segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O império de Nabucodonosor

Nabucodonosor II, governou durante 42 anos o Segundo Império Babilônico. Ficou famoso pela construção dos Jardins Suspensos
da Babilônia e pela destruição de Jerusalém e seu Templo





Nabucodonosor II ou Nebucadrezar ( 632 a.C.- 562 a.C.) é o filho e sucessor do Rei Nabopolasar, que fundou o segundo império babilônico (ou caldeu), sobre as ruínas do Império Assírio. Seu nome em hebraico, nebukadrezzar, é a transliteração do acadiano, Nabu-cudurri-utsur, que talvez significa “Nabu (deus) protegeu os direitos de sucessão ou minha herança”. No latim temos Nabukodenesor. Deste vem o nome em português. Houve dois reis babilônicos com esse nome: Nabucodonosor I, que reinou entre 1146 e 1123 a.C.; e Nabucodonosor II, a figura mais famosa, que é mencionado na bíblia, que reinou de 604 a 562 a.C.

Antecedentes

Após a morte do rei assírio Assurbanipal, em 631 a.C., o Império Assírio entrou em declínio, devido às revoltas dos povos dominados. O rei caldeu Nabopolassar adotou uma política expansionista, com o intuito de recuperar o antigo poder da Babilônia. Auxiliado pelo rei dos Medos, Ciaxares, combateu a Assíria e derrotou o seu exército, em 616 e 615 a. C., em Arapka. De seguida tentou apoderar-se de Assur, sem êxito, e aliou-se definitivamente aos Medos. Em 612 a. C., conquistou e arruinou Nínive.

Os territórios conquistados foram partilhados entre os dois monarcas, conseguindo a Babilônia reconstruir o seu antigo império. Durante o reinado de seu pai, Nabucodonosor fora o príncipe-herdeiro da Babilônia.


Inscrição em Tijolo faz referência ao nome de
Nabucodonosor; Foi encontrada nas ruínas da
antiga Babilônia. Datada entre 604 e 561 a.C.

Nabucodonosor casou-se em 612 a.C. com Amitis (Amu-hia), filha de Ciáxares, rei da Média. Teve pelo menos três filhos: Amel-Marduque (também chamado Evil-Meredoque), que o sucedeu no trono, Marduque-Sum-Usur e Nabu-Suma-Lisir.

Continuando sozinho as suas investidas, Nabopolassar ordenou a seu filho Nabucodonosor a conquista da Síria. O que resta do Império Assírio sucumbe definitivamente em 605 a.C. Nabopolassar empenhou-se em reprimir os intentos egípcios de restabelecer seu império no Oriente Próximo e após uma série de lutas, seu filho, Nabucodonosor, derrotou totalmente os egípcios na Batalha de Carchemish em 605 a. C.. Nabucodonosor conquistou totalmente Hati, ou seja, a Síria e a Palestina, conforme comenta o historiador Flávio Josefo. Nabucodonosor estava ocupado em guerras, quando seu pai faleceu; então voltou e foi coroado rei.

Reinado

Durante o reinado de Nabucodonosor, que durou de 604 a.C. a 562 a.C., o Segundo Império Babilônico viveu o seu período mais glorioso. Deu continuidade à época de prosperidade e hegemonia babilônicas.


Império Babilônico em seu apogeu durante o período de 604 a 561 a.C.

Nabucodonosor II expandiu seu império, conquistando boa parte da Cilícia, Síria, Fenícia e Judeia. Líder militar de grande energia e crueldade, aniquilou os fenícios, derrotou os egípcios e obteve a hegemonia no Oriente Médio.

Investindo pesado no seu exército, lutou por mais de trinta anos para conquistar os territórios da Assíria, Fenícia, parte da Arábia, Palestina, Síria e Elam, tornando-se a maior liderança do Oriente Médio da Antiguidade.

Em 604 a.C, ele começou a receber tributos da Síria, Damasco, Tiro e Sidom. Jeoaquim, rei de Judá, foi seu vassalo por três anos (II Rs 24:1; Jr 25:1). Em 599 a.C Nabucodonosor derrotou as tribos árabes de Quedar e do leste do rio Jordão (Jr 49: 28 – 33).

Em 598 a.C. conquistou Jerusalém e e levou em cativeiro um grande número de seus habitantes ( II Reis cap. 25 e Daniel cap. 1).

Entre os anos 587 a.C. e 586 a.C., os exércitos de Nabucodonosor destruíram Jerusalém. Tanto as muralhas da cidade quanto o Templo foram destruídos. O resto da cidade ficou em ruínas durante pouco mais de um século. Os sobreviventes são conduzidos para Babilônia.

Construções

Nabucodonosor protegeu sua capital, Babilônia, com linhas de muralhas dupla e um muro entre os rios Tigre e Eufrates ao Norte de Babilônia que se estendiam a vinte e sete quilômetros e meio. Um imenso lago artificial também protegia a cidade.


