520Peloponeso%2520-%2520BRASIL%2520ESCOLA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453514743758357506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hesitação prudente passou a ser covardia; moderação tornou-se sinônimo de falta de hombridade. A sociedade ficou cindida em dois campos, nos quais homem nenhum confiava em um amigo.” Essas palavras horrorizadas foram escritas pelo grego Tucídides, que acompanhou a Guerra do Peloponeso, travada entre 431 a.C. e 404 a.C. Um dos fundadores da ciência que hoje chamamos de história, ele previu que aquele duelo, que opôs Atenas e Esparta, mudaria para sempre o mundo grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali não estavam em jogo apenas território e riqueza, mas dois estilos opostos de vida. De um lado, a democracia de Atenas. De outro, a conservadora Esparta, comandada por uma pequena elite militarizada. E as duas não lutaram sozinhas. Atenas liderava as cidades-estado filiadas à Liga de Delos, promovendo seu modelo democrático em todas elas. Já Esparta era a líder de outro grupo de comunidades, a Liga do Peloponeso, em que a regra era o governo oligárquico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Generais, diplomatas, políticos e estudiosos comparam as condições que levaram à guerra na Grécia com o que poderia ter ocorrido na época da Guerra Fria”, diz o historiador americano Donald Kagan em A Guerra do Peloponeso. Lançado no Brasil no fim de 2006, o livro une os textos clássicos de Tucídides a descobertas recentes para compor um retrato detalhado do conflito. E, conhecendo de perto essa trágica história, não é difícil encontrar semelhanças entre a situação bipolar vivida pelos gregos e a rivalidade que assombrou o mundo na segunda metade do século 20. A tensão entre os Estados Unidos e a União Soviética surgiu depois do fim da Segunda Guerra, em 1945. Após se unirem para derrotar a Alemanha de Hitler, os dois países emergiram como superpotências rivais. Os americanos pretendiam espalhar pelo mundo o capitalismo e a democracia, enquanto os soviéticos buscavam disseminar o socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rixa entre Atenas e Esparta também começou após uma estrondosa vitória conjunta. Em 479 a.C., na batalha de Platéia, as duas cidades-estado tinham liderado os gregos na expulsão dos invasores persas. Pouco depois, entretanto, a desconfiança mútua tomou conta de ambas as aliadas. Esparta temia a supremacia naval de Atenas, que continuou à frente dos gregos na luta para libertar as cidades-estado da Ásia ainda sob domínio persa. Nos anos seguintes, Atenas encheu o cofre com pilhagens das batalhas e estendeu sua esfera de influência por todo o mar Egeu, consolidando a Liga de Delos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os atenienses também se sentiam inseguros diante dos espartanos. Enquanto Atenas tinha expandido sua influência pelo mar, Esparta havia utilizado seu disciplinado exército para ganhar a supremacia no interior da península do Peloponeso, ao sul da Grécia. Com o “quintal” em ordem, o que impediria os espartanos de clamar por mais poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paranóia de Atenas acabou se concretizando num tipo de construção que, nos anos 1960, viraria o grande símbolo da Guerra Fria em Berlim, na Alemanha. Temendo um ataque repentino de Esparta, os atenienses decidiram erguer um muro em volta de si. Os espartanos nada disseram (segundo Tucídides, ficaram “secretamente amargurados”). Mas, depois que a muralha foi construída, os radicais de Esparta propuseram um ataque imediato. Foram contidos após um intenso debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação, porém, se complicaria ainda mais. Em 465 a.C., Esparta enfrentou uma revolta de escravos. Como oficialmente todas as cidades-estado que haviam lutado contra os persas ainda eram aliadas, várias partes da Grécia saíram em seu socorro. Atenas não foi exceção: mandou um grupo de hoplitas (soldados que usavam armaduras). Os espartanos, porém, pediram que eles se retirassem dali, levando junto suas “idéias perigosas”. O medo, claro, era de que o povo de Esparta se sentisse atraído pela democracia. Os atenienses se retiraram, mas ficaram ofendidos. Desmancharam a aliança com Esparta e firmaram um pacto com a cidade-estado de Argos, o pior inimigo dos espartanos. E mais: acolheu de braços abertos os escravos sobreviventes do levante, expulsos de Esparta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 459 a.C, 20 anos após a vitória sobre os persas, a relação entre as duas superpotências gregas já estava deteriorada. Cidades-estado menores começaram, então, a tirar proveito da instabilidade para lutar entre si. Foi o caso de Corinto e Megara, que entraram numa disputa por fronteiras. Ambas estavam na esfera de influência de Esparta, que optou por não intervir no conflito. Megara, sentindo-se prejudicada, foi buscar a ajuda de Atenas, que topou entrar na guerra a seu favor. O problema é que Corinto fazia parte da Liga do Peloponeso, encabeçada pelos espartanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito localizado deu origem a quase 15 anos de batalhas entre os aliados de Atenas e os de Esparta. As duas apoiaram seus protegidos, mas não chegaram a se enfrentar diretamente em conflitos de larga escala. Quando Esparta por fim se preparou para invadir Atenas, os pacifistas dos dois lados conseguiram, na última hora, forjar um acordo chamado de “Paz dos Trinta Anos”, encerrando as hostilidades em 446 a.C. O tratado estabelecia que nenhuma das superpotências podia interferir nas áreas de influência da rival e que os membros das alianças não podiam mudar de lado. O mundo grego foi formalmente dividido em dois. Como ocorreu com americanos e soviéticos, mais de 2 mil anos depois, o medo de atenienses e espartanos parecia maior que a vontade de brigar. Parecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vias de fato&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz foi posta em xeque pela primeira vez em 440 a.C., quando Samos, poderoso membro da Liga de Delos, revoltou-se contra Atenas. O que era uma fogueira virou um incêndio, pois os insurgentes logo conseguiram apoio da Pérsia. Sabendo disso, os radicais espartanos convocaram uma assembléia, reunindo toda a Liga do Peloponeso. Segundo eles, era a hora ideal de atacar Atenas. Manobrando nos bastidores, os pacifistas prevaleceram de novo (e Atenas esmagou a revolta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação se inverteu tempos depois, quando a Córcira, uma cidade neutra, entrou em guerra contra Corinto. Vendo que iam levar a pior, os córciros apelaram para Atenas. Relutando em entrar no jogo contra um membro da Liga do Peloponeso, os atenienses concordaram apenas em enviar uma pequena força de dez navios para atuar de modo defensivo, caso Corinto tentasse atacar a frota da Córcira. Foi o que ocorreu. Graças aos atenienses, os coríntios acabaram levando uma surra. Corinto reclamou a Esparta, acusando Atenas de interferência indevida no conflito. Os espartanos, entretanto, resistiram a ir à guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testada pela terceira vez, a paz não resistiu. Megara, que havia se aliado a Esparta, foi punida por Atenas com um bloqueio comercial. Em 432 a.C., diante das reclamações contra o “imperialismo” de Atenas, os espartanos convocaram seus aliados para uma assembléia. Os atenienses também foram chamados a se explicar. Seus diplomatas não queriam entrar em guerra contra Esparta. Mas escolheram o jeito errado de evitar o conflito. Diante da assembléia, em tom ameaçador, disseram que enfrentar os atenienses seria uma insensatez. Arquidamo, o rei espartano, era amigo do líder ateniense Péricles e entendeu o jogo de cena: apesar da fanfarronice, os atenienses queriam paz. A interpretação dos aliados de Esparta, entretanto, não foi a mesma. Tomados por décadas de ressentimento, exigiram guerra contra os arrogantes atenienses. Obrigada a aceitar a decisão, Esparta partiu para o confronto. Atenas não teve como recuar. E, a partir de 431 a.C., o conflito tragou toda a Grécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gregos lutavam seguindo um rígido código de batalha, que não permitia abusos de violência. Mas, dessa vez, as partes deixaram a ética de lado. “Ódio, frustração e desejo de vingança resultaram em uma progressão de atrocidades, que incluíam mutilação e assassinato dos inimigos capturados. Cidades inteiras foram destruídas, seus homens mortos, suas mulheres e crianças vendidas como escravos”, escreveu Kagan. A guerra terminou com a vitória de Esparta e seus aliados, mas não houve muito o que comemorar. O resultado dos combates arrasou a Grécia e jogou seus habitantes