Ruínas dos Jardins Suspensos da Babilônia.

Nabucodonosor restabeleceu o sistema de irrigação. Havia canais que levava água do rio Tigre até o interior da cidade. Impulsionou o desenvolvimento arquitetônico com luxuosos palácios para os funcionários públicos. Entre as grandes obras que embelezaram a Babilônia, ficaram particularmente famosos os Jardins Suspensos da Babilônia (terraços jardinados construídos em pátios elevados sustentados sobre colunas para agradar à sua mulher, Amitis) e um zigurate (Torre-templo em forma piramidal com mais de 90 metros de altura) chamado incorretamente de "Torre de Babel". Reconstruiu a avenida do Cortejo, decorada lateralmente por cento e vinte leões de pedra. Essa avenida levava ao portão de Istar, adornado com tijolos esmaltados, com gravuras de quinhentos e setenta e cinco dragões e touros alados. Construiu um templo em honra a Ninmá, perto do portão de Istar.

As ruínas da cidade de Babilônia foram escavadas entre 1899 e 1914, por Robert Koldeway e pela Deutsche Grientgesellschaft.


Crônica Babilônica mencionando os eventos que
tiveram lugar no oitavo ano de Nabucodonosor,
rei da Babilônia; Esta tabuleta de barro é parte
de uma série de registros babilônicos resumindo
os principais acontecimentos de cada ano.

O rei caldeu publicou algumas obras. Ele era extremamente religioso. Em suas inscrições ele invoca as principais divindades do panteão babilônico, honrando principalmente os Deuses Marduque, Nabu, Samás, Sim, Gula e Adade. Mandou fazer santuários para os mesmos. Reconstruiu o grande templo de Bel-Marduque, na cidade de Babilônia, que ficou conhecido depois como E-Sigila.

Realizou grandes projetos em cidades como Ur, Larsa, Sipar, Ereque. Essa última a embelezou muito, traçando novas avenidas, e levantando muralhas.

Nabucodonosor faleceu em 562 a.C.. Foi sucedido pelo seu filho Evil-Merodaque. O Segundo Império Babilônico não sobreviveu por muito tempo à morte de Nabucodonosor, sendo conquistado em 539 a.C. pelo rei persa Ciro.

Fontes: Meionorte.com / Info Escola / Wikipédia / Grupo Escolar / Portal São Francisco / Blog História Crítica / Passeiweb / Infopédia

11 comentários:

Neuro-Musical disse...

Nossa, a história é realmente incrivel. Sempre ouvi falar desse reino e gostei de ficar sabendo um pouco mais da história!

http://cerebro-musical.blogspot.com

Paty disse...

legal o seu post, não me lembrava mais desta história. muito bom o seu blog, muito útil também para quem precisa estudar história. parabéns.

Will disse...

Nossa cara parabéns , eu to me formando em historia adorei seu blog eu tenho um mas é pessoal eu ainda vou criar outro sobre historia . mas eu adorei o post até porque na Faculdade é um recorte historico que é trabalhado bem vagamente. Estou seguindo




http://meumundinhoinsanowill.blogspot.com/

Guilherme R. Fauque disse...

Muito bom este blog!!! Parabéns!

William disse...

Cara, vou me aprofundar mais no seu blog. Tem muita coisa interessante que desconheço.
Muito legal.
Abraço.

http://williamkusdra.blogspot.com/

Cáah Lima disse...

Nabucodonosor era Um rei bastante poderoso, mas infelizmente queria toda adoração apenas pra ele e era capaz de fazer tudo por isso!
parabéns, vou pegar fila de história akê :*
http://oicarolina.wordpress.com/

Blog do Alexandre disse...

Exelente blog, parabéms :-)

bassalo disse...

Sou um cronista da Física e li seu blog para fazer um trabalho sobre o pensamento matemático dos babilônios. Ele me foi bastante útil para entender a relação que existe entre o poder e a cultura de um povo. Muito obrigado pela informação de seu blog.
Atenciosamente,
JMFBassalo

Unknown disse...

Na Biblia (em Daniel cap 4) é dito que Nabucodonosor perdeu a lucidez por um determinado tempo. Há registro histórico disso?

Unknown disse...

Na Biblia (em Daniel cap 4) é dito que Nabucodonosor perdeu a lucidez por um determinado tempo. Há registro histórico disso?

Elso Evangelista disse...

Nabucodonosor, se encontra no mundo espiritual na forma homem leão, ou seja com cara e juba de leão, tomando conta de um monte de terra que ele julga ser ouro, ele ainda não se deu conta da realidade das coisas. mas na eternidade em algum tempo ele há de voltar a ser novamente humano, como foi na antiguidade.