num período de barbárie. Fragilizadas, Atenas e Esparta foram submetidas ao domínio de uma nova potência, a Macedônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século passado, por sorte, Estados Unidos e União Soviética não imitaram atenienses e espartanos. Se a diplomacia grega se parece muito com a nossa, as armas contemporâneas ficaram muito mais letais. O livro de Kagan permite imaginar o que teria ocorrido se a tensão da Guerra Fria tivesse irrompido numa guerra direta. Com mísseis nucleares no lugar de barcos e hoplitas, tudo teria sido ainda mais triste que a legítima tragédia grega do Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidadãos, às armas!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando Atenas perdeu seus marinheiros, o povo assumiu os remos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S67H1emeMrI/AAAAAAAAEf8/8fS1fT8ZgRM/s1600/trirremes....jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 302px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S67H1emeMrI/AAAAAAAAEf8/8fS1fT8ZgRM/s400/trirremes....jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453515920353669810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Guerra do Peloponeso, Atenas nunca perdeu a supremacia marítima. O segredo estava na habilidade de seus remadores, capazes de realizar manobras complexas sem desorganizar as três fileiras de remos dos trirremes (os barcos de combate gregos). Mas havia um ponto fraco: os marinheiros eram mercenários. Sabendo disso, em 406 a.C. Esparta se envolveu em negociatas com os persas e conseguiu dinheiro para comprar os serviços dos remadores de Atenas. Em pouco tempo, a maré pareceu estar mudando: depois de alguns combates, a combalida frota ateniense foi encurralada na ilha de Lesbos, no mar Egeu. Atenas fez, então, um último esforço de guerra. A primeira vítima, ironicamente, foi a estátua da deusa da vitória, Nike, que enfeitava a cidade. Ela foi derretida e seu ouro foi usado para montar uma nova frota. Mas quem iria remar? Só os escravos não bastariam. A solução foi convocar os cidadãos. Em vez de usar o voto para decidir os destinos da cidade, eles agora teriam que fazer isso no braço. Com muito improviso, Atenas e seus aliados reuniram 155 barcos. O combate teve lugar nas ilhas Arginusas, perto da costa da atual Turquia, onde Esparta tinha 120 trirremes. Apesar da inexperiência, os atenienses souberam usar sua superioridade numérica: em vez de dispor seus barcos numa fileira única, como era o costume, eles montaram linhas duplas, em que os de trás davam cobertura aos da frente. Surpresos, os espartanos não conseguiram evitar a mais humilhante das derrotas, que incluiu a morte de seu comandante, Calicrátidas. Acostumada a perder um quarto da frota toda vez que enfrentava Atenas, Esparta viu a proporção se inverter. Só um quarto de seus barcos voltou para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-1666655697883862949?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/1666655697883862949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=1666655697883862949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1666655697883862949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/1666655697883862949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/03/as-licoes-do-peloponeso-e-as.html' title='&lt;strong&gt;As lições do Peloponeso e as semelhanças com a Guerra Fria&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S67Gw_cShAI/AAAAAAAAEf0/xJjfLp8BhI0/s72-c/Guerra%2520do%2520Peloponeso%2520-%2520BRASIL%2520ESCOLA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-2580588377281790092</id><published>2010-03-23T18:39:00.001-07:00</published><updated>2010-03-27T20:08:55.532-07:00</updated><title type='text'>As gigantes rivais: Atenas e Esparta</title><content type='html'>&lt;em&gt;Conhecidas como arquiinimigas, não teriam o mesmo impacto na história se não estivessem ligadas por séculos. Suas rivalidades - e alianças - ajudaram a desenhar o mundo como o conhecemos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6lt8EY1z7I/AAAAAAAAEec/YGt07eg9h0A/s1600-h/guerra-peloponeso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 324px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6lt8EY1z7I/AAAAAAAAEec/YGt07eg9h0A/s400/guerra-peloponeso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452009702646206386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca um rei espartano tinha sido tão humilhado. Depois de passar fome e sede e agüentar um calor dos diabos por quase três dias, o soberano Cleômenes e sua guarda pessoal tiveram de pôr o rabo entre as pernas, entregar suas armas e deixar Atenas. Não seria exagero dizer que essa era a primeira grande vitória de uma invenção ateniense que ainda ia dar muito trabalho aos espartanos, a democracia – e, que ironia, o próprio rei de Esparta é que tinha tornado isso possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí você não deve estar surpreso. Afinal, todo mundo aprende que as duas cidades-estado mais poderosas da antiga Grécia eram inimigas, e não podiam ser mais diferentes entre si. Os atenienses valorizavam a arte e a literatura, brigavam por participação popular no governo e eram grandes navegantes. Os espartanos achavam que homem que é homem fala pouco, louvavam a obediência acima de tudo e ficavam de perna bamba só de ver um navio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece, porém, que as relações entre Atenas e Esparta estão longe de ter sido tão simples. Que o digam os filósofos, escritores e políticos atenienses que não escondiam sua admiração pelos rivais do sul. Durante a guerra dos gregos contra os persas, a partir de 480 a.C., as duas cidades comandaram lado a lado a resistência ao invasor, Esparta em terra e Atenas no mar. Sob certos aspectos, pode-se mesmo afirmar que os espartanos foram pioneiros nas reformas políticas que depois fariam a fama de Atenas, aumentando a participação dos cidadãos comuns nas decisões do governo. Foram primeiro os conflitos de interesse (a supremacia sobre as outras cidades gregas e o controle do comércio com a Ásia), e só depois as diferenças ideológicas entre democracia ateniense e rigidez espartana, que acabaram levando a uma baita briga entre as cidades, na qual a Grécia inteira afundou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Separadas no nascimento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a origem de ambas seja misteriosa, parece certo que os atenienses chegaram primeiro. Eles já ocupavam a península de Ática desde o período micênico (antes do século 13 a.C.). Não é à toa que eles costumavam se considerar autóctones, isto é, eles achavam que seus antepassados haviam nascido por ali mesmo. Por volta de 700 a.C., pelo menos, toda a região, composta por assentamentos rurais relativamente distantes uns dos outros, já se constituía numa unidade política comandada por Atenas. O solo pobre produzia trigo, uva e azeitona e fornecia a argila para produzir a boa cerâmica, que logo se tornou um dos principais artigos de exportação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em Esparta todo mundo sabia que era recém-chegado. Os espartanos eram dórios, um dos quatro principais grupos étnicos em que se dividiam os gregos (aqueus, jônios e eólios eram os outros) e chegaram ao Peloponeso (sul da península grega) vindos do noroeste, depois do fim do período micênico. Eles derrotaram os antigos habitantes e transformaram alguns em vassalos. Outros, os hilotas, não tiveram tanta sorte: viraram escravos e tinham de cultivar as terras dos cidadãos espartanos. Até por volta de 700 a.C., o domínio se estendia apenas pela Lacônia (onde ficava a própria Esparta), mas uma bem-sucedida expansão para o oeste acabou lhes dando também a fértil Messênia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo, acreditou-se que o subproduto dessa conquista foi a primeira e única revolução da história de Esparta. Uma minoria de nobres teria abocanhado a maioria das terras da Messênia. Os cidadãos mais pobres se revoltaram e conseguiram redistribuir a terra e obtiveram o direito a vetar as decisões dos dois reis (sim, havia dois deles em Esparta) e da Gerúsia, ou Senado. “Mas uma equipe inglesa que publicou seus achados sobre a Lacônia no ano passado sugere que essa Esparta austera talvez tenha surgido mais tarde, por volta de 540 a.C.”, diz o historiador José Francisco Moura, da Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da incerteza quanto à data, o fato é que as mudanças em Esparta brotaram dos mesmos problemas que atormentavam Atenas nos séculos 7 e 6 a.C. Ali também só uma minoria de cidadãos, de origem nobre, podia exercer os principais cargos públicos. Os homens livres, mas pobres, tendo de se virar com pedaços de terra que mal davam para o seu sustento, viviam sob a ameaça da escravidão por dívidas. As reformas do político e poeta Sólon (por volta de 590 a.C.) acabaram com essa prática e permitiram que pessoas ricas de origem plebéia entrassem na política, mas não foram suficientes para acabar com as tensões sociais. Quem se aproveitou disso foi Pisístrato, que assumiu o poder na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo do tirano até que conseguiu trazer um pouco de paz às terras atenienses, mas bastou que ele morresse para que a cidade voltasse às turras, com seus filhos Hípias e Hiparco brigando juntos para se manter no poder. É aí que entra Cleômenes, um dos reis de Esparta. “Até então, parece que havia pouco contato entre as cidades. Nem mesmo cerâmica ateniense foi encontrada em Esparta, ou vice-versa”, afirma Moura. A cerâmica era uma espécie de saquinho plástico do mundo antigo, que transportava de azeitonas a lixo e, na época, peças atenienses já podiam ser encontradas na Itália e nas cidades gregas da Ásia. No entanto, por volta de 520 a.C., Esparta havia se tornado a potência dominante do sul da Grécia, à frente da chamada Liga do Peloponeso. Os espartanos passaram a ter interesses mais amplos e, além do mais, tinham fama de não tolerar tiranos. Que tal unir o útil ao agradável e restaurar o governo legítimo em Atenas – um governo que seria eternamente agradecido (e, talvez, subordinado) a Esparta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que Cleômenes fez em 510 a.C., botando Hípias para correr. Porém, as lutas na cidade não cessaram. Em meio a uma guerra civil, quem estava levando a melhor era Clístenes, um membro da nobreza, que propunha uma lista de reformas que, na prática, criava uma democracia. O rei de Esparta não gostou da idéia e se dispôs a derrubar o novo regime em favor de um amigo ateniense, Iságoras. Mas a flecha saiu para o lado errado: embora conseguisse tomar a Acrópole, sede do poder ateniense, Cleômenes não contava com a resistência do povo comum, que o cercou e acabou forçando-o à rendição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inimigo comum&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinte anos depois da ascensão da democracia em Atenas e da derrota de Cleômenes, as duas potências tiveram de colocar as diferenças de lado, para enfrentar um problema maior. Liderado pelo rei Xerxes, o Império Persa – provavelmente a primeira superpotência da história – lançou um ataque maciço contra a Grécia, e Atenas e Esparta decidiram resistir. Graças a sua aliança com quase todas as cidades do Peloponeso, os espartanos ainda eram os mais poderosos dos gregos, mas sua força só era realmente respeitável em terra. Os persas, no entanto, atacavam por terra e por mar, e no oceano a frota ateniense foi fundamental. Mesmo assim, a influência espartana era tamanha que o comando da frota grega também ficou nas mãos deles, ao menos no nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns anos, a parceria foi um sucesso. Em 480 a.C., a frota unida dos gregos esmagou as forças persas perto da ilha de Salamina, na Ática, e um ano depois o regente espartano Pausânias completou o serviço em terra, na batalha de Platéia. A caça virou caçador: os atenienses e o rei espartano Leutiquides avançaram para as cidades gregas da Ásia e lá venceram a frota persa outra vez, em 478 a.C. Nesse momento, porém, os espartanos, desacostumados ao papel de potência marítima, deixaram que Atenas continuasse a missão de libertar os gregos asiáticos da Pérsia. “No fim das contas, os gregos deveram sua libertação não apenas a Esparta, mas principalmente a uma Atenas que Cleômenes tinha criado por engano, e que fizera de tudo para destruir”, afirma W.G. Forrest, historiador da Universidade de Oxford e autor do livro A History of Sparta (“Uma História de Esparta”, inédito em português).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada um para o seu lado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do século 5 a.C., Atenas se transformou na principal potência marítima da região. A princípio, muitas das cidades gregas aceitaram se aliar a ela, mas, aos poucos, o que era uma liga de alianças acabou virando um império. Para José Francisco Moura, cidades como Corinto, que fazia parte da Liga do Peloponeso e também tinha interesses marítimos, acabaram levando Esparta a entrar em conflito com Atenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas gigantes ficaram frente a frente na chamada Guerra do Peloponeso, em 432 a.C. A princípio, os atenienses conseguiram escapar do pior dominando os mares e se refugiando atrás de suas muralhas. A captura de centenas de soldados espartanos no próprio Peloponeso chegou até a instaurar uma paz passageira entre os rivais. Mas Atenas perdeu a maior parte da frota num ataque desastrado na costa da atual Itália, e os espartanos aproveitaram para contra-atacar. Dessa vez financiados por um inusitado aliado, os persas, eles possuíam uma frota respeitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito terminou com a vitória de Esparta em 404 a.C. Mas nenhum dos dois lados saiu realmente vencedor. Atenas perdeu os navios que lhe tinham restado e as muralhas que defendiam a cidade e, em Esparta, o impacto da guerra foi ainda maior. Apesar da vitória, a sociedade espartana desmoronou – as riquezas vindas do ex-império ateniense exacerbaram as diferenças sociais entre os espartanos. Na cidade, a concentração de terras voltou com tudo, e o número de homens com direitos de cidadania, que formavam o coração do Exército espartano, diminuiu muito. É que só os homens que podiam contribuir financeiramente para as refeições comunais do Exército eram considerados cidadãos plenos, e muitos espartanos tinham se tornado pobres demais para isso. Ao ser esmagado em Leuctra pelos soldados da cidade de Tebas, em 370 a.C., o Exército de Esparta não contava com muito mais que mil soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algum tempo, até a metade do século 4, Tebas se tornou o poder dominante da Grécia, ao lado de uma Atenas recuperada da guerra e ainda democrática. Esparta tinha virado carta fora do baralho, para todos os efeitos: perdeu até a Messênia (os tebanos proclamaram a independência da região). Mas uma nova força estava surgindo no tabuleiro: o rei Filipe, da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande. Em 338 a.C., ele exterminou as forças combinadas de Atenas e Tebas, submentendo-as e acabando com a independência helênica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meio a meio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Duas metades da mesma história&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arqueologia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cidade ou vila?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em vez de se esbaldar em projetos faraônicos, Esparta praticamente não tinha grandes prédios – aliás, a cidade era pouco mais que um aglomerado de quatro vilarejos, ou obái. Nem muralhas os espartanos tinham, o que também era um jeito de dizer que a cidade, com seus soldados soberbos, não precisava delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Partenon&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O “Templo da Virgem”, construído no auge do poderio ateniense na segunda metade do século 5 a.C., tornou-se o símbolo máximo da arte grega, sendo visitado por legiões de turistas até hoje. O dinheiro para esse projeto veio, em grande parte, das cidades helênicas “vassalas” do império marítimo de Atenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Batalhas&lt;br /&gt;Argos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a ajuda de navios de cidades aliadas, o rei espartano Cleômenes invade o território de Argos, velha inimiga de Esparta, e mata a maior parte de seus soldados. A partir dessa luta, em 494 a.C., os espartanos ficam sem rivais importantes dentro do Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Salamina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A frota combinada dos gregos, comandada pelo espartano Euribíadas e formada em grande parte por navios atenienses, derrota os navios de Xerxes, em 480 a.C. É o embrião da hegemonia marítima de Atenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aigospótamos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase 30 anos de guerra, os navios de Atenas são pegos despreparados pelo almirante espartano Lisandro, em 405 a.C. A marinha da cidade é praticamente aniquilada, e os atenienses acabam se rendendo. É o fim da Guerra do Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esparta&lt;br /&gt;Início - 669 a.C.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esparta sofre uma derrota séria para sua principal rival, a cidade de Argos. É possível que os espartanos tenham sido vencidos porque os argivos já usavam o equipamento de infantaria que passaria a ser padrão entre os gregos (o mais antigo exemplo dessas armas foi achado em Argos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meio - 550 a.C.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Até a metade do século 6, tudo indica que os espartanos não haviam se tornado o povo austero e avesso à arte da época da Guerra do Peloponeso. A competição com a cerâmica ateniense, de melhor qualidade, e, talvez, uma reorganização das leis da cidade podem ter encerrado essa fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim - 450 a.C.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Conforme Atenas vai se tornando impopular entre os membros de sua liga, os espartanos reforçam sua imagem de “libertadores da Grécia”, apoiando-se no papel que desempenharam durante a invasão dos persas. Leônidas, líder morto na luta contra Xerxes, torna-se um símbolo de resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atenas&lt;br /&gt;Início - Século 7 a.C.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As relações comerciais com o mar Egeu ajudam a criar uma minoria de homens ricos e cosmopolitas na Ática. A influência de civilizações mais antigas, como a egípcia, é demonstrada em diversas esculturas monumentais encontradas entre as ruínas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meio - 480 a.C.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As trirremes, barcos com três linhas de remadores usadas nas batalhas navais de Salamina e Mícale, garantem a vitória grega contra os persas. Os marinheiros de Atenas se tornaram especialistas em atravessar brechas na formação inimiga e cercá-la até provocar o choque dos barcos adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim - 440 a.C.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco, os aliados de Atenas na luta contra os persas foram se transformando em vassalos, e a cidade começou a exigir deles tributos anuais. A cobrança de tributos foi um dos motivos que levaram a rebeliões entre os aliados e à Guerra do Peloponeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um pelo outro &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que os atenienses pensavam de Esparta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver em Esparta mais parecia fazer o serviço militar durante a vida inteira: crianças de 7 anos sofriam punições corporais duríssimas. Em Atenas, por outro lado, até o mais humilde dos cidadãos podia votar e expressar suas opiniões na Assembléia. São modos de vida antagônicos, sem dúvida, mas isso não impediu admiração e curiosidade mútuas. “Havia uma corrente contrária à democracia muito antiga no pensamento ateniense, que vem desde os primeiros escritos em prosa, como os do chamado Velho Oligarca, um autor anônimo do século 5 a.C. que inspirou um sentimento de simpatia em relação a Esparta muito comum entre a elite de Atenas”, afirma José Francisco Moura. Segundo o historiador, os atenienses admiravam o sistema educacional rigoroso dos espartanos, porque viam nele um aliado na busca pela virtude coletiva – uma das questões filosóficas mais importantes da época. “Não é de se admirar que Esparta seja a cidade mais poderosa e admirada da Grécia quando se consideram suas instituições”, elogia Xenofonte, escritor e discípulo do filósofo Sócrates. Platão, ao descrever sua República (a visão do filósofo sobre uma sociedade ideal), cria o que poderíamos considerar uma versão idealizada de Esparta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças são educadas rigidamente e desenvolvem afeição à cidade como um todo, e não a seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não quer dizer, porém, que os atenienses só vissem qualidades nos rivais. A velha derrota de Cleômenes ainda era ridicularizada em 411 a.C., como mostra a peça Lisístrata, uma comédia de Aristófanes: “Apesar do seu orgulho lacedemônio, ele teve de me entregar suas armas e sair com um só manto nas costas. Estava sujo e desalinhado, e que barba mal-feita! Parecia não tomar banho havia uns seis anos”, diz um velho na peça. O filósofo Aristóteles (o qual, embora não fosse ateniense, tornou-se intelectual estudando na cidade) também não poupou críticas à obsessão dos espartanos pela perícia militar: “Eles transformam homens em máquinas e, ao se dedicar a apenas um aspecto da vida de uma cidade, acabam se tornando inferiores até nele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem mais difícil saber o que os espartanos achavam de Atenas, já que praticamente não havia escritores na cidade. Um fato significativo é que, quando os atenienses enviaram ajuda militar a Esparta para sufocar uma revolta dos hilotas, os homens de Atenas foram mandados embora – os espartanos temiam que, com suas idéias democráticas, eles acabassem ajudando os rebeldes. E uma frase do éforo Estenelaídas retrata bem o desprezo que muitos em Esparta sentiam por Atenas: “Os atenienses falam demais, e eu não os entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se foram bons contra os persas e agora se tornaram maus, então merecem punição dupla por isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2695999431598868390-2580588377281790092?l=universodahistoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodahistoria.blogspot.com/feeds/2580588377281790092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2695999431598868390&amp;postID=2580588377281790092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/2580588377281790092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2695999431598868390/posts/default/2580588377281790092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodahistoria.blogspot.com/2010/03/as-gigantes-rivais-atenas-e-esparta.html' title='&lt;strong&gt;As gigantes rivais: Atenas e Esparta&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17227472146246971939</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6lt8EY1z7I/AAAAAAAAEec/YGt07eg9h0A/s72-c/guerra-peloponeso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2695999431598868390.post-6473639247095422076</id><published>2010-03-20T15:47:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T16:18:24.478-07:00</updated><title type='text'>A magia na Grécia Antiga</title><content type='html'>&lt;em&gt;No apogeu da civilização grega os rituais de feitiçaria desafiavam &lt;br /&gt;o poder da lógica e da razão dominates&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6VRIE5ml4I/AAAAAAAAEdM/Zt6xITdYsvM/s1600-h/Imagem+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5450852123198003074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6VRIE5ml4I/AAAAAAAAEdM/Zt6xITdYsvM/s400/Imagem+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem podia imaginar que os gregos, defensores da idéia de democracia, do debate e do direito ao voto eram praticantes da magia para fazer mal ao inimigo. No livro Os Trabalhos e os Dias, o poeta do séc. VIII a.C., Hesíodo, recomenda que "se alguém começar tanto dizendo quanto fazendo algo indelicado, esteja certo de pagar-lhe a ofensa duas vezes mais", ou seja, para os gregos devemos ajudar os amigos e prejudicar duas vezes mais o inimigo. A vingança entre os helenos tinha um valor positivo e deveria ser buscada por aqueles que se considerassem lesados por alguém. Logo, era lícito retribuir uma ingratidão ou desrespeito, pois, nessa sociedade, temia-se a vergonha da ofensa que atingia a honra e acarretava a desqualificação moral do indivíduo diante dos demais integrantes da comunidade à qual pertencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, na impossibilidade de revidar uma ofensa o grego usava das práticas da magia. O pesquisador Louis Gernet, especialista em direito grego, afirmava que a magia deve ser considerada como uma das formas mais antigas de fazer valer o direito individual. Toda sociedade, qualquer que seja a sua complexidade, necessita de dispositivos legais para fixar normas, regras e fazê-las obedecidas pelos seus integrantes. A comunidade grega visando a paz, harmonia e solidariedade aciona os dispositivos estratégicos de manutenção da ordem, forçando o cidadão lesado a não fazer uso da vingança individual, incentivando-o a trazer a sua indignação ou ofensa para o espaço público do debate no tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todo esforço civilizatório, a Pólis não poderia interferir em todos os campos da vida do cidadão. Em conflitos amorosos, por exemplo, o Estado se vê de mãos atadas, pois não pode punir ninguém sem uma acusação formal. A situação das mulheres é emblemática já que a feitiçaria muitas vezes era